quinta-feira, 30 de abril de 2015

Justo para quem?

Isto do aborto tem muito que se lhe diga, e regra geral é algo com o qual não concordo, mas também acho que cada mulher tem direito a escolher o que quer fazer (e viver com as consequências dessa escolha).

Mas o "regra geral" não abarca todas as situações, por isso existe a exceção (ou várias).
Este é um caso muito delicado mas é com certeza uma exceção, e acho que é quase impossível tomar uma decisão justa neste caso, será sempre injusto.
Falo do caso da menina de 12 anos gravida de 5 meses por violação.
Ao contrario do que muitos pensam o feto sente dor, e como tal merece ter direito à vida, mas uma criança (de 12 anos) não merece passar por um parto (ou cesariana) nem merece ter um filho que não pediu, seja que ela fique ou não com o bebe, vai sempre ter consciência que teve um filho com 12 anos, e vai ser sempre uma lembrança viva do que ela passou.
Mas infelizmente uma decisão tem que ser tomada, e neste caso será o menor de dois males.
Neste caso apesar de não concordar com o aborto, tenho que concordar com a decisão tomada (ver noticia aqui), mas não acho justo e é muito triste pensar que qualquer que fosse a decisão ambas crianças saíram a perder.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Coisas que não entendo!

O fanatismo, já seja por uma pessoa, um grupo, um clube, um partido, ou mesmo o religioso, é algo que não entendo, e como não entendo faz-me confusão.
No dia a dia, não penso muito no assunto, mas o fanatismo desportivo, nos chamados dias de "jogos importantes" é coisa que chega mesmo a irritar-me!
Não gosto do desporto de competição, e em competições que envolvem muito dinheiro, tenho sérias duvidas que este não dite os resultados.
E se há coisa que não gosto mesmo do fanatismo é o facto de cegar as pessoas de tal forma, que chega a ser ridículo. O que inevitavelmente pode levar a situações, como perder uma amizade, gastar uma quantia absurda de dinheiro (que às vezes era destinado a coisas mais importantes), ou perder o nascimento de um filho.
Festejar uma vitória ou chorar uma derrota como se se tratasse da vida pessoal, condicionar a vida de acordo aos jogos ou agenda desportiva de uma equipa, só porque apoiamos essa equipa, é algo que realmente não fui programada para entender.
Mas se há algo que realmente nunca vou entender é a passividade com que certas pessoas fazem o dia a dia e se deixam "enxovalhar" sem sequer fazer cara de desagrado, mas conseguem discutir, gritar e chamar nomes a televisões, rádios, jogadores e árbitros ou mesmo amigos ou desconhecidos apoiantes de outras equipas.
Isto como é óbvio é mais um desabafo, mas não deixa de ser uma opinião.
Claro que todos temos direito à nossa opinião, mas por favor não me venham dizer que só estão a apoiar uma equipa!
E já agora, fazer uma "lavagem cerebral" às crianças pequenas que ainda nem entendem o que é o desporto, para que sejam desta ou daquela equipa, fazê-los sócios com dias de vida (o qual na minha opinião não devia ser permitido), ou levá-los a estádios onde se podem perder, ou magoar, ou ficar intoxicados com a quantidade de fumos que sai das bancadas é próprio de pessoas que não sabe pôr a segurança e bem-estar de uma criança a cima do seu fanatismo!

N.A.: Para quem se sinta insultado, não foi escrito com essa intenção. Mas deveria pensar porquê se sente insultado!

sábado, 25 de abril de 2015

Qual prostituta de esquina!

Vamos lá opinar um tema que anda na boca de todos.
As greves nos transportes!

As greves são o direito dos trabalhadores, e com o qual concordo, de reclamar as condições ou mudanças que os afectam.

O problema está quando os direitos de uns interferem com os direitos dos outros.
Qualquer pessoa, aceita e entende a necessidade de existirem as greves, e procura outro meio de chegar onde tem que chegar.
Mas quando a situação se repete varias vezes no mesmo mês, para alguém que tem que ir trabalhar, que perde um dia de ordenado se não o fizer, que pagou o passe para o mês e acaba por ter que arranjar outra solução não uma, nem duas mas ás vezes três vezes no mesmo mês, é ridículo, e de uma total falta de respeito, pelos direitos dos outros.

Penso, e não estou totalmente dentro do assunto, mas mesmo assim penso, que se as 30.000 greves dos últimos anos, não têm levado a nada útil, também penso que, mais que afectar a empresa ou o empregador, afectam os utentes, e continuou a pensar que mais que lutar por um direito, dá a estes trabalhadores um dia extra de folga que provavelmente vai ser pago.

Isto é muito injusto, porque utilizar as greves, que são um direito justo dos trabalhadores, como uma qualquer prostituta que encontramos na esquina, e tirar-lhe toda a dignidade que tem, para, no fundo, brincar com os direitos dos realmente afectados, não só mostra uma falta de respeito pelos outros, mas também pelo que é a democracia e pelas pessoas que lutaram para que os trabalhadores tivessem direito às greves.
E para os Sres. Sindicalistas, deixem de lado os vossos interesses pessoais, e mostrem um bocadinho de vergonha e respeito . . .

quinta-feira, 23 de abril de 2015

1 mês

Não quero ser daquelas pessoas que festejam todas as datas e mais algumas.

Mas o primeiro mês merece ser festejado. Porque é o primeiro e o primeiro é sempre importante, porque até acho que me tenho portado bem. Porque ainda não perdi a inspiração nem a vontade de escrever (tenho a tendência a ser um pouco inconstante nos meus projectos). Porque num mês já me visitaram 380 vezes (não sei se é muito ou pouco e penso que umas quantas são minhas). E porque realmente escrever aqui é algo que estou a gostar muito.

Agradeço a todos (mesmo que poucos), os que se dão ao trabalho de me vir ler, são sempre muito bem vindos, e podem trazer os amigos, cabemos todos! Já disse antes, mas é realmente um privilégio que me venham ler.

Voltem sempre!

quarta-feira, 22 de abril de 2015

A importância do titulo

Isto de ter um blogue não é tão simples como parece!
É uma constante atenção a tudo o que nos rodeia, procurar inspiração no dia-a-dia.
Escrever as coisas de forma clara, tentar que sejam divertidas ou no mínimo interessantes.
Dar a conhecer um pouco de nós mesmos, sem perder a privacidade (no meu caso).
Perceber um pouco de imagem e não usar cores que ferem os olhos, ou letras brancas num fundo amarelo.
E escolher um titulo que chame a atenção!

Acho que não sou muita boa com os títulos.
Mas só notei isso agora quando vou vendo as estatísticas, quantos lêem o blogue (sou débil, gosto de saber que sou lida, e é um privilégio saber que alguém se dá ao trabalho), quais os post´s mais lidos.
E a conclusão que cheguei é realmente que os de títulos mais chamativos, têm mais visualizações.
Tenho que melhorar.

Nota do autor: Quem quiser já pode gostar dos post´s, no fim de cada um tem essa funcionalidade.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Ser carinhoso

Depois de perder alguém que amamos muito, torna-mo-nos mais medricas, e o medo de voltar a perder alguém está sempre lá, sei que todos temos esse medo tenhamos ou não perdido alguém próximo, mas depois de ter passado por isso temos mais noção da sensação.

No meu caso não foi o perder alguém, foi um grave acidente de carro cerca de 3 anos antes de perder esse alguém, mas o mais revoltante é que foi a mesma pessoa.
Isto é, esta pessoa teve (ou tivemos) um grave acidente rodoviário, com uma recuperação lenta e dolorosa, sendo que nunca chegou a ser uma recuperação total, que me fez ver as coisas de um modo diferente e não só me tornou mais medricas, mas também mais carinhosa. E quando parecia que o pesadelo tinha acabado, essa pessoa faleceu.
Quase perder alguém além de me tornar mais medricas também me fez notar que as pessoas que amamos nem sempre vão cá estar para lhes fazer-mos saber o quanto os amamos.
Por isso um arrependimento que não tenho, é saber que sempre que me foi possível lhe fiz saber o quanto o amava, e essa característica continua a fazer parte de mim, mais que tudo no que diz respeito ao meu marido e filho.
Dizer o quanto os amamos ás pessoas que amamos, para que nunca duvidem disso, acho de uma extrema importância, não só para que elas o saibam, mas também para a nossa própria sanidade mental, pois perder alguém e ter o arrependimento e a duvida de saber que nunca lhes dissemos o quanto eram importantes para nós, é algo pelo qual não quero passar!

As palavras amo-te ou adoro-te fazem parte do meu repertório, por mensagem ou pessoalmente, mas não são tudo, porque dizer e não mostrar não serve de muito, e numa criança pequena, até considero que não serve de nada; os abraços, os beijos, o carinho, o tom de voz são bem mais importante para "fazer passar a mensagem".

Quando vejo o meu filho ou marido depois de umas horas separados, os beijos e os abraços fazem parte do reencontro.

Já em varias ocasiões quando vamos os 3 no carro, e o meu marido vai a conduzir, os beijos e os abraços não dão muito jeito, por isso faço-lhe um carinho no pescoço, uma forma "gestual" de dizer adoro-te, e a reacção do meu filho é sempre a mesma:
- Mãe, tas a fazer uma "fetinha" ao pai?
- Sim meu amor, porque a mãe gosta muito do pai.

Dizer-lhe que tem que ser carinhoso com os outros não o vai ensinar a ser carinhoso!

sábado, 18 de abril de 2015

Divagações sobre cabelo

Sou pessoa que gosto de fazer do meu cabelo algo diferente cada dia. Tanto posso tê-lo liso-esticado, como numa trança, ou num rabo-de-cavalo, apesar que gosto de fazer coisas diferentes com ele, a verdade é que isto são tudo formas para lidar com a rebeldia dele e a sua forma natural que é meio liso-ondulado, grosso,  cheio de frizz e volume de fazer inveja a um leão,. . .  o que invariavelmente me leva ao penteado de "lavei-o mas não tive tempo de o arranjar" enrolado e apanhado numa pinça!

O meu cabelo faz parte da minha personalidade, porque eu gosto de o pentear e fazer coisas diferentes, mas também porque ele parece ter vida própria, começando obviamente no volume, passando pelas brancas que não param de aparecer (para meu desgosto) e terminando nos milhares de cabelos que tenho espalhados pela casa todos os dias!

Também tenho aquele corte de cabelo que sempre quis fazer, mas nunca me atrevi e já perguntei a meio mundo se acha que me fica bem, mas acabo por nunca fazer, ou porque não é a altura certa ou porque afinal no meu tipo de cabelo não fica bem.

Que é este, mas na minha cor natural, obviamente. (castanho quase preto)

Já o meu marido é aquele tipo do homem que mantém o cabelo sempre curto, o que é bom, pois o cabelo dele é um encaracolado cerrado daqueles que crescem tipo "capacete", e já seja eu em casa (nunca fica bem) ou no barbeiro da esquina, tem que ser cortado de 2 em 2 ou no máximo 3 em 3 meses, mas é também de uma cor castanho-escuro.

Ora toda esta junção sempre me fez temer o tipo de cabelo que iriam ter os nossos filhos, "pobres criaturas"!

A sorte do nosso filho é como diz o meu pai: "Foi trocado na maternidade!" e não sai aos pais, no seu cabelinho liso com atitude, fininho e de um castanho claro, que parece dourado ao sol (olhos de mãe). Não sei onde o foi buscar, mas se decidirmos ter mais filhos, espero que conheçam o mesmo lugar onde ir buscar!