Há já algumas semanas que me tem custado muito escrever, não tenho um motivo, pois mantenho as minhas opiniões, o tempo é escasso mas existe, e o gosto por escrever mantém-se. Não quero abandonar o blogue pois, mesmo com poucos leitores, é um escape para mim.
Por isso vou concentrar os próximos post's num tema que me apaixona e a conselho de uma amiga, partilhar o pouco que sei com quem possa saber ainda menos: a amamentação.
Começarei com algo muito básico, as recomendações oficiais. As recomendações a nível internacional e nacional de parte da OMS (Organização Mundial de Saúde), a DGS (Direção Geral de Saúde) e a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), para a amamentação.
Então, o que é recomendado para todos os bebés em todos os países do mundo (e não só os do terceiro mundo) é que os bebes sejam amamentados (ou alimentados a leite adaptado) em exclusivo até aos 6 meses. Sem nenhum outro alimento, nem sequer água (para os que são amamentados em exclusivo), o leite materno cobre todas as necessidades alimentares e de hidratação, mesmo com temperaturas elevadas. Durante estes primeiros 6 meses não deve ser dado absolutamente mais nada (a não ser que seja necessário algum tipo de medicamento), claro que há sempre excepções, mas do que ouço, acaba por ser a regra dar outros alimentos (ou líquidos) antes dos 6 meses e não a excepção.
Depois dos 6 meses, deve ser introduzida a alimentação complementar, o mais saudável possível, "apresentando" os alimentos cozidos ou crus, sem sal nem açúcar, em papa ou puré ou no método BLW (baby led weaning), sem pressões nem obrigações, deixando o bebe experimentar e comer o que quer e a quantidade que quer, pois como o nome "complementar" diz, é um complemento ao leite materno, que até ao ano deve-se manter como a fonte principal de alimentação do bebe.
Continuando com as recomendações oficiais, a amamentação deve manter-se até aos dois anos no mínimo, e depois até mãe e filho/a quererem, levando, dentro do possível, a um desmame natural. Que pode dar-se entre os 4 e os 7 anos, mantendo sempre benefícios nutricionais assim como de proteção.
Um cantinho, escondido mas à vista de todos, para ser eu: mulher, mãe, filha, amiga. Um cantinho de opiniões, historias, crónicas, pensamentos.
domingo, 3 de fevereiro de 2019
quarta-feira, 28 de novembro de 2018
Trabalhar
Dizem que fazer o que gostamos, profissionalmente, é não ter que trabalhar mais na vida, como se a palavra "trabalhar" estivesse ligada á insatisfação laboral.
No entanto, e porque vivemos em sociedade, o "fazer" não é o único que influi na nossa satisfação, o ambiente que nos rodeia também tem (in)felizmente muita influencia.
Pois eu posso adorar o que faço, mas se não gosto com quem "trabalho" (salvo seja) não vou ser feliz. E não me venham dizer que posso ser trabalhador(a) independente, e trabalhar no que gosto, só eu. Aparentemente, neste país, trabalhador independente significa "milionário", pois as exigências são muitas e os direitos nenhuns, como se todas as mulheres trabalhadoras independentes ganhassem "rios de dinheiro" e se pudessem dar ao luxo de não trabalhar durante os 4 ou 5 meses que têm direito as trabalhadoras dependentes. Ou os homens trabalhadores independentes não adoecessem.
É muito triste que no nosso país (e falo de Portugal porque não conheço a realidade de outros países) a população em geral seja tão mesquinha, tão egoísta.
Como querem ou têm o descaro de exigir governantes justos, transparentes e honestos, se na maioria das vezes em empresas (ou departamentos) de 10 pessoas, mais de metade são desleais, falsos e maus colegas.
Nunca tive o sonho de ser "isto ou aquilo" (profissionalmente), e sempre que pensava em estudar qualquer coisa era com o intuito de ter um modo de ganhar dinheiro para viver, com algo o menos complicado possível, o único que sempre quis ser foi mãe, não sabendo eu que era dos "trabalhos" mais difíceis e exigentes que existe.
Neste momento trabalho por dois motivos, sendo que o primeiro é o mesmo de sempre, ganhar dinheiro para (sobre)viver, e o outro é para fazer alguma coisa só minha, sem a "tribo" atrás, costumo dizer que vou descansar do meu "trabalho" de ser mãe. Mas ser mãe é e sempre será a minha ocupação e o que irá sempre proporcionar valor á minha vida. Não o valor que é dado pelo que recebo monetariamente (que é nada), ou o valor que é dado pela sociedade, mas o valor que eu lhe dou como sendo o que sempre sonhei fazer.
No entanto, e porque vivemos em sociedade, o "fazer" não é o único que influi na nossa satisfação, o ambiente que nos rodeia também tem (in)felizmente muita influencia.
Pois eu posso adorar o que faço, mas se não gosto com quem "trabalho" (salvo seja) não vou ser feliz. E não me venham dizer que posso ser trabalhador(a) independente, e trabalhar no que gosto, só eu. Aparentemente, neste país, trabalhador independente significa "milionário", pois as exigências são muitas e os direitos nenhuns, como se todas as mulheres trabalhadoras independentes ganhassem "rios de dinheiro" e se pudessem dar ao luxo de não trabalhar durante os 4 ou 5 meses que têm direito as trabalhadoras dependentes. Ou os homens trabalhadores independentes não adoecessem.
É muito triste que no nosso país (e falo de Portugal porque não conheço a realidade de outros países) a população em geral seja tão mesquinha, tão egoísta.
Como querem ou têm o descaro de exigir governantes justos, transparentes e honestos, se na maioria das vezes em empresas (ou departamentos) de 10 pessoas, mais de metade são desleais, falsos e maus colegas.
Nunca tive o sonho de ser "isto ou aquilo" (profissionalmente), e sempre que pensava em estudar qualquer coisa era com o intuito de ter um modo de ganhar dinheiro para viver, com algo o menos complicado possível, o único que sempre quis ser foi mãe, não sabendo eu que era dos "trabalhos" mais difíceis e exigentes que existe.
Neste momento trabalho por dois motivos, sendo que o primeiro é o mesmo de sempre, ganhar dinheiro para (sobre)viver, e o outro é para fazer alguma coisa só minha, sem a "tribo" atrás, costumo dizer que vou descansar do meu "trabalho" de ser mãe. Mas ser mãe é e sempre será a minha ocupação e o que irá sempre proporcionar valor á minha vida. Não o valor que é dado pelo que recebo monetariamente (que é nada), ou o valor que é dado pela sociedade, mas o valor que eu lhe dou como sendo o que sempre sonhei fazer.
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
Uma Historia
Conheço a história de uma menina (que já é mulher) que me tem vindo á memória estes últimos dias.
Esta menina tinha 7 anos na altura, era um tanto Maria Rapaz e gostava das brincadeiras dos meninos e de andar com eles (a explorar, correr, subir a árvores, etc), na zona onde morava havia um grupo de meninos alguns da idade dela, outros um bocadinho maiores, e ela andava sempre atrás deles.
Um dia os meninos quiseram experimentar aquilo do sexo e como só havia uma menina, experimentaram com ela. Ninguém a obrigou a nada e não foi maltratada. Ela simplesmente não sabia e deixou, porque queria brincar com eles.
Durante muitos anos guardou aquilo em segredo, e durante muito tempo guardou por vergonha, porque na sua cabeça a culpa tinha sido dela, porque ela deixou.
Um dia contou me isto em confidência, e na conversa percebeu que uma criança de 7 anos não consegue perceber ou consentir, e a culpa nunca foi dela. Continuou a guardar o segredo por outros motivos.
Esta história é real, e de alguém que eu conheço pessoalmente.
Não sei se "foi obrigada a dar beijinhos aos avós" ou se lhe faltou alguma coisa durante a infância, só sei que nunca ninguém lhe disse: "o teu corpo é teu e só tu deves tocar nele até teres idade suficiente para perceber o que é o consentimento", "se alguém tentar tocar em ti, diz a alguém com quem sintas confiança".
São duas coisas muito simples de ensinar, mas na cabeça de uma criança não é tão fácil de perceber, especialmente se é obrigada a dar beijinhos a quem não quer, porque uma criança de 7 anos (muito mais uma menor) nem sempre sabe ver a diferença entre um beijinho na bochecha e um beijinho no canto da boca, ou não percebe a diferença entre o beijinho que não quer dar na avó ou o beijinho que não quer dar (ao primo, tio, amigo, conhecido etc) a outra pessoa e vai achar que é sempre obrigação, ou que não precisa de deixar usar o seu corpo para poder brincar com as outras crianças, pois não têm a mesma noção que um adulto tem. Esta obrigação do beijinho é a diferença entre uma criança que sabe que a sua recusa é respeitada e no momento que algo fora do normal acontece, fala logo com alguém e a coisa fica por ali, e a criança que pensa que não pode recusar certas coisas e passa anos a ser abusada porque é obrigada a dar/receber beijinhos a quem não quer.
Honestamente não vejo a dificuldade em entender que a criança deve ter o direito de recusar o contacto físico com qualquer pessoa, assim como tem a obrigação social de cumprimentar educadamente.
Mas só para que fique claro, dar beijinhos, abraços e afecto a quem gostamos é maravilhoso e aqui ninguém disse que devemos proibir os beijinhos aos avós, quando são por gosto devemos incentivar, e fazer saber tanto verbalmente como por gestos a quem amamos, que os amamos.
Esta menina tinha 7 anos na altura, era um tanto Maria Rapaz e gostava das brincadeiras dos meninos e de andar com eles (a explorar, correr, subir a árvores, etc), na zona onde morava havia um grupo de meninos alguns da idade dela, outros um bocadinho maiores, e ela andava sempre atrás deles.
Um dia os meninos quiseram experimentar aquilo do sexo e como só havia uma menina, experimentaram com ela. Ninguém a obrigou a nada e não foi maltratada. Ela simplesmente não sabia e deixou, porque queria brincar com eles.
Durante muitos anos guardou aquilo em segredo, e durante muito tempo guardou por vergonha, porque na sua cabeça a culpa tinha sido dela, porque ela deixou.
Um dia contou me isto em confidência, e na conversa percebeu que uma criança de 7 anos não consegue perceber ou consentir, e a culpa nunca foi dela. Continuou a guardar o segredo por outros motivos.
Esta história é real, e de alguém que eu conheço pessoalmente.
Não sei se "foi obrigada a dar beijinhos aos avós" ou se lhe faltou alguma coisa durante a infância, só sei que nunca ninguém lhe disse: "o teu corpo é teu e só tu deves tocar nele até teres idade suficiente para perceber o que é o consentimento", "se alguém tentar tocar em ti, diz a alguém com quem sintas confiança".
São duas coisas muito simples de ensinar, mas na cabeça de uma criança não é tão fácil de perceber, especialmente se é obrigada a dar beijinhos a quem não quer, porque uma criança de 7 anos (muito mais uma menor) nem sempre sabe ver a diferença entre um beijinho na bochecha e um beijinho no canto da boca, ou não percebe a diferença entre o beijinho que não quer dar na avó ou o beijinho que não quer dar (ao primo, tio, amigo, conhecido etc) a outra pessoa e vai achar que é sempre obrigação, ou que não precisa de deixar usar o seu corpo para poder brincar com as outras crianças, pois não têm a mesma noção que um adulto tem. Esta obrigação do beijinho é a diferença entre uma criança que sabe que a sua recusa é respeitada e no momento que algo fora do normal acontece, fala logo com alguém e a coisa fica por ali, e a criança que pensa que não pode recusar certas coisas e passa anos a ser abusada porque é obrigada a dar/receber beijinhos a quem não quer.
Honestamente não vejo a dificuldade em entender que a criança deve ter o direito de recusar o contacto físico com qualquer pessoa, assim como tem a obrigação social de cumprimentar educadamente.
Mas só para que fique claro, dar beijinhos, abraços e afecto a quem gostamos é maravilhoso e aqui ninguém disse que devemos proibir os beijinhos aos avós, quando são por gosto devemos incentivar, e fazer saber tanto verbalmente como por gestos a quem amamos, que os amamos.
terça-feira, 9 de outubro de 2018
Perspectivas
Normalmente quando ouvimos as palavras "fim de semana comprido" o sentimento é bom.
Mas este fim de semana que passou, sendo que o pai dos meus filhos estaria a trabalhar todos os dias das 7 ás 19h, não se vislumbrava grande coisa.
Só não pensei que (da minha perspectiva) fosse uma bosta (para não dizer asneiras)!
Logo na noite de quinta para sexta começou mal, só dormi 3 horas entre as 3h e as 6h, sendo que entre as 22h e as 3h a princesa ia intercalando pequenos sonos, com choro e vómitos.
O dia de sexta correu bem, e até fui almoçar a casa de uma amiga, a parte complicada foi ir de transportes (metro e autocarro), com uma criatura "attached" ao meu peito, que a cada tossezinha me deixava numa ansiedade de pensar que me ia vomitar toda, mas tal não aconteceu.
Sábado foi passado em casa sem grandes eventos, ao fim do dia fomos ao Colombo buscar (por fim) os livros do rapaz que entrou este ano para o Primeiro Ano, e acabámos por lá jantar com uns amigos.
Na noite de sábado para domingo, e sem nada que fizesse prever, pois o jantar tinha corrido bem, acordo ás 2h com o Gabriel a chorar, e vou dar com ele, a cama e os peluches todos vomitados (coisa que nunca tinha acontecido com ele, pois ele muito raramente vomitou nos seus 6 anos de vida).
Um aparte, eu não vomito, ou posso contar com os dedos de uma mão as vezes que vomitei (que tenha memoria) na minha vida. E por conseguinte não me considero pro em limpar vomito.
Este fim de semana limpei mais do que me recordo.
O Gabriel ainda vomitou mais duas vezes e estive com ele umas 3 horas acordados. Na manhã seguinte dormiu até ás 10h, e passou o dia de domingo mais quieto, e comeu pouco. Mas no fim do dia, tanto ele como ela estavam bem e com energia, já eu estava completamente esgotada, e comecei a ficar enjoada, com tonturas e dores de barriga, acabei por não jantar com receio de vomitar (o qual acabou por não acontecer) mas a noite foi complicada e tive que tomar um chá e um paracetamol para as dores de barriga.
Na segunda-feira, crianças bem dispostas para a escola, e eu toda "esfarrapada" para o trabalho (ainda dormi mais uma hora de manhã depois de os deixar na escola e antes de ir trabalhar).
Chego ao trabalho toda compadecida de mim mesma, á espera de partilhar o meu "sofrimento" e que se compadecessem de mim, mas antes de contar o meu "drama", pergunto á minha colega como tinha passado o seu fim de semana, e com lágrimas nos olhos, ela me responde "O meu melhor amigo morreu"!!
Toda a minha auto-compaixão se desvaneceu num instante, já nada do que fez do meu fim de semana uma bosta, era importante, todos estávamos bem. O meu único pensamento durante a tarde, foi que daqui a um ano, este meu fim de semana provavelmente já não estará na minha memória, mas para a minha colega vai fazer um ano que perdeu um grande amigo e será com certeza uma data que não vai esquecer.
Mas este fim de semana que passou, sendo que o pai dos meus filhos estaria a trabalhar todos os dias das 7 ás 19h, não se vislumbrava grande coisa.
Só não pensei que (da minha perspectiva) fosse uma bosta (para não dizer asneiras)!
Logo na noite de quinta para sexta começou mal, só dormi 3 horas entre as 3h e as 6h, sendo que entre as 22h e as 3h a princesa ia intercalando pequenos sonos, com choro e vómitos.
O dia de sexta correu bem, e até fui almoçar a casa de uma amiga, a parte complicada foi ir de transportes (metro e autocarro), com uma criatura "attached" ao meu peito, que a cada tossezinha me deixava numa ansiedade de pensar que me ia vomitar toda, mas tal não aconteceu.
Sábado foi passado em casa sem grandes eventos, ao fim do dia fomos ao Colombo buscar (por fim) os livros do rapaz que entrou este ano para o Primeiro Ano, e acabámos por lá jantar com uns amigos.
Na noite de sábado para domingo, e sem nada que fizesse prever, pois o jantar tinha corrido bem, acordo ás 2h com o Gabriel a chorar, e vou dar com ele, a cama e os peluches todos vomitados (coisa que nunca tinha acontecido com ele, pois ele muito raramente vomitou nos seus 6 anos de vida).
Um aparte, eu não vomito, ou posso contar com os dedos de uma mão as vezes que vomitei (que tenha memoria) na minha vida. E por conseguinte não me considero pro em limpar vomito.
Este fim de semana limpei mais do que me recordo.
O Gabriel ainda vomitou mais duas vezes e estive com ele umas 3 horas acordados. Na manhã seguinte dormiu até ás 10h, e passou o dia de domingo mais quieto, e comeu pouco. Mas no fim do dia, tanto ele como ela estavam bem e com energia, já eu estava completamente esgotada, e comecei a ficar enjoada, com tonturas e dores de barriga, acabei por não jantar com receio de vomitar (o qual acabou por não acontecer) mas a noite foi complicada e tive que tomar um chá e um paracetamol para as dores de barriga.
Na segunda-feira, crianças bem dispostas para a escola, e eu toda "esfarrapada" para o trabalho (ainda dormi mais uma hora de manhã depois de os deixar na escola e antes de ir trabalhar).
Chego ao trabalho toda compadecida de mim mesma, á espera de partilhar o meu "sofrimento" e que se compadecessem de mim, mas antes de contar o meu "drama", pergunto á minha colega como tinha passado o seu fim de semana, e com lágrimas nos olhos, ela me responde "O meu melhor amigo morreu"!!
Toda a minha auto-compaixão se desvaneceu num instante, já nada do que fez do meu fim de semana uma bosta, era importante, todos estávamos bem. O meu único pensamento durante a tarde, foi que daqui a um ano, este meu fim de semana provavelmente já não estará na minha memória, mas para a minha colega vai fazer um ano que perdeu um grande amigo e será com certeza uma data que não vai esquecer.
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
O peso de um filho
Comecei a trabalhar há quase 3 meses, mas mesmo durante esse tempo sempre que não estava no trabalho, estava com a minha filha (sendo que o meu filho já está na escola, e atl´s e afins), por isso posso dizer que a minha filha tem sido (quase) uma parte de mim, e há 21 meses que não sei o que é estar sem ela.
Andar eu (sozinha) com os meus filhos na rua, e em transportes, é sempre com ela no pano (ou mochila) pois apesar de ela andar muito bem, nem sempre quer dar a mão, ou ir para onde temos que ir, ou andar se não quer, e não sendo um peso pesado, já pesa.
Na passada quinta-feira entrou para a creche. Posso dizer que tem corrido bem, mas não é tempo suficiente para grandes certezas, vamos um dia de cada vez. Como trabalho em part-time, vai haver algumas horas em que ela estará na creche mas eu ainda não estarei a trabalhar. Quando a deixo na escola e volto para casa, sinto falta do peso dela, e em casa então, não sei o que é estar em casa sem a ouvir.
Queixo-me de tudo a torto e a direito, e os meus filhos não são excepção, queixo-me do barulho que fazem, do chatos que são, das asneiras que fazem, mas a falta que fazem quando não estão, é muito superior a tudo o que me queixo deles. Já não sei estar sem eles, e até o peso de os carregar (uma "às costas" o outro pela mão) faz falta para me sentir bem.
Andar eu (sozinha) com os meus filhos na rua, e em transportes, é sempre com ela no pano (ou mochila) pois apesar de ela andar muito bem, nem sempre quer dar a mão, ou ir para onde temos que ir, ou andar se não quer, e não sendo um peso pesado, já pesa.
Na passada quinta-feira entrou para a creche. Posso dizer que tem corrido bem, mas não é tempo suficiente para grandes certezas, vamos um dia de cada vez. Como trabalho em part-time, vai haver algumas horas em que ela estará na creche mas eu ainda não estarei a trabalhar. Quando a deixo na escola e volto para casa, sinto falta do peso dela, e em casa então, não sei o que é estar em casa sem a ouvir.
Queixo-me de tudo a torto e a direito, e os meus filhos não são excepção, queixo-me do barulho que fazem, do chatos que são, das asneiras que fazem, mas a falta que fazem quando não estão, é muito superior a tudo o que me queixo deles. Já não sei estar sem eles, e até o peso de os carregar (uma "às costas" o outro pela mão) faz falta para me sentir bem.
quarta-feira, 15 de agosto de 2018
Ser ou não ser!
Acredito a cima de tudo que cada pessoa tem direito a decidir sobre o seu próprio corpo e decidir o que é ou não melhor para si (ou quem quer que seja afectado pelas suas decisões), seja homem ou mulher. Por isso, e só por isso, acredito que o aborto deve ser legal.
Mas da teoria à prática há uma grande distância. E saber uma coisa difere muito de fazer essa coisa.
Como já disse antes, nunca fiz nem nunca estive numa situação em que o aborto fosse uma opção, nunca sofri sequer um aborto espontáneo. Estive grávida duas vezes na vida e tenho dois filhos lindos e saudáveis (sei a sorte que tenho)!
Não sei, nem quero saber como reagiria se estivesse grávida sem possibilidade económica ou psicológica para manter uma criança (mas para isso existem os métodos anticonceptivos), e muito menos quero saber a minha reação a um filho doente em uma gravidez desejada.
Tudo isto, porque por primeira vez na minha vida ouvi alguém a dizer "a minha filha de 22 anos está grávida, e não sabe de quanto tempo. Ela quer abortar e eu quero que ela aborte pois não tem "vida" para ter um bebé, e será um grande desgosto se já não for a tempo de abortar". E apesar de que da minha boca saíram as palavras "sim, se acham que é o melhor, tenham apenas atenção que em Portugal o aborto só é legal até às 10 semanas e é obrigatório 3 dias de reflexão", mas na minha cabeça só ressoavam as palavras "como têm coragem de matar ou desejar a morte de um bebé!". Não é minha intenção julgar ou opinar sobre a vida dos outros, mas nunca tinha sido directamente confrontada com um aborto antes dele acontecer, nesta circunstância e com estas palavras, e sou honesta, não consigo concordar.
Mas da teoria à prática há uma grande distância. E saber uma coisa difere muito de fazer essa coisa.
Como já disse antes, nunca fiz nem nunca estive numa situação em que o aborto fosse uma opção, nunca sofri sequer um aborto espontáneo. Estive grávida duas vezes na vida e tenho dois filhos lindos e saudáveis (sei a sorte que tenho)!
Não sei, nem quero saber como reagiria se estivesse grávida sem possibilidade económica ou psicológica para manter uma criança (mas para isso existem os métodos anticonceptivos), e muito menos quero saber a minha reação a um filho doente em uma gravidez desejada.
Tudo isto, porque por primeira vez na minha vida ouvi alguém a dizer "a minha filha de 22 anos está grávida, e não sabe de quanto tempo. Ela quer abortar e eu quero que ela aborte pois não tem "vida" para ter um bebé, e será um grande desgosto se já não for a tempo de abortar". E apesar de que da minha boca saíram as palavras "sim, se acham que é o melhor, tenham apenas atenção que em Portugal o aborto só é legal até às 10 semanas e é obrigatório 3 dias de reflexão", mas na minha cabeça só ressoavam as palavras "como têm coragem de matar ou desejar a morte de um bebé!". Não é minha intenção julgar ou opinar sobre a vida dos outros, mas nunca tinha sido directamente confrontada com um aborto antes dele acontecer, nesta circunstância e com estas palavras, e sou honesta, não consigo concordar.
quarta-feira, 25 de julho de 2018
Brinquedos para crianças
O meu anjinho lindo fez 6 anos (what???), e está um crescido, já lê muito bem, escreve mais ou menos e faz contas simples, em Setembro vai para o primeiro ano e é muito responsável na escola.
Ele não é de pedir muitos brinquedos, e vai mudando o que quer cada semana, e sempre que vamos ao supermercado lembra-se de pedir algo, normalmente diferente da vez anterior. Por isso nos anos (e natal) nem sempre é fácil saber o que lhe comprar, nas últimas semanas tem trocado algumas vezes e chegou a pedir um balde de pipocas como prenda de anos.
Há cerca de 1/2 semanas disse que queria um bebé (um de brincar), pediu que viesse com biberão (porque ele não tem maminhas com leite) e como falou várias vazes do assunto achei que era uma boa prenda. Acabei por não ser eu a comprar porque entretanto houve alguns familiares e amigos que me perguntaram o que podiam oferecer, e eu escolhi alguém que sabia, que não iria ficar escandalizado, por um menino de 6 anos querer uma boneca (um bebé, segundo ele).
O "bebé" é de uma marca conhecida de bebés de brincar e vem com biberão e chucha, e ele adorou, na primeira noite até quis dormir com ele. E eu fiquei contente de ver que o exemplo e educação que lhe damos, lhe permite pedir qualquer brinquedo sem receio ou preconceito de pensar que não é um brinquedo adequado para ele, sendo que ele mesmo diz que não há brinquedos para menina ou para menino, há brinquedos para crianças, que ele tem todo o gosto em partilhar com a mana . . . . . de vez em quando.
Ele não é de pedir muitos brinquedos, e vai mudando o que quer cada semana, e sempre que vamos ao supermercado lembra-se de pedir algo, normalmente diferente da vez anterior. Por isso nos anos (e natal) nem sempre é fácil saber o que lhe comprar, nas últimas semanas tem trocado algumas vezes e chegou a pedir um balde de pipocas como prenda de anos.
Há cerca de 1/2 semanas disse que queria um bebé (um de brincar), pediu que viesse com biberão (porque ele não tem maminhas com leite) e como falou várias vazes do assunto achei que era uma boa prenda. Acabei por não ser eu a comprar porque entretanto houve alguns familiares e amigos que me perguntaram o que podiam oferecer, e eu escolhi alguém que sabia, que não iria ficar escandalizado, por um menino de 6 anos querer uma boneca (um bebé, segundo ele).
O "bebé" é de uma marca conhecida de bebés de brincar e vem com biberão e chucha, e ele adorou, na primeira noite até quis dormir com ele. E eu fiquei contente de ver que o exemplo e educação que lhe damos, lhe permite pedir qualquer brinquedo sem receio ou preconceito de pensar que não é um brinquedo adequado para ele, sendo que ele mesmo diz que não há brinquedos para menina ou para menino, há brinquedos para crianças, que ele tem todo o gosto em partilhar com a mana . . . . . de vez em quando.
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