Quando eram os brancos a matar africanos e asiáticos, lá na terra deles, e não aparecia nas televisões, jornais e redes sociais, o mundo era um lugar lindo e maravilhoso.
Agora que uns poucos loucos (de todas as cores e raças) vieram perturbar a bolha em que viviam os países ocidentais (supostamente) desenvolvidos, o mundo é um lugar assustador e perigoso.
Digo, e não me canso de o fazer, esta sociedade dos países ocidentais é realmente muito hipócrita.
Não quero com isto (de maneira nenhuma) tirar importância e ver todo e qualquer ataque como algo banal, quero apenas fazer ver que o mundo continua e sempre foi violento, a diferença agora é que quem morre ou vê morrer somos todos e não só alguns.
A solução não passa pela violência, matar estes ou aqueles não vai acabar com a podridão a que o ser humano em geral chegou, a única solução é (seria, numa utopia) mudar mentalidades, o qual infelizmente não vejo que vá acontecer.
E pela andança que leva a carroça (com o Trump a dizer o que vai na mente de muitos idiotas), acho que já ninguém a segura.
Violência só, e unicamente, gera violência . . .
Um cantinho, escondido mas à vista de todos, para ser eu: mulher, mãe, filha, amiga. Um cantinho de opiniões, historias, crónicas, pensamentos.
quarta-feira, 27 de julho de 2016
sexta-feira, 22 de julho de 2016
Bravida
Já normalmente sou uma pessoa fácil de irritar, e com um mau humor à flor da pele. Mas nesta gravidez tem sido difícil de controlar e até um "estás bem?", ou "está tudo a correr bem?" com o olhar a desviar-se para a minha zona abdominal me da vontade de responder: "não estou doente, porque é que não haveria de estar bem!" ou "queres que te responda só "sim, estou bem" ou preferes a descrição detalhada de todos os males que me afectam".
Tudo me irrita, mas claro que há coisas que o fazem mais que outras, entre elas a clara intenção, em alguns casos a acção mesmo, de algumas pessoas de tocar em mim (e não me refiro ao braço ou ombro, mais comum quando cumprimentamos alguém), como se o meu corpo já não fosse meu!! O facto de ter um ser a crescer dentro de mim, não dá o direito a absolutamente ninguém (tirando o meu filho e o meu marido) de me tocar, pois continuo a ser a mesma pessoa que há uns meses não estava grávida, eu não ando por aí a esfregar a barriga aos outros (a menos que me digam que vai de lá sair um génio), se não é aceitável tocar nos outros só porque nos apetece, muito menos numa grávida, uma que se chateia com muita facilidade! A menos claro que eu diga explicitamente que o podem fazer.
Sigo um blog do qual gosto muito, e como já referi outras vezes não tenho que concordar com tudo o que a pessoa diz para gostar e seguir um blog. É de uma escritora portuguesa que se chama Filipa Fonseca Silva (podem conhecer o blog aqui), que ouvi falar há uns tempos quando lançou o seu mais recente livro: "Coisas que uma Mãe Descobre (e de que ninguém fala)" , o qual causou uma certa polemica, pois muitas defensoras e fundamentalistas da maternidade não acharam suficientemente "maternal", o livro. No meu caso apesar de (novamente) não concordar com tudo, entendi a intenção cómica, e gostei da abordagem menos séria de alguns temas, mas não comprei o livro na altura, apenas comecei a seguir o blog. Mantive a intenção de comprar, e quando descobri esta gravidez decidi fazê-lo, e devo dizer que gostei muito e me ajudou a ver as coisas com mais calma, acho em todo caso que devia ser lido por mais homens.
Num dos capítulos a escritora divide as grávidas por tipos, e apesar de não me incluir num só, penso que estou mais enquadrada no que ela chama de bravidas, isto é, grávidas que andam chateadas com o mundo.
Para as pessoas (amigos ou família) de quem gosto (será que as pessoas de quem gosto, sabem que gosto delas?) e que vejo/falo "on a regular basis", não levem muito a sério alguma resposta torta. Qualquer outra pessoa, talvez seja melhor nem olharem para mim!
Tudo me irrita, mas claro que há coisas que o fazem mais que outras, entre elas a clara intenção, em alguns casos a acção mesmo, de algumas pessoas de tocar em mim (e não me refiro ao braço ou ombro, mais comum quando cumprimentamos alguém), como se o meu corpo já não fosse meu!! O facto de ter um ser a crescer dentro de mim, não dá o direito a absolutamente ninguém (tirando o meu filho e o meu marido) de me tocar, pois continuo a ser a mesma pessoa que há uns meses não estava grávida, eu não ando por aí a esfregar a barriga aos outros (a menos que me digam que vai de lá sair um génio), se não é aceitável tocar nos outros só porque nos apetece, muito menos numa grávida, uma que se chateia com muita facilidade! A menos claro que eu diga explicitamente que o podem fazer.
Sigo um blog do qual gosto muito, e como já referi outras vezes não tenho que concordar com tudo o que a pessoa diz para gostar e seguir um blog. É de uma escritora portuguesa que se chama Filipa Fonseca Silva (podem conhecer o blog aqui), que ouvi falar há uns tempos quando lançou o seu mais recente livro: "Coisas que uma Mãe Descobre (e de que ninguém fala)" , o qual causou uma certa polemica, pois muitas defensoras e fundamentalistas da maternidade não acharam suficientemente "maternal", o livro. No meu caso apesar de (novamente) não concordar com tudo, entendi a intenção cómica, e gostei da abordagem menos séria de alguns temas, mas não comprei o livro na altura, apenas comecei a seguir o blog. Mantive a intenção de comprar, e quando descobri esta gravidez decidi fazê-lo, e devo dizer que gostei muito e me ajudou a ver as coisas com mais calma, acho em todo caso que devia ser lido por mais homens.
Num dos capítulos a escritora divide as grávidas por tipos, e apesar de não me incluir num só, penso que estou mais enquadrada no que ela chama de bravidas, isto é, grávidas que andam chateadas com o mundo.
Para as pessoas (amigos ou família) de quem gosto (será que as pessoas de quem gosto, sabem que gosto delas?) e que vejo/falo "on a regular basis", não levem muito a sério alguma resposta torta. Qualquer outra pessoa, talvez seja melhor nem olharem para mim!
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terça-feira, 12 de julho de 2016
Peço desculpa!
Este não é um "mommy blog", apesar do meu filho ser uma parte muito importante da minha vida (a mais importante) e de vez em quando os meus post´s estarem relacionados com ele e com as minhas experiencias como mãe.
Mas dada a minha condição actual, é difícil não ter a minha atenção focada nesse aspecto (o ser mãe).
Por isso peço desculpa a quem não gosta de "mommy blogs", mas os próximos post´s vão ser, na sua maioria, relacionados com a gravidez: the good, the bad and the ugly.
Vou tentar não ser muito chata com o assunto, e assim como faço um esforço por não me queixar muito, vou tentar falar sobre outros temas.
Só não esperem "ouvir-me" (ler) a falar de football, porque já não suporto ouvir falar do tema!
Claro que se vier para aqui dizer que acho triste e deprimente, que algo tão insignificante (do meu ponto de vista) como uma taça, que não muda no mais mínimo a minha vida ou a qualidade (ou falta de), mova massas da forma que o faz! Quando há coisas tão mais importantes para fazer, que efectivamente podiam melhorar o nosso país e a qualidade de vida nele!
E ainda mais num dia em que outros atletas ganharam competições que considero de muito mais valor e mérito pelo esforço que representam, e não falo do esforço físico. Porque não é o mesmo trabalhar para algo e mostrar empenho quando só vivem para isso e recebem mais do que seria necessário, e fazê-lo tendo que pedinchar ou ter eles próprios que financiar, não recebendo (muitas vezes) qualquer ajuda para tal.
Não peço desculpa pela minha opinião.
Como já o disse anteriormente, acho que o mundo em que vivemos anda com as prioridades trocadas.
Mas dada a minha condição actual, é difícil não ter a minha atenção focada nesse aspecto (o ser mãe).
Por isso peço desculpa a quem não gosta de "mommy blogs", mas os próximos post´s vão ser, na sua maioria, relacionados com a gravidez: the good, the bad and the ugly.
Vou tentar não ser muito chata com o assunto, e assim como faço um esforço por não me queixar muito, vou tentar falar sobre outros temas.
Só não esperem "ouvir-me" (ler) a falar de football, porque já não suporto ouvir falar do tema!
Claro que se vier para aqui dizer que acho triste e deprimente, que algo tão insignificante (do meu ponto de vista) como uma taça, que não muda no mais mínimo a minha vida ou a qualidade (ou falta de), mova massas da forma que o faz! Quando há coisas tão mais importantes para fazer, que efectivamente podiam melhorar o nosso país e a qualidade de vida nele!
E ainda mais num dia em que outros atletas ganharam competições que considero de muito mais valor e mérito pelo esforço que representam, e não falo do esforço físico. Porque não é o mesmo trabalhar para algo e mostrar empenho quando só vivem para isso e recebem mais do que seria necessário, e fazê-lo tendo que pedinchar ou ter eles próprios que financiar, não recebendo (muitas vezes) qualquer ajuda para tal.
Não peço desculpa pela minha opinião.
Como já o disse anteriormente, acho que o mundo em que vivemos anda com as prioridades trocadas.
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quarta-feira, 6 de julho de 2016
Acho que rebentei a escala do mau humor!
Bem, por onde hei-de começar . . .
Em Abril descobri algo que apesar de querer muito, foi um choque e com outras questões profissionais à mistura, tenho andado num stress que não é normal e muito menos benéfico.
Para quem segue o blog, sabem que outro filho era algo que queria muito (como disse aqui), mas nem o marido, nem o meu lado racional concordavam, e era algo que não estávamos a planear para já.
Mas a vida é muito boa a trocar-nos as voltas, e a fazer o que quer, apesar dos nossos planos.
Em Abril, com um atraso de dois dias (o que é muito raro em mim) fiz um teste, mas apenas por descargo de consciência, e para minha surpresa, deu positivo!
Duas semanas antes tinha sido informada que o meu contrato iria terminar e iria ter um novo no dia seguinte, mas para todos os efeitos era um despedimento.
E o meu marido numa situação, que não sendo igual, o deixava num impasse profissional (o qual ainda se mantem).
Não foi com certeza a altura ideal, apesar de ser algo há muito idealizado por mim, e uma frase que não me sai da cabeça é: "Be careful what you wish for, cause you just might get it".
A minha primeira gravidez, apesar de um que outro problema, correu bastante bem, no que a enjoos e hormonas se refere, e mesmo sabendo que as gravidezes não são todas iguais, não estava preparada para tudo o que esta me tem trazido de diferente, no que a emoções e enjoos se refere, unido obviamente ao facto de andar muito mais nervosa e stressada do que na primeira, na que tudo me parecia lindo e maravilhoso.
Nestes primeiros 4 meses, os enjoos, o cansaço (talvez por não conseguir descansar tanto como na primeira gravidez), a falta de apetite, a falta de paciência, o chorar por qualquer coisa têm sido uma constante, que se eu não entendo, muito menos quem me rodeia.
Perdi um Kg desde o inicio, e pelo que tenho percebido não é tão raro, mas não me livrou de um raspanete na ultima consulta, unido ao facto do meu desejo para o parto (noutra altura falarei disso) ter sido "pisado e maltratado" como se fosse algo inconcebível e desrespeitoso para com médicos e enfermeiros, fez com que o mau humor que me tem afectado nas ultimas semanas, ficasse fora de controlo, o que eventualmente acaba por levar a pensamentos pessimistas e termina (ou recomeça, como um ciclo vicioso) numa vontade de chorar por tudo o que me tem afectado desde que me lembro de mim, todas as minhas tristezas como um filme em "fast-forward".
Em Abril descobri algo que apesar de querer muito, foi um choque e com outras questões profissionais à mistura, tenho andado num stress que não é normal e muito menos benéfico.
Para quem segue o blog, sabem que outro filho era algo que queria muito (como disse aqui), mas nem o marido, nem o meu lado racional concordavam, e era algo que não estávamos a planear para já.
Mas a vida é muito boa a trocar-nos as voltas, e a fazer o que quer, apesar dos nossos planos.
Em Abril, com um atraso de dois dias (o que é muito raro em mim) fiz um teste, mas apenas por descargo de consciência, e para minha surpresa, deu positivo!
Duas semanas antes tinha sido informada que o meu contrato iria terminar e iria ter um novo no dia seguinte, mas para todos os efeitos era um despedimento.
E o meu marido numa situação, que não sendo igual, o deixava num impasse profissional (o qual ainda se mantem).
Não foi com certeza a altura ideal, apesar de ser algo há muito idealizado por mim, e uma frase que não me sai da cabeça é: "Be careful what you wish for, cause you just might get it".
A minha primeira gravidez, apesar de um que outro problema, correu bastante bem, no que a enjoos e hormonas se refere, e mesmo sabendo que as gravidezes não são todas iguais, não estava preparada para tudo o que esta me tem trazido de diferente, no que a emoções e enjoos se refere, unido obviamente ao facto de andar muito mais nervosa e stressada do que na primeira, na que tudo me parecia lindo e maravilhoso.
Nestes primeiros 4 meses, os enjoos, o cansaço (talvez por não conseguir descansar tanto como na primeira gravidez), a falta de apetite, a falta de paciência, o chorar por qualquer coisa têm sido uma constante, que se eu não entendo, muito menos quem me rodeia.
Perdi um Kg desde o inicio, e pelo que tenho percebido não é tão raro, mas não me livrou de um raspanete na ultima consulta, unido ao facto do meu desejo para o parto (noutra altura falarei disso) ter sido "pisado e maltratado" como se fosse algo inconcebível e desrespeitoso para com médicos e enfermeiros, fez com que o mau humor que me tem afectado nas ultimas semanas, ficasse fora de controlo, o que eventualmente acaba por levar a pensamentos pessimistas e termina (ou recomeça, como um ciclo vicioso) numa vontade de chorar por tudo o que me tem afectado desde que me lembro de mim, todas as minhas tristezas como um filme em "fast-forward".
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segunda-feira, 27 de junho de 2016
Voltando aos gatos!
Depois de algumas semanas de uma certa gestão na logística, para manter os
gatos separados, e já a pensar em alternativas e opções para separar os meninos
de forma definitiva, tendo obviamente que "prescindir" de um deles.
Graças a uma semana confinada em casa, sem direito a grandes saídas e passeios, lá consegui que estivessem juntos na mesma divisão sem grandes altercados, deixando-os sempre separados durante a noite.
Posso dizer neste momento, já a vários dias da primeira reaproximação, que a crise está (quase) completamente ultrapassada, apenas havendo ainda uma ligeira desconfiança de parte do Taz.
O que levou o Boris, sendo ainda um "miúdo", a procurar um substituto. Então, onde quer que eu vá ou esteja, lá está ele. Se me sento no sofá, aparece em menos de 5 segundos em cima de mim ou encostado, na cozinha: deitado ou sentado a poucos centímetros, na casa de banho a roçar as minhas pernas à voltas da sanita (tenho tido que fechar a porta, coisa que não é meu costume), se vou para o quarto e fecho a porta fica ali a miar, ou vem a correr quando saiu. Sinto que ganhei um filho novo no espaço de uma semana.
Mas estou muito contente por termos ultrapassado a crise, e muito orgulhosa de nós, mesmo na nossa casa pequena e quase sem portas, não termos posto logo um gato fora de casa ao primeiro problemita, sinto que tanto da nossa parte como da parte deles há uma maior confiança e carinho mútuo.
Somos uma família: 3 humanos e 2 felinos.
Até aparecemos todos juntos no IRS.
Graças a uma semana confinada em casa, sem direito a grandes saídas e passeios, lá consegui que estivessem juntos na mesma divisão sem grandes altercados, deixando-os sempre separados durante a noite.
Posso dizer neste momento, já a vários dias da primeira reaproximação, que a crise está (quase) completamente ultrapassada, apenas havendo ainda uma ligeira desconfiança de parte do Taz.
O que levou o Boris, sendo ainda um "miúdo", a procurar um substituto. Então, onde quer que eu vá ou esteja, lá está ele. Se me sento no sofá, aparece em menos de 5 segundos em cima de mim ou encostado, na cozinha: deitado ou sentado a poucos centímetros, na casa de banho a roçar as minhas pernas à voltas da sanita (tenho tido que fechar a porta, coisa que não é meu costume), se vou para o quarto e fecho a porta fica ali a miar, ou vem a correr quando saiu. Sinto que ganhei um filho novo no espaço de uma semana.
Mas estou muito contente por termos ultrapassado a crise, e muito orgulhosa de nós, mesmo na nossa casa pequena e quase sem portas, não termos posto logo um gato fora de casa ao primeiro problemita, sinto que tanto da nossa parte como da parte deles há uma maior confiança e carinho mútuo.
Somos uma família: 3 humanos e 2 felinos.
Até aparecemos todos juntos no IRS.
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terça-feira, 7 de junho de 2016
Tenho um gato barricado na casa de banho . . .
. . . mais precisamente detrás da sanita.
Passo a explicar:
Tenho dois gatos de que gosto muito, têm personalidades diferentes, mas sempre (desde Outubro 2015) se deram bem.
O mais velho (Taz) tem 3 anos, e até Maio do ano passado era parecido a um demónio da Tasmânia (o desenho animado), unido ao facto de ter sido castrado em Janeiro do ano passado em Maio foi diagnosticado com asma felina e a sua maneira de ser mudou muito, não só acalmou senão que ficou muito mais doce.
O mais novo (Boris) tem 10 meses, e apesar de que ambos têm muito medo de pessoas (características comum aos gatos que vieram da rua), este tem mais, por isso se apegou muito ao mais velho e anda sempre atrás dele. Devia ter sido castrado aos 6 meses, mas por diversos motivos fomos deixando andar com a desculpa de "o mês que vem tratamos disso".
Sem qualquer pré-aviso, na passada terça-feira quando o meu marido acordou (já depois de eu ter saído e estando tudo bem) encontrou a casa que nem campo de batalha, almofadas pelo chão, caixote do lixo virado, detergentes e molas (que estavam em cima da máquina de lavar) tudo espalhado, xixi e cocó (de gato) pelo chão, e o Taz completamente aterrorizado escondido entre a parede e a maquina de lavar, que mal viu o meu marido correu a refugiar-se no nosso quarto onde ficou até irmos dormir, passou a noite no mesmo estado de terror, rosnando por qualquer pequena alteração (noite complicada para mim, devo dizer).
Na quarta-feira de manhã, depois de falar com varias pessoas, obtive a mesma resposta, o problema é o Boris não estar castrado e ser altura do cio. Procurei um veterinário disposto a castrar o (pobre) gato no mesmo dia, e estando o meu marido de folga, lá levou o gato, sendo que aproveitámos para levar também o Taz, e tratámos da vacinação de ambos.
Chegados a casa, deixamos sair primeiro o Taz, enquanto tratávamos do jantar, quando quisemos deixar o Boris sair da transportadora procurámos o outro para estar prevenidos, mas sem o encontrar, devemos ter dado 3 voltas a toda a casa, até que o meu marido foi dar com ele na casa de banho atrás da sanita.
Desde quarta-feira que as hostilidades se mantêm, o Taz rosna sempre que vê o Boris, e se tem oportunidade o Boris ataca o Taz (ainda não percebi bem porquê) das (poucas) vezes que se têm encontrado envolvem-se numa luta greco-romana de gatos, com "gritos", bufadelas e rosnadelas com um a tentar fugir e o outro a perseguir, e de cada vez que isto acontece o Taz faz xixi, imagino que do susto (nunca o nosso chão esteve tão limpo e a casa com vários ambientadores para enganar o cheiro a xixi de gato). Foi-me dito que as hormonas do cio se iram manter no Boris por vários dias ainda.
Quando não estamos em casa, ou durante a noite a porta da casa de banho fica fechada e o Taz fica lá dentro, já vai trocando o cantinho atrás da sanita pelo lavatório, e tem tudo o que precisa lá dentro, o Boris fica cá fora entre a sala, cozinha e marquise (não há portas que se possam fechar). Quando estamos em casa, e por períodos de uma a duas horas o Boris fica dentro da transportadora (os quartos estão fora de questão) e o Taz vem espairecer, nunca se aproximando do Boris.
Mas o que me faz mais confusão, é que apesar de (aparentemente, pois é sempre tudo muito rápido) ser sempre o Boris a atacar o Taz, nos períodos em que o Taz está na casa de banho fechado, o Boris fica à porta a miar, ou mesmo dentro da transportadora quando vê o Taz, mia de tal forma, como de dor, por não poder estar perto do Taz de quem se nota que sente saudades.
Tem sido complicada a logística desta separação, numa casa pequena e com poucas portas, mas o que mais me custa é ver um completamente aterrorizado e o outro triste porque (pelo que consigo perceber) não entende o porquê de estarem separados.
Passo a explicar:
Tenho dois gatos de que gosto muito, têm personalidades diferentes, mas sempre (desde Outubro 2015) se deram bem.
O mais velho (Taz) tem 3 anos, e até Maio do ano passado era parecido a um demónio da Tasmânia (o desenho animado), unido ao facto de ter sido castrado em Janeiro do ano passado em Maio foi diagnosticado com asma felina e a sua maneira de ser mudou muito, não só acalmou senão que ficou muito mais doce.
O mais novo (Boris) tem 10 meses, e apesar de que ambos têm muito medo de pessoas (características comum aos gatos que vieram da rua), este tem mais, por isso se apegou muito ao mais velho e anda sempre atrás dele. Devia ter sido castrado aos 6 meses, mas por diversos motivos fomos deixando andar com a desculpa de "o mês que vem tratamos disso".
Sem qualquer pré-aviso, na passada terça-feira quando o meu marido acordou (já depois de eu ter saído e estando tudo bem) encontrou a casa que nem campo de batalha, almofadas pelo chão, caixote do lixo virado, detergentes e molas (que estavam em cima da máquina de lavar) tudo espalhado, xixi e cocó (de gato) pelo chão, e o Taz completamente aterrorizado escondido entre a parede e a maquina de lavar, que mal viu o meu marido correu a refugiar-se no nosso quarto onde ficou até irmos dormir, passou a noite no mesmo estado de terror, rosnando por qualquer pequena alteração (noite complicada para mim, devo dizer).
Na quarta-feira de manhã, depois de falar com varias pessoas, obtive a mesma resposta, o problema é o Boris não estar castrado e ser altura do cio. Procurei um veterinário disposto a castrar o (pobre) gato no mesmo dia, e estando o meu marido de folga, lá levou o gato, sendo que aproveitámos para levar também o Taz, e tratámos da vacinação de ambos.
Chegados a casa, deixamos sair primeiro o Taz, enquanto tratávamos do jantar, quando quisemos deixar o Boris sair da transportadora procurámos o outro para estar prevenidos, mas sem o encontrar, devemos ter dado 3 voltas a toda a casa, até que o meu marido foi dar com ele na casa de banho atrás da sanita.
Desde quarta-feira que as hostilidades se mantêm, o Taz rosna sempre que vê o Boris, e se tem oportunidade o Boris ataca o Taz (ainda não percebi bem porquê) das (poucas) vezes que se têm encontrado envolvem-se numa luta greco-romana de gatos, com "gritos", bufadelas e rosnadelas com um a tentar fugir e o outro a perseguir, e de cada vez que isto acontece o Taz faz xixi, imagino que do susto (nunca o nosso chão esteve tão limpo e a casa com vários ambientadores para enganar o cheiro a xixi de gato). Foi-me dito que as hormonas do cio se iram manter no Boris por vários dias ainda.
Quando não estamos em casa, ou durante a noite a porta da casa de banho fica fechada e o Taz fica lá dentro, já vai trocando o cantinho atrás da sanita pelo lavatório, e tem tudo o que precisa lá dentro, o Boris fica cá fora entre a sala, cozinha e marquise (não há portas que se possam fechar). Quando estamos em casa, e por períodos de uma a duas horas o Boris fica dentro da transportadora (os quartos estão fora de questão) e o Taz vem espairecer, nunca se aproximando do Boris.
Mas o que me faz mais confusão, é que apesar de (aparentemente, pois é sempre tudo muito rápido) ser sempre o Boris a atacar o Taz, nos períodos em que o Taz está na casa de banho fechado, o Boris fica à porta a miar, ou mesmo dentro da transportadora quando vê o Taz, mia de tal forma, como de dor, por não poder estar perto do Taz de quem se nota que sente saudades.
Tem sido complicada a logística desta separação, numa casa pequena e com poucas portas, mas o que mais me custa é ver um completamente aterrorizado e o outro triste porque (pelo que consigo perceber) não entende o porquê de estarem separados.
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quarta-feira, 1 de junho de 2016
Lidar com o "normal"!
O post de hoje, é com o intuito de partilhar uma experiencia de mãe e apesar de que não é muito comum, acontece. No meu caso já tinha ouvido falar, mas nunca tinha presenciado (antes de ser mãe).
O meu anjinho (que o continuará a ser enquanto eu assim o quiser chamar), tem tendência para fazer algo chamado apneia do choro, e é das coisas mais assustadores que um(a) pai/mãe pode assistir num filho.
Ocorrem em cerca de 4% das crianças com idade compreendida entre os 6 meses e os 4 anos, afetando meninos e meninas de igual forma. A frequência dos episódios é variável - desde crises ocasionais a vários episódios diários. Em 23% dos casos encontrou-se uma incidência familiar. (Guess who?)
Consistem numa sequência típica de eventos que se inicia de forma reflexa em resposta a um fator desencadeante, como medo, susto, frustração ou dor súbita, podendo levar à apneia (a criança deixa de respirar) e até mesmo perda de consciência. São involuntários, auto-limitados e habitualmente não provocam complicações graves.
Aparecem na internet bastantes informações, mas ler que algo é normal e não trás qualquer problema de saúde, não o faz mais fácil, penso que a partilha de experiencias e saber que há outros pais e crianças que também passam (passaram) pelo mesmo acaba por ser melhor.
Quando o meu filho tinha alguns meses de vida (não me recordo exactamente quanto, mas mais de 8 e menos de 12), fez pela primeira vez. Começou a chorar, muito provavelmente por ser contrariado em qualquer coisa, e em determinada altura parou de respirar, isto é, manteve o choro em "mute" mas sem entrada ou saída de ar, durante alguns segundos (que parecem intermináveis), começou a ficar roxo (por mais que tentássemos que voltasse a respirar) e acabou por desmaiar, momento no qual voltou a respirar normalmente e "acordou" logo a seguir, sem chorar, olhando para nós como se nada se tivesse passado. Toda a situação não deve ter durado mais que uns poucos minutos, bastante assustadores, devo dizer.
Por algum motivo que não sei explicar mantive a calma, no entanto não posso dizer o mesmo do pai do meu filho. Falámos com a médica que o segue no Centro de Saúde e também investiguei na internet, obtendo sempre a mesma resposta, de que não é perigoso para a saúde dele (apenas a saúde emocional dos pais). Até aos seus 2 anos aproximadamente voltou a fazer algumas vezes, sendo que apenas o fazia comigo ou com o pai, e consegui sempre manter a calma, algumas vezes conseguindo que recuperasse o fôlego, outras não.
Já não acontecia há quase dois anos. Há 2 noites, algum tempo depois de adormecer, começou a choramingar, fui ver e apesar de estar meio a dormir, percebi que estava aflito para fazer xixi (apesar de ter feito antes de se deitar), peguei nele ao colo, e levei-o à sanita (já tinha acontecido outras vezes, e ele não chega a acordar totalmente, parando de choramingar quando faz o xixi), mas em vez de acontecer como normalmente, começou a chorar mais, peguei nele novamente para perceber se havia algum problema e para acalmá-lo, e foi quando parou de respirar, e eu entrei num pânico estúpido que nunca me tinha acontecido, não me lembrei de lhe soprar na cara nem me lembrei que já não era a primeira vez e que não lhe acontece nada de mal. Só consegui ver a sua carinha cada vez mais roxa e parecia aflito por respirar. Até que tossiu duas vezes e recuperou o fôlego, olhou para mim de olhos muito abertos e fechou como se não tivesse acordado e adormeceu (ou continuou a dormir).
E eu fui devagarinho para a cama dele, sentei-me e fiquei a embala-lo (a ele e a mim) por uns bons 10 minutos sem o conseguir largar. Sabendo que estava tudo bem, mas a tremer e com um nó na garganta.
Nem sempre o saber que é "normal" nos permite lidar com as coisas, especialmente se dos nossos filhos se trata.
O meu anjinho (que o continuará a ser enquanto eu assim o quiser chamar), tem tendência para fazer algo chamado apneia do choro, e é das coisas mais assustadores que um(a) pai/mãe pode assistir num filho.
Ocorrem em cerca de 4% das crianças com idade compreendida entre os 6 meses e os 4 anos, afetando meninos e meninas de igual forma. A frequência dos episódios é variável - desde crises ocasionais a vários episódios diários. Em 23% dos casos encontrou-se uma incidência familiar. (Guess who?)
Consistem numa sequência típica de eventos que se inicia de forma reflexa em resposta a um fator desencadeante, como medo, susto, frustração ou dor súbita, podendo levar à apneia (a criança deixa de respirar) e até mesmo perda de consciência. São involuntários, auto-limitados e habitualmente não provocam complicações graves.
Aparecem na internet bastantes informações, mas ler que algo é normal e não trás qualquer problema de saúde, não o faz mais fácil, penso que a partilha de experiencias e saber que há outros pais e crianças que também passam (passaram) pelo mesmo acaba por ser melhor.
Quando o meu filho tinha alguns meses de vida (não me recordo exactamente quanto, mas mais de 8 e menos de 12), fez pela primeira vez. Começou a chorar, muito provavelmente por ser contrariado em qualquer coisa, e em determinada altura parou de respirar, isto é, manteve o choro em "mute" mas sem entrada ou saída de ar, durante alguns segundos (que parecem intermináveis), começou a ficar roxo (por mais que tentássemos que voltasse a respirar) e acabou por desmaiar, momento no qual voltou a respirar normalmente e "acordou" logo a seguir, sem chorar, olhando para nós como se nada se tivesse passado. Toda a situação não deve ter durado mais que uns poucos minutos, bastante assustadores, devo dizer.
Por algum motivo que não sei explicar mantive a calma, no entanto não posso dizer o mesmo do pai do meu filho. Falámos com a médica que o segue no Centro de Saúde e também investiguei na internet, obtendo sempre a mesma resposta, de que não é perigoso para a saúde dele (apenas a saúde emocional dos pais). Até aos seus 2 anos aproximadamente voltou a fazer algumas vezes, sendo que apenas o fazia comigo ou com o pai, e consegui sempre manter a calma, algumas vezes conseguindo que recuperasse o fôlego, outras não.
Já não acontecia há quase dois anos. Há 2 noites, algum tempo depois de adormecer, começou a choramingar, fui ver e apesar de estar meio a dormir, percebi que estava aflito para fazer xixi (apesar de ter feito antes de se deitar), peguei nele ao colo, e levei-o à sanita (já tinha acontecido outras vezes, e ele não chega a acordar totalmente, parando de choramingar quando faz o xixi), mas em vez de acontecer como normalmente, começou a chorar mais, peguei nele novamente para perceber se havia algum problema e para acalmá-lo, e foi quando parou de respirar, e eu entrei num pânico estúpido que nunca me tinha acontecido, não me lembrei de lhe soprar na cara nem me lembrei que já não era a primeira vez e que não lhe acontece nada de mal. Só consegui ver a sua carinha cada vez mais roxa e parecia aflito por respirar. Até que tossiu duas vezes e recuperou o fôlego, olhou para mim de olhos muito abertos e fechou como se não tivesse acordado e adormeceu (ou continuou a dormir).
E eu fui devagarinho para a cama dele, sentei-me e fiquei a embala-lo (a ele e a mim) por uns bons 10 minutos sem o conseguir largar. Sabendo que estava tudo bem, mas a tremer e com um nó na garganta.
Nem sempre o saber que é "normal" nos permite lidar com as coisas, especialmente se dos nossos filhos se trata.
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