segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Como é que o bebé foi parar à barriga da mãe?

Pergunta muito temida pela maioria dos pais de crianças pequenas.
O meu anjinho está a superar as minhas expectativas no que se refere à sua reação à vinda de um novo inquilino lá para casa.
Adora a minha barriga em crescimento, tem cuidado para não magoar o bebé, faz festinhas e dá beijinhos.


Mas ainda não mostrou curiosidade em como lá foi parar ou porque é que é lá que está a crescer, como se fosse algo tão natural, que não necesita ser perguntado. A sua duvida é, como é que vai sair!


Perguntou se era pelo umbigo, respondi com toda a honestidade que ele merece, pois não é parvo (como alguns adultos parecem pensar que as crianças são), mas a honestidade não me correu bem, e mostrou-se extremamente curioso em como é que vai sair por ali. Já lhe expliquei que é uma parte do corpo muito privada de cada um, e assim como não deve deixar que toquem nele, também não deve tocar nos outros, acho que entendeu, ou pelo menos não voltou a mencionar o assunto.


Não sou apologista de mentir ou tratar as crianças como parvos.
Não sou perfeita e já em algumas ocasiões lhe disse coisas que não são verdade, como que o meu telemóvel não tem bateria para não começar uma birra, ou que a sopa dele é muito boa, quando em realidade eu não a comería! Mas tratar as crianças como seres sem inteligencia dizendo coisas que não estão nem perto da verdade (nunca seria capaz de dizer ao meu filho que os bebés vêm com as cegonhas) isso não acho bem, e é no minimo insultar as capacidades das crianças, explicar as coisas como elas são mas de forma a que possam ser compreendidas por eles.
Obviamente que não tenho a resposta certa para tudo, e encontrar a melhor forma de explicar algumas coisas não é fácil, mas acho que o melhor caminho é tratá-los sempre como pessoas inteligentes.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

A incessante procura . . .



. . . de casa!


Há pouco mais de 1 ano que ando à procura de casa. Pode parecer mentira, mas é isso mesmo. No entanto, durante o primeiro ano, até Abril deste ano, a procura não era diária. Íamos procurando, sem pressas, por 3 vezes nos inscrevemos num concurso para arrendar umas casas da câmara em muito boas condições (completamente renovadas) e por valores bem amigáveis, mas sem sorte.
Desde Abril e por motivos óbvios, sendo que a nossa casa (alugada) actual é muito pequena, é numas águas furtadas e no verão parece (mesmo) um forno, e por ultimo o teto do nosso quarto parece um "céu estrelado" de bolor (motivo principal para a minha pressa), temos feito uma procura online, mais exaustiva.
Devo admitir que tanto eu como o meu marido somos um tanto ou quanto picuinhas, mas também não é para tanto, a verdade é que temos tido mesmo muito azar, tanto, que as ultimas 3 casas que tínhamos agendado para ir ver, por diversos motivos, deixaram de estar disponíveis, começo a ter vontade de arrancar os cabelos!


E aproveito para insultar publicamente todos os comerciais das imobiliárias, são todos adeptos de um nível de desrespeito e má educação que nem dá para acreditar.


No caso de haver por aí alguém com uma casa para alugar, o que preciso é de: um T2 (com no mínimo 60 mt2), que não passe do 2º andar (com ou sem elevador), em boas condições principalmente na cozinha e casa de banho (não gosto das antigas e/ou com sinais óbvios de muito uso), com despensa, e que permita animais, neste caso gatos. O que tem dificultado principalmente a procura, é a localização e os valores, pois mais de 500€ está completamente fora do nosso alcance (e mesmo assim já é muito), e tem que estar perto do metro (5 a 10 minutos a pé).
Não me parece que esteja a pedir muito, ou estou?

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Hipocrisia

Quando eram os brancos a matar africanos e asiáticos, lá na terra deles, e não aparecia nas televisões, jornais e redes sociais, o mundo era um lugar lindo e maravilhoso.
Agora que uns poucos loucos (de todas as cores e raças) vieram perturbar a bolha em que viviam os países ocidentais (supostamente) desenvolvidos, o mundo é um lugar assustador e perigoso.

Digo, e não me canso de o fazer, esta sociedade dos países ocidentais é realmente muito hipócrita.
Não quero com isto (de maneira nenhuma) tirar importância e ver todo e qualquer ataque como algo banal, quero apenas fazer ver que o mundo continua e sempre foi violento, a diferença agora é que quem morre ou vê morrer somos todos e não só alguns.
A solução não passa pela violência, matar estes ou aqueles não vai acabar com a podridão a que o ser humano em geral chegou, a única solução é (seria, numa utopia) mudar mentalidades, o qual infelizmente não vejo que vá acontecer.
E pela andança que leva a carroça (com o Trump a dizer o que vai na mente de muitos idiotas), acho que já ninguém a segura.
Violência só, e unicamente, gera violência . . .

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Bravida

Já normalmente sou uma pessoa fácil de irritar, e com um mau humor à flor da pele. Mas nesta gravidez tem sido difícil de controlar e até um "estás bem?", ou "está tudo a correr bem?" com o olhar a desviar-se para a minha zona abdominal me da vontade de responder: "não estou doente, porque é que não haveria de estar bem!" ou "queres que te responda só "sim, estou bem" ou preferes a descrição detalhada de todos os males que me afectam".
Tudo me irrita, mas claro que há coisas que o fazem mais que outras, entre elas a clara intenção, em alguns casos a acção mesmo, de algumas pessoas de tocar em mim (e não me refiro ao braço ou ombro, mais comum quando cumprimentamos alguém), como se o meu corpo já não fosse meu!! O facto de ter um ser a crescer dentro de mim, não dá o direito a absolutamente ninguém (tirando o meu filho e o meu marido) de me tocar, pois continuo a ser a mesma pessoa que há uns meses não estava grávida, eu não ando por aí a esfregar a barriga aos outros (a menos que me digam que vai de lá sair um génio), se não é aceitável tocar nos outros só porque nos apetece, muito menos numa grávida, uma que se chateia com muita facilidade! A menos claro que eu diga explicitamente que o podem fazer.


Sigo um blog do qual gosto muito, e como já referi outras vezes não tenho que concordar com tudo o que a pessoa diz para gostar e seguir um blog. É de uma escritora portuguesa que se chama Filipa Fonseca Silva (podem conhecer o blog aqui), que ouvi falar há uns tempos quando lançou o seu mais recente livro: "Coisas que uma Mãe Descobre (e de que ninguém fala)" , o qual causou uma certa polemica, pois muitas defensoras e fundamentalistas da maternidade não acharam suficientemente "maternal", o livro. No meu caso apesar de (novamente) não concordar com tudo, entendi a intenção cómica, e gostei da abordagem menos séria de alguns temas, mas não comprei o livro na altura, apenas comecei a seguir o blog. Mantive a intenção de comprar, e quando descobri esta gravidez decidi fazê-lo, e devo dizer que gostei muito e me ajudou a ver as coisas com mais calma, acho em todo caso que devia ser lido por mais homens.
Num dos capítulos a escritora divide as grávidas por tipos, e apesar de não me incluir num só, penso que estou mais enquadrada no que ela chama de bravidas, isto é, grávidas que andam chateadas com o mundo.


Para as pessoas (amigos ou família) de quem gosto (será que as pessoas de quem gosto, sabem que gosto delas?) e que vejo/falo "on a regular basis", não levem muito a sério alguma resposta torta. Qualquer outra pessoa, talvez seja melhor nem olharem para mim!

terça-feira, 12 de julho de 2016

Peço desculpa!

Este não é um "mommy blog", apesar do meu filho ser uma parte muito importante da minha vida (a mais importante) e de vez em quando os meus post´s estarem relacionados com ele e com as minhas experiencias como mãe.
Mas dada a minha condição actual, é difícil não ter a minha atenção focada nesse aspecto (o ser mãe).
Por isso peço desculpa a quem não gosta de "mommy blogs", mas os próximos post´s vão ser, na sua maioria, relacionados com a gravidez: the good, the bad and the ugly.
Vou tentar não ser muito chata com o assunto, e assim como faço um esforço por não me queixar muito, vou tentar falar sobre outros temas.
Só não esperem "ouvir-me" (ler) a falar de football, porque já não suporto ouvir falar do tema!


Claro que se vier para aqui dizer que acho triste e deprimente, que algo tão insignificante (do meu ponto de vista) como uma taça, que não muda no mais mínimo a minha vida ou a qualidade (ou falta de), mova massas da forma que o faz! Quando há coisas tão mais importantes para fazer, que efectivamente podiam melhorar o nosso país e a qualidade de vida nele!
 E ainda mais num dia em que outros atletas ganharam competições que considero de muito mais valor e mérito pelo esforço que representam, e não falo do esforço físico. Porque não é o mesmo trabalhar para algo e mostrar empenho quando só vivem para isso e recebem mais do que seria necessário, e fazê-lo tendo que pedinchar ou ter eles próprios que financiar, não recebendo (muitas vezes) qualquer ajuda para tal.
Não peço desculpa pela minha opinião.


Como já o disse anteriormente, acho que o mundo em que vivemos anda com as prioridades trocadas.



quarta-feira, 6 de julho de 2016

Acho que rebentei a escala do mau humor!

Bem, por onde hei-de começar . . .
Em Abril descobri algo que apesar de querer muito, foi um choque e com outras questões profissionais à mistura, tenho andado num stress que não é normal e muito menos benéfico.


Para quem segue o blog, sabem que outro filho era algo que queria muito (como disse aqui), mas nem o marido, nem o meu lado racional concordavam, e era algo que não estávamos a planear para já.
Mas a vida é muito boa a trocar-nos as voltas, e a fazer o que quer, apesar dos nossos planos.


Em Abril, com um atraso de dois dias (o que é muito raro em mim) fiz um teste, mas apenas por descargo de consciência, e para minha surpresa, deu positivo!


Duas semanas antes tinha sido informada que o meu contrato iria terminar e iria ter um novo no dia seguinte, mas para todos os efeitos era um despedimento.


E o meu marido numa situação, que não sendo igual, o deixava num impasse profissional (o qual ainda se mantem).


Não foi com certeza a altura ideal, apesar de ser algo há muito idealizado por mim, e uma frase que não me sai da cabeça é: "Be careful what you wish for, cause you just might get it".


A minha primeira gravidez, apesar de um que outro problema, correu bastante bem, no que a enjoos e hormonas se refere, e mesmo sabendo que as gravidezes não são todas iguais, não estava preparada para tudo o que esta me tem trazido de diferente, no que a emoções e enjoos se refere, unido obviamente ao facto de andar muito mais nervosa e stressada do que na primeira, na que tudo me parecia lindo e maravilhoso.


Nestes primeiros 4 meses, os enjoos, o cansaço (talvez por não conseguir descansar tanto como na primeira gravidez), a falta de apetite, a falta de paciência, o chorar por qualquer coisa têm sido uma constante, que se eu não entendo, muito menos quem me rodeia.


Perdi um Kg desde o inicio, e pelo que tenho percebido não é tão raro, mas não me livrou de um raspanete na ultima consulta, unido ao facto do meu desejo para o parto (noutra altura falarei disso) ter sido "pisado e maltratado" como se fosse algo inconcebível e desrespeitoso para com médicos e enfermeiros, fez com que o mau humor que me tem afectado nas ultimas semanas, ficasse fora de controlo, o que eventualmente acaba por levar a pensamentos pessimistas e termina (ou recomeça, como um ciclo vicioso) numa vontade de chorar por tudo o que me tem afectado desde que me lembro de mim, todas as minhas tristezas como um filme em "fast-forward".









segunda-feira, 27 de junho de 2016

Voltando aos gatos!

Depois de algumas semanas de uma certa gestão na logística, para manter os gatos separados, e já a pensar em alternativas e opções para separar os meninos de forma definitiva, tendo obviamente que "prescindir" de um deles.
Graças a uma semana confinada em casa, sem direito a grandes saídas e passeios, lá consegui que estivessem juntos na mesma divisão sem grandes altercados, deixando-os sempre separados durante a noite.
Posso dizer neste momento, já a vários dias da primeira reaproximação, que a crise está (quase) completamente ultrapassada, apenas havendo ainda uma ligeira desconfiança de parte do Taz.
O que levou o Boris, sendo ainda um "miúdo", a procurar um substituto. Então, onde quer que eu vá ou esteja, lá está ele. Se me sento no sofá, aparece em menos de 5 segundos em cima de mim ou encostado, na cozinha: deitado ou sentado a poucos centímetros, na casa de banho a roçar as minhas pernas à voltas da sanita (tenho tido que fechar a porta, coisa que não é meu costume), se vou para o quarto e fecho a porta fica ali a miar, ou vem a correr quando saiu. Sinto que ganhei um filho novo no espaço de uma semana.
Mas estou muito contente por termos ultrapassado a crise, e muito orgulhosa de nós, mesmo na nossa casa pequena e quase sem portas, não termos posto logo um gato fora de casa ao primeiro problemita, sinto que tanto da nossa parte como da parte deles há uma maior confiança e carinho mútuo.
Somos uma família: 3 humanos e 2 felinos.
Até aparecemos todos juntos no IRS.