terça-feira, 7 de junho de 2016

Tenho um gato barricado na casa de banho . . .

. . . mais precisamente detrás da sanita.


Passo a explicar:
Tenho dois gatos de que gosto muito, têm personalidades diferentes, mas sempre (desde Outubro 2015) se deram bem.
O mais velho (Taz) tem 3 anos, e até Maio do ano passado era parecido a um demónio da Tasmânia (o desenho animado), unido ao facto de ter sido castrado em Janeiro do ano passado em Maio foi diagnosticado com asma felina e a sua maneira de ser mudou muito, não só acalmou senão que ficou muito mais doce.
O mais novo (Boris) tem 10 meses, e apesar de que ambos têm muito medo de pessoas (características comum aos gatos que vieram da rua), este tem mais, por isso se apegou muito ao mais velho e anda sempre atrás dele. Devia ter sido castrado aos 6 meses, mas por diversos motivos fomos deixando andar com a desculpa de "o mês que vem tratamos disso".


Sem qualquer pré-aviso, na passada terça-feira quando o meu marido acordou (já depois de eu ter saído e estando tudo bem) encontrou a casa que nem campo de batalha, almofadas pelo chão, caixote do lixo virado, detergentes e molas (que estavam em cima da máquina de lavar) tudo espalhado, xixi e cocó (de gato) pelo chão, e o Taz completamente aterrorizado escondido entre a parede e a maquina de lavar, que mal viu o meu marido correu a refugiar-se no nosso quarto onde ficou até irmos dormir, passou a noite no mesmo estado de terror, rosnando por qualquer pequena alteração (noite complicada para mim, devo dizer).
Na quarta-feira de manhã, depois de falar com varias pessoas, obtive a mesma resposta, o problema é o Boris não estar castrado e ser altura do cio. Procurei um veterinário disposto a castrar o (pobre) gato no mesmo dia, e estando o meu marido de folga, lá levou o gato, sendo que aproveitámos para levar também o Taz, e tratámos da vacinação de ambos.
Chegados a casa, deixamos sair primeiro o Taz, enquanto tratávamos do jantar, quando quisemos deixar o Boris sair da transportadora procurámos o outro para estar prevenidos, mas sem o encontrar, devemos ter dado 3 voltas a toda a casa, até que o meu marido foi dar com ele na casa de banho atrás da sanita.


Desde quarta-feira que as hostilidades se mantêm, o Taz rosna sempre que vê o Boris, e se tem oportunidade o Boris ataca o Taz (ainda não percebi bem porquê) das (poucas) vezes que se têm encontrado envolvem-se numa luta greco-romana de gatos, com "gritos", bufadelas e rosnadelas com um a tentar fugir e o outro a perseguir, e de cada vez que isto acontece o Taz faz xixi, imagino que do susto (nunca o nosso chão esteve tão limpo e a casa com vários ambientadores para enganar o cheiro a xixi de gato). Foi-me dito que as hormonas do cio se iram manter no Boris por vários dias ainda.
Quando não estamos em casa, ou durante a noite a porta da casa de banho fica fechada e o Taz fica lá dentro, já vai trocando o cantinho atrás da sanita pelo lavatório, e tem tudo o que precisa lá dentro, o Boris fica cá fora entre a sala, cozinha e marquise (não há portas que se possam fechar). Quando estamos em casa, e por períodos de uma a duas horas o Boris fica dentro da transportadora (os quartos estão fora de questão) e o Taz vem espairecer, nunca se aproximando do Boris.


Mas o que me faz mais confusão, é que apesar de (aparentemente, pois é sempre tudo muito rápido) ser sempre o Boris a atacar o Taz, nos períodos em que o Taz está na casa de banho fechado, o Boris fica à porta a miar, ou mesmo dentro da transportadora quando vê o Taz, mia de tal forma, como de dor, por não poder estar perto do Taz de quem se nota que sente saudades.


Tem sido complicada a logística desta separação, numa casa pequena e com poucas portas, mas o que mais me custa é ver um completamente aterrorizado e o outro triste porque (pelo que consigo perceber) não entende o porquê de estarem separados.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Lidar com o "normal"!

O post de hoje, é com o intuito de partilhar uma experiencia de mãe e apesar de que não é muito comum, acontece. No meu caso já tinha ouvido falar, mas nunca tinha presenciado (antes de ser mãe).

O meu anjinho (que o continuará a ser enquanto eu assim o quiser chamar), tem tendência para fazer algo chamado apneia do choro, e é das coisas mais assustadores que um(a) pai/mãe pode assistir num filho.

Ocorrem em cerca de 4% das crianças com idade compreendida entre os 6 meses e os 4 anos, afetando meninos e meninas de igual forma. A frequência dos episódios é variável - desde crises ocasionais a vários episódios diários. Em 23% dos casos encontrou-se uma incidência familiar. (Guess who?)

Consistem numa sequência típica de eventos que se inicia de forma reflexa em resposta a um fator desencadeante, como medo, susto, frustração ou dor súbita, podendo levar à apneia (a criança deixa de respirar) e até mesmo perda de consciência. São involuntários, auto-limitados e habitualmente não provocam complicações graves.

Aparecem na internet bastantes informações, mas ler que algo é normal e não trás qualquer problema de saúde, não o faz mais fácil, penso que a partilha de experiencias e saber que há outros pais e crianças que também passam (passaram) pelo mesmo acaba por ser melhor.

Quando o meu filho tinha alguns meses de vida (não me recordo exactamente quanto, mas mais de 8 e menos de 12), fez pela primeira vez. Começou a chorar, muito provavelmente por ser contrariado em qualquer coisa, e em determinada altura parou de respirar, isto é, manteve o choro em "mute" mas sem entrada ou saída de ar, durante alguns segundos (que parecem intermináveis), começou a ficar roxo (por mais que tentássemos que voltasse a respirar) e acabou por desmaiar, momento no qual voltou a respirar normalmente e "acordou" logo a seguir, sem chorar, olhando para nós como se nada se tivesse passado. Toda a situação não deve ter durado mais que uns poucos minutos, bastante assustadores, devo dizer.

Por algum motivo que não sei explicar mantive a calma, no entanto não posso dizer o mesmo do pai do meu filho. Falámos com a médica que o segue no Centro de Saúde e também investiguei na internet, obtendo sempre a mesma resposta, de que não é perigoso para a saúde dele (apenas a saúde emocional dos pais). Até aos seus 2 anos aproximadamente voltou a fazer algumas vezes, sendo que apenas o fazia comigo ou com o pai, e consegui sempre manter a calma, algumas vezes conseguindo que recuperasse o fôlego, outras não.

Já não acontecia há quase dois anos. Há 2 noites, algum tempo depois de adormecer, começou a choramingar, fui ver e apesar de estar meio a dormir, percebi que estava aflito para fazer xixi (apesar de ter feito antes de se deitar), peguei nele ao colo, e levei-o à sanita (já tinha acontecido outras vezes, e ele não chega a acordar totalmente, parando de choramingar quando faz o xixi), mas em vez de acontecer como normalmente, começou a chorar mais, peguei nele novamente para perceber se havia algum problema e para acalmá-lo, e foi quando parou de respirar, e eu entrei num pânico estúpido que nunca me tinha acontecido, não me lembrei de lhe soprar na cara nem me lembrei que já não era a primeira vez e que não lhe acontece nada de mal. Só consegui ver a sua carinha cada vez mais roxa e parecia aflito por respirar. Até que tossiu duas vezes e recuperou o fôlego, olhou para mim de olhos muito abertos e fechou como se não tivesse acordado e adormeceu (ou continuou a dormir).
E eu fui devagarinho para a cama dele, sentei-me e fiquei a embala-lo (a ele e a mim) por uns bons 10 minutos sem o conseguir largar. Sabendo que estava tudo bem, mas a tremer e com um nó na garganta.
Nem sempre o saber que é "normal" nos permite lidar com as coisas, especialmente se dos nossos filhos se trata.



quarta-feira, 25 de maio de 2016

And the "Miss congeniality" award goes to . . . . . . not me!

Não sou a pessoa mais simpática do mundo, e só não sabe quem não me conhece.
Mas há dias em que o mau-humor anda à flor da pele, e tenho verdadeiramente que fazer um esforço para não dar respostas tortas (nem sempre sou bem sucedida).
No meu trabalho recebo vários estafetas por dia de várias empresas de entrega de correio. Já os conheço a todos, e apesar que não sou a "miss  congeniality" em pessoa, tenho sempre o cuidado de sorrir e cumprimentar e despedir-me; mas obviamente do outro lado também nem sempre são do mais simpáticos que existe, não é que me queixe, mas há dias em que ser amável e sorrir ainda se faz mais difícil.
Hoje de manhã:
Mal abro a porta para o estafeta entrar, depois de um bom dia apressado diz:
- Preciso de uma assinatura e carimbo antes do meio dia!! (em tom autoritário, sendo que nunca demonstrou qualquer simpatia)
Olho para as horas e vejo: 11h56
E diz o estafeta novamente:
- É que temos um horário de entrega e tenho que enviar a confirmação para a central antes do meio dia!
Nem respondi, mantive o meu sorriso cada vez mais amarelo e fiz o que me pediu.
Depois de tudo entregue despediu-se, respondi e foi embora.
Mas durante todo o tempo em que fiz o que me pediu fiquei com a resposta que lhe queria dar entalada.
- Tivesse chegado mais cedo!!
Não a disse por uma única razão, não quis criar mau ambiente com alguém que tenho que ver quase diariamente, mas vontade podem ter a certeza que não me faltou.





sábado, 21 de maio de 2016

GET THE HELL OFF MY BACK!!

Disclosure: Tenho nacionalidade portuguesa e venezuelana porque nasci na Venezuela e sou filha de pais portugueses. Gosto da Venezuela mas não me sinto em "casa" como me sinto em Portugal para lá morar, isto não tem qualquer relação política!


Vivo em Portugal desde Dezembro de 2007 e desde Outubro de 2008 que não vou à Venezuela por questões económicas pessoais.


Assim sendo não sei nem estou a par do que se passa naquele país, não vejo noticias porque não acredito nelas. Sou de esquerda sim senhora (volto a repetir socialismo não é comunismo) e votei no falecido Hugo Chavez para presidente sempre que tive oportunidade e pude comprovar pelos meus olhos (subjectivos) o que ele fez para melhorar o país.


A única pessoa com quem falo na Venezuela também é socialista e acredito mais no que ela me diz do que acredito nos jornais e televisões (por vários motivos que não me apetece explicar, que iriam deixar o post muito longo e que vão contra a intenção do mesmo), mas se os outros acreditam mais nos jornais e televisões, estão no seu direito, cada um acredita no que quer.


Não tenho porque dar explicações a ninguém de porquê acredito no que acredito, nem quero as explicações dos outros.


Por tudo isto, agradecia encarecidamente que ME DEIXASSEM EM PAZ!



quarta-feira, 18 de maio de 2016

Além de uma sogra também tenho uma madrasta!

Este post já o tinha em "águas de bacalhau" à algum tempo, e sendo que o blog ultimamente anda a carvão, achei que era uma boa ocasião para sair. Não vem a causa de nada em especifico, aparte do facto que ando a tentar não me queixar muito de tudo e mais alguma coisa.


Quem lê o titulo pensará: "Epá que azar, já não basta termos que suportar sogras, aquela tem sogra e madrasta!"


E eu respondo: "O azar seria não as ter!"


Tenho uma mãe que não sendo a melhor do mundo (não conheço todas as mães do mundo), é a melhor que eu conheço e é a minha preferida, e apesar de ter as suas coisas, fez tudo na vida para que os filhos estivessem bem e felizes, mas a vida é "madrasta" (ou não) e nem sempre é como a planeamos, e não a tenho por perto, falo com ela muitas vezes, dá-me conselhos e ralha comigo como se ainda fosse adolescente, mas não está por perto para tomar conta de mim quando fico doente ou para ir com o neto ao parque quando eu não posso.


Mas para isso tenho a minha sogra, que já cheguei a brincar com o meu marido e dizer que a mãe dele gosta mais de mim e defende-me mais a mim que a ele, e quem conhece a minha sogra sabe a sorte que tenho, claro que (igual que a minha mãe) tem as suas coisas e nem sempre estamos de acordo, mas houve o que eu e o filho lhe dizemos (em ocasiões só à décima quinta vez).


Tem um problema, que muita gente não considera um problema. Passo a explicar:
- há pessoas que têm o costume de pedir algo e quando lhe damos a "mão", tomam o "braço" e mais uns "dedos da outra mão", se tiverem possibilidade.
- a minha sogra é o contrário, se lhe pedirmos uma "mão", ela dá o "braço" e mais uma "perna" se conseguir entre os consecutivos "não é preciso" que lhe vamos dizendo!


E também tenho uma madrasta, que não sendo uma substituta da minha mãe, também não é uma daquelas dos filmes e dos contos de fadas. Temos uma boa relação, não moramos perto o suficiente e nenhuma de nós é de muitas confianças, mas costumo dizer (sendo que ela tem uma filha que não do meu pai) que eu pareço mais filha dela e a filha dela parece mais filha do meu pai.
Somos muito parecidas na maneira de ser, e sendo relativamente pessoas calmas, não deixamos que ninguém nos passe por cima ou se aproveite de nós (com aquela cara de: "Não faço mal a uma mosca").
Mas acima de tudo, o melhor que a minha madrasta tem é que isso não a define, não tenta substituir a minha mãe, está lá quando lhe peço ajuda, mas nunca senti que tentasse impor o sua forma de pensar ou o seu querer, mesmo que não concorde com o que eu faço ou o que penso.


No geral não me considero uma pessoa com sorte, mas neste caso, não me posso queixar . . .

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Quando alguém transcreve os meus pensamentos!

Sendo que o meu dom para a escrita não anda nos melhores dias (e verdade seja dita, nem nos melhores dias poderia escrever um post como o que vou referenciar a continuação), encaminho meus caros leitores a vossa atenção para um blog que nem sempre leio e provavelmente nem sempre estarei de acordo, mas subscrevo inteiramente no seguinte post.
Para não entrarem em modo "quarto escuro", esclareço já que vem a causa da questão dos dinheiros públicos para escolas privadas que anda (aparentemente) a dificultar a vida a muito "boa" gente.
Espero que gostem.


Querido Estado:
Dirijo-te [posso tratar-te por tu, verdade?, afinal não nos conhecemos de ontem, e nada da minha vida te escapa, tudo o que tenho vem e volta a ti, sinto-nos assim como que ser e sombra; deixa, por favor, ter esta breve ilusão de intimidade] estas breves e esperançosas palavras, no desejo e expectativa que se corrija, doravante, grave injustiça de que, como cidadã contribuinte, sujeito de direitos, sou alvo. Sem mais delongas, passo já ao(s) assunto(s), a saber, que é(são) o(s) seguinte(s):


- Desejo uma casa maior. Com jardim. Pode ser para recuperar, sempre fica ao meu gosto. Portanto, reformulando: desejo uma casa maior, com jardim, garagem (já me esquecia!) e uma verbazinha para recuperação/qualificação. Não tenho ainda propostas, mas sou pessoa modesta: qualquer meio milhão servirá. Vá, seiscentos mil, já sabemos que as obras tendem a derrapar. Visto que não sou possuidora de tal quantia, agradecia o obséquio. Afinal tenho o direito (constitucionalmente garantido!, ó o art. 65º nº1!) à habitação, ou não? E eu é que sei, eu é que estou em condições de determinar o que é isso de "uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal." Entendidos, portanto.

. . .


Tirando, obviamente, as partes que são pessoais da autora, como o respectivo contrato, assino no fim.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Problemas culinários

Cozinhar é coisa que gosto muito de fazer, no entanto tenho tanto de concorrente de Masterchef como de Miss Mundo, esmero-me e regra geral não corre mal, mas o meu "talão de Aquiles " são os doces, nunca ficam bem e evito fazê-los.
Adoro que as comidas e receitas que faço fiquem bem, e conforme o previsto. Por isso normalmente não faço sobremesas,  saem mal e fico frustrada em vez de fazer de novo e tentar melhorar.
Tenho tentado mudar esta atitude recentemente, mas mesmo assim só faço coisas que tenho a certeza que consigo fazer.
A minha mãe nunca foi grande cozinheira, e na minha infância (depois que os meus pais se separaram) fui alimentada à base de arroz, atum em lata, bifes de peru, esparguete, feijão preto, cereais, pão, manteiga e queijo. Por isso com 13 anos comecei a cozinhar, a inventar receitas, a ver programas de culinária e a aprender com a TV (ainda a internet não era para todos).


Tenho dois grandes problemas em relação à comida portuguesa, que são os mesmos que com a latino-americana, a utilização de cebola e carne de porco (em qualquer das suas apresentações) em practicamente todas as receitas. Por isso quando sigo uma receita tenho que constantemente estar a trocar ingredientes, o outro problema, que é mais pessoal, é a mania de inventar receitas com ingredientes que tenho á mão (e ficar mesmo bom), e depois querer repetir a receita e não me lembrar dos ingredientes utilizados.


Tenho um lema que se aplica a quase tudo na vida, que é: "Less is more", até na culinária (como muitas vezes já ouvi os júris de Masterchef Austrália dizer a vários concorrentes), e se há coisa que não gosto é de um prato (receita) com muitos ingredientes principais que se sobrepõem todos uns aos outros, primeiro acho um desperdício (pensamento de pobre: se tem carne porque é que também há-de ter peixe e marisco ou qualquer outra proteína) e depois não aprecio tantos sabores diferentes.


O meu outro problema (que só é problema para os outros, não para mim) é que houve uma altura da minha infância que a minha mãe trabalhou num restaurante macrobiótico, e comíamos lá muitas vezes, o que me fez apreciar esse tipo de comida, o que consequentemente leva a que goste de cozinhar com certo tipo de ingredientes ou ir a certos restaurantes que a maioria das pessoas não gosta.


Normalmente comer em casa de outras pessoas, ou escolher um restaurante para um grupo acaba por ser complicado, mas já aprendi a fazer cedências (não que seja muito boa nisso) ou a deixar no prato o que não gosto (é uma arte, o meu pai acha que devia ter estudado para ser cirurgiã).