quarta-feira, 3 de junho de 2015

Ser Poeta (Ser Genial)

Não que me considere tal coisa!
Na altura que li por primeira vez o poema de Florbela Espanca, devia ter uns 12 anos, pensei que podia escrever poesia (já nessa altura gostava de escrever), cheguei a escrever uns quantos sonetos inspirada pelos sonetos de Florbela Espanca (que se perderam no sem-fim-de-mudanças que a minha vida já teve).

Mas nunca deixei de gostar nem esqueci o soneto "Ser Poeta", primeiro, obviamente, pela beleza e grandiosidade do mesmo, e segundo porque acho que este soneto define qualquer pessoa que exteriorize a sua criatividade de forma a mostrar aos outros a beleza da sua arte (a ciencia também é uma forma de arte), qualquer que esta seja!

No entanto o que mais me impressiona, é o facto de esta (grande) poetisa portuguesa, ter escrito de tal forma admirável, não estando na totalidade das suas capacidades mentais, o que me leva a pensar na celebre frase:
"Há uma fina linha entra a genialidade e a loucura"

Ou como diria Fernando Pessoa:


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Mudança de look!

Peço desculpa pela mudança repentina no visual do blogue.
Recebi uma critica/conselho acerca das cores do blogue, os quais não eram muito apelativos.
Como foi de uma pessoa da qual respeito a opinião, e como é algo que não sei muito, aceitei de bom grado.
Espero que gostem.

sábado, 30 de maio de 2015

Com que moral!?

Não sou pessoa de dizer asneiras, não gosto, não me sinto bem comigo mesma.
A minha mãe raramente dizia, muito raramente.
Fazem parte do vocabulário normal do meu pai, mas como fui educada mais que tudo pela minha mãe, é normal que seja mais como ela.
O meu marido apesar de dizer uma que outra, não é nada muito regular.

As poucas asneiras que digo são em inglês (o meu idioma de eleição) e é algo raro, em português a única que digo,  que por algumas pessoas nem é considerada asneira, é dita com alguma regularidade. Por este motivo não me devia surpreender a seguinte situação:

Fui buscar o meu filho à creche, depois de sair vamos os dois a andar no passeio, e um carro passa junto a nós e trava de forma a fazer um barulho alto e agudo, o meu filho com surpresa olha para trás, depois olha para mim e diz muito sério:
- Porra! Que susto!

A minha primeira reacção foi dizer:
- Isso não se diz!

Mas depois penso, com que moral lhe posso ralhar por dizer algo que me ouve a mim a dizer?
Que é que lhe responderia se me perguntasse:
- Porquê, se tu também dizes?

A melhor educação que lhe posso dar é o exemplo!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Conversas de casa de banho!

Filho sentado na sanita, pai a tomar banho.

Filho: Pai, estou a fazer cócó!
Pai: Muito bem.

Filho: Estás a tomar banho?
Pai: Sim.
Silêncio . . .

Pai: O que é que almoçaste hoje?
Filho: Papa.
Pai: No almoço?
Filho: Sopa.
Pai: Só sopa?
Filho: Sopa com grão.
Pai: Não sejas aldrabão que isso foi o que jantaste.
Filho: O pai é um aldrabão!
Pai: E a mãe?
Filho: A mãe é chata!

Conclusão: O meu filho tem uma mãe chata e um pai aldrabão!


terça-feira, 26 de maio de 2015

O desfralde do anjinho

Bem, para não ser tudo opiniões ou coisas com as quais não concordo, ou que até concordo.
Hoje vou falar no desfralde, mas a modo de experiencia pessoal, sem qualquer intuito de falar bem ou mal, ou como é que acho que se deve fazer, pois em certas coisas é . . . como der mais jeito.

O anjinho vai fazer 3 anos (como já tinha comentado) a fins de julho, e de acordo com o Livro de Intrucções sobre ser mãe (internet, mitos, e os palpites dos outros), que toda a gente refila que não existe, mas depois todos seguem á risca, já era mais do que tempo que deixasse a fralda!

O problema é que o anjinho não parecia minimamente interessado em trocar a fralda pela cuequinha, fazia as suas necessidades na fralda sem qualquer problema, e nem se queixava de lá estarem. As tentativas de lhe apresentar a sanita ou o bacio foram sem sucesso, sendo que em cada um tinha uma atitude diferente:
- Sanita (com reductor): chorava e gritava que não queria estar ali.
- Bacio: era capaz de lá passar 10 ou 15 minutos sentado a ver TV, e mal lhe punha a fralda, fazia qualquer coisa, como se se tivesse estado a aguentar.

Comecei a pensar no assunto (já preocupada), e cheguei à conclusão que a culpa não era dele, pois apesar de lhe falar de vez em quando da cuequinha, da sanita e do bacio, nunca lhe tirei a fralda definitivamente e só o tentava sentar nelas uma vez por dia, havendo dias que não o fazia, o que eu estava à espera é que ele começasse a pedir para fazer, e só depois lhe tiraria a fralda, para minha comodidade realmente!

Aceitei que teria que lavar cuecas sujas e limpar xixi do chão, e um dia (quando o tempo melhorou, há cerca de 1 mês) perguntei-lhe se queria andar de rabinho "ao léu". E ele aceitou, houve uns quantos "acidentes" no chão (de xixi e de cócó), mas rápido lhe fiz entender que quando quissesse fazer devia pedir, e no segundo dia pus-lhe cuecas e calças, o primeiro xixi foi perna abaixo, mas mal sentiu o xixi na calça veio ao pé de mim, muito preocupado a dizer que tinha feito xixi na cuequinha, mas que sabia que a mãe lhe tinha dito que "na cuequinha não se faz xixi"!

Desde esse xixi não voltou a ter acidentes, pede sempre para o xixi e para o cócó, já seja no bacio ou na sanita, com redutor ou a segurá-lo (se não houver redutor), até parece um menino grande.
Á noite ainda usa fralda, mas são mais as noites que de manhã tem a fralda seca do que as que faz xixi. Na sesta não usa fralda e só teve um acidente na creche e um em casa, e fica triste, apesar de lhe dizermos que não faz mal.
Não faço a mais pequena ideia de como ou porquê correu tão bem, mas nunca lhe bati por ter "acidentes" nem o penalizei por isso, fazia sim uma grande "festa" quando fazia tudo bem, e depois de duas semanas quando deixei de fazer a "festa" aos poucos, ele achou que devia continuar:
- Mãe, fiz xixi na sanita!
- Sim meu amor, fizeste.
- Muito bem Gabriel, parabéns! (dito por ele)
E batia palmas.

Parabéns anjinho, estás a ficar um menino grande!
(só falta convencermos o pai para mandar vir a mana)



sábado, 23 de maio de 2015

Trabalhar para viver ou viver para trabalhar!?

A minha opção é e sempre será trabalhar para viver!
Gosto do meu trabalho actualmente, sinto-me útil, não o sinto nem acima nem abaixo das minhas capacidades e realmente gosto do que faço.
Mas a minha vida pessoal e a minha família é e sempre será mais importante e virá sempre em primeiro lugar. Preciso de trabalhar para viver, porque é o mundo (país) que temos, infelizmente com o que um de nós (casal) ganha não é suficiente para vivermos (sobrevivermos) os 3. Se tivesse liberdade de escolha e tivesse a mesma qualidade de vida trabalhando ou não trabalhando, preferia mil vezes não trabalhar.

E agora vão todos dizer: "pois isso queríamos todos!"
Mas não é bem assim, o que eu não queria era trabalhar fora de casa, numa empresa, entidade, organização ou como lhe queiram chamar! Porque "trabalhar" em casa, para o meu filho e o meu marido, era realmente o trabalho que eu mais gostava de fazer a tempo inteiro, e não o part-time que tenho que fazer agora "mal e porcamente"!

- Acordar de manhã, fazer tudo ás pressas, comer mal. (em vez de acordar com calma e tomar um pequeno-almoço saudável)
- Acordar um anjinho, vesti-lo rápido, dar-lhe comida com uns gritos pelo meio para que o faça mais rápido, e larga-lo nos braços de "outra"! (em vez de deixa-lo acordar, dar-lhe um pequeno-almoço saudável e deixá-lo na creche a horas decentes)
- Chegar a casa ao fim do dia, cansada e sem paciência! (em vez de ir durante a tarde buscar o anjinho, ir dar um passeio ou ir brincar um bocadinho ao parque para ele não passar o dia fechado entre 4 paredes)
- Dar banho ao anjinho com umas brincadeiras pelo meio, para ele não refilar.
- Fazer um jantar congelado ou pré-cozinhado! (em vez de preparar um jantar decente e comer a horas de fazer a digestão antes de ir dormir)
- Dar um "arranjinho" à casa, para não parecer uma zona de guerra e aguentar até ao fim-de-semana! (em vez de manter limpa e arranjar a casa, tratar das compras e pagamento das contas durante o dia, e deixar o fim de semana para estarmos juntos sem limpezas)
- Ir deitar o anjinho, com peso na consciência, porque não brinquei o suficiente, ler uma histórinha de duas páginas, e quase adormecer com ele! (em vez de o ir deitar tranquila e ler uma história a sério)
- Arranjar outras coisitas pela casa, ver um pouco de TV e estar 5 minutos no PC, tudo ao mesmo tempo!


Mas não, esse não é considerado trabalho.
Hoje li algo que me inspirou, aqui.


O trabalho que faço fora de casa, faço-o por obrigação, por sorte neste momento não é um grande sacrifício, mas trabalho para viver para ter como "subsidiar" o outro trabalho, o que me dá prazer, esse é o trabalho que vivo para fazer: ser mãe de um anjinho, mulher do meu homem, dona de casa!
Acho que nasci no século errado!

PS: Não acredito em alguns "fairy tales", a super mulher que "sobe" profissionalmente e é o exemplo e dá 1000% pela empresa, a que vive para o trabalho, não consegue ser a super mulher em todo o lado!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Qual é mesmo o teu nome?

Isto de ter um diferente nem sempre é fácil, mas também não é o fim do mundo, e gosto muito do facto de não partilhar o nome com meio mundo.
Nisto dos nomes, tenho duas visões totalmente opostas uma da outra e honestamente não concordo com nenhuma.

De um lado do oceano parecem pensar que os nomes dos filhos servem para testar os limites do impronunciável, enquanto se tenta prestar homenagem a todos os familiares e/ou unir os gostos/heróis dos pais no nome do filho.
"- Oh, é tão lindo o teu bebe, como é que se chama?
- Rasputin Krtley.
- Como? Puseste Rasputin ao teu filho? Sabes quem era?
- Não, ouvi-o num filme para crianças e gostei.
- E o segundo nome, como se pronúncia?
- Não sei, é a primeira letra do nome de cada um dos avós e dos padrinhos."

Deste lado do oceano, onde se crítica a falta de liberdade e democracia de outros países, existe uma lista (ridícula, se me perguntam) e os pais e mães têm que escolher o nome dos filhos de dita lista, o que leva a haver muita gente com o mesmo nome.
"- Boa tarde, estou ligar para casa da família Oliveira?
- Sim, com quem deseja falar?
- Queria falar com José Oliveira.
- Qual deles, o pai, o filho, o neto ou o tio? Ou será a Sra. Maria José Oliveira?"

A meu ver, acho que realmente deve haver um limite no que é razoável ou não em questões de nomes, e juntar letras ao acaso ou chamar á filha Catwoman porque somos fãs, não está dentro do razoável.

No entanto, limitar de tal forma a escolha, que não me permite chamar a uma menina Chloe porque um tipo qualquer disse que como esse nome não é português não entra na lista, apesar de ser bonito, mas posso chama-la Maria da Agonia, que desculpem lá, mas quem chama assim a uma filha não deve gostar muito dela!

Nem 8 nem 80!