sábado, 14 de outubro de 2017

O parto da Oriana (parte II)

Como já disse (parte I aqui), infelizmente ter planos para um parto não é de todo indicação de como vai correr, e muitas coisas que queria foram eliminadas logo de inicio, como um parto na água (não sendo possível no SNS, o privado não era opção), ou esperar pelo inicio espontâneo do trabalho de parto.
Como combinado, no dia seguinte por volta do meio dia deram-me um comprimido para a indução, como o pai da criança tinha estado a trabalhar durante a noite só lhe liguei a essa hora.
Ter certezas em relação a como vai correr um parto é quase como ter a certeza sobre uma qualquer característica do bebe antes dele nascer, é impossível! Mas pensei que este seria um parto rápido, ou pelo menos mais rápido que o primeiro, porque isso é o que dizem.
Estava enganada.
Voltando ao inicio, liguei ao meu marido mal me deram o comprimido para induzir, e na minha inocência pensei que seria algo rápido, pois o primeiro tinha durado 7 horas em total. E de seguida entreguei o plano de parto que tinha feito, para ficar junto do meu processo, o qual foi bem aceite. Não estava presa à cama, nem ao CTG, nem ao soro, tinha autorização para andar, tomar duche e comer/beber (como solicitado no plano de parto). Andei vezes sem conta pelo corredor com o meu marido, e até recebi a maravilhosa visita de uma amiga que me fez uma massagem na zona lombar, fui ao duche todas as vezes que quis e até me deixaram usar a bola de pilates, mas a dilatação avançava a passo de caracol e devo ter demorado umas 8/9 horas para chegar aos 3 dedos de dilatação com as contracções já a apertar. Na zona onde estávamos o meu acompanhante tinha que sair à 9 da noite e eu só podia passar para a sala de partos depois de atingir os 3 dedos, começava a ficar nervosa de que o meu marido tivesse que ir embora estando eu já a chegar a um ponto de não suportar as dores. Até que cheguei aos 3 dedos mesmo na altura certa, e lá fomos nós para a sala de partos, teria querido ir pelo meu pé, mas já não consegui.
Em duas horas cheguei aos 8cm de dilatação, mas já eram 11 horas com contracções, e na sala de partos já não eram tão permissivos, tinha que estar constantemente ligada ao CTG (o que não permite muita margem de manobra), estava a chegar ao meu limite em dor e cansaço.
Num momento de debilidade pedi a epidural (que eu não queria levar e tinha pedido no plano de parto para não oferecerem) e apesar de já ter os 8cm, foi me logo administrada.
Devo fazer um aparte, e apesar de terem sido sempre respeitadas todas as minhas vontades (tirando o estar constantemente ligada ao CTG na sala de partos) e todas as enfermeiras me terem tratado com respeito e amabilidade, a anestesista que me deu a epidural foi arrogante e mal educada, e mal entrou o primeiro comentário que fez foi: "Não era esta a mãe que não queria a epidural?" como se a minha recusa fosse um ataque pessoal à sua pessoa. Estivesse eu no meu estado normal e tinha-lhe respondido como se merecia, mas precisava das minhas forças para coisas mais importantes. O tempo todo que esteve na sala comigo o seu tom e atitude foram sempre arrogantes, e os comentários à minha recusa da epidural uma constante, nunca lhe respondi, mas fiz tudo conforme me indicou pois não ia deixar que algo corresse mal com a epidural por minha culpa. Apesar de tudo ter corrido bem e a dor ter diminuído quase de imediato, fiquei desiludida de mim mesma.
A partir daqui vou descrever a expulsão para quem não quiser continuar a ler.

O processo de administração da epidural deve ter demorado uns dez minutos, e mal saiu a anestesista e enfermeira-parteira viu que já tinha a dilatação completa ("damn it!" foi o primeiro que pensei, mas estou consciente que o facto de ter estado relativamente relaxada durante a administração da epidural pode ter sido o que ajudou a que a dilatação fosse mais rápida), mandou o meu marido entrar e estando apenas os 3, perguntou se queria as luzes todas ligadas ou apenas as necessárias, a minha primeira resposta foi: "Tanto faz", mas ela voltou a perguntar e disse que quem decidia era eu, então pedi para ficar com pouca luz. Depois sentou-se aos pés da cama e guiou-me para fazer a força necessária para a bebé "encaixar" (whatever that means), penso que é quando a cabeça do bebé entra no canal de parto, mas não tenho a certeza, e a seguir preparou o que faltava para a expulsão, foi espectacular a maneira como me senti capaz de fazer tudo o que me dizia e a força que me transmitiu a enfermeira, em dada altura perguntou se queria sentir a cabeça da minha filha mesmo antes dela sair e foi uma sensação muito estranha, quando por fim saiu a cabeça e logo a seguir os ombros (nunca senti o chamado "anel de fogo") a enfermeira perguntou se queria puxar a minha filha, ganhei força não sei de onde, e da minha posição de semi-deitada (no início da expulsão a enfermeira disse que me podia pôr na posição que quisesse, mas o cansaço era tanto que fiquei quase deitada), levantei-me como se não estivesse cansada agarrei na minha bebé (que ainda tinha metade do corpo dentro de mim), e puxei para o meu colo.
Outro aparte, não posso . . .  de maneira nenhuma . . .  encontrar palavras para descrever o que senti e o que significou para mim poder fazer isto, e não há nada que tenha feito em toda a minha vida até agora que se iguale (não quer dizer que o parto do meu filho não tenha sido importante, e não influencia de maneira alguma o que sinto por ele), por isso se alguém não entende os motivos que me levam a dizer que foi algo maravilhoso para mim, não lhe vou poder explicar, ou se entende ou não se entende.
Não me recordo se ela chorou logo ou não, sei que estava de olhos abertos e que se mexia, a enfermeira perguntou se podia cortar o cordão, e pedi para aguardar mais uns minutos, pois tinha lido muito sobre os benefícios do corte tardio do cordão. Também não me recordo quantos minutos esperou nem me recordo se a placenta saiu antes ou depois de cortarem o cordão, mas lembro de me ter perguntado se a queria ver, e o que pensei é que é maior do que pensava. No momento de cortar o cordão perguntou ao Pedro se queria cortar e penso (infelizmente a memória falha em momentos de grande intensidade emocional) que ele hesitou mas acabou por aceitar. Desde que a puxei até que a levaram para vestir, esteve no meu colo junto ao meu peito, e quando a levaram o pai foi com ela. Depois de a levarem a enfermeira tratou da minha laceração, pois apesar de eu ter pedido para não fazerem episiotomia, como já tinha sido feito no primeiro parto, a pele rasgou no lugar da cicatriz.
Não foi o parto natural e humanizado que idealizei e não correu tudo como teria gostado, mas em comparação com o primeiro parto foi uma vitória, pois senti que a minha opinião e querer foram tomados em conta, e a abertura de mente da enfermeira não só para aceitar os meus pedidos, como para tornar a experiência o melhor, dentro do possível, foi de extrema importância!
Nasceu um pouco antes das 11h30 da noite, e ao igual que no primeiro parto, mal ela saiu, todas as dores e todo o cansaço desapareceram, e fiquei num tal estado de euforia que todo o mal-estar parece uma memoria longínqua.










quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Amizades de oportunidade

Há uns dias, em conversa com o meu cunhado, mostrei-me desiludida de alguns amigos, que estão sempre muito ocupados, mas depois andam sempre a passear e em saídas. E pergunta-me ele: Se te tivessem convidado, terias ido? (como se dissesse que a culpa é minha por ter filhos).
Com um 99,9% de certeza a minha resposta teria sido que não, se me tivessem convidado, essencialmente porque normalmente são coisas que não dá muito jeito com crianças (como por exemplo ir jantar a uma tasca com pouco mais que petiscos, bebidas alcoólicas e mesas e bancos altos) e mesmo que seja apropriado é sempre complicado arranjar lugar para todos num carro, vamos ser honestos, ninguém que não tem filhos e se quer divertir vai sequer considerar a hipótese de convidar a passear/sair uma "amiga" com dois filhos pequenos de "atrelado".
E entendo, algumas vezes também me pergunto onde tinha a cabeça quando decidi ter filhos (são poucas vezes), que isto é muito complicado de gerir.
No entanto, amizades verdadeiras, são (como num casamento) para o fácil e para o complicado.
E tenho pensado que a grande maioria das amizades que fazemos em adultos são o que eu chamo "amizades de oportunidade", que basicamente são aqueles amigos que fazemos porque trabalhamos juntos ou moramos ao lado, ou que por qualquer motivo vemos muitas vezes e acabamos por conversar, combinar saídas e até convidar a festas de família e aniversários, mas quando deixa de existir o motivo que nos leva a ver com frequência, a amizade se vai desvanecendo. Não acho que seja um problema de agora, apesar que a Internet e as redes sociais criam a ilusão que a amizade continua. Talvez antes fazíamos um maior esforço para manter o contacto com algumas pessoas, mas é algo que sempre aconteceu.
Realmente não é a primeira vez que me acontece, mas não deixa de me entristecer ver que é tão difícil ter amizades verdadeiras, e apesar que sei que posso ligar e combinar algo e vai ser giro, não é uma amizade do "dia-a-dia", daquelas que mesmo não vendo a pessoa diariamente vamos falando, partilhando pequenas coisas que acontecem ou piadas que só essa pessoa vai entender. Uma amizade é para as coisas grandes e importantes, mas uma verdadeira faz-se das coisas pequenas.
Não me posso queixar, tenho grandes amigos e se precisar sei que não me falta ajuda e companhia, mas fez-me falta um amig@ para as coisas pequenas.

(Aviso já que não me encontro disponível para receber chamadas e mensagens de pena a perguntar se estou bem. Estou muito bem. E só para que fique claro, não me estou a queixar, a reclamar ou a exigir nada a ninguém, estou apenas (tristemente) a constatar um facto na minha vida, que até pode não ser comum á vida dos outros).

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Ser mãe é . . .

Há uma semana a ouvir falar do passeio à Quinta Pedagógica.
No dia do passeio chegar à escola 15 minutos antes da hora, ir buscá-lo à espera de ouvir tudo sobre como correu, e o primeiro que diz foi: Não fomos ao passeio porque o pneu do autocarro teve um furo, mas não faz mal, vamos amanhã!
Sair hoje de casa com tempo suficiente para chegar à mesma hora de ontem.
Ver o metro a ir embora ao chegar à estação e esperar 6 minutos pelo seguinte.
E o tempo a passar . . .
Depois de estar em várias paragens mais tempo do normal e um "turn off and on again", o metro avariar numa estação sem nenhuma outra alternativa senão esperar pelo seguinte com um menino à beira das lágrimas porque o autocarro se vai embora sem ele.
Ver o outro metro a chegar, abrir as portas e haver uma parede de gente, sem sair uma única pessoa, estando o cais cheio de todos os que saíram do metro avariado.
Respirar fundo, pedir desculpa e tentar espremer-me com a miúda presa ao peito e o miúdo pela mão.
Conseguir um lugar sentados, com duas crianças em cima, uma delas a gritar a pleno pulmão.
E o tempo a passar . . .
Chegar à nossa paragem e começar literalmente a correr mal abrem as portas, subir, sem parar, 4 lanços de escadas rolantes qual representação de "saídos das entranhas do inferno".
Apanhar o elétrico (que não é costume, mas estava mesmo a passar) para fazer 500 metros, e chegar à escola a tempo e horas (3 minutos depois da hora) com um sorriso de dever cumprido.

(Mal saí da escola até me falharam as pernas e mal conseguia respirar, mas não era eu que o ia deixar ficar mal, e a correria serviu para adormecer a miúda).



sexta-feira, 22 de setembro de 2017

De coração cheio

Sempre quis ter filhos, mais do que um. Nunca pensei muito no assunto do ponto de vista dos pais, penso que sempre me motivou a amizade e companheirismo que só se tem com um irmão.
Mas depois de ser mãe, percebi o papel importante que temos como pais na boa relação que terão os filhos como irmãos.
E depois da Oriana nascer, tenho feito um grande esforço porque o Gabriel se sinta incluído, e tão amado e importante como a irmã.
Nos últimos tempos tenho tentado fazer entender o Gabriel que a irmã não é uma boneca e que não pode ser tão bruto, sempre com o receio que não goste dela ou que sinta ciúmes.
Mas esta semana , depois de uma curta conversa com a nova educadora, fiquei com o coração tão cheio que quase não me cabia no peito.
Um dos exercícios que a educadora pediu aos miúdos da sala foi fazerem um desenho da pessoa preferida e a do Gabriel foi a irmã! Mas a melhor parte foi as conversas que ela vai apanhando entre as crianças e o Gabriel fala muito da irmã. Duma dessas conversas na qual falavam de irmãos (não sei exactamente o contexto) o que ele disse foi que os pais gostam da irmã bebé, mas que continuam a gostar muito dele. Até fiquei de lágrimas nos olhos quando a educadora me contou. É passar meses a esforçar-nos por fazer as coisas bem, mas sem ter a certeza de que realmente se está a fazer bem, para de repente, vindo do nada (numa altura que andamos cansados e sem paciência) ter a confirmação de que vamos no caminho certo.

domingo, 10 de setembro de 2017

Vamos lá ver se nos entendemos!

O nome é O-r-i-a-n-a, não o inventei, e não é um nome do meu país de origem!
Não é Ariana nem Mariana (nada contra), e sim, é permitido em Portugal.

Caso estejam interessados em saber é o nome da protagonista de um livro, cujo titulo também incluí dito nome, de uma conhecida escritora portuguesa: Sofia de Mello Breyner Andresen (e se não me engano esteve ou está incluído na lista de livros a ler na primária).

Por isso deixem de ser tão "close minded" e tirem a expressão de confusão da cara quando digo o nome da minha filha, já sei que estavam à espera de Leonor, Matilde ou algo assim, mas não é. Não preciso que gostem ou que digam "Que bonito!" com uma clara expressão de "nunca poria esse nome a uma filha minha!", o único que peço é que aceitem um bocadinho a diversidade, porque o que leva as crianças a gozar umas com as outras (pelo motivo que seja) é o exemplo que recebem em casa!





quarta-feira, 30 de agosto de 2017

O parto da Oriana (parte I)

Saber o que se quer para um parto, não é de maneira nenhuma indicativo de como vai correr o parto, em grande parte porque é realmente algo imprevisível mas uma pequena parte porque ao ter um filho num hospital/maternidade a esmagadora maioria das vezes não somos nós que tomamos as decisões.
Por isso desta vez, queria pelo menos ter "voto na matéria" e fiz um plano de parto, procurei online e especifiquei as minhas preferências, tendo sempre muito presente que é um indicativo das nossas preferências (minhas e do pai) e não um plano exacto do que irá acontecer, mas logo de início as coisas começaram mal e no dia anterior a fazer as 38 semanas comecei com contracções muito irregulares mas muito dolorosas, só ahí já não batia certo com o que tinha ouvido, que as primeiras contracções espontâneas são espaçadas e não dolorosas (o primeiro parto foi induzido, as contracções são logo dolorosas).
Fui à maternidade nessa noite mas prontamente mandada para casa por alguém que faltou às aulas de "amabilidade para atender grávidas com dores", o meu marido saiu na manhã seguinte para ir trabalhar, mas as minhas dores estavam insuportáveis e liguei à Saúde 24, expliquei que estava sozinha (o Gabriel tinha ficado com os avós por ser sábado) e quem me atendeu para não correr riscos, tendo em conta as dores, o facto de estar sozinha e o tempo de gravidez decidiu mandar uma ambulância, e lá fui eu para a maternidade outra vez, desta vez, com um atendimento mais apropriado, fui informada que as dores eram por uma cólica renal e uma pielonefrite (infecção urinária que já chegou aos rins) que estavam a provocar contracções irregulares mas sem trabalho de parto e que teria que ficar internada, e como não havia camas no internamento ia ficar no SO. Estando sozinha tive que entregar tudo o que tinha (telemóvel incluído) e não podia ter visitas, apenas um acompanhante que tinha que ser o mesmo o tempo todo que estivesse no SO, com o marido a trabalhar até às 19h e sem saber quanto tempo estaria no SO, passei o dia sozinha, sem poder falar com ninguém, porque não me podiam visitar. Essa mesma noite passei para o internamento.
Na noite anterior a ter alta, comecei a ficar com comichão na planta dos pés e das mãos, mas como tenho pele atópica e andava também muito inchada, e a comichão para mim não é novidade, não disse nada. Uma colega de quarto, viu-me aflita com a comichão e perguntou, e disse que ela estava internada por algo chamado colestase gravítica, que em casos extremos pode ser fatal para o feto e o primeiro sintoma é comichão nas plantas dos pés e mãos, o que me fez falar logo com as enfermeiras que pediram exames de sangue para verificar a função hepática, na noite seguinte veio uma médica fora do horário normal das visitas dos médicos informar que os resultados mostravam alterações ao nível do fígado, não eram conclusivos em relação à colestase, mas dado o meu tempo de gravidez (quase 39 semanas, depois de uma semana internada) não iriam confirmar pois era preferível induzir o trabalho de parto (devo dizer que já tinha contracções irregulares, muito espaçadas e não dolorosas). Teria preferido esperar, mas não querendo pôr a minha bebé em perigo, aceitei. Deixaram-me descansar essa noite.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Semana Mundial do Aleitamento Materno

Está a decorrer a Semana Mundial do Aleitamento Materno, e como já falei antes (neste post), ao igual que o parto, a amamentação é algo muito importante para mim.
Do meu ponto de vista, se o nosso corpo produz o alimento que os nossos bebés precisam, é porque não há nada melhor para eles (bebés), já seja em exclusivo durante os primeiros 6 meses, ou juntamente com a nossa alimentação até aos dois anos. O grande problema é que nos últimos anos, talvez os últimos 40, a indústria dos leites de substituição está em guerra contra o leite materno através da desinformação, e nas zonas rurais (ou pessoas com menos estudos nas cidades) é abismal a quantidade de mães que acredita que não têm/tiveram leite ou que este é/era fraco. Principalmente porque não têm a informação necessária para escolher o que realmente querem. E quem me venha dizer que não é culpa da indústria dos leites é realmente muito ingénuo, pois porque outro motivo tantos médico "receitam" leites em pó em vez de sugerir uma consulta com uma CAM (Conselheira em Aleitamento Materno), havendo tantos estudos sobre os óbvios benefícios do leite materno e sendo este recomendado tanto pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como pela UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância).
Algo que a maioria das mulheres não sabe antes de ser mães (estou eu incluída) é que no início a amamentação não é fácil (para não dizer que é difícil), dói, muitas vezes os bebés não sabem mamar correctamente levando as mães a acreditarem em mitos como "pouco leite" ou "leite fraco" ou "bebé que mama muitas vezes é porque o leite não o alimenta". Se realmente houvesse uma campanha/educação pró-amamentação e as grávidas recebessem toda a informação, e estivessem conscientes das dificuldades, mas também soubessem que o corpo sabe o que faz e é preciso confiar e que a mama não dá apenas alimento, dá conforto e segurança e carinho, tenho a certeza que muitos mais bebés seriam amamentados.
Se toda este informação estivesse realmente amplamente difundida e os leites de substituição fossem apenas sugeridos como última opção ou por escolha da mãe que decide o que é melhor para ela e para o seu bebé sabendo todos os prós e contras dos leites em pó, a indústria do leite em pó perderia de tal maneira que muitas empresas iriam à falência.
E infelizmente, a falência de certas empresas é mais preocupante que a boa alimentação dos bebés!