quarta-feira, 23 de março de 2016

Onde está o problema!?

Merecemos ser felizes nas nossas insignificantes vidas, apesar do que possa acontecer no mundo?
Devo deixar de me sentir bem por um fim de semana bem passado porque chegou uma segunda-feira com as suas duras realidades?
Não mudar a foto de perfil, ou não chorar lágrimas de crocodilo por quem realmente não conhecemos não nos faz menos que ninguém!

A podridão dentro do ser humano em geral, o egocentrismo, a falta de humanidade para com os semelhantes é o que está a destruir o mundo que conhecemos.

Prefiro mil vezes rodear me de gente que não muda fotos de perfil, que mantém o sentido de humor nas piores alturas, que não deixa de viver a sua vida por seguir, qual capítulo de novela no final, todas as notícias e imagens de tragédias; mas que se levanta no metro para dar o lugar a quem precisa, que mesmo não podendo ajudar, apoia a ajuda dada a refugiados, que mesmo não podendo receber em casa, alimenta e ajuda animais de rua e instituições, que não sabe todos os detalhes da última tragédia mundial ou nacional mas sabe que não é com ódio e armas que se combate o ódio e a ignorância.

O problema não está nos que matam, está nos que ficam ver!

quarta-feira, 16 de março de 2016

Fazer exercício faz bem . . .

. . . mas sem exagerar!


Há vários meses que ando a pensar inscrever-me num ginásio (fazer exercício sozinha está totalmente fora de questão, a falta de força de vontade para manter uma rotina é algo que até hoje não consigo ultrapassar), o primeiro motivo é a vida sedentária que levo, casa-trabalho, trabalho-casa, e claro que o exercício melhora muito a qualidade de vida, o verdadeiro primeiro motivo é a barriga de "grávida de 3 meses" que me atormenta.


De pensar/querer inscrever-me ao realmente fazê-lo há muito que andar, totalmente condicionado pelo tempo para ir ao dinheiro que custa.
Mas recentemente abriu, perto do meu local de trabalho, um ginásio low-cost (que não vou dizer o nome, porque a publicidade não foi para aqui chamada), que não só é barato, como me permite ir na minha hora de almoço (sem tirar tempo ao meu filho, que era o meu maior obstáculo).


Após ter recebido por email uma promoção, pela nova abertura, e sem pensar duas vezes, inscrevi-me. Ainda tive que esperar umas semanas, pela abertura, pois inscrevi-me antes.
E estava realmente desejosa de poder começar.
Não fui o primeiro dia nem o segundo, mas fui o terceiro e o quarto.
No meu primeiro dia devo ter estado uma hora, e apesar de não ter feito nada excessivo, em dada altura comecei a ficar mal disposta e parei de imediato (os mais de 4 anos sem fazer qualquer tipo de exercício foram-me cobrados), no segundo (bem mais cansada e por ter sido a primeira vez na hora de almoço) estive uns 40 minutos.


Conclusão
Aparentemente estou "velha e enferrujada", de tal forma que quase duas miseráveis horas em dois dias seguidos a fazer exercício leve (pensei eu), me deixaram de tal forma que pareço uma deficiente (sem querer ofender ninguém).
Não me consigo agachar ou correr, para descer escadas (o subir não é tão difícil) parece que tenho pernas de borracha e que vou perder a força, e para me levantar da cama tem que ser de lado (como quando estava no final da gravidez).


Nota para quem me tenha visto descer escadas: não tenho nenhuma lesão nem nenhum dói-dói (como diz o meu filho), a "lesão" é apenas cerebral, pois devia ter percebido que o tempo passa e cobra bem, e no orgulho de perceber que já não sou o que era!


Em relação ao ginásio, vou voltar e tentar manter uma rotina, porque realmente considero que faz bem, e quero mudar o estilo de vida tão sedentário que levo e sentir-me bem comigo mesma, no entanto apenas quando conseguir correr e agachar-me.

quinta-feira, 10 de março de 2016

O equinócio e a felicidade.


Gosto de astrologia (já sei o que muita gente pensa e dispenso as vossas opiniões) e também gosto de astronomia. Mas não gosto nem acredito na astrologia barata de revista cor-de-rosa.
Tudo o que tenha a ver com o universo, as estrelas, outros planetas é algo que quase consigo ouvir a chamar por mim quando olho numa noite estrelada para o céu e consigo ver as estrelas, o único que consigo reconhecer num céu estrelado é o famoso "orion´s belt", e só por isso fico contente.
O meu dia preferido em todo o ano é o Equinócio da Primavera, que realmente está relacionado com a astronomia, (sempre morei no hemisfério norte, quando muito perto do equador, mas nunca fui sequer ao hemisfério sul, por isso para mim) o Equinócio da Primavera é a 20/21 de Março, e este dia para mim significa "recomeçar", florescer, viver, esperança. Na primavera consigo sempre ser mais positiva, ver a vida com mais alegria, ter esperança em que dias melhores virão (nem que seja os dias quentes do verão).


Tudo isto porque, num "passeio" ontem pela worldwide web, encontrei um site que falava de dois eventos que este ano se celebram no mesmo dia, sendo estes: o equinócio da primavera e o dia internacional da felicidade, ambos a 20 de Março, e apesar de ser algo que se aplica apenas à minha pessoa, pois gosto do equinócio da primavera, mas faz todo o sentido que o dia internacional da felicidade se celebre nesse dia.


Sou refilona e resmungona por natureza, e queixo-me de tudo e mais alguma coisa, se não vai de acordo ao que considero correcto. Mas apesar disto considero-me uma pessoa positiva e alegre, normalmente tenho mais facilidade em escrever e fico mais inspirada com o que me chateia, do que com o que me faz feliz.
Ultimamente as coisas não têm estado fáceis, e sinto que tem transparecido o meu lado mais negativo, tanto no blog como pessoalmente com quem me rodeia, mas ontem ao ler sobre estes dois eventos, mais que sentir esperança, quis ser feliz apesar de tudo o que me faz infeliz, e acho que é isso que faz a diferença de quem é feliz e de quem não é. Todos temos problemas, é verdade que uns mais que outros, mas a decisão de ser feliz é só nossa, e não de quem nos rodeia ou do que nos acontece, não é fácil e eu sou a primeira a admitir, mas como diz o meu pai: "Ninguém disse que seria fácil!"



sexta-feira, 4 de março de 2016

"Vamos ali ao coliseu ver uns leões comer umas pessoas? Quem leva as pipocas?"

Quantas vezes já ouvi o muito avançados que estamos em relação às civilizações antigas, como por exemplo os Romanos?
E quantas vezes já ouvi que na actualidade, nos países (chamados) mais desenvolvidos a luta pelos direitos humanos é uma realidade?


E pergunto-me, serei só eu a sentir que o ser humano é cada vez mais cínico, e egocêntrico e especialmente mórbido.
É que não considero normal a morbidez com a população em geral quase que bebe (como vampiros) as noticias de mortes, assassinatos e todo o tipo de coisas macabras!
Tento não formar opiniões acerca de pessoas ou situações das quais não tenho total conhecimento, claro que é difícil, mas se tiver a minha opinião, evito falar nela ou partilha-lha com todo ser humano que se aproxime de mim!


No entanto, nos últimos tempos tenho vindo a formar uma opinião, não sobre este ou aquele acontecimento (e mesmo que tivesse uma opinião sobre determinada noticia, não viria com certeza para aqui partilhá-la), mas sobre esta morbidez que se parece apoderar de muita gente, e chego a compará-la com algo que "supostamente" não existe na nossa tão civilizada sociedade.
Falo dos espectáculos que existiam na antiga Roma, nos Coliseus, nos quais o povo se reunia para ver os espectáculos de gente a morrer, a ser comida ao vivo por animais, a mataram-se uns aos outros para sobreviver, e pergunto-me se não teremos os nossos muito actuais espectáculos de morbidez.


As pessoas à volta da TV, dos telemóveis, dos tablets no intuito de saber mais este ou aquele detalhe mórbido desta ou de aquela noticia da morte de alguém, seja este inocente ou não. Pessoas reunidas em cafés e esquinas a partilhar detalhes das noticias mais macabras que conseguiram encontrar, programas de TV inteiramente dedicados a detalhar o pior que o ser humano é capaz de fazer.


Será que sou só eu que não sinto esta necessidade?
Será que sou só eu a achar que a partir do momento em que a noticia deixou de ser um desaparecimento que deve ser noticiado, e passou a ser uma morte, deixa de ter interesse para mim, como não-agente ou não-investigadora do caso?
Será que sou só eu a achar que estes inocentes merecem é estar em paz, e já seja uma morte natural ou accidental ou um assassinato, não é nosso dever criticar, dar juízos, escolher culpados, para isso existem entidades com competência para tal?


Não é uma questão de fechar os olhos a todo o mal que o mundo tem, nem de querer esconder a podridão de algumas pessoas e situações, mas sim de respeitar quem morreu, quem merece ser deixado em paz, é uma questão de dignidade para nós mesmos e não encher a nossa mente de detalhes mórbidos que não trazem nenhum beneficio e para os inocentes (vivos ou mortos) que não pediram nem precisam das nossas opiniões!



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Isto de ser mulher devia vir com livro de instruções!

Se pensar no assunto logicamente (sem "pensar" com o coração) ter outro filho é complicado, dá trabalho, tira tempo (que já não temos), custa dinheiro (que também não temos) e exigiria mais do que podemos (estamos dispostos a) dar.
Mas quando vou na rua e vejo uma grávida, ou vejo um bebé pequenino ou dois irmãos pequenos juntos, toda a minha lógica desaparece e só consigo pensar com o coração, o muito que gostaria de passar por outra gravidez, ter outro filh@, o muito que me custa tirar essa experiência ao meu filho (ter um(a) irmã(o)).
E então vem um inconsciente qualquer com a pergunta: "E o segundo é para quando?" e a resposta de dor do meu coração é: "Já!", mas a que tem mais força porque é apoiada pela lógica e o bom senso e a que acaba por ser dita em voz alta é: "Talvez daqui a um ano ou dois, se as coisas estiverem bem, ou talvez nem haja segundo."
E vou seguindo a lógica porque entre a dor de não ter mais filhos e a dor de os ter para não poder estar com eles, não lhes dar todo o tempo que merecem, fico com o que já cá está a dou-lhe tudo o que tenho.
Vida injusta, sofro por ter, sofro por não ter.


E no fim ainda aparece um outro inconsciente que diz: "Mas tu és maluca, sofres por não ter coragem para ter um segundo filho."
E a resposta (que não dou, porque se desse iria com certeza acompanhado de um: Tens alguma coisa a ver com isso?) é:" Sofro pelo que me faz sofrer, não pelo que a sociedade acha que devo sofrer."


E penso para mim, realmente, ou dou o passo e vivo com as consequências, boas e/ou más, ou esqueço o assunto e sou feliz com o que tenho.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Mãe, obrigada por teres criado uma princesa!

Não concordo com este texto: Mãe, obrigada por não ter criado uma princesa.




Mãe, a vida nem sempre é fácil, e a nossa foi sempre mais difícil que fácil, obrigada por me teres ensinado a passar pelas dificuldades com a cabeça erguida e passo firme.

Obrigada por me teres ensinado a esperar, não pelo príncipe no cavalo branco, mas o homem certo que é o MEU príncipe, obrigada por me teres ensinado que mesmo não tendo "sangue real", sou uma princesa, e me ensinares a dar-me a respeitar.

Obrigada por me ensinares que na vida todos temos as nossas responsabilidades, e a saber lidar com elas com dignidade.

Obrigada por me criares bem, mesmo tendo tão pouco, por me ensinares que não é o dinheiro e os materiais que fazem uma princesa.

Obrigada por me dares tudo o que me podias dar, fazendo-me sentir todos os dias como uma princesa.

Nunca tivemos muito, e nunca me escondeste isso, sempre me ensinaste que o que não é imprescindível pode ser substituído ou mesmo eliminado, sem que por isso sejamos menos que os outros.

Obrigada por me teres mostrado o cruel que o mundo pode ser, mas mesmo assim tentado proteger-me o mais possível todas as vezes que falhei ou que me falharam; obrigada por me teres ensinado a levantar-me, a "sacudir o pó" e tentar outra fez, porque falhar não me fez menos que ninguém.

Obrigada por me ensinares a tratar das minhas coisas, e a ser independente, porque ser princesa não significa ser inútil ou estúpida, significa ser melhor e ser capaz!
Obrigada por me teres ensinado que posso ser princesa tanto de vestido e sandalias como de calças de ganga e ténis ou mesmo de pijama e pantufas.

Obrigada mãe, não por seres a melhor, nem a mais sábia mas por teres sido a MINHA mãe, antes de qualquer outro papel na tua vida, por me ensinares que não são os titulos que me fazem princesa, são as atitudes.

Obrigada por me teres criado como uma princesa com o melhor que me podias dar, mas como uma lutadora com a força para enfrentar o mundo.

Obrigada.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Coisas que não entendo! (#3)

Politicamente falando, considero-me uma pessoa de esquerda, visto que concordo em varias questões.
No entanto, como já disse antes, não divido as pessoas em bons como sendo de esquerda ou maus como sendo de direita, como também já disse antes, também considero quem está na política um tanto ou quanto mentiroso e que procuram o próprio bem-estar mais que o bem de todos.
E como pessoa que foi ensinada a pensar, e não só acreditar no que lhe dizem para acreditar, não estou de acordo com tudo o que a esquerda professa.


Por isso devo admitir que não entendo a necessidade de dar a quem trabalha na função publica, melhores condições que tem quem trabalha no privado (como é óbvio não trabalho no público), o motivo para estas regalias, que sempre ouvi, foi que quem trabalha no privado ganha melhor que quem trabalha no publico, e aqui devo admitir que ainda entendo menos. Posso estar de acordo com isto no que se refere a altos cargos, mas vamos ser razoáveis, quem trabalha no publico em altos cargos não precisa de regalias, mesmo que ganhe menos que quem trabalha no privado (talvez os altos cargos do privado precisem de mais impostos, mas esse é outro tema).
No que se refere a postos baixos o único que posso dizer é: bullshit!!!
Se formos a ver, em termos percentuais, em postos considerados baixos, no publico não só se ganha melhor senão que ainda têm as faladas regalias.


Por tudo isto, alguém, por favor, que me explique os motivos pelos quais existe a necessidade de reduzir o horário para 35 horas semanais (como se fosse um assunto de extrema urgência e necessidade), assim como menos anos de trabalho para chegar à reforma, de quem trabalha no publico?


Que me desculpem os funcionários públicos (nada contra), mas isto é de uma injustiça extrema!
Anda aqui uma pessoa a correr mal sai do trabalho para apanhar os transportes e chegar o mais rapidamente possível à creche, para tirar de lá uma criança que não merece lá passar as mais de 10 horas diárias que lá passa, para depois andar semanas a ouvir e ler nos telejornais e jornais que os "pobres" funcionários públicos (aka: senhores sindicalistas) exigem a restituição das 35 horas semanais e que o governo está a desdobrar-se em esforços para assim o fazer?? Mas que raio de democracia é esta, porque raio é que eu sou menos só porque trabalho no privado?
Vamos lá pôr as prioridades em ordem, não!?