Não estando propriamente nos "terrible two" - obviamente porque já tem 4, quase 5 - mas também porque as birras não são iguais.
Não são melhores ou piores, apenas diferentes, mas é (do meu ponto de vista) um pouco mais fácil lidar com elas na base do diálogo, pois já entende melhor as coisas.
Eu é que às vezes não o entendo a ele.
Mas recentemente descobri uma forma de conseguir chegar a ele no meio das birras.
Já por várias vezes sugeri termos uma conversa, só os dois, para nos entendermos e ate agora tem surtido efeito.
Basicamente quando ralhamos com ele e/ou gritamos, fica envergonhado e não responde nem faz o que lhe pedimos, é irritante, não reaje.
Quando sugiro a conversa, consigo que responda e que pare com a birra.
A primeira pergunta que faço, principalmente para tentar perceber o lado dele, é: Porque é que te estás a portar mal?
E a resposta é sempre a mesma, quase num susurro:
Eu quero portar-me bem!
Fico sem palavras e a vontade de ralhar desaparece, e entendo que certas reações são automáticas de alguém que ainda não sabe gerir as emoções e as frustrações.
Conforme vamos conversando vai respondendo às perguntas e regra geral consigo que se porte melhor, e mesmo que não faça tudo bem, sei que o quer fazer, apenas tenho que me lembrar que conversar funciona melhor.
Só que depois há as noites (altura mais propicia para birras) em que até se portou bem, mas depois de deitado me chama porque quer conversar!
Um cantinho, escondido mas à vista de todos, para ser eu: mulher, mãe, filha, amiga. Um cantinho de opiniões, historias, crónicas, pensamentos.
quinta-feira, 2 de março de 2017
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Feliz dia do amor e da amizade.
Decidir jantar em casa, por vários motivos, sendo que um deles é que não vale a pena tentar encontrar um restaurante apropriado para duas crianças e que não esteja apinhado de casais.
Ter um jantar maravilhoso feito e pensado inteiramente pelo homem da casa.
Para a meio do jantar notar que a princesa está c@g@d@ desde o pescoço até às unhas dos pés, ter que ir trocar a roupa toda, dar um "banho" de toalhetes e comer o maravilhoso jantar frio!
Sugestão de anticonceptivo especial, para o dia dos namorados: jantar com casal amigo com crianças pequenas!
Ter um jantar maravilhoso feito e pensado inteiramente pelo homem da casa.
Para a meio do jantar notar que a princesa está c@g@d@ desde o pescoço até às unhas dos pés, ter que ir trocar a roupa toda, dar um "banho" de toalhetes e comer o maravilhoso jantar frio!
Sugestão de anticonceptivo especial, para o dia dos namorados: jantar com casal amigo com crianças pequenas!
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Problemas fisiológicos/estructurais
Então, hoje fui passear com a pequena para o shopping sozinha, como já tinha mencionado ando com ela num pano, as duas embrulhadinhas uma na outra, porque, verdade seja dita, o carrinho não dá jeito nenhum. Para começar, ela vai ali toda torta, depois tenho que andar à procura de elevadores ou carregar com o carro quando não há. No pano não tenho estes problemas e ela dorme que é uma beleza. Até já estou arrependida de ter comprado o carrinho, tinha comprado só uma cadeira para o carro e dava para mais tempo.
Bem, voltando ao meu passeio, antes de sair de casa, dei-lhe mama, levámos o miúdo à escola e fomos para o Colombo, tive o prazer de me cruzar com alguns pais e mães a carregar os seus bebés, uns ergonómicos, outros não. Mas a dada altura tive vontade de ir à casa de banho, e sendo que era inadiável, procurei em vários WC se existiria a opção de deixar a criança em algum mudador, ou algo apropriado, mas, apesar de já existir sinalização para as mães com carrinho utilizarem as casas de banho para deficientes (coisa que eu fazia quando o anjinho nasceu) ainda não existe nada que permita à mãe pousar uma criança que não anda e que é carregada pelo progenitor (mãe ou pai), é que realmente não dá muito jeito sentar numa sanita com alguém "attached". Tenho que perguntar a alguém, que utilize este método de transporte, como faz.
Bem, voltando ao meu passeio, antes de sair de casa, dei-lhe mama, levámos o miúdo à escola e fomos para o Colombo, tive o prazer de me cruzar com alguns pais e mães a carregar os seus bebés, uns ergonómicos, outros não. Mas a dada altura tive vontade de ir à casa de banho, e sendo que era inadiável, procurei em vários WC se existiria a opção de deixar a criança em algum mudador, ou algo apropriado, mas, apesar de já existir sinalização para as mães com carrinho utilizarem as casas de banho para deficientes (coisa que eu fazia quando o anjinho nasceu) ainda não existe nada que permita à mãe pousar uma criança que não anda e que é carregada pelo progenitor (mãe ou pai), é que realmente não dá muito jeito sentar numa sanita com alguém "attached". Tenho que perguntar a alguém, que utilize este método de transporte, como faz.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
40 minutos.
Hoje passei 40 minutos parada na estação dos Olivais, na linha vermelha do metro. Mas esta vez sei porquê o metro estava parado, e não deixo de pensar nisso e no porquê deve haver os lugares reservados e porquê devemos dar o lugar a quem precisa.
Depois de levar o meu menino à escola estava a voltar para casa com a minha princesa no pano, bem pegadinha a mim, na estação anterior à dos Olivais entrou uma senhora dos seus 50 anos e se sentou ao meu lado, que por algum motivo se levantou logo a seguir, mas perdeu o equilíbrio e caiu, batendo em cheio com a cara no varão central. Várias pessoas se aproximaram para ajudar, mas dado o estado da senhora acabou por ficar deitada à espera de ajuda (no meio o maquinista foi avisado e o metro esteve parado durante 40 minutos). Não tenho qualquer capacidade para lidar com pessoas muito magoadas e dado que presenciei a cena em primeira fila, tive que me levantar e andar um pouco para não ter uma quebra de tensão, acabei por me sentar noutro lugar onde não conseguia ver a senhora.
Não sei se o que me deixou mal disposta foi o ter assistido tão de perto (o golpe foi com muita força) ou o pensamento de que podia ter sido eu, já fosse eu que me tivesse magoado, estando com a minha bebé de 1 mês ou ela.
Por algum motivo existem lugares reservados nos transportes públicos, é muito fácil perder o equilíbrio. No entanto é raro que alguém dê o seu lugar a quem precisa, tenha ou não direito.
Na curta compreensão de alguns é uma questão de preguiça e de quem está mais cansado, mas não tem nada a ver, pois na realidade é uma questão de equilíbrio e segurança.
É fácil dizer que o serviço não presta, o difícil é perceber que temos o que merecemos com base nas nossas atitudes, talvez se aprendêssemos a olhar em redor e ver as necessidades dos outros, os outros aprendessem a ver as nossas!
Depois de levar o meu menino à escola estava a voltar para casa com a minha princesa no pano, bem pegadinha a mim, na estação anterior à dos Olivais entrou uma senhora dos seus 50 anos e se sentou ao meu lado, que por algum motivo se levantou logo a seguir, mas perdeu o equilíbrio e caiu, batendo em cheio com a cara no varão central. Várias pessoas se aproximaram para ajudar, mas dado o estado da senhora acabou por ficar deitada à espera de ajuda (no meio o maquinista foi avisado e o metro esteve parado durante 40 minutos). Não tenho qualquer capacidade para lidar com pessoas muito magoadas e dado que presenciei a cena em primeira fila, tive que me levantar e andar um pouco para não ter uma quebra de tensão, acabei por me sentar noutro lugar onde não conseguia ver a senhora.
Não sei se o que me deixou mal disposta foi o ter assistido tão de perto (o golpe foi com muita força) ou o pensamento de que podia ter sido eu, já fosse eu que me tivesse magoado, estando com a minha bebé de 1 mês ou ela.
Por algum motivo existem lugares reservados nos transportes públicos, é muito fácil perder o equilíbrio. No entanto é raro que alguém dê o seu lugar a quem precisa, tenha ou não direito.
Na curta compreensão de alguns é uma questão de preguiça e de quem está mais cansado, mas não tem nada a ver, pois na realidade é uma questão de equilíbrio e segurança.
É fácil dizer que o serviço não presta, o difícil é perceber que temos o que merecemos com base nas nossas atitudes, talvez se aprendêssemos a olhar em redor e ver as necessidades dos outros, os outros aprendessem a ver as nossas!
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
Ninguém me avisou!
Não sendo o meu primeiro filho, estava relativamente preparada para o que vinha com a vinda de um bebé, e o que não sabia tinha sido avisada e/ou tinha lido para estar preparada, principalmente no que respeita ao irmão mais velho e à dinâmica de tomar conta de dois, não digo nem pretendo dizer que estava pronta para uma tarefa que não é fácil, mas de certo modo sabia o que aí vinha e preparada ou não, não podia dizer que não sabia.
O que não sabia e ninguém me avisou, é que o meu anjinho, mal entrou na maternidade após o nascimento da irmã e olhei para ele, apesar de conscientemente saber que era ele fiquei com a ideia de que tinha o dobro do tamanho que tinha dois dias antes quando o vi pela última vez. Olhei e olhei a tentar perceber se era eu ou se ele realmente tinha crescido tanto, e mesmo depois de 4 semanas e sabendo que continua a ser a mesma criança que era antes da irmã nascer, não tenho conseguido vê-lo com os mesmos olhos. O amor que sinto por ele é o mesmo, ou talvez mais, pois sinto que o tenho um pouco abandonado, mas já não consigo vê-lo como o mesmo menino "pequeno" que era, apenas como o menino "grande" que agora é. Tenho lutado todos os dias com isto, lembrando-me que ainda é um menino pequeno e que, mesmo, não precisando de mim tanto como a irmã, ainda precisa. Ele não mudou, eu é que mudei. Sinto que nunca na minha vida de mãe tive uma tão grande responsabilidade, pois da minha atitude nesta altura, depende o futuro da minha relação com ele e da relação dele com a irmã e não quero de maneira nenhuma condicionar nenhuma das relações.
O que não sabia e ninguém me avisou, é que o meu anjinho, mal entrou na maternidade após o nascimento da irmã e olhei para ele, apesar de conscientemente saber que era ele fiquei com a ideia de que tinha o dobro do tamanho que tinha dois dias antes quando o vi pela última vez. Olhei e olhei a tentar perceber se era eu ou se ele realmente tinha crescido tanto, e mesmo depois de 4 semanas e sabendo que continua a ser a mesma criança que era antes da irmã nascer, não tenho conseguido vê-lo com os mesmos olhos. O amor que sinto por ele é o mesmo, ou talvez mais, pois sinto que o tenho um pouco abandonado, mas já não consigo vê-lo como o mesmo menino "pequeno" que era, apenas como o menino "grande" que agora é. Tenho lutado todos os dias com isto, lembrando-me que ainda é um menino pequeno e que, mesmo, não precisando de mim tanto como a irmã, ainda precisa. Ele não mudou, eu é que mudei. Sinto que nunca na minha vida de mãe tive uma tão grande responsabilidade, pois da minha atitude nesta altura, depende o futuro da minha relação com ele e da relação dele com a irmã e não quero de maneira nenhuma condicionar nenhuma das relações.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Era uma vez. . .
. . . uma fada chamada Oriana.
Há muitos anos (não interessa quantos) ofereceram-me um livro de uma magnífica escritora portuguesa chamada Sofia de Mello Breyner, este livro, mesmo sendo uma historia infantil, ficou gravado na minha memória, não só pela história em si, mas especialmente pelo título e nome da protagonista.
Nunca fui de planear as coisas ao mais mínimo detalhe, e honestamente acho que nem vale a pena, nunca sabemos o que pode mudar, mas sempre que pensava em ter filhos, houve apenas um nome que se destacou, tanto que na primeira gravidez nem tinha pensado um nome para rapaz.
E assim, logo que soubemos que desta vez vinha uma menina, não tive dúvidas do nome que queria, só que o pai não estava convencido, e deixei de lado o meu querer para que fosse uma decisão em conjunto, mas no final, a escolha voltou à partida, e no inicio de um dos meses mais bonitos do ano, nasceu uma "fada" linda que tive o privilégio de chamar Oriana.
Obrigada ao meu marido maravilhoso e ao meu filho lindo por terem apoiado a minha escolha.
Bem-vinda à nossa família Oriana.
Há muitos anos (não interessa quantos) ofereceram-me um livro de uma magnífica escritora portuguesa chamada Sofia de Mello Breyner, este livro, mesmo sendo uma historia infantil, ficou gravado na minha memória, não só pela história em si, mas especialmente pelo título e nome da protagonista.
Nunca fui de planear as coisas ao mais mínimo detalhe, e honestamente acho que nem vale a pena, nunca sabemos o que pode mudar, mas sempre que pensava em ter filhos, houve apenas um nome que se destacou, tanto que na primeira gravidez nem tinha pensado um nome para rapaz.
E assim, logo que soubemos que desta vez vinha uma menina, não tive dúvidas do nome que queria, só que o pai não estava convencido, e deixei de lado o meu querer para que fosse uma decisão em conjunto, mas no final, a escolha voltou à partida, e no inicio de um dos meses mais bonitos do ano, nasceu uma "fada" linda que tive o privilégio de chamar Oriana.
Obrigada ao meu marido maravilhoso e ao meu filho lindo por terem apoiado a minha escolha.
Bem-vinda à nossa família Oriana.
terça-feira, 15 de novembro de 2016
E era uma vez. . .
. . . uma acumuladora.
Desde as 25 semanas de gravidez que estou em casa com baixa de risco por vários problemas (miomas que causam dor, colo curto e contrações), e sendo que devia estar de repouso (é difícil com um filho de 4 anos e um marido com turnos rotativos de 12 horas e folgas rotativas) tenho tentado fazer apenas o essencial.
Mas agora que já passei as 35 semanas, tenho um bebé saudável cujo peso está quase nos 3 kg, o colo já não é um problema e ainda me faltam imensas coisas por arranjar e preparar, tenho puxado um bocadinho mais por mim, claro que descansando sempre que necessário e que as dores apertam.
Foi nestes últimos dias e a tentar limpar e arranjar a casa para caber uma outra pessoa, mais tudo o que vem com ela, que descubri que tenho um problema, sou uma acumuladora!
O que mais acumulo são sacos de todas as lojas e feitios, coisas que posso vir a precisar ou a ser-me útil , roupa que já não uso ou que nunca usei (oferecida) que penso sempre que posso vir a usar (ou voltar a caber), maquilhagem que não uso e já passou a data, e lixo em geral que ou é bonito ou tem algum significado!
Mas por sorte, não só consigo reconhecer que tenho um problema, como consigo desfazer-me de (quase) tudo o que nunca precisei e o mais provável é não precisar.
Suponho que ter uma casa pequena ajuda a que seja mais fácil desfazer-me de certas coisas, é uma escolha simples, ou deito fora ou o bebé não cabe!
Desde as 25 semanas de gravidez que estou em casa com baixa de risco por vários problemas (miomas que causam dor, colo curto e contrações), e sendo que devia estar de repouso (é difícil com um filho de 4 anos e um marido com turnos rotativos de 12 horas e folgas rotativas) tenho tentado fazer apenas o essencial.
Mas agora que já passei as 35 semanas, tenho um bebé saudável cujo peso está quase nos 3 kg, o colo já não é um problema e ainda me faltam imensas coisas por arranjar e preparar, tenho puxado um bocadinho mais por mim, claro que descansando sempre que necessário e que as dores apertam.
Foi nestes últimos dias e a tentar limpar e arranjar a casa para caber uma outra pessoa, mais tudo o que vem com ela, que descubri que tenho um problema, sou uma acumuladora!
O que mais acumulo são sacos de todas as lojas e feitios, coisas que posso vir a precisar ou a ser-me útil , roupa que já não uso ou que nunca usei (oferecida) que penso sempre que posso vir a usar (ou voltar a caber), maquilhagem que não uso e já passou a data, e lixo em geral que ou é bonito ou tem algum significado!
Mas por sorte, não só consigo reconhecer que tenho um problema, como consigo desfazer-me de (quase) tudo o que nunca precisei e o mais provável é não precisar.
Suponho que ter uma casa pequena ajuda a que seja mais fácil desfazer-me de certas coisas, é uma escolha simples, ou deito fora ou o bebé não cabe!
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