terça-feira, 15 de novembro de 2016

E era uma vez. . .

. . . uma acumuladora.
Desde as 25 semanas de gravidez que estou em casa com baixa de risco por vários problemas (miomas que causam dor, colo curto e contrações), e sendo que devia estar de repouso (é difícil com um filho de 4 anos e um marido com turnos rotativos de 12 horas e folgas rotativas) tenho tentado fazer apenas o essencial.
Mas agora que já passei as 35 semanas, tenho um bebé saudável cujo peso está quase nos 3 kg, o colo já não é um problema e ainda me faltam imensas coisas por arranjar e preparar, tenho puxado um bocadinho mais por mim, claro que descansando sempre que necessário e que as dores apertam.
Foi nestes últimos dias e a tentar limpar e arranjar a casa para caber uma outra pessoa, mais tudo o que vem com ela, que descubri que tenho um problema, sou uma acumuladora!
O que mais acumulo são sacos de todas as lojas e feitios, coisas que posso vir a precisar ou a ser-me útil , roupa que já não uso ou que nunca usei (oferecida) que penso sempre que posso vir a usar (ou voltar a caber), maquilhagem que não uso e já passou a data, e lixo em geral que ou é bonito ou tem algum significado!
Mas por sorte, não só consigo reconhecer que tenho um problema, como consigo desfazer-me de (quase) tudo o que nunca precisei e o mais provável é não precisar.
Suponho que ter uma casa pequena ajuda a que seja mais fácil desfazer-me de certas coisas, é uma escolha simples, ou deito fora ou o bebé não cabe!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Preocupações de irmão

Sentados os dois numa estação do metro à espera, diz-me ele muito sério:
- Mãe se tu fores à sanita fazer alguma coisa, e a mana sair, ela pode cair na sanita porque ela vai sair pelo teu pipi, não é?

Olho para ele e vejo a sua preocupação estampada na cara.

Da maneira mais séria possível, respondi:
- Não te preocupes amor, quando for para a mana sair eu vou saber e não vou à casa de banho.

E invade-me aquele sentimento de orgulho no meu menino, pela genuína preocupação pela mana assim como pela capacidade de entender as coisas e chegar ao desenlace que não é de todo descabido para a pouca informação que ele tem.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Cansada . . .

Físicamente cansada.
Mentalmente cansada.
Emocionalmente cansada.

Querer e não poder.
Procurar e não encontrar.
Esperar e não alcançar.
Precisar de alguém e não haver ninguém à vista.
Consome.
Causa tristeza, que consome ainda mais.

Quem quer ajudar não pode, quem pode ajudar não quer.
Só dá vontade de desistir e logo se vê.
Mudando um pouco a canção dos Green Day :
Wake me up when November ends!

sábado, 1 de outubro de 2016

30 semanas

O tempo passa, e acontece algo estranho que simultaneamente parece passar rápido e devagar, e pensamos: "já passou este tempo todo!" e logo a seguir "ainda falta tanto!"
Estar grávida é fantástico e maravilhoso, e como o tempo, pode ser horrível simultaneamente.
Adoro sentir mexer, e mesmo não gostando que me toquem na barriga, não me importo de partilhar esses momentos para que os outros também sintam.
Mas o cansaço e as dores têm levado o melhor de mim, até para escrever.
Não consigo escrever 2 ou 3 frases e publicar, nem sequer chamar a isso um post. Mas ultimamente isso é o máximo que consigo fazer, e a sorte também não tem andado muito do nosso lado o que acaba por não me levar a publicar nada à mais tempo do que gostaria.
Tenho muitas ideias e coisas das que gostaria de escrever às voltas e misturadas na minha cabeça, se tivesse tempo para me concentrar nelas, e não na casa e no carro e na mala para a maternidade que ainda não está nem pensada e nas outras mil coisas que me ocupam os dias e a mente.

sábado, 17 de setembro de 2016

Preocupações de mãe. . . ou não!

Tenho percebido que, actualmente, uma grande preocupação de muitas mães que vão ter o segundo filho, é o facto de irem passar algumas noites longe do filho mais velho, porque acham que será difícil para a criança, acredito que seja uma preocupação para algumas mães.
Mas isto não me acontece.
Apesar de saber que o meu filho gosta de mim, também sei que é muito independente (para bem e para mal), e o difícil, na altura da ida para a maternidade, vai ser fazê-lo entender que os dias que ele vai dormir fora de casa (se assim tiver que ser) será a excepção e não a regra. Para ele dormir fora de casa é um hábito quase semanal em casa do tio e dos avós, não por nosso querer ou necessidade, mas porque ele pede e os avós também não se fazem de rogados. Também já dormiu em casa das "tias" e o complicado é convencê-lo que não é algo para todos os dias, sendo que dia sim, dia sim pergunta se pode lá ir dormir.
Sabe que as regras e as brincadeiras são outras e penso cá para mim, que se os dias fora de casa e sem a mãe se alargassem, eventualmente pediría para vir para casa com o pai e a mãe (espero eu)!

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Primeiro dia. . .

Ando com o coração nas mãos, pois o meu anjinho começou ontem numa escola nova depois de ter estado 3 anos no mesmo lugar, mudando de salas, educadoras, instalações mas sempre com os mesmos colegas e auxiliares.
Sou uma pessoa ansiosa e andava muito preocupada com esta mudança apesar de saber que ele é uma criança muito sociável, o receio de que ele não aceitasse bem era muito grande.
Mas nenhum dos meus receios se confirmou, e espero que assim continúe.
A semana passada fomos conhecer,  as instalações, educadora e condições para a entrada dele, antes de ontem fizemos os últimos arranjos e em ambas ocasiões foi conosco e lhe fizemos saber que aquela era a nova escola, no dia que fomos conhecer, mostrou-se entusiasmado, mas a segunda vez que fomos e desde há uns dias que dizia não querer ir para lá.
Ontem manteve a posição de não querer ir, mas não fez grandes birras. Quando lá chegámos começou a querer choramingar e que não queria lá ficar, fomos insistindo enquanto a educadora recebia na porta da sala outra criança algo renitente em lá ficar, o pai sugeriu levar uma coisa boa (doce) quando o fossemos buscar, se ficasse bem, ao mesmo tempo que lhe mostrávamos desde a porta da sala que havia lá brinquedos e outras crianças como ele, acabou por entrar, dar uma rápida vista de olhos, voltar até nós, dar um beijinho a cada um e voltar a entrar sem olhar para trás, enquanto falávamos com a educadora,  não voltou a olhar para nós e a última vez que o vi estava a sentar-se numa mesa enquanto falava com uma menina.
Saí contente, mas com a mesma ansiedade, sobre como iria correr o dia.
Correu muito bem, tanto do ponto de vista dele como da auxiliar que lá estava quando o fomos buscar; veio a correr na nossa direcção quando nos viu com um grande sorriso não só por nos ver, mas também por ter tido um bom dia.
Hoje o ficar foi um bocadinho mais difícil, mas mesmo assim não chorou, espero que assim continúe.
Deixar o meu filho onde quer que seja quando ele não quer e fica a chorar é das coisas mais difíceis que já tive que fazer na minha vida e a idade dele não muda o aperto na garganta.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Gravidez não é doença.

Mas também não é fácil.
Não gosto dessa frase, por muito verdade que seja!


Não é doença, mas as nossas condições fisicas e mentais não são as mesmas.
Não é doença, mas é uma grande responsabilidade.
Não é doença, mas o cansaço chega mais rápido.
Não é doença, mas tem dores associadas.


Não é doença e há quem passe por ela, como o Usain Bolt por uma pista de corrida, mas para muitas outras é uma altura dificil, com dores, edemas, mal-estar geral, cansaço e sono constante, restrições na alimentação, miomas e quistos, e tanta coisa mais.


Nem todas as gravidezes são iguais, mas menosprezar o mal de algumas porque nem todas passam por isso é uma enorme falta de respeito.