Faz amanhã às 11 da manhã, 6 anos que me sentei a uma secretária bonita com o meu namorado e uma senhora muito simpática. Só os 3, numa sala vazia, numa Conservatória a um sábado, e depois de uma conversa muito honesta e descontraída, saí da sala com o meu marido.
A meia hora que passei nessa sala, foi tudo o que realmente quis e sonhei, selar o meu amor e compromisso com a única pessoa que importava lá estar, e que tudo o que foi dito esse dia se mantém inalterado.
Não me arrependo de nada, e voltava a fazer tudo igual, no que a essa meia hora diz respeito, porque não fiz o que é tradição ou o que se deve fazer, fiz apenas o que eu queria e me fazia feliz!
Obrigada meu amor, por essa meia hora como eu queria, e pelos 6 anos que vieram a seguir.
Um cantinho, escondido mas à vista de todos, para ser eu: mulher, mãe, filha, amiga. Um cantinho de opiniões, historias, crónicas, pensamentos.
sábado, 18 de março de 2017
terça-feira, 14 de março de 2017
Os "15 minutos de fama" já não são o que eram!
Algo que devia ter sido apenas uma situação caricata num momento bastante inoportuno, falo do pai (Prof. Robert Kelly) a dar a entrevista para a BBC, transformou-se num palco de vergonha, não para o pai, mas para todos os "perfeitos" mães e pais pelo mundo fora, que mostram não saber realmente o que é ser pai.
Longe eu de me considerar uma mãe perfeita, mas faço o meu melhor, e o mais importante é reconhecer os erros e tentar melhorar, assim como pedir desculpa.
Há uns dias não tive o azar de ser filmada e andar a correr a internet como a pior mãe que o mundo já viu, mas eu conto.
A voltar para casa de metro, com os dois miúdos, num metro tipo "sardinhas em lata", tive a sorte de me darem dois lugares, mas o Gabriel decidiu que não se queria sentar, queria ir meio agachado no meio do corredor (cheio de gente) a brincar com um carro na cadeira vazia.
Tentei calmamente que se sentasse, ou lhe tiraria o carro, duas ou três vezes, sem êxito, então tirei-lhe o carro. Mas sem querer, ao puxar, bati-lhe com o carro na cara. Foi o inferno na terra, começou a chorar sem respirar, até ficar roxo, e depois continuou numa gritaria (com baba, ranho e lágrimas à mistura) como se lhe tivesse arrancado um braço. Já o conheço, e tentar falar com ele não serve absolutamente de nada, não dava para abraça-lo pois tinha a miúda no pano a dormir, e com a gritaria que ele estava a fazer, se o aproximava muito ela acordava e eram dois a gritar, isto durante duas paragens que pareceram dez, com os olhares de toda a gente que uns minutos atrás "diziam" que eu era má mãe porque não conseguia controlar o meu filho, e agora eram piores ainda porque tinha maltratado o meu filho.
Quando saímos, sentei-me com ele para ver se o conseguia acalmar, mas nada, não parava de chorar nem me ouvia. Isto na estação da Alameda, e ainda tinha que apanhar o outro metro. Fui de uma linha para a outra a puxa-lo (porque não queria andar) com ele aos gritos, a chorar (literalmente) baba e ranho.
Quando chegámos à outra linha, por fim parou, consegui pedir desculpa por o ter magoado e explicar que não foi de propósito, mas que não pode agir assim, ele pediu desculpa, e fomos no outro metro calmamente sentados a conversar, como a família perfeita quenão somos!
Longe eu de me considerar uma mãe perfeita, mas faço o meu melhor, e o mais importante é reconhecer os erros e tentar melhorar, assim como pedir desculpa.
Há uns dias não tive o azar de ser filmada e andar a correr a internet como a pior mãe que o mundo já viu, mas eu conto.
A voltar para casa de metro, com os dois miúdos, num metro tipo "sardinhas em lata", tive a sorte de me darem dois lugares, mas o Gabriel decidiu que não se queria sentar, queria ir meio agachado no meio do corredor (cheio de gente) a brincar com um carro na cadeira vazia.
Tentei calmamente que se sentasse, ou lhe tiraria o carro, duas ou três vezes, sem êxito, então tirei-lhe o carro. Mas sem querer, ao puxar, bati-lhe com o carro na cara. Foi o inferno na terra, começou a chorar sem respirar, até ficar roxo, e depois continuou numa gritaria (com baba, ranho e lágrimas à mistura) como se lhe tivesse arrancado um braço. Já o conheço, e tentar falar com ele não serve absolutamente de nada, não dava para abraça-lo pois tinha a miúda no pano a dormir, e com a gritaria que ele estava a fazer, se o aproximava muito ela acordava e eram dois a gritar, isto durante duas paragens que pareceram dez, com os olhares de toda a gente que uns minutos atrás "diziam" que eu era má mãe porque não conseguia controlar o meu filho, e agora eram piores ainda porque tinha maltratado o meu filho.
Quando saímos, sentei-me com ele para ver se o conseguia acalmar, mas nada, não parava de chorar nem me ouvia. Isto na estação da Alameda, e ainda tinha que apanhar o outro metro. Fui de uma linha para a outra a puxa-lo (porque não queria andar) com ele aos gritos, a chorar (literalmente) baba e ranho.
Quando chegámos à outra linha, por fim parou, consegui pedir desculpa por o ter magoado e explicar que não foi de propósito, mas que não pode agir assim, ele pediu desculpa, e fomos no outro metro calmamente sentados a conversar, como a família perfeita que
domingo, 5 de março de 2017
Só se estraga uma casa.
Não gosto de football (o profesional especialmente), e toda a gente sabe que não apoio clubes, por isso a minha opinião sobre certas pessoas associadas a certos clubes é um pouco mais objetiva, focando-se na própria pessoa mais que no clube que representa.
A pessoa à qual me refiro neste caso em concreto, e lamento a honestidade, mas é das pessoas mais estúpidas, egocêntricas e no geral grotesca que já tive o desprazer de ver no mundo do desporto português apenas igualada pelo treinador do clube que lidera, neste sentido, não tenho absolutamente nada contra o dito clube (até porque era o clube do coração do meu avô) mas se é para haver um clube que me carrega nas teclas do insuportável é o dito, que tenho a certeza não preciso dizer o nome.
E que me desculpem os fãs do dito, "but I had to take out of my chest"!
A pessoa à qual me refiro neste caso em concreto, e lamento a honestidade, mas é das pessoas mais estúpidas, egocêntricas e no geral grotesca que já tive o desprazer de ver no mundo do desporto português apenas igualada pelo treinador do clube que lidera, neste sentido, não tenho absolutamente nada contra o dito clube (até porque era o clube do coração do meu avô) mas se é para haver um clube que me carrega nas teclas do insuportável é o dito, que tenho a certeza não preciso dizer o nome.
E que me desculpem os fãs do dito, "but I had to take out of my chest"!
quinta-feira, 2 de março de 2017
"Quero portar-me bem."
Não estando propriamente nos "terrible two" - obviamente porque já tem 4, quase 5 - mas também porque as birras não são iguais.
Não são melhores ou piores, apenas diferentes, mas é (do meu ponto de vista) um pouco mais fácil lidar com elas na base do diálogo, pois já entende melhor as coisas.
Eu é que às vezes não o entendo a ele.
Mas recentemente descobri uma forma de conseguir chegar a ele no meio das birras.
Já por várias vezes sugeri termos uma conversa, só os dois, para nos entendermos e ate agora tem surtido efeito.
Basicamente quando ralhamos com ele e/ou gritamos, fica envergonhado e não responde nem faz o que lhe pedimos, é irritante, não reaje.
Quando sugiro a conversa, consigo que responda e que pare com a birra.
A primeira pergunta que faço, principalmente para tentar perceber o lado dele, é: Porque é que te estás a portar mal?
E a resposta é sempre a mesma, quase num susurro:
Eu quero portar-me bem!
Fico sem palavras e a vontade de ralhar desaparece, e entendo que certas reações são automáticas de alguém que ainda não sabe gerir as emoções e as frustrações.
Conforme vamos conversando vai respondendo às perguntas e regra geral consigo que se porte melhor, e mesmo que não faça tudo bem, sei que o quer fazer, apenas tenho que me lembrar que conversar funciona melhor.
Só que depois há as noites (altura mais propicia para birras) em que até se portou bem, mas depois de deitado me chama porque quer conversar!
Não são melhores ou piores, apenas diferentes, mas é (do meu ponto de vista) um pouco mais fácil lidar com elas na base do diálogo, pois já entende melhor as coisas.
Eu é que às vezes não o entendo a ele.
Mas recentemente descobri uma forma de conseguir chegar a ele no meio das birras.
Já por várias vezes sugeri termos uma conversa, só os dois, para nos entendermos e ate agora tem surtido efeito.
Basicamente quando ralhamos com ele e/ou gritamos, fica envergonhado e não responde nem faz o que lhe pedimos, é irritante, não reaje.
Quando sugiro a conversa, consigo que responda e que pare com a birra.
A primeira pergunta que faço, principalmente para tentar perceber o lado dele, é: Porque é que te estás a portar mal?
E a resposta é sempre a mesma, quase num susurro:
Eu quero portar-me bem!
Fico sem palavras e a vontade de ralhar desaparece, e entendo que certas reações são automáticas de alguém que ainda não sabe gerir as emoções e as frustrações.
Conforme vamos conversando vai respondendo às perguntas e regra geral consigo que se porte melhor, e mesmo que não faça tudo bem, sei que o quer fazer, apenas tenho que me lembrar que conversar funciona melhor.
Só que depois há as noites (altura mais propicia para birras) em que até se portou bem, mas depois de deitado me chama porque quer conversar!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Feliz dia do amor e da amizade.
Decidir jantar em casa, por vários motivos, sendo que um deles é que não vale a pena tentar encontrar um restaurante apropriado para duas crianças e que não esteja apinhado de casais.
Ter um jantar maravilhoso feito e pensado inteiramente pelo homem da casa.
Para a meio do jantar notar que a princesa está c@g@d@ desde o pescoço até às unhas dos pés, ter que ir trocar a roupa toda, dar um "banho" de toalhetes e comer o maravilhoso jantar frio!
Sugestão de anticonceptivo especial, para o dia dos namorados: jantar com casal amigo com crianças pequenas!
Ter um jantar maravilhoso feito e pensado inteiramente pelo homem da casa.
Para a meio do jantar notar que a princesa está c@g@d@ desde o pescoço até às unhas dos pés, ter que ir trocar a roupa toda, dar um "banho" de toalhetes e comer o maravilhoso jantar frio!
Sugestão de anticonceptivo especial, para o dia dos namorados: jantar com casal amigo com crianças pequenas!
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Problemas fisiológicos/estructurais
Então, hoje fui passear com a pequena para o shopping sozinha, como já tinha mencionado ando com ela num pano, as duas embrulhadinhas uma na outra, porque, verdade seja dita, o carrinho não dá jeito nenhum. Para começar, ela vai ali toda torta, depois tenho que andar à procura de elevadores ou carregar com o carro quando não há. No pano não tenho estes problemas e ela dorme que é uma beleza. Até já estou arrependida de ter comprado o carrinho, tinha comprado só uma cadeira para o carro e dava para mais tempo.
Bem, voltando ao meu passeio, antes de sair de casa, dei-lhe mama, levámos o miúdo à escola e fomos para o Colombo, tive o prazer de me cruzar com alguns pais e mães a carregar os seus bebés, uns ergonómicos, outros não. Mas a dada altura tive vontade de ir à casa de banho, e sendo que era inadiável, procurei em vários WC se existiria a opção de deixar a criança em algum mudador, ou algo apropriado, mas, apesar de já existir sinalização para as mães com carrinho utilizarem as casas de banho para deficientes (coisa que eu fazia quando o anjinho nasceu) ainda não existe nada que permita à mãe pousar uma criança que não anda e que é carregada pelo progenitor (mãe ou pai), é que realmente não dá muito jeito sentar numa sanita com alguém "attached". Tenho que perguntar a alguém, que utilize este método de transporte, como faz.
Bem, voltando ao meu passeio, antes de sair de casa, dei-lhe mama, levámos o miúdo à escola e fomos para o Colombo, tive o prazer de me cruzar com alguns pais e mães a carregar os seus bebés, uns ergonómicos, outros não. Mas a dada altura tive vontade de ir à casa de banho, e sendo que era inadiável, procurei em vários WC se existiria a opção de deixar a criança em algum mudador, ou algo apropriado, mas, apesar de já existir sinalização para as mães com carrinho utilizarem as casas de banho para deficientes (coisa que eu fazia quando o anjinho nasceu) ainda não existe nada que permita à mãe pousar uma criança que não anda e que é carregada pelo progenitor (mãe ou pai), é que realmente não dá muito jeito sentar numa sanita com alguém "attached". Tenho que perguntar a alguém, que utilize este método de transporte, como faz.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
40 minutos.
Hoje passei 40 minutos parada na estação dos Olivais, na linha vermelha do metro. Mas esta vez sei porquê o metro estava parado, e não deixo de pensar nisso e no porquê deve haver os lugares reservados e porquê devemos dar o lugar a quem precisa.
Depois de levar o meu menino à escola estava a voltar para casa com a minha princesa no pano, bem pegadinha a mim, na estação anterior à dos Olivais entrou uma senhora dos seus 50 anos e se sentou ao meu lado, que por algum motivo se levantou logo a seguir, mas perdeu o equilíbrio e caiu, batendo em cheio com a cara no varão central. Várias pessoas se aproximaram para ajudar, mas dado o estado da senhora acabou por ficar deitada à espera de ajuda (no meio o maquinista foi avisado e o metro esteve parado durante 40 minutos). Não tenho qualquer capacidade para lidar com pessoas muito magoadas e dado que presenciei a cena em primeira fila, tive que me levantar e andar um pouco para não ter uma quebra de tensão, acabei por me sentar noutro lugar onde não conseguia ver a senhora.
Não sei se o que me deixou mal disposta foi o ter assistido tão de perto (o golpe foi com muita força) ou o pensamento de que podia ter sido eu, já fosse eu que me tivesse magoado, estando com a minha bebé de 1 mês ou ela.
Por algum motivo existem lugares reservados nos transportes públicos, é muito fácil perder o equilíbrio. No entanto é raro que alguém dê o seu lugar a quem precisa, tenha ou não direito.
Na curta compreensão de alguns é uma questão de preguiça e de quem está mais cansado, mas não tem nada a ver, pois na realidade é uma questão de equilíbrio e segurança.
É fácil dizer que o serviço não presta, o difícil é perceber que temos o que merecemos com base nas nossas atitudes, talvez se aprendêssemos a olhar em redor e ver as necessidades dos outros, os outros aprendessem a ver as nossas!
Depois de levar o meu menino à escola estava a voltar para casa com a minha princesa no pano, bem pegadinha a mim, na estação anterior à dos Olivais entrou uma senhora dos seus 50 anos e se sentou ao meu lado, que por algum motivo se levantou logo a seguir, mas perdeu o equilíbrio e caiu, batendo em cheio com a cara no varão central. Várias pessoas se aproximaram para ajudar, mas dado o estado da senhora acabou por ficar deitada à espera de ajuda (no meio o maquinista foi avisado e o metro esteve parado durante 40 minutos). Não tenho qualquer capacidade para lidar com pessoas muito magoadas e dado que presenciei a cena em primeira fila, tive que me levantar e andar um pouco para não ter uma quebra de tensão, acabei por me sentar noutro lugar onde não conseguia ver a senhora.
Não sei se o que me deixou mal disposta foi o ter assistido tão de perto (o golpe foi com muita força) ou o pensamento de que podia ter sido eu, já fosse eu que me tivesse magoado, estando com a minha bebé de 1 mês ou ela.
Por algum motivo existem lugares reservados nos transportes públicos, é muito fácil perder o equilíbrio. No entanto é raro que alguém dê o seu lugar a quem precisa, tenha ou não direito.
Na curta compreensão de alguns é uma questão de preguiça e de quem está mais cansado, mas não tem nada a ver, pois na realidade é uma questão de equilíbrio e segurança.
É fácil dizer que o serviço não presta, o difícil é perceber que temos o que merecemos com base nas nossas atitudes, talvez se aprendêssemos a olhar em redor e ver as necessidades dos outros, os outros aprendessem a ver as nossas!
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