quinta-feira, 10 de março de 2016

O equinócio e a felicidade.


Gosto de astrologia (já sei o que muita gente pensa e dispenso as vossas opiniões) e também gosto de astronomia. Mas não gosto nem acredito na astrologia barata de revista cor-de-rosa.
Tudo o que tenha a ver com o universo, as estrelas, outros planetas é algo que quase consigo ouvir a chamar por mim quando olho numa noite estrelada para o céu e consigo ver as estrelas, o único que consigo reconhecer num céu estrelado é o famoso "orion´s belt", e só por isso fico contente.
O meu dia preferido em todo o ano é o Equinócio da Primavera, que realmente está relacionado com a astronomia, (sempre morei no hemisfério norte, quando muito perto do equador, mas nunca fui sequer ao hemisfério sul, por isso para mim) o Equinócio da Primavera é a 20/21 de Março, e este dia para mim significa "recomeçar", florescer, viver, esperança. Na primavera consigo sempre ser mais positiva, ver a vida com mais alegria, ter esperança em que dias melhores virão (nem que seja os dias quentes do verão).


Tudo isto porque, num "passeio" ontem pela worldwide web, encontrei um site que falava de dois eventos que este ano se celebram no mesmo dia, sendo estes: o equinócio da primavera e o dia internacional da felicidade, ambos a 20 de Março, e apesar de ser algo que se aplica apenas à minha pessoa, pois gosto do equinócio da primavera, mas faz todo o sentido que o dia internacional da felicidade se celebre nesse dia.


Sou refilona e resmungona por natureza, e queixo-me de tudo e mais alguma coisa, se não vai de acordo ao que considero correcto. Mas apesar disto considero-me uma pessoa positiva e alegre, normalmente tenho mais facilidade em escrever e fico mais inspirada com o que me chateia, do que com o que me faz feliz.
Ultimamente as coisas não têm estado fáceis, e sinto que tem transparecido o meu lado mais negativo, tanto no blog como pessoalmente com quem me rodeia, mas ontem ao ler sobre estes dois eventos, mais que sentir esperança, quis ser feliz apesar de tudo o que me faz infeliz, e acho que é isso que faz a diferença de quem é feliz e de quem não é. Todos temos problemas, é verdade que uns mais que outros, mas a decisão de ser feliz é só nossa, e não de quem nos rodeia ou do que nos acontece, não é fácil e eu sou a primeira a admitir, mas como diz o meu pai: "Ninguém disse que seria fácil!"



sexta-feira, 4 de março de 2016

"Vamos ali ao coliseu ver uns leões comer umas pessoas? Quem leva as pipocas?"

Quantas vezes já ouvi o muito avançados que estamos em relação às civilizações antigas, como por exemplo os Romanos?
E quantas vezes já ouvi que na actualidade, nos países (chamados) mais desenvolvidos a luta pelos direitos humanos é uma realidade?


E pergunto-me, serei só eu a sentir que o ser humano é cada vez mais cínico, e egocêntrico e especialmente mórbido.
É que não considero normal a morbidez com a população em geral quase que bebe (como vampiros) as noticias de mortes, assassinatos e todo o tipo de coisas macabras!
Tento não formar opiniões acerca de pessoas ou situações das quais não tenho total conhecimento, claro que é difícil, mas se tiver a minha opinião, evito falar nela ou partilha-lha com todo ser humano que se aproxime de mim!


No entanto, nos últimos tempos tenho vindo a formar uma opinião, não sobre este ou aquele acontecimento (e mesmo que tivesse uma opinião sobre determinada noticia, não viria com certeza para aqui partilhá-la), mas sobre esta morbidez que se parece apoderar de muita gente, e chego a compará-la com algo que "supostamente" não existe na nossa tão civilizada sociedade.
Falo dos espectáculos que existiam na antiga Roma, nos Coliseus, nos quais o povo se reunia para ver os espectáculos de gente a morrer, a ser comida ao vivo por animais, a mataram-se uns aos outros para sobreviver, e pergunto-me se não teremos os nossos muito actuais espectáculos de morbidez.


As pessoas à volta da TV, dos telemóveis, dos tablets no intuito de saber mais este ou aquele detalhe mórbido desta ou de aquela noticia da morte de alguém, seja este inocente ou não. Pessoas reunidas em cafés e esquinas a partilhar detalhes das noticias mais macabras que conseguiram encontrar, programas de TV inteiramente dedicados a detalhar o pior que o ser humano é capaz de fazer.


Será que sou só eu que não sinto esta necessidade?
Será que sou só eu a achar que a partir do momento em que a noticia deixou de ser um desaparecimento que deve ser noticiado, e passou a ser uma morte, deixa de ter interesse para mim, como não-agente ou não-investigadora do caso?
Será que sou só eu a achar que estes inocentes merecem é estar em paz, e já seja uma morte natural ou accidental ou um assassinato, não é nosso dever criticar, dar juízos, escolher culpados, para isso existem entidades com competência para tal?


Não é uma questão de fechar os olhos a todo o mal que o mundo tem, nem de querer esconder a podridão de algumas pessoas e situações, mas sim de respeitar quem morreu, quem merece ser deixado em paz, é uma questão de dignidade para nós mesmos e não encher a nossa mente de detalhes mórbidos que não trazem nenhum beneficio e para os inocentes (vivos ou mortos) que não pediram nem precisam das nossas opiniões!



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Isto de ser mulher devia vir com livro de instruções!

Se pensar no assunto logicamente (sem "pensar" com o coração) ter outro filho é complicado, dá trabalho, tira tempo (que já não temos), custa dinheiro (que também não temos) e exigiria mais do que podemos (estamos dispostos a) dar.
Mas quando vou na rua e vejo uma grávida, ou vejo um bebé pequenino ou dois irmãos pequenos juntos, toda a minha lógica desaparece e só consigo pensar com o coração, o muito que gostaria de passar por outra gravidez, ter outro filh@, o muito que me custa tirar essa experiência ao meu filho (ter um(a) irmã(o)).
E então vem um inconsciente qualquer com a pergunta: "E o segundo é para quando?" e a resposta de dor do meu coração é: "Já!", mas a que tem mais força porque é apoiada pela lógica e o bom senso e a que acaba por ser dita em voz alta é: "Talvez daqui a um ano ou dois, se as coisas estiverem bem, ou talvez nem haja segundo."
E vou seguindo a lógica porque entre a dor de não ter mais filhos e a dor de os ter para não poder estar com eles, não lhes dar todo o tempo que merecem, fico com o que já cá está a dou-lhe tudo o que tenho.
Vida injusta, sofro por ter, sofro por não ter.


E no fim ainda aparece um outro inconsciente que diz: "Mas tu és maluca, sofres por não ter coragem para ter um segundo filho."
E a resposta (que não dou, porque se desse iria com certeza acompanhado de um: Tens alguma coisa a ver com isso?) é:" Sofro pelo que me faz sofrer, não pelo que a sociedade acha que devo sofrer."


E penso para mim, realmente, ou dou o passo e vivo com as consequências, boas e/ou más, ou esqueço o assunto e sou feliz com o que tenho.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Mãe, obrigada por teres criado uma princesa!

Não concordo com este texto: Mãe, obrigada por não ter criado uma princesa.




Mãe, a vida nem sempre é fácil, e a nossa foi sempre mais difícil que fácil, obrigada por me teres ensinado a passar pelas dificuldades com a cabeça erguida e passo firme.

Obrigada por me teres ensinado a esperar, não pelo príncipe no cavalo branco, mas o homem certo que é o MEU príncipe, obrigada por me teres ensinado que mesmo não tendo "sangue real", sou uma princesa, e me ensinares a dar-me a respeitar.

Obrigada por me ensinares que na vida todos temos as nossas responsabilidades, e a saber lidar com elas com dignidade.

Obrigada por me criares bem, mesmo tendo tão pouco, por me ensinares que não é o dinheiro e os materiais que fazem uma princesa.

Obrigada por me dares tudo o que me podias dar, fazendo-me sentir todos os dias como uma princesa.

Nunca tivemos muito, e nunca me escondeste isso, sempre me ensinaste que o que não é imprescindível pode ser substituído ou mesmo eliminado, sem que por isso sejamos menos que os outros.

Obrigada por me teres mostrado o cruel que o mundo pode ser, mas mesmo assim tentado proteger-me o mais possível todas as vezes que falhei ou que me falharam; obrigada por me teres ensinado a levantar-me, a "sacudir o pó" e tentar outra fez, porque falhar não me fez menos que ninguém.

Obrigada por me ensinares a tratar das minhas coisas, e a ser independente, porque ser princesa não significa ser inútil ou estúpida, significa ser melhor e ser capaz!
Obrigada por me teres ensinado que posso ser princesa tanto de vestido e sandalias como de calças de ganga e ténis ou mesmo de pijama e pantufas.

Obrigada mãe, não por seres a melhor, nem a mais sábia mas por teres sido a MINHA mãe, antes de qualquer outro papel na tua vida, por me ensinares que não são os titulos que me fazem princesa, são as atitudes.

Obrigada por me teres criado como uma princesa com o melhor que me podias dar, mas como uma lutadora com a força para enfrentar o mundo.

Obrigada.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Coisas que não entendo! (#3)

Politicamente falando, considero-me uma pessoa de esquerda, visto que concordo em varias questões.
No entanto, como já disse antes, não divido as pessoas em bons como sendo de esquerda ou maus como sendo de direita, como também já disse antes, também considero quem está na política um tanto ou quanto mentiroso e que procuram o próprio bem-estar mais que o bem de todos.
E como pessoa que foi ensinada a pensar, e não só acreditar no que lhe dizem para acreditar, não estou de acordo com tudo o que a esquerda professa.


Por isso devo admitir que não entendo a necessidade de dar a quem trabalha na função publica, melhores condições que tem quem trabalha no privado (como é óbvio não trabalho no público), o motivo para estas regalias, que sempre ouvi, foi que quem trabalha no privado ganha melhor que quem trabalha no publico, e aqui devo admitir que ainda entendo menos. Posso estar de acordo com isto no que se refere a altos cargos, mas vamos ser razoáveis, quem trabalha no publico em altos cargos não precisa de regalias, mesmo que ganhe menos que quem trabalha no privado (talvez os altos cargos do privado precisem de mais impostos, mas esse é outro tema).
No que se refere a postos baixos o único que posso dizer é: bullshit!!!
Se formos a ver, em termos percentuais, em postos considerados baixos, no publico não só se ganha melhor senão que ainda têm as faladas regalias.


Por tudo isto, alguém, por favor, que me explique os motivos pelos quais existe a necessidade de reduzir o horário para 35 horas semanais (como se fosse um assunto de extrema urgência e necessidade), assim como menos anos de trabalho para chegar à reforma, de quem trabalha no publico?


Que me desculpem os funcionários públicos (nada contra), mas isto é de uma injustiça extrema!
Anda aqui uma pessoa a correr mal sai do trabalho para apanhar os transportes e chegar o mais rapidamente possível à creche, para tirar de lá uma criança que não merece lá passar as mais de 10 horas diárias que lá passa, para depois andar semanas a ouvir e ler nos telejornais e jornais que os "pobres" funcionários públicos (aka: senhores sindicalistas) exigem a restituição das 35 horas semanais e que o governo está a desdobrar-se em esforços para assim o fazer?? Mas que raio de democracia é esta, porque raio é que eu sou menos só porque trabalho no privado?
Vamos lá pôr as prioridades em ordem, não!?



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Manifesto: I had (have) a dream....

O sonho da minha vida desde que tenho noção das coisas foi ter um lindo casamento!
Mas não me refiro a aquele sonho, comum a todas as meninas, de casar de vestido branco, com o véu a condizer, numa festa com toda a família e amigos, caminhar até ao altar do braço do pai, e trocar em frente a todos as promessas com o futuro marido. Apesar de achar tudo isso muito bonito, nunca fez parte do meu sonho.


O meu sonho referia-se a uma vida a dois, um casamento para toda a vida, envelhecer com alguém. Partilhar uma casa, ter filhos, acordar de manhã ao lado de alguém, jantar todas as noites à mesa em família, deitar o(s) filho(s), a partilha das tarefas domésticas, ir deitar ao mesmo tempo partilhando as ocorrências do dia, fins de semana em família com dias de chuva em casa e dias de sol em passeio. (Talvez um pouco influenciado pelos livros e a televisão, e pelo que me faltou).


Mas infelizmente a vida real não é assim, ou pelo menos a minha! E sinto-me injustiçada , porque sei que é uma realidade para muitas famílias.
Sei que as discussões são normais numa relação saudável, e não espero uma vida sem elas. Sei que problemas todos temos, o dinheiro é pouco, a saúde nem sempre é certa. Sei que certas ausências são inevitáveis, um jantar de colegas, um fim de semana de trabalho, uma viagem de trabalho . . .
Mas ser casada e parecer mãe solteira, ter um marido que mais parece um "roommate", eu a entrar e ele a sair ou vice-versa, raramente acordar juntos, responder "O pai está a trabalhar" mais vezes que as devidas, ter conversas por sms, dormir sozinha, não, isso não fazia parte do meu sonho. Ter filhos a quem dar banho, dar o jantar (muitas vezes feito à pressa e sem vontade), brincar uns minutos (porque não há tempo para mais), ler uma história na cama antes de adormecer, acordar de manhã, levar à escola são coisas que esperei pacientemente por alguém com quem o quisesse partilhar, e não, também não fazia parte do sonho fazê-lo sozinha (a maior parte dos dias).
Se há quem o faça, claro que há, e são felizes, que bom por eles, mas eu não sou, não foi o que sempre sonhei.


Esperei pacientemente e encontrei a pessoa com quem partilhar tudo o que sonhei, esperei pacientemente porque quando o encontrasse era suposto ter tudo o que sonhei, e não vou deixar de sonhar e lutar e discutir e fazer vencer o que sempre foi o meu sonho, não me vou render ao "tem que ser" ou "a vida é assim". Vou reclamar, gritar, chorar, mas o meu sonho não se vai perder nas obrigações e responsabilidades da vida real! E só vou descansar quando o meu sonho seja a minha realidade. . .


 







sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Se formos todos, vamos parecer muitos!

O titulo é na brincadeira mas, para mim o tema é muito sério.
Estou a falar na licença de maternidade actualmente em Portugal, a qual, devo dizer, é miserável.
Já o disse antes aqui e volto a dizer, não estou de acordo com que se deixe bebes tão pequenos, como 4 ou 5 meses, em creches/berçários. Mas infelizmente é assim, porque a isso somos obrigadas.


Um país como o nosso, que se diz muito preocupado pela baixa natalidade, e que pede às mulheres (casais) jovens que tenham filhos, mas que não lhes permite estar com eles (filhos), é um pouco contraditório.


Até um ano atrás, aproximadamente, estava convencida que por esta altura estaria a pensar em ter outro filho (e num lugar remoto bem dentro de mim, a vontade está lá), mas não me sinto capaz, não me sinto capaz de ter um bebe para ter que o abandonar numa creche aos 4 meses.


(Info.: Actualmente em Portugal existem varias formas de gozar a licença parental, as quais são:
- 4 meses: que é paga a 100% (do ordenado bruto dos 6 meses anteriores)
- 5 meses: que é paga a 80%
- 4 meses a mãe + 1 mês o pai: que é paga a 83%
Existe também a Licença Parental alargada que tem a duração de 3 meses, juntando às opções anteriormente descritas e que é paga a (pasmem-se) 25%, o que significa uma miserável miséria tendo em conta os ordenados praticados em Portugal).


Então, como dizia, nunca nesta vida iria conseguir eu deixar um bebe meu, quase recém nascido (que segundo a OMS ainda deve ser alimentado a leite materno EXCLUSIVAMENTE até aos 6 meses), numa creche.
Na altura em que tive o meu filho, esta situação nunca me passou pela cabeça, e até achei normal que aos 4 meses  (ou 5, vá) tivesse que voltar ao trabalho.
Mas FELIZMENTE (e não pensaria nunca de outra forma) fiquei desempregada 11 dias depois do meu menino nascer, o qual permitiu que eu pudesse ficar com ele até aos 10 meses (que na verdade, continua a ser pouco tempo).
Agora que já sei como é um bebe de 4 meses e que me conheço melhor, seria algo impensável para mim, e enquanto as leis em Portugal não mudarem, não tomarei a iniciativa de ter outro filho (por mais que a vontade esteja cá).


Além disso, como já mencionei, a OMS recomenda que um bebe seja alimentado a leite materno, em exclusivo até aos 6 meses, (o meu foi até aos 5 meses e meio), sendo que a licença de maternidade é menos que 6 meses, a grande maioria das mães tem que introduzir o leite adaptado antes do tempo, pois não conseguem guardar leite materno suficiente, para que seja dado ao bebe na sua ausência.
Eu por exemplo sempre tive suficiente leite para alimentar o meu filho, como disse 5 meses e meio em exclusivo e depois até aos 11 meses, mas nunca consegui tirar o suficiente com a bomba para guardar.


Por este motivo, peço a todos os que quiserem para assinar esta petição, a qual já foi enviada para a Assembleia, mas que é possível continuar a assinar, pois ainda não foi para apreciação.
Infelizmente não fui eu que tomei esta iniciativa, mas assinei e tenho seguido desde o inicio; admiro a determinação de quem o fez, e espero que este post (como modo de apoio) permita um resultado positivo.


Recordo igualmente que esta petição não é por mim, ou pela pessoa que teve a iniciativa, mas por todas as mães e em especial pelos bebes que serão muito beneficiados pelo tempo extra.


Obrigada