Como já disse várias vezes, reclamo de tudo e perco a paciência e o bom humor com muita facilidade, mas ontem tive motivos válidos!
Primeiro que tudo, por fim arranjámos casa e fizemos a mudança o passado fim de semana (num outro post falo na epopeia que foi/ainda é).
Quando fomos para a casa que deixámos, não havia nenhum serviço (água, gás, luz), e como é óbvio, agora que saímos, desligamos tudo, mas como em qualquer serviço, as facilidades para activar, são as dificuldades para desactivar. Na sexta passada fomos fazer o pedido para desactivação da electricidade à EDP, tudo muito bem, até que dizem que tem que estar lá gente em casa e marcam um dia: ontem (28/06) e um período: entre as 10h30 e as 13h. Como o homem da casa está a trabalhar, tenho que ir para lá eu, atravessar a cidade de Lisboa em metro com a piolha pendurada, e esperar que o Sr. se digne a aparecer.
Cheguei pouco antes da hora, a uma casa completamente vazia, sem nada onde me sentar ou trocar a fralda à miúda mais que o chão, esperei e esperei, até que pouco antes das 13h (já a deitar fumo pelas orelhas) peço ao homem da casa que ligue (o contrato está a nome dele) para perceber se ainda demora muito. E qual não é a minha indignação quando ele me liga de volta a dizer que me posso ir embora porque não vai lá ninguém!!!!!!
Segundo a assistente que o atendeu ao telefone, o que fizeram quando fomos à loja foi um pré-agendamento que nunca foi confirmado, que agora era necessário fazer um agendamento sempre por períodos de 2 horas e meia (sem hora certa marcada) e que se não estiver ninguém será cobrada uma multa de 20€!!!!!
Ainda bem que não fui eu a falar ao telefone!
Então voltei a pendurar a miúda, voltei para o metro e fui directa à loja (quando lá cheguei eram quase 15h, com um pit-stop para amamentar a miúda, que não comeu a sopa do almoço), sem almoçar e com a reclamação a remoer.
Tiro a minha senha e sou logo chamada.
Diz a rapariga com um sorriso:
- Em que posso ajudar?
- Venho fazer uma reclamação!
Como tinha a miúda pendurada, sugeriu para ser atendida numa mesa em vez do balcão (desconfío que não queria atender uma reclamação) e aceitei.
Resultado, não me deixaram fazer a reclamação porque não sou a titular do contrato, re-agendaram novamente para um período (sem hora marcada) e voltaram a dizer que se não houver ninguém em casa será cobrada uma multa.
A minha resposta:
- Vão buscar o valor da multa à compensação que me têm que dar por ter estado 2h30 à espera numa casa vazia com uma bebé ao colo!!
Um cantinho, escondido mas à vista de todos, para ser eu: mulher, mãe, filha, amiga. Um cantinho de opiniões, historias, crónicas, pensamentos.
quinta-feira, 29 de junho de 2017
domingo, 18 de junho de 2017
"Chama-lhe parvo!!"
Pode ter ainda 4 anos (quase 5) mas não se deixa enganar. Gostava de saber quem lançou o mito de que as crianças não percebem as coisas.
Ultimamente só quer brincar com umas cartas dos animais dadas num supermercado quando fazemos compras (não sei se ainda estão a dar), o jogo é distribuir as cartas entre ele e eu e depois em modo batalha ir vendo que animal ganha nas cartas lançadas por cada um.
Ontem de manhã estava a distribuir as cartas e ia-me perguntando se queria aquela com cada uma delas (como não costuma perguntar, e distribuí as melhores para ele), aproveitei a situação e ia escolhendo os animais mais fortes, mas como são muitas cartas fui tomar banho enquanto ele continuava a distribuir.
De repente aparece na casa de banho e pergunta:
G. - Mãe, queres o coelhinho fofinho?
(Com tal carinho que parecia que me estava a oferecer a melhor carta)
Eu - Está bem. (Mais para lhe fazer a vontade)
G. - Mas se ficas com o "coelhinho fofinho", eu fico com a chita! (que eu já tinha escolhido antes)
Eu - Então não quero.
G. - Mas é o "coelhinho fofinho"!
Acabei por aceitar, pensando para mim, que a fofura do coelhinho não tem qualquer hipótese contra as garras, os dentes e a velocidade da chita. Mas isso já ele sabe. Chama-lhe parvo!
Ultimamente só quer brincar com umas cartas dos animais dadas num supermercado quando fazemos compras (não sei se ainda estão a dar), o jogo é distribuir as cartas entre ele e eu e depois em modo batalha ir vendo que animal ganha nas cartas lançadas por cada um.
Ontem de manhã estava a distribuir as cartas e ia-me perguntando se queria aquela com cada uma delas (como não costuma perguntar, e distribuí as melhores para ele), aproveitei a situação e ia escolhendo os animais mais fortes, mas como são muitas cartas fui tomar banho enquanto ele continuava a distribuir.
De repente aparece na casa de banho e pergunta:
G. - Mãe, queres o coelhinho fofinho?
(Com tal carinho que parecia que me estava a oferecer a melhor carta)
Eu - Está bem. (Mais para lhe fazer a vontade)
G. - Mas se ficas com o "coelhinho fofinho", eu fico com a chita! (que eu já tinha escolhido antes)
Eu - Então não quero.
G. - Mas é o "coelhinho fofinho"!
Acabei por aceitar, pensando para mim, que a fofura do coelhinho não tem qualquer hipótese contra as garras, os dentes e a velocidade da chita. Mas isso já ele sabe. Chama-lhe parvo!
sábado, 3 de junho de 2017
Os problemas do metro
Tem se falado muito ultimamente que o metro de Lisboa tem muitos problemas, mas hoje (para variar) vou falar dos problemas cuja solução não depende directamente de quem gere o metro.
Como sabem ando de metro regularmente (quase todos os dias vá), regra geral faço-o com duas crianças pequenas, e deparo-me constantemente com 3 problemas em específico.
O primeiro é o óbvio: os lugares prioritários, os quais nunca peço (prefiro ir em pé do que ir a viagem toda com olhares mal-encarados), quando estava grávida a desculpa era que não tinham a certeza ou que de certos ângulos não se percebia a barriga, e agora que ando literalmente com a criança pendurada no meu peito, qual é a desculpa?
Já me aconteceu notar as pessoas sentadas a verem-me quando estou da parte de fora à espera para entrar, mas quando entro está tudo ao telemóvel, a ler ou a "dormir" e " ah peço desculpa mas não a vi" quando uma outra pessoa que está em pé pede se alguém me pode ceder o lugar. Continuo a pensar que isto de exigirmos certas melhorias deve começar connosco e já tive que me levantar para dar lugar a gravidas ou pessoas idosas.
O segundo, não tão óbvio: a questão dos elevadores (que também se aplica a centros comerciais). Então, para quem não sabe (que aparentemente é quase toda a gente) ao lado do símbolo que mostra a existência de um elevador existe um outro símbolo muito parecido ao dos lugares prioritários, que indica que o elevador é para ser utilizado por pessoas com prioridade, só depois de entrarem estas pessoas (ou não havendo nenhuma) é que podem entrar as outras, mas a maioria das pessoas é terrivelmente ignorante ou simplesmente não querem saber, e agem como se fosse por ordem de chegada e até olham de lado para as grávidas ou pessoas com carrinho de bebé e chegam-se um bocadinho mais perto da porta para não lhes "roubarem o lugar". No meu caso actual, já desisti de utilizar o elevador, porque não utilizo carrinho. No fim da gravidez, quando saia do metro, ainda no cais, e para evitar ficar em pé do lado de fora do elevador à espera que voltasse, sentava-me à espera que entrassem todas as pessoas com óbvios sinais de "incapacidade mental" (sem querer ofender quem realmente tem alguma incapacidade mental), e utilizava o elevador sem me chatear.
Por último, mas não menos importante: penso que esta situação é menos grave que as outras, mas que continua a mostrar uma grande ignorância e desrespeito pelos outros. Havendo também um símbolo que indica junto às escadas rolantes que o lado direito serve para quem quer ficar parado, e o lado esquerdo para quem quer andar, ora isto nem é muito difícil de perceber quando as utilizamos, mas há quem simplesmente não lhe interessa e pára onde é para andar, muitas vezes em horas de grande afluência, impedindo a rápida circulação de quem tem pressa ou simplesmente não quer ficar parado. Não falo obviamente de pessoas com grandes malas ou coisas volumosas ou que por qualquer outro motivo válido precisa de utilizar os dois lados. Mas se o meu filho que tem 4 anos, sabe que o lado esquerdo é para andar, não deve ser algo muito difícil de perceber e aprender, até porque na condução funciona de forma parecida.
A meu ver, fazer exigências de melhorias nisto ou aquilo, talvez fosse mais válido se nestas pequenas coisas soubéssemos fazer o correcto. Há quem diga que as melhorias que queremos ver no "mundo" devem começar connosco.
Como sabem ando de metro regularmente (quase todos os dias vá), regra geral faço-o com duas crianças pequenas, e deparo-me constantemente com 3 problemas em específico.
O primeiro é o óbvio: os lugares prioritários, os quais nunca peço (prefiro ir em pé do que ir a viagem toda com olhares mal-encarados), quando estava grávida a desculpa era que não tinham a certeza ou que de certos ângulos não se percebia a barriga, e agora que ando literalmente com a criança pendurada no meu peito, qual é a desculpa?
Já me aconteceu notar as pessoas sentadas a verem-me quando estou da parte de fora à espera para entrar, mas quando entro está tudo ao telemóvel, a ler ou a "dormir" e " ah peço desculpa mas não a vi" quando uma outra pessoa que está em pé pede se alguém me pode ceder o lugar. Continuo a pensar que isto de exigirmos certas melhorias deve começar connosco e já tive que me levantar para dar lugar a gravidas ou pessoas idosas.
O segundo, não tão óbvio: a questão dos elevadores (que também se aplica a centros comerciais). Então, para quem não sabe (que aparentemente é quase toda a gente) ao lado do símbolo que mostra a existência de um elevador existe um outro símbolo muito parecido ao dos lugares prioritários, que indica que o elevador é para ser utilizado por pessoas com prioridade, só depois de entrarem estas pessoas (ou não havendo nenhuma) é que podem entrar as outras, mas a maioria das pessoas é terrivelmente ignorante ou simplesmente não querem saber, e agem como se fosse por ordem de chegada e até olham de lado para as grávidas ou pessoas com carrinho de bebé e chegam-se um bocadinho mais perto da porta para não lhes "roubarem o lugar". No meu caso actual, já desisti de utilizar o elevador, porque não utilizo carrinho. No fim da gravidez, quando saia do metro, ainda no cais, e para evitar ficar em pé do lado de fora do elevador à espera que voltasse, sentava-me à espera que entrassem todas as pessoas com óbvios sinais de "incapacidade mental" (sem querer ofender quem realmente tem alguma incapacidade mental), e utilizava o elevador sem me chatear.
Por último, mas não menos importante: penso que esta situação é menos grave que as outras, mas que continua a mostrar uma grande ignorância e desrespeito pelos outros. Havendo também um símbolo que indica junto às escadas rolantes que o lado direito serve para quem quer ficar parado, e o lado esquerdo para quem quer andar, ora isto nem é muito difícil de perceber quando as utilizamos, mas há quem simplesmente não lhe interessa e pára onde é para andar, muitas vezes em horas de grande afluência, impedindo a rápida circulação de quem tem pressa ou simplesmente não quer ficar parado. Não falo obviamente de pessoas com grandes malas ou coisas volumosas ou que por qualquer outro motivo válido precisa de utilizar os dois lados. Mas se o meu filho que tem 4 anos, sabe que o lado esquerdo é para andar, não deve ser algo muito difícil de perceber e aprender, até porque na condução funciona de forma parecida.
A meu ver, fazer exigências de melhorias nisto ou aquilo, talvez fosse mais válido se nestas pequenas coisas soubéssemos fazer o correcto. Há quem diga que as melhorias que queremos ver no "mundo" devem começar connosco.
sábado, 27 de maio de 2017
Serei só eu?
Leio vários blogs (além do meu ;-) ), e muitas vezes leio também os comentários.
E se há coisa que não percebo são os "haters", é que me faz mesmo comichão.
Normalmente, quando leio um post, ou mesmo um artigo de opinião ou notícia num jornal online e não concordo com o que foi dito ou não gosto da opinião/notícia ou até de algum comentário de outra pessoa, não comento. Primeiro e principal porque não gosto de confrontos e discussões e segundo porque não leva a lado nenhum.
Uma das bases da psicologia na Grécia antiga é o "Nosce te ipsum" (Conhece-te a ti mesmo), ou seja para poderes entender os outros tens primeiro que te entender a ti, e apesar de parecer bastante simples, não é. Não querendo dizer que sou melhor que os outros, mas tendo em conta esta base da psicologia, conheço-me o suficiente como para saber que em relação a certos temas, não importa o que os outros me digam, a minha opinião não vai mudar, então se eu sou assim, porque é que os outros haveriam de ser diferentes?
Apenas comento quando estou de acordo, para mostrar o meu apoio e poder conversar com alguém que partilha a mesma opinião que eu, e como é óbvio é algo de que gosto, conversar (mesmo virtualmente) sobre alguma opinião que partilho com outra pessoa (mesmo que desconhecida). E se há algo que não entendo mesmo é a necessidade de comentar online quando não se partilha a opinião no intuito de insultar e/ou confrontar, mesmo que a opinião/post do outro seja ridícula ou mesmo de insulto à opinião contraria.
Mas o que se vê cada vez mais, é discussões, que não levam a absolutamente lado nenhum, que criam mal estar e stress muitas vezes apenas porque nos achamos no direito de criticar/insultar os outros por coisas tontas e sem importância, e mesmo por coisas transcendentes como a discriminação, a misoginia ou o racismo. Entrar em grandes discussões na maioria das vezes carregadas de insultos com alguém que não tem vergonha de mostrar as suas verdadeiras "cores" num post ou artigo de opinião vai servir de alguma coisa, essa pessoa vai mudar?
Como é óbvio não falo de discussões saudáveis, nas quais os intervenientes apesar de mostrar opiniões diferentes conseguem ser educados e respeitar a maneira de pensar dos outro.
E se há coisa que não percebo são os "haters", é que me faz mesmo comichão.
Normalmente, quando leio um post, ou mesmo um artigo de opinião ou notícia num jornal online e não concordo com o que foi dito ou não gosto da opinião/notícia ou até de algum comentário de outra pessoa, não comento. Primeiro e principal porque não gosto de confrontos e discussões e segundo porque não leva a lado nenhum.
Uma das bases da psicologia na Grécia antiga é o "Nosce te ipsum" (Conhece-te a ti mesmo), ou seja para poderes entender os outros tens primeiro que te entender a ti, e apesar de parecer bastante simples, não é. Não querendo dizer que sou melhor que os outros, mas tendo em conta esta base da psicologia, conheço-me o suficiente como para saber que em relação a certos temas, não importa o que os outros me digam, a minha opinião não vai mudar, então se eu sou assim, porque é que os outros haveriam de ser diferentes?
Apenas comento quando estou de acordo, para mostrar o meu apoio e poder conversar com alguém que partilha a mesma opinião que eu, e como é óbvio é algo de que gosto, conversar (mesmo virtualmente) sobre alguma opinião que partilho com outra pessoa (mesmo que desconhecida). E se há algo que não entendo mesmo é a necessidade de comentar online quando não se partilha a opinião no intuito de insultar e/ou confrontar, mesmo que a opinião/post do outro seja ridícula ou mesmo de insulto à opinião contraria.
Mas o que se vê cada vez mais, é discussões, que não levam a absolutamente lado nenhum, que criam mal estar e stress muitas vezes apenas porque nos achamos no direito de criticar/insultar os outros por coisas tontas e sem importância, e mesmo por coisas transcendentes como a discriminação, a misoginia ou o racismo. Entrar em grandes discussões na maioria das vezes carregadas de insultos com alguém que não tem vergonha de mostrar as suas verdadeiras "cores" num post ou artigo de opinião vai servir de alguma coisa, essa pessoa vai mudar?
Como é óbvio não falo de discussões saudáveis, nas quais os intervenientes apesar de mostrar opiniões diferentes conseguem ser educados e respeitar a maneira de pensar dos outro.
sábado, 20 de maio de 2017
Há quem lhe chame azar, eu chamo-lhe sorte!
Pela segunda vez na minha vida fui despedida.
Porquê?
Porque tive o descaramento de engravidar, das duas vezes, e nesta segunda ainda fui mais longe e não só estive com baixa de gravidez de risco quase metade da gravidez, como ainda tinha intenção de pedir os 3 meses extra para o alargamento da licença (que se revelou desnecessário devido à minha nova condição de desempregada, senão iria receber a maravilhosa quantia de 25% do meu ordenado, o que daria um valor aproximado aos 200€ por mês), vejam lá o meu atrevimento e falta de respeito pelos meus empregadores.
Ah mas e então não há leis que protegem as grávidas e mães recentes?
Claro que há, para aquela pequena percentagem que tem contratos de efectividade. Mas como vivemos no país dos recibos verdes e contratos de trabalho temporário (para trabalhos não temporários) nada impede de sermos legalmente mandados para a rua. Depois ficamos todos muito admirados quando vemos que o nosso querido Portugal tem a mais baixa taxa de natalidade da Europa, quem diria?
E a melhor parte disto tudo é quando me dirijo às entidades competentes (ACT e CITE) não só não dão respostas claras sobre a cessação de um contrato a termo incerto porque atingiu a " duração legal de 1 ano" (?), como amavelmente nos encaminham de uma entidade para a outra.
Pelo outro lado após uma "muito extensa" licença de 5 meses a receber 80% do ordenado (que já de por si não é grande coisa) tinha duas opções: deixá-la numa creche (coisa que só faria no caso de muito extrema necessidade) a pagar quase metade do já curto ordenado, ou pedir o alargamento da licença por mais 3 meses (que era a minha intenção como já tinha mencionado). Para piorar as coisas o alargamento iria terminar no fim de Julho e a escola do Gabriel fecha durante o mês de Agosto, e não tendo a possibilidade de tirar o mês de Agosto de férias não teria onde deixar o miúdo, o que me andava a stressar.
É preocupante ficar sem trabalho tendo dois filhos e uma casa para manter? Claro que é.
Fico triste por poder passar mais tempo com os meus filhos?
Claro que não.
Devia ter mostrado mais "profissionalismo" e "responsabilidade" para com o meu trabalho e desistido dos meus direitos para mostrar que sou uma trabalhadora de valor? Há custa do meu bem estar e o da minha filha?
Nem pensar, quem despede alguém por fazer valer os direitos de mãe não merece uma trabalhadora de valor!
A minha fidelidade é para com os meus filhos!
Tenho direito ao fundo de desemprego e vou fazer uso dele, tenho que procurar trabalho e é o que vou fazer, mas nos meus termos (não vou aceitar qualquer trabalho da treta) e de acordo às minhas capacidades. Se é legal despedirem-me, também é eu só aceitar o melhor trabalho para mim, mesmo que demore algum tempo, de preferência depois de Agosto quando a escola já abriu e já tenho vaga numa IPSS para a princesa ;-) !
Porquê?
Porque tive o descaramento de engravidar, das duas vezes, e nesta segunda ainda fui mais longe e não só estive com baixa de gravidez de risco quase metade da gravidez, como ainda tinha intenção de pedir os 3 meses extra para o alargamento da licença (que se revelou desnecessário devido à minha nova condição de desempregada, senão iria receber a maravilhosa quantia de 25% do meu ordenado, o que daria um valor aproximado aos 200€ por mês), vejam lá o meu atrevimento e falta de respeito pelos meus empregadores.
Ah mas e então não há leis que protegem as grávidas e mães recentes?
Claro que há, para aquela pequena percentagem que tem contratos de efectividade. Mas como vivemos no país dos recibos verdes e contratos de trabalho temporário (para trabalhos não temporários) nada impede de sermos legalmente mandados para a rua. Depois ficamos todos muito admirados quando vemos que o nosso querido Portugal tem a mais baixa taxa de natalidade da Europa, quem diria?
E a melhor parte disto tudo é quando me dirijo às entidades competentes (ACT e CITE) não só não dão respostas claras sobre a cessação de um contrato a termo incerto porque atingiu a " duração legal de 1 ano" (?), como amavelmente nos encaminham de uma entidade para a outra.
Pelo outro lado após uma "muito extensa" licença de 5 meses a receber 80% do ordenado (que já de por si não é grande coisa) tinha duas opções: deixá-la numa creche (coisa que só faria no caso de muito extrema necessidade) a pagar quase metade do já curto ordenado, ou pedir o alargamento da licença por mais 3 meses (que era a minha intenção como já tinha mencionado). Para piorar as coisas o alargamento iria terminar no fim de Julho e a escola do Gabriel fecha durante o mês de Agosto, e não tendo a possibilidade de tirar o mês de Agosto de férias não teria onde deixar o miúdo, o que me andava a stressar.
É preocupante ficar sem trabalho tendo dois filhos e uma casa para manter? Claro que é.
Fico triste por poder passar mais tempo com os meus filhos?
Claro que não.
Devia ter mostrado mais "profissionalismo" e "responsabilidade" para com o meu trabalho e desistido dos meus direitos para mostrar que sou uma trabalhadora de valor? Há custa do meu bem estar e o da minha filha?
Nem pensar, quem despede alguém por fazer valer os direitos de mãe não merece uma trabalhadora de valor!
A minha fidelidade é para com os meus filhos!
Tenho direito ao fundo de desemprego e vou fazer uso dele, tenho que procurar trabalho e é o que vou fazer, mas nos meus termos (não vou aceitar qualquer trabalho da treta) e de acordo às minhas capacidades. Se é legal despedirem-me, também é eu só aceitar o melhor trabalho para mim, mesmo que demore algum tempo, de preferência depois de Agosto quando a escola já abriu e já tenho vaga numa IPSS para a princesa ;-) !
sábado, 6 de maio de 2017
Babywearing na European Babywearing Week 2017
Já falei antes que costumo levar a minha bebé num pano junto a mim, e não só é extremamente prático como ergonómico.
Sou nova nisto de carregar bebés (babywearing) e não estou nem perto de ser uma grande entendida no assunto, mas durante a segunda gravidez e até depois da princesa nascer, tenho lido muito e tentado aprender tudo o que posso.
Vejo uma grande falta de conhecimento acerca deste tema (não por falta de informação disponibilizada online), vou tentar explicar o melhor que posso.
Existem várias formas de carregar os bebés, algumas ergonómicas, outras não.
Não ergonómico: Marsupios
Pouch Sling em recém nascidos.
Ergonómicos: panos (elásticos, semi-elásticos, não-elásticos), sling de argolas, mei-tais, mochilas ergonómicas.
Segundo o que aprendi, para serem ergonómicos devem seguir 3 directrizes: suportar o bebe pelo rabinho (não pelos genitais) numa posição de sapinho, ou seja ir de joelho a joelho, mantendo estes acima do nível do rabinho, como um M. Não devem ter um painel rígido, que force a coluna do bebe a ficar direita, os músculos ainda não têm força suficiente que lhe permita esta posição em segurança, o painel deve acompanhar a curvatura natural do bebe. E a comodidade do carregador também é importante, mantendo o bebe à distancia de um beijinho o esforço é menor .
Nada é só preto e branco, e isto é apenas o que eu sei, não faz de mim uma expert nem apta para dizer a determinada pessoa o que é melhor para ela. Apenas pretendo partilhar algo que aprendi e que pode ser útil para alguém interessado. Existem no entanto conselheiras em babywearing, assim como lojas com as diversas opções ergonómicas. O meu pano por exemplo foi comprado numa loja em Oeiras: Leva-me contigo e na qual me foi dada uma mini aula de como utilizar o pano, por alguém não só profissional mas de uma simpatia extrema.
Infelizmente com o meu anjinho utilizei um marsupio durante 4 ou 5 meses após o nascimento, nunca me senti cómoda e sempre por curtos períodos.
Na altura falaram me dos panos, mas não prestei a devida atenção e achei complicado.
O marsupio é infelizmente o meio de carregar bebés mais utilizado e o único que se encontra nas lojas de puericultura, por falta de conhecimento e informação enganosa de certas marcas, as quais muitas vezes indicam serem ergonómicas, o qual nem sempre corresponde à realidade, mas não existindo nenhum regulamento, fazem o que querem.
Espero com este post ajudar alguém ou pelo menos dar tudo o necessário para fazerem uma escolha informada, pois sendo eu alguém que não gosta de ser abordada na rua por estranhos que me digam o que fazer, nunca o faria eu aos outros, mesmo que não seja a melhor opção.
Sou nova nisto de carregar bebés (babywearing) e não estou nem perto de ser uma grande entendida no assunto, mas durante a segunda gravidez e até depois da princesa nascer, tenho lido muito e tentado aprender tudo o que posso.
Vejo uma grande falta de conhecimento acerca deste tema (não por falta de informação disponibilizada online), vou tentar explicar o melhor que posso.
Existem várias formas de carregar os bebés, algumas ergonómicas, outras não.
Não ergonómico: Marsupios
Pouch Sling em recém nascidos.
Sendo esta opção completamente desaconselhada pois pode levar à morte do bebe por asfixia.
Ergonómicos: panos (elásticos, semi-elásticos, não-elásticos), sling de argolas, mei-tais, mochilas ergonómicas.
Segundo o que aprendi, para serem ergonómicos devem seguir 3 directrizes: suportar o bebe pelo rabinho (não pelos genitais) numa posição de sapinho, ou seja ir de joelho a joelho, mantendo estes acima do nível do rabinho, como um M. Não devem ter um painel rígido, que force a coluna do bebe a ficar direita, os músculos ainda não têm força suficiente que lhe permita esta posição em segurança, o painel deve acompanhar a curvatura natural do bebe. E a comodidade do carregador também é importante, mantendo o bebe à distancia de um beijinho o esforço é menor .
Infelizmente com o meu anjinho utilizei um marsupio durante 4 ou 5 meses após o nascimento, nunca me senti cómoda e sempre por curtos períodos.
Na altura falaram me dos panos, mas não prestei a devida atenção e achei complicado.
O marsupio é infelizmente o meio de carregar bebés mais utilizado e o único que se encontra nas lojas de puericultura, por falta de conhecimento e informação enganosa de certas marcas, as quais muitas vezes indicam serem ergonómicas, o qual nem sempre corresponde à realidade, mas não existindo nenhum regulamento, fazem o que querem.
Espero com este post ajudar alguém ou pelo menos dar tudo o necessário para fazerem uma escolha informada, pois sendo eu alguém que não gosta de ser abordada na rua por estranhos que me digam o que fazer, nunca o faria eu aos outros, mesmo que não seja a melhor opção.
domingo, 30 de abril de 2017
Controvérsias
Já ando pelos cabelos com a questão da vacinação e da não-vacinação ultimamente, não estou aqui para dar a minha opinião porque realmente não tenho nada novo a dizer, já tudo foi dito e o que não foi, não vai mudar atitudes.
O meu problema é ver tanta gente preocupada e tantas opiniões com respeito a este tema sobre um "grande surto" e a infeliz morte de uma adolescente, sobre o qual já li tanta informação diferente que prefiro não comentar, apenas lamentar.
Mas esta história da "baleia azul" deixa-me para lá de surpreendida, especialmente porque (e não estou aqui para falar bem ou mal) ninguém vê o mesmo nível de "irresponsabilidade" num pai que dá acesso irrestrito e sem supervisão a um telemóvel, tablet ou PC com Internet e redes sociais a um adolescente, e o que decide não dar uma vacina!
" Ah porque a não vacinação pode afectar o resto da população e o outro apenas afecta o próprio filho!"
Então isto é uma questão de se eu e os meus estamos bem, mas se um adolescente morre porque tem acceso ilimitado a redes sociais não há irresponsabilidade de parte dos pais ( e não só da mãe), então não há problema?
Pois, mas aí é que transparece a ignorância, e o muito que somos todos "papagaios" dos meios de comunicação e de tudo o que nos permita não pensar por nós mesmos.
Psicologicamente, dentro de uma sociedade, o adolescente é o "elo mais fraco", mais que uma criança pequena, o adolescente está mais desprotegido, tenta provar-se ao mundo e é muito propenso à opinião dos outros. Um adolescente que não tenha acesso a certas coisas, vamos pôr o exemplo das drogas ou do álcool, mas os amigos têm, vai estar tão vulnerável como os que têm acesso irrestrito. A liberdade que é dada aos adolescentes no acesso a aparelhos electrónicos vai afectar os que não têm, já seja porque os que não têm vão ser postos de lado (o que vai afectar a auto-estima de alguém que quer fazer parte de um grupo) ou porque os que não têm vão fazer os que os outros fazem.
Como a minha mãe sempre disse: "Se os teus amigos saltarem de uma ponte, tu também vais saltar?"
Por isto, sim, a irresponsabilidade de um pai afecta não só o próprio filho, como os filhos dos outros. A questão é, porque é que não vejo tantas virgens ofendidas?
O meu problema é ver tanta gente preocupada e tantas opiniões com respeito a este tema sobre um "grande surto" e a infeliz morte de uma adolescente, sobre o qual já li tanta informação diferente que prefiro não comentar, apenas lamentar.
Mas esta história da "baleia azul" deixa-me para lá de surpreendida, especialmente porque (e não estou aqui para falar bem ou mal) ninguém vê o mesmo nível de "irresponsabilidade" num pai que dá acesso irrestrito e sem supervisão a um telemóvel, tablet ou PC com Internet e redes sociais a um adolescente, e o que decide não dar uma vacina!
" Ah porque a não vacinação pode afectar o resto da população e o outro apenas afecta o próprio filho!"
Então isto é uma questão de se eu e os meus estamos bem, mas se um adolescente morre porque tem acceso ilimitado a redes sociais não há irresponsabilidade de parte dos pais ( e não só da mãe), então não há problema?
Pois, mas aí é que transparece a ignorância, e o muito que somos todos "papagaios" dos meios de comunicação e de tudo o que nos permita não pensar por nós mesmos.
Psicologicamente, dentro de uma sociedade, o adolescente é o "elo mais fraco", mais que uma criança pequena, o adolescente está mais desprotegido, tenta provar-se ao mundo e é muito propenso à opinião dos outros. Um adolescente que não tenha acesso a certas coisas, vamos pôr o exemplo das drogas ou do álcool, mas os amigos têm, vai estar tão vulnerável como os que têm acesso irrestrito. A liberdade que é dada aos adolescentes no acesso a aparelhos electrónicos vai afectar os que não têm, já seja porque os que não têm vão ser postos de lado (o que vai afectar a auto-estima de alguém que quer fazer parte de um grupo) ou porque os que não têm vão fazer os que os outros fazem.
Como a minha mãe sempre disse: "Se os teus amigos saltarem de uma ponte, tu também vais saltar?"
Por isto, sim, a irresponsabilidade de um pai afecta não só o próprio filho, como os filhos dos outros. A questão é, porque é que não vejo tantas virgens ofendidas?
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