quarta-feira, 18 de maio de 2016

Além de uma sogra também tenho uma madrasta!

Este post já o tinha em "águas de bacalhau" à algum tempo, e sendo que o blog ultimamente anda a carvão, achei que era uma boa ocasião para sair. Não vem a causa de nada em especifico, aparte do facto que ando a tentar não me queixar muito de tudo e mais alguma coisa.


Quem lê o titulo pensará: "Epá que azar, já não basta termos que suportar sogras, aquela tem sogra e madrasta!"


E eu respondo: "O azar seria não as ter!"


Tenho uma mãe que não sendo a melhor do mundo (não conheço todas as mães do mundo), é a melhor que eu conheço e é a minha preferida, e apesar de ter as suas coisas, fez tudo na vida para que os filhos estivessem bem e felizes, mas a vida é "madrasta" (ou não) e nem sempre é como a planeamos, e não a tenho por perto, falo com ela muitas vezes, dá-me conselhos e ralha comigo como se ainda fosse adolescente, mas não está por perto para tomar conta de mim quando fico doente ou para ir com o neto ao parque quando eu não posso.


Mas para isso tenho a minha sogra, que já cheguei a brincar com o meu marido e dizer que a mãe dele gosta mais de mim e defende-me mais a mim que a ele, e quem conhece a minha sogra sabe a sorte que tenho, claro que (igual que a minha mãe) tem as suas coisas e nem sempre estamos de acordo, mas houve o que eu e o filho lhe dizemos (em ocasiões só à décima quinta vez).


Tem um problema, que muita gente não considera um problema. Passo a explicar:
- há pessoas que têm o costume de pedir algo e quando lhe damos a "mão", tomam o "braço" e mais uns "dedos da outra mão", se tiverem possibilidade.
- a minha sogra é o contrário, se lhe pedirmos uma "mão", ela dá o "braço" e mais uma "perna" se conseguir entre os consecutivos "não é preciso" que lhe vamos dizendo!


E também tenho uma madrasta, que não sendo uma substituta da minha mãe, também não é uma daquelas dos filmes e dos contos de fadas. Temos uma boa relação, não moramos perto o suficiente e nenhuma de nós é de muitas confianças, mas costumo dizer (sendo que ela tem uma filha que não do meu pai) que eu pareço mais filha dela e a filha dela parece mais filha do meu pai.
Somos muito parecidas na maneira de ser, e sendo relativamente pessoas calmas, não deixamos que ninguém nos passe por cima ou se aproveite de nós (com aquela cara de: "Não faço mal a uma mosca").
Mas acima de tudo, o melhor que a minha madrasta tem é que isso não a define, não tenta substituir a minha mãe, está lá quando lhe peço ajuda, mas nunca senti que tentasse impor o sua forma de pensar ou o seu querer, mesmo que não concorde com o que eu faço ou o que penso.


No geral não me considero uma pessoa com sorte, mas neste caso, não me posso queixar . . .

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Quando alguém transcreve os meus pensamentos!

Sendo que o meu dom para a escrita não anda nos melhores dias (e verdade seja dita, nem nos melhores dias poderia escrever um post como o que vou referenciar a continuação), encaminho meus caros leitores a vossa atenção para um blog que nem sempre leio e provavelmente nem sempre estarei de acordo, mas subscrevo inteiramente no seguinte post.
Para não entrarem em modo "quarto escuro", esclareço já que vem a causa da questão dos dinheiros públicos para escolas privadas que anda (aparentemente) a dificultar a vida a muito "boa" gente.
Espero que gostem.


Querido Estado:
Dirijo-te [posso tratar-te por tu, verdade?, afinal não nos conhecemos de ontem, e nada da minha vida te escapa, tudo o que tenho vem e volta a ti, sinto-nos assim como que ser e sombra; deixa, por favor, ter esta breve ilusão de intimidade] estas breves e esperançosas palavras, no desejo e expectativa que se corrija, doravante, grave injustiça de que, como cidadã contribuinte, sujeito de direitos, sou alvo. Sem mais delongas, passo já ao(s) assunto(s), a saber, que é(são) o(s) seguinte(s):


- Desejo uma casa maior. Com jardim. Pode ser para recuperar, sempre fica ao meu gosto. Portanto, reformulando: desejo uma casa maior, com jardim, garagem (já me esquecia!) e uma verbazinha para recuperação/qualificação. Não tenho ainda propostas, mas sou pessoa modesta: qualquer meio milhão servirá. Vá, seiscentos mil, já sabemos que as obras tendem a derrapar. Visto que não sou possuidora de tal quantia, agradecia o obséquio. Afinal tenho o direito (constitucionalmente garantido!, ó o art. 65º nº1!) à habitação, ou não? E eu é que sei, eu é que estou em condições de determinar o que é isso de "uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal." Entendidos, portanto.

. . .


Tirando, obviamente, as partes que são pessoais da autora, como o respectivo contrato, assino no fim.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Problemas culinários

Cozinhar é coisa que gosto muito de fazer, no entanto tenho tanto de concorrente de Masterchef como de Miss Mundo, esmero-me e regra geral não corre mal, mas o meu "talão de Aquiles " são os doces, nunca ficam bem e evito fazê-los.
Adoro que as comidas e receitas que faço fiquem bem, e conforme o previsto. Por isso normalmente não faço sobremesas,  saem mal e fico frustrada em vez de fazer de novo e tentar melhorar.
Tenho tentado mudar esta atitude recentemente, mas mesmo assim só faço coisas que tenho a certeza que consigo fazer.
A minha mãe nunca foi grande cozinheira, e na minha infância (depois que os meus pais se separaram) fui alimentada à base de arroz, atum em lata, bifes de peru, esparguete, feijão preto, cereais, pão, manteiga e queijo. Por isso com 13 anos comecei a cozinhar, a inventar receitas, a ver programas de culinária e a aprender com a TV (ainda a internet não era para todos).


Tenho dois grandes problemas em relação à comida portuguesa, que são os mesmos que com a latino-americana, a utilização de cebola e carne de porco (em qualquer das suas apresentações) em practicamente todas as receitas. Por isso quando sigo uma receita tenho que constantemente estar a trocar ingredientes, o outro problema, que é mais pessoal, é a mania de inventar receitas com ingredientes que tenho á mão (e ficar mesmo bom), e depois querer repetir a receita e não me lembrar dos ingredientes utilizados.


Tenho um lema que se aplica a quase tudo na vida, que é: "Less is more", até na culinária (como muitas vezes já ouvi os júris de Masterchef Austrália dizer a vários concorrentes), e se há coisa que não gosto é de um prato (receita) com muitos ingredientes principais que se sobrepõem todos uns aos outros, primeiro acho um desperdício (pensamento de pobre: se tem carne porque é que também há-de ter peixe e marisco ou qualquer outra proteína) e depois não aprecio tantos sabores diferentes.


O meu outro problema (que só é problema para os outros, não para mim) é que houve uma altura da minha infância que a minha mãe trabalhou num restaurante macrobiótico, e comíamos lá muitas vezes, o que me fez apreciar esse tipo de comida, o que consequentemente leva a que goste de cozinhar com certo tipo de ingredientes ou ir a certos restaurantes que a maioria das pessoas não gosta.


Normalmente comer em casa de outras pessoas, ou escolher um restaurante para um grupo acaba por ser complicado, mas já aprendi a fazer cedências (não que seja muito boa nisso) ou a deixar no prato o que não gosto (é uma arte, o meu pai acha que devia ter estudado para ser cirurgiã).

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Hoje não quero tomar banho!!

Hoje, sem querer, deparei-me com um tema deveras interessante e estranhamente controverso.


O numero de banhos semanais que damos (devemos dar) aos nossos "piquenos".
Penso que este seja um daqueles temas que não entendo a controvérsia, pois depende de muita coisa, mas o banho diário religiosamente, aconteça-o-que-acontecer (mesmo-não-tendo-feito-a-ponta-de-um-corno-em-todo-o-dia), esteja-o-tempo-que-estiver, é algo que não practico e até acho que quem funciona desta forma deve ter algum desordem obsessivo-compulsivo.


Mas vamos por partes, um recém nascido, pelo que tenho investigado nem deve tomar banho de imersão nos primeiros dias de vida. Bebes nos primeiros meses, mais que tudo no inverno, mas não só, especialmente os que ainda não andam no chão, com tal que seja feita uma higiene adequada na muda das fraldas ou quando se sujam de comida, acho completamente desnecessário o banho diário, dia sim, dia não é mais do que suficiente, mas mesmo assim não tem que ser algo rígido, pois como já disse, depende de muita coisa, podendo ser necessário dar banho dois dias seguidos (ou até mais de um banho no mesmo dia) ou não dar dois dias seguidos.


Não estou a falar de pessoas adultas, especialmente as que têm trabalhos mais exigentes ou em lugares sujos ou malcheirosos. Nos adultos, cada um sabe de si, e mesmo assim, em determinadas situações não considero que seja necessário tomar banho todos os dias, temos que ter um bocadinho de sentido comum e perceber quando precisamos de um banho, ou quando não faz diferença não tomar, se não me sinto suja e não cheiro mal. Mas se por outro lado estou a precisar de um banho ou cheiro mal e prefiro "tomar banho" em perfume acho do pior que alguém pode fazer, não sou estricta, mas também não sou desleixada e se tem que ser (por muito que não apeteça) tem que ser.


O meu filho tem 3 anos (quase 4) e tem um problema que acho ser comum às crianças da sua idade, nunca quer tomar banho (e não gosta de lavar a cabeça), mas depois de convencido (ou forçado), diverte-se a tomar banho e às vezes nem sair quer. Não estou para me chatear nem entrar em modo "negociador" todos os dias. Como quase tudo na maternidade, cada criança, cada pai, cada relação é diferente, e temos que ser flexíveis, se ele adorasse tomar banho e eu tivesse todo o tempo do mundo talvez desse todos os dias, como não é assim e até nem considero o banho diário imprescindível, não dou.


Agora entrar em controvérsias e discussões existenciais porque eu não dou e o outro dá.
Por favor . . . .





quarta-feira, 13 de abril de 2016

A "Liberdade de Expressão" não é desculpa para tudo!

Claro que estou de acordo em que haja liberdade de expressão, e se eu posso gritar aos 4 ventos que não sou católica nem acredito na igreja católica, ou no que quer que seja, é graças à liberdade de expressão.
Eu mais do que ninguém (é só uma expressão), acho que a liberdade de expressão é um direito fundamental de cada um.
Mas calma aí com os cavalos que se vamos falar de direitos, temos que nos lembrar que os nossos direitos acabam quando os dos outros começam, e aí é que está a dificuldade, aparentemente.
                                                                                                                                                             
Isto a causa de dois temas que já não suporto ouvir falar, as bofetadas do Sr. João Soares, e as escolhas da Sra. Joana Vasconcelos.


Então vamos lá ver se eu entendi, o Sr. Jornalista pode insultar um Ministro porque é Jornalista de opinião e escreve num Jornal a sua "humilde" opinião, mas o Sr. Ministro, só porque é ministro, não pode dar a sua opinião acerca do que lhe apetece fazer ao Sr Jornalista. Sim, realmente faz todo o sentido!


Falando seriamente, claro que entendo que uma pessoa (e não só um Ministro) não deva oferecer bofetadas a quem quer que seja, no entanto consigo entender perfeitamente que alguém (Ministro ou não) no calor do momento (depois de ler num jornal nacional de renome insultos à sua pessoa e ao seu trabalho) tenha feito um desabafo numa rede social, quem nunca o fez que "lance a primeira pedra" (à é verdade não sou católica, não posso utilizar frases da Bíblia)!


É que se vai haver uma onda de indignação por cada político que faz algo que não está correcto, devíamos começar por coisas realmente graves, como a (nem merece ser chamada) Sra. Assunção Esteves, que não só faz "crap after crap" no seu tempo como ministra senão que ainda lucra com isso graças ao seu novo e maravilhoso trabalho que mantem ao mesmo tempo com o seu actual cargo político. Desculpem lá, gente que se indignou com as bofetadas (fictícias) do João Soares, se calhar o problema deste país é que pessoas como vocês têm as prioridades ao contrário, digo eu, mas se calhar eu é que estou enganada.
                                                                                                                                                                
Ainda no tema da liberdade de expressão, será que alguém me poderia explicar o que há de tão errado nas escolhas da Sra. Joana Vasconcelos em relação aos objectos que levaria se tivesse que fugir (sem tempo pré-definido para tal)?
Porque é que tanta gente decidiu usar o seu direito à liberdade de expressão para enxovalhar a Sra.?
Porque é que actualmente se acha que porque temos redes sociais, temos o direito a insultar todo o ser humano e mais algum, só porque estamos atrás de um PC sem correr o risco de levar umas bofetadas (bem dadas em alguns casos)?


Cada um tem as suas prioridades, e se há quem prefira andar carregado com lanternas e latas de comida, há quem prefira levar jóias e objectos de valor (comercial ou pessoal), e assim como já vi refugiados a chegarem à Europa com os seus Iphone´s e diplomas, também já vi os que chegam com os animais de estimação ou a foto da família.


Claro que a liberdade de expressão é um direito e algo pelo qual devemos lutar todos os dias.
Mas não é desculpa para tudo.
Insultar outra pessoa, outra religião, outra vertente política, qualquer outra coisa que não seja o que acreditamos, por pura opinião pessoal, não é liberdade de expressão!
(Esta é para todos os "Je suis" por aí espalhados)

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Are you nervous? No, why? Because your nail ended 10 minutes ago!

Não sou de roer a unhas, mas sou uma pessoa que se enerva com muita facilidade.
Já sei que não é bom, que os meus problemas de pele estão relacionados com isso (também), que não serve de nada todo o stress e preocupação, que no futuro pode trazer outros problemas de saúde, que acabo por passa-lo aos que me rodeiam, e tudo o que me quiserem dizer . . . mas saber não muda o facto de ser uma pessoa nervosa e stressar por tudo e por nada (como já tinha dito aqui ), tento respirar fundo, mentalizar-me que não é o "fim do mundo" e que o que quer que seja que me está a stressar se vai resolver, mas na maioria das vezes não funciona.


Escrever tranquiliza-me como poucas coisas o fazem (limpar a casa, fazer exercício, um abraço apertado e pouco mais), e se estiver inspirada sai um post fresquinho em 5 minutos sem ter que pensar muito, directamente da caixinha da inspiração para a ponta dos dedos.


Mas se não houver inspiração, posso passar horas a olhar para o ecrã, a remoer o que quer que me esteja a incomodar, sem que consiga juntar duas palavras.


No meu estado normal, ou tranquila, se não houver inspiração poder ser que saíam umas frasezitas, mas estando nervosa, sem inspiração não sai mesmo nada, tudo me parece errado e sem sentido.


Ultimamente a inspiração anda pelas ruas da amargura (tirando um que outro momento) em contrapartida o stress anda em alta, apesar de todo o exercício extra que ando a practicar.


Por muito que me venha à cabeça este ou aquele tema sobre o qual escrever, quando me sento e quero escrever não sai nada de jeito ou não sai nada mesmo!


"Meanwhile" vou tentando não estar muito ausente e publicar um que outro "crapy" post.




terça-feira, 29 de março de 2016

Para o meu anjinho (que será sempre o meu anjinho).

És tudo o que sempre desejei num filho e ainda só tens 3 anos.


Sei que isto não devia fazer qualquer diferença porque sou tua mãe e serias lindo de qualquer maneira! Mas és o menino mais lindo que tenho o privilegio de conhecer, e sempre que olho para ti, já seja fisicamente ou em fotografia fico maravilhada com o lindo que és.
E mais que ficar chateada quando me perguntam se foste "trocado na maternidade", sinto orgulho em que sejas o meu menino lindo de olhos claros.
Fisicamente não és parecido a mim, mas no carácter és cabeça dura e chato como só eu posso ser.


Adoro a tua vozinha aguda mas tão doce, e perceber a cada dia que passa que estás mais crescido e sempre a aprender coisas novas.
Adoro ouvir o teu" Gosto muito de ti mãe", e os teus beijinhos babados, e abraços fortes.
Adoro ver o cuidado que tens com os animais, e como tratas e respeitas os nossos gatinhos.


Já caí tantas vezes no erro de me PREocupar por certas coisas, para depois perceber que só é preciso aceitar os tempos de cada um e tu tens os teus. Mas acho que é um erro comum nas mães, desculpa se sou chata.


Ainda não percebes destas coisas, mas pensando bem, nunca vais entender, porque és um rapaz, mas estar grávida de ti foi a época mais feliz da minha vida até agora, e não trocaria esses meses por nada, mesmo com todas as dificuldades.
O teu nascimento não foi bem o que eu desejava, mas dado o que sabia na altura, foi o mais perfeito que podia ser.
Foste um filho desejado e planeado, mas mesmo assim nunca me senti preparada nem apta para ser mãe, cometo erros a torto e a direito, mas tento aprender e dar-te o melhor de mim.


Quero ser para ti tudo o que uma mãe deve ser para um filho, e muito muito mais.
Quero ser tua mãe quando precises que o seja, mas também quero ser tua amiga, e espero saber reconhecer as alturas para cada uma.


Desculpa se não brinco o suficiente contigo, se (quando) perco a paciência facilmente, se (quando) grito contigo.
Tento todos os dias dar-te o melhor exemplo e mudar as minhas atitudes menos maternais.


Adoro ver a tua alegria quando vamos ao parque, e os nomes que das aos parques que costumamos ir: o parque de tantos escorregas, o parque das pedras, a piscina de bolas, o parque do tio, o parque de dois escorregas e o nosso parque.
A tua criatividade para inventar histórias e inventar letras para as músicas que conheces é algo que vai além da minha compreensão.


Desculpa ter que fazer coisas que não gostas ou não queres, como deixar-te na escola quando não queres ir (é das coisas mais difíceis que tenho que fazer), obrigar-te a tomar os remédios quando não gostas, tirar-te do parque ou da piscina quando não queres ir embora, etc, sei que agora não entendes os meus motivos, espero que um dia entendas.


Quero dar-te o melhor de mim, para que sejas o melhor e o mais feliz que podes ser.
O TEU melhor será sempre suficiente, não preciso que sejas o melhor, apenas que dês o teu melhor e só te posso pedir isso, se eu te der o meu.


Da mãe para o anjinho Gabriel, hoje e sempre.