quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Coisas que não entendo! (#3)

Politicamente falando, considero-me uma pessoa de esquerda, visto que concordo em varias questões.
No entanto, como já disse antes, não divido as pessoas em bons como sendo de esquerda ou maus como sendo de direita, como também já disse antes, também considero quem está na política um tanto ou quanto mentiroso e que procuram o próprio bem-estar mais que o bem de todos.
E como pessoa que foi ensinada a pensar, e não só acreditar no que lhe dizem para acreditar, não estou de acordo com tudo o que a esquerda professa.


Por isso devo admitir que não entendo a necessidade de dar a quem trabalha na função publica, melhores condições que tem quem trabalha no privado (como é óbvio não trabalho no público), o motivo para estas regalias, que sempre ouvi, foi que quem trabalha no privado ganha melhor que quem trabalha no publico, e aqui devo admitir que ainda entendo menos. Posso estar de acordo com isto no que se refere a altos cargos, mas vamos ser razoáveis, quem trabalha no publico em altos cargos não precisa de regalias, mesmo que ganhe menos que quem trabalha no privado (talvez os altos cargos do privado precisem de mais impostos, mas esse é outro tema).
No que se refere a postos baixos o único que posso dizer é: bullshit!!!
Se formos a ver, em termos percentuais, em postos considerados baixos, no publico não só se ganha melhor senão que ainda têm as faladas regalias.


Por tudo isto, alguém, por favor, que me explique os motivos pelos quais existe a necessidade de reduzir o horário para 35 horas semanais (como se fosse um assunto de extrema urgência e necessidade), assim como menos anos de trabalho para chegar à reforma, de quem trabalha no publico?


Que me desculpem os funcionários públicos (nada contra), mas isto é de uma injustiça extrema!
Anda aqui uma pessoa a correr mal sai do trabalho para apanhar os transportes e chegar o mais rapidamente possível à creche, para tirar de lá uma criança que não merece lá passar as mais de 10 horas diárias que lá passa, para depois andar semanas a ouvir e ler nos telejornais e jornais que os "pobres" funcionários públicos (aka: senhores sindicalistas) exigem a restituição das 35 horas semanais e que o governo está a desdobrar-se em esforços para assim o fazer?? Mas que raio de democracia é esta, porque raio é que eu sou menos só porque trabalho no privado?
Vamos lá pôr as prioridades em ordem, não!?



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Manifesto: I had (have) a dream....

O sonho da minha vida desde que tenho noção das coisas foi ter um lindo casamento!
Mas não me refiro a aquele sonho, comum a todas as meninas, de casar de vestido branco, com o véu a condizer, numa festa com toda a família e amigos, caminhar até ao altar do braço do pai, e trocar em frente a todos as promessas com o futuro marido. Apesar de achar tudo isso muito bonito, nunca fez parte do meu sonho.


O meu sonho referia-se a uma vida a dois, um casamento para toda a vida, envelhecer com alguém. Partilhar uma casa, ter filhos, acordar de manhã ao lado de alguém, jantar todas as noites à mesa em família, deitar o(s) filho(s), a partilha das tarefas domésticas, ir deitar ao mesmo tempo partilhando as ocorrências do dia, fins de semana em família com dias de chuva em casa e dias de sol em passeio. (Talvez um pouco influenciado pelos livros e a televisão, e pelo que me faltou).


Mas infelizmente a vida real não é assim, ou pelo menos a minha! E sinto-me injustiçada , porque sei que é uma realidade para muitas famílias.
Sei que as discussões são normais numa relação saudável, e não espero uma vida sem elas. Sei que problemas todos temos, o dinheiro é pouco, a saúde nem sempre é certa. Sei que certas ausências são inevitáveis, um jantar de colegas, um fim de semana de trabalho, uma viagem de trabalho . . .
Mas ser casada e parecer mãe solteira, ter um marido que mais parece um "roommate", eu a entrar e ele a sair ou vice-versa, raramente acordar juntos, responder "O pai está a trabalhar" mais vezes que as devidas, ter conversas por sms, dormir sozinha, não, isso não fazia parte do meu sonho. Ter filhos a quem dar banho, dar o jantar (muitas vezes feito à pressa e sem vontade), brincar uns minutos (porque não há tempo para mais), ler uma história na cama antes de adormecer, acordar de manhã, levar à escola são coisas que esperei pacientemente por alguém com quem o quisesse partilhar, e não, também não fazia parte do sonho fazê-lo sozinha (a maior parte dos dias).
Se há quem o faça, claro que há, e são felizes, que bom por eles, mas eu não sou, não foi o que sempre sonhei.


Esperei pacientemente e encontrei a pessoa com quem partilhar tudo o que sonhei, esperei pacientemente porque quando o encontrasse era suposto ter tudo o que sonhei, e não vou deixar de sonhar e lutar e discutir e fazer vencer o que sempre foi o meu sonho, não me vou render ao "tem que ser" ou "a vida é assim". Vou reclamar, gritar, chorar, mas o meu sonho não se vai perder nas obrigações e responsabilidades da vida real! E só vou descansar quando o meu sonho seja a minha realidade. . .


 







sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Se formos todos, vamos parecer muitos!

O titulo é na brincadeira mas, para mim o tema é muito sério.
Estou a falar na licença de maternidade actualmente em Portugal, a qual, devo dizer, é miserável.
Já o disse antes aqui e volto a dizer, não estou de acordo com que se deixe bebes tão pequenos, como 4 ou 5 meses, em creches/berçários. Mas infelizmente é assim, porque a isso somos obrigadas.


Um país como o nosso, que se diz muito preocupado pela baixa natalidade, e que pede às mulheres (casais) jovens que tenham filhos, mas que não lhes permite estar com eles (filhos), é um pouco contraditório.


Até um ano atrás, aproximadamente, estava convencida que por esta altura estaria a pensar em ter outro filho (e num lugar remoto bem dentro de mim, a vontade está lá), mas não me sinto capaz, não me sinto capaz de ter um bebe para ter que o abandonar numa creche aos 4 meses.


(Info.: Actualmente em Portugal existem varias formas de gozar a licença parental, as quais são:
- 4 meses: que é paga a 100% (do ordenado bruto dos 6 meses anteriores)
- 5 meses: que é paga a 80%
- 4 meses a mãe + 1 mês o pai: que é paga a 83%
Existe também a Licença Parental alargada que tem a duração de 3 meses, juntando às opções anteriormente descritas e que é paga a (pasmem-se) 25%, o que significa uma miserável miséria tendo em conta os ordenados praticados em Portugal).


Então, como dizia, nunca nesta vida iria conseguir eu deixar um bebe meu, quase recém nascido (que segundo a OMS ainda deve ser alimentado a leite materno EXCLUSIVAMENTE até aos 6 meses), numa creche.
Na altura em que tive o meu filho, esta situação nunca me passou pela cabeça, e até achei normal que aos 4 meses  (ou 5, vá) tivesse que voltar ao trabalho.
Mas FELIZMENTE (e não pensaria nunca de outra forma) fiquei desempregada 11 dias depois do meu menino nascer, o qual permitiu que eu pudesse ficar com ele até aos 10 meses (que na verdade, continua a ser pouco tempo).
Agora que já sei como é um bebe de 4 meses e que me conheço melhor, seria algo impensável para mim, e enquanto as leis em Portugal não mudarem, não tomarei a iniciativa de ter outro filho (por mais que a vontade esteja cá).


Além disso, como já mencionei, a OMS recomenda que um bebe seja alimentado a leite materno, em exclusivo até aos 6 meses, (o meu foi até aos 5 meses e meio), sendo que a licença de maternidade é menos que 6 meses, a grande maioria das mães tem que introduzir o leite adaptado antes do tempo, pois não conseguem guardar leite materno suficiente, para que seja dado ao bebe na sua ausência.
Eu por exemplo sempre tive suficiente leite para alimentar o meu filho, como disse 5 meses e meio em exclusivo e depois até aos 11 meses, mas nunca consegui tirar o suficiente com a bomba para guardar.


Por este motivo, peço a todos os que quiserem para assinar esta petição, a qual já foi enviada para a Assembleia, mas que é possível continuar a assinar, pois ainda não foi para apreciação.
Infelizmente não fui eu que tomei esta iniciativa, mas assinei e tenho seguido desde o inicio; admiro a determinação de quem o fez, e espero que este post (como modo de apoio) permita um resultado positivo.


Recordo igualmente que esta petição não é por mim, ou pela pessoa que teve a iniciativa, mas por todas as mães e em especial pelos bebes que serão muito beneficiados pelo tempo extra.


Obrigada



segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

E já voltámos ao tema "Política", ou . . . não!



Este domingo cheguei a uma conclusão (sem precisar de nenhum estudo de estatísticas)!


Então, descobri que metade do povo português (o que pode votar, pelo menos) têm alguma espécie de atraso mental, e não me refiro a aquelas pessoas que nascem com algum tipo de dificuldade a nível mental, falo daquelas que supostamente tendo todas as suas capacidades preferem não ir votar, o atraso mental nesse tipo de pessoas é algo que vai mais além da minha compreensão e não venham com a desculpa que os candidatos são todos iguais e que vai ficar tudo na mesma, porque não ir votar não é a forma de demonstrar a insatisfação pelos políticos.


Descobri igualmente que metade da outra metade, infelizmente sofre, igualmente, de outro tipo de problemas mentais, chamados de estupidez, ignorância e egocentrismo, e continuam sem entender que a base do capitalismo é a desigualdade, na qual existe um grupo de milionários que gere tudo o que dá dinheiro no país e para quem vai toda a riqueza, e depois existe um povo maioritariamente constituído por classe media baixa ou muito baixa, que tem poucos ou muito poucos direitos, e por mais que estas pessoas votem nos líderes capitalistas não vão fazer parte do grupo dos milionários.


E era isto, se alguém estiver a pensar fazer algum tipo de estudo ou estatística com estes parâmetros, escusa de gastar o dinheiro.


E lamento se alguém se sentir insultado, mas era mesmo essa a intenção!

sábado, 16 de janeiro de 2016

Atahualpa

Atahualpa ou Atahuallpa (quéchua Ataw Wallpa) (local desconhecido), 20 de março de 1502Cajamarca, 26 de julho de 1533) foi o décimo terceiro e último Sapa Inca (imperador inca) de Tahuantinsuyu, como era chamado o Império Inca.
Atahualpa era filho do Inca Huayna Capac com Tocto Pala, princesa estrangeira (de Quito) que desposara o Inca Tupac Yupanqui, pai de Huayna e que do leito do pai passou para o do filho. Por isto, o seu pai Huayna deixou-lhe como herança as terras de sua mãe (ao norte de Cuzco), designando seu meio-irmão Huascar como sapa inca, fato que gerou a disputa sucessória pelo trono na qual Atahualpa venceu, apoiado por grande exército e bons generais, numa guerra sangrenta que durou vários anos.
Voltando para a cidade de Cusco,a capital do império, para tomar posse do trono que recentemente conquistara, Atahualpa parou na cidade andina de Cajamarca, conduzindo um exército de cerca de 80000 guerreiros, quando foi traído e aprisionado pelo conquistador espanhol Francisco Pizarro, no dia 16 de novembro de 1532.
O episódio ocorreu quando o soberano inca, depois de aceitar um convite de Pizarro para jantar e conversar, veio à praça principal de Cajamarca, trazendo apenas um pequeno contingente de guardas de honra.
Quando Atahualpa chegou, a praça aparentava estar vazia, pois os homens de Pizarro aguardavam ocultos. Atahualpa foi recebido apenas pelo padre Vicente Valverde que, através de um tradutor, imediatamente interpelou Atahualpa exigindo que ele e seu séquito se convertessem ao cristianismo e se submetessem à soberania do rei espanhol, ameaçando-o, pela recusa, de ser considerado um inimigo da Igreja Católica e do Reino da Espanha.
De acordo com lei espanhola, a esperada recusa de Atahualpa à tal "exigência" permitiria que os espanhóis oficialmente declarassem guerra aos incas. Pelo relato dos conquistadores, já havia sido dada uma Bíblia a Atahualpa que, tendo ouvido a insolente exigência, atirou-a ao chão, constituindo este gesto uma grave ofensa aos invasores católicos.

O relato é de que mais de seis mil soldados incas foram dizimados no curso de duas horas e Atahualpa acabou aprisionado no Templo do Sol. Em troca da liberdade, Atahualpa concordou em encher de peças de ouro o grande aposento que ocupava, e se obrigou a dar ao espanhol o dobro daquela quantia, em prata.
Embora aturdido com o resgate, Pizarro jamais teve intenção de libertar Atahualpa, que pretendia manter refém para evitar a transferência do poder e escalada da violência, já que o general inca Ruminavi ainda estava no comando de grande contingente de guerreiros incas.

Como Huascar ainda estava vivo e poderia vir a fazer um acordo com Pizarro, Atahualpa determinou a execução de Huascar, demonstrando assim que ainda mantinha autoridade. Este fato determinou que Pizarro se apressasse em o executar.
Atahualpa foi acusado de ter cometido 12 crimes, dos quais os mais importantes foram o de ter se rebelado contra o Reino da Espanha, praticar idolatria e assassinar Huascar.
Atahualpa foi julgado culpado de todas as doze acusações e condenado a ser queimado vivo na fogueira. No momento da execução, Atahualpa aceitou a proposta do padre Valverde de diminuição da pena e aceitou ser batizado para em seguida ser morto por estrangulamento garroteado no dia 26 de julho de 1533.
Atahualpa foi sucedido por seu irmão Tupac Huallpa e depois por outro irmão, Manco Yupanqui, ambos a serviço de Pizarro.

Retirado na integra do Wikipedia. 

Um bocadinho de história nunca fez mal a ninguém. Esta faz parte daquela América "descoberta"  pelos europeus, que tiveram a "amabilidade" de civilizar aqueles "animais sem educação"!
O nome tem um significado especial para mim, ainda mais num dia como hoje.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

"Y del Caribe somos tú y yo"

Adoro música, vários estilos, vários idiomas. Mas apesar de ser Latino-americana, a música latina não faz muito o meu género. E certos estilos de música latina fazem mesmo parte da minha "lista negra", o qual não significa que não goste de ouvir cantar em espanhol ou brasileiro, gosto e muito, só não gosto de certos estilos musicais.


Sou uma pessoa a preto e branco, no que a música se refere, ou gosto ou não gosto, mas apesar de tudo penso que gosto de uma grande variedade de géneros musicais, admito que sou muito comercial e gosto do pop-rock romântico que inunda as rádios, já seja em inglês, português ou espanhol, os meus gostos incluem o reggae (Bob Marley, of course), passando pela música instrumental electrónica (Vangelis) até à música celta com a gaita de foles, e por sorte fui ensinada a gostar de música clássica, sim porque os nosso ouvidos estão tão habituados ao barulho que chamamos de música (do qual já admiti que gosto), que é necessário ensinar os ouvidos a ouvir música clássica. E conforme o tempo passa vou gostando mais.


No entanto como já disse a música típica latina (salsa, merengue, rumba, samba, etc) não consigo gostar. E o reggaetón é algo que simplesmente detesto com cada bocadinho do meu ser.
Devo dizer que gosto, e muito da música indígena típica dos países latino-americanos, especialmente da zona dos Andes peruanos e a sua flauta.


Mas há qualquer coisa numa música que se está a ouvir na rádio ultimamente que desperta em mim uma saudade que não sabia que tinha, que me faz querer dançar, aquele som tipicamente latino-americano que nunca adorei mas que me trás recordações, que me transporta não para um lugar mas para uma altura da minha vida, mais complicada mas mais simples ao mesmo tempo e que sinto como se tivesse sido há mil anos atrás.


E não é só a música (ritmo), mas também a letra que me chama, pois como o titulo diz é basicamente um festejar dos latinos.








(PS.: para não falar no facto de que não tem qualquer conotação sexual, como a grande maioria das músicas latinas ou não, da actualidade)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Há quem diga que a palavra "Tradição" deriva da palavra "Traição" . . . .

. . . . no sentido em que nos traímos a nós mesmos.


Não gosto de tradições, nem de fazer coisas que considero erradas só porque são tradições.
E já o disse várias vezes, mas como as pessoas (especialmente o Português) gostam muito de ter e seguir tradições, não entendem ao que me refiro quando digo não gostar de tradições.


Gosto do Natal e de dar e receber presentes, o qual é uma tradição; o facto de não gostar de tradições não retira o facto de gostar do Natal e de certas tradições de Natal.


Gosto de fazer coisas que considero bonitas e agradáveis, já seja para mim ou para os outros e não deixo de gostar delas por serem tradições, mas principalmente não faço coisas que não gosto (nem gosto ou gostaria que me façam) só porque são tradição.
É muito difícil de entender?


Pelo menos vejo que mais gente se manifesta e mostra o desagrado contra tradições ridículas, como as Touradas ou este post que acabo de ler.


Uma tradição que acho que é muito bonita e se tivesse mais força de vontade seguiria, é a de dar presentes no Dia de Reis, porque, sejamos honestos é a tradição que faz mais sentido, em comparação com as outras que conheço, que realmente são só duas (imagino que existiram muitas mais):
- A do Pai Natal, pode ser bonita, mas é muito comercial para o meu gosto, e leva um pouco de injustiça no meio (como já tinha dito antes) para com as crianças pobres.
- A do Menino Jesus (que se utiliza mais na América Latina) que não faz o mínimo sentido, porque se formos a ver, o que reza a história, é que o Menino Jesus nasceu nesta altura (25 de Dezembro) e no dia 6 de Janeiro, chegaram os Reis Magos com presentes para ele, e não ao contrário.


(Na verdade, reza uma outra história, que este cronograma foi inventado, e que realmente nem aconteceu nesta altura do ano, ano que só começou a contar com o nascimento de Jesus. Mas este post não é sobre isso).


A questão é, se vamos seguir tradições, bem que podia ser a que faz mais sentido.


Mas pelo que vale, o meu desejo de um excelente (resto) Dia de Reis, e que os Reis lhes tragam muito Incenso para acalmar os ânimos e reduzir o stress, Mirra para fazer um chazinho e ajudar nos problemas de saúde, e claro, muito Ouro para . . . tudo o que quiserem e precisarem.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Hi sweety,

Nunca te escrevi, nem "falei" contigo ou te "contei" a minha vida desde que foste embora, mas não há dia em que não tenha pensado em ti nestes 8 anos (nem acredito que já se tenha passado tanto tempo), no fundo penso que sabes tudo o que se passa conosco (comigo e a mãe) e não sinto necessidade de contar, o que sim sinto necessidade é de saber o que pensas (pensarias), se me pudesses dizer, em relação a estes 8 anos, muita coisa tem mudado e outras continuam exactamente iguais.

A pesar de tudo, não sinto que tenha ficado alguma coisa por dizer, a amizade que havia entre nós nunca foi segredo, nem entre nós nem para os outros. E a maior parte dos dias é um alivio ter a certeza que o amor e amizade que sentia eram reciprocos, digo a maior parte, porque há aqueles dias em que penso que não fiz o suficiente, que não disse o suficiente . . .

Tenho um filho com 3 anos e mais que gostar que o conhecesses, gostava que te pudesse conhecer, gostava de vos ver juntos, gostava que olhasse para ti como olha para o outro tio.

Conheço te o suficiente para saber que estás contente pelo rumo da minha vida, e é sempre bom saber que apesar que foi há muito tempo, conheceste o pai do meu filho, mas também sei que se me pudesses dizer, ralharias comigo porque não fiquei ao lado da mãe depois de teres ido embora.

Sinto falta de conversar, as conversas que eram só nossas, que eram uma mistura dos 3 idiomas em que fomos criados, sinto falta das tuas opiniões, e pergunto-me muitas vezes o que pensarias de "isto" ou "aquilo", fazem-me falta os nossos jogos e perder sempre contra ti, quase sempre porque eras melhor e umas poucas porque preferia perder a ficares chateado.

Gosto de me lembrar de ti, das coisas que fazias e dizias, e tento não me esquecer; mas não gosto do olhar das pessoas quando falo de ti, é como se as coisas cómicas e divertidas que fazias, o deixassem de ser só porque já cá não estás.

A mãe está bem, muito melhor do que alguma vez pensei, apesar de não a ver há quase tanto tempo como o que não te vejo a ti, falo com ela quase todas as semanas.
E penso que isso faz com que, mesmo sabendo que já cá não estás, como estou tão longe da mãe e do lugar onde te vi pela última vez, uma pequena parte de mim acredita que ainda lá estás.

Mas nenhuma destas palavras chega sequer perto para explicar a falta que me fazes, o muito que gostava que não tivesses ido embora e o pouco que o tempo diminuiu a dor de te ter perdido. Em todo caso, espero que estejas bem onde quer que seja que estás, e podes ter a certeza que mesmo que chegue o dia em que o tempo sem ti supere o tempo contigo, continuarei a sentir a tua falta e a pensar como seria se cá estivesses.

To where ever you are little brother,
With all my love.


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Querido Pai Natal,

Como sabes não acredito em ti, e se a memoria não me engana, penso que nunca acreditei, talvez porque quando era pequena o dinheiro era pouco, e seria injusto acreditar, não é que fosse sempre uma boa menina, mas como sabemos nem sempre são os bons meninos que recebem mais ou as melhores prendas!
Não me sinto totalmente à vontade com incutir no meu filho a crença de que existes, não porque não tenha usado o método da "educação chantagista" com ele (come a sopa toda e depois dou-te uma bolacha, porta-te bem senão não recebes prendas) mas porque simplesmente não quero que ele pense que és uma pessoa de carne e osso que vem no Natal trazer prendas a quem se portou bem.


 No entanto acredito no espírito natalício, que se formos a ver talvez sejas à mesma tu (Pai Natal), mas com outro nome, e isso sim quero ensinar ao meu filho, porque apesar de que tem o nome "natalício" é algo que deve ficar dentro de nós, porque a generosidade, a alegria, o amor não é algo que apenas nos deve acompanhar no Natal. O espírito natalício é algo que faz de cada um de nós um Pai Natal para todos os outros, e isso sim é bonito, porque o Natal não é só o receber, mas mais que tudo o dar, claro que podem ser coisas (vamos lá admitir, todos gostamos de prendas) mas dar amor, dar alegria, dar companhia, dar afecto, dar tempo. Dar só por dar um objecto, sem alegria, sem um sorriso (nos lábios ou no olhar), sem um abraço, não tem o mesmo sabor, mesmo que seja algo caro.



Por isso Queridos Pais Natais pela família e amigos distribuídos, aviso que as senhas para oferecer comboios a um certo menino esgotaram, o Lego (duplo), os puzzles e livros serão igualmente bem recebidos; no entanto o realmente interessante seria receber um cartãozinho de uma qualquer instituição da vossa preferência dizendo: "O valor da sua prenda foi entregue nesta instituição" porque isso realmente é o que o Pai Natal devia fazer, dar a quem não tem, e não a quem tem a mais.



Feliz Natal a todos, desejo a todos o prazer de receber amor, paz e saúde (que cliché), mas especialmente que o consigam dar a quem merece e precisa. E especialmente que vos acompanhe durante o resto do ano, a capacidade de dar, claro está!


Assinado,
A mãe do Gabriel

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

E o cheiro a xixi!!??

Tinha programado para hoje escrever um lindo post, um que falava de um dia como ontem (17.12) há 4 anos atrás, um post bonito a condizer com o meu estado de espírito, pois esse dia à 4 anos atrás descobri que o meu anjinho estava para vir, e não sendo o mais feliz da minha vida, esteve lá perto.


Mas o meu estado de espírito mudou, e já não consigo escrever um post bonito (fica para outro dia).
Por mais que queira pensar que não importa, começo a pensar que estou em maré de azar, ou será como dizem na minha terra: "mal-de-ojo"?


Como já tinha comentado antes, os meus problemas de pele estão em "alta" por assim dizer, e não há forma de melhorar, já tive duas consultas de urgência com Dermatologistas no SNS e sempre a despachar, que insistem que o meu problema é próprio da pele, talvez motivado pelo sistema nervoso, mas NÃO tem a ver com alergias, e insistem em tratar com cremes, que não fazem rigorosamente nada; tenho vários conhecidos com problemas de pele cuja causa são alergias, que dizem que o meu problema é alérgico. Como já tinha mencionado, não tenho seguro de saúde, e no SNS não posso simplesmente escolher ir ver um alergologista, tenho que ser encaminhada.


Na semana passada o carro começou a fazer um barulho estranho (já andava há alguns dias, mas pensámos que não seria nada), ao levar ao mecânico, descobriu que uma peça (não muito cara) se tinha partido mas ao roçar na correia de distribuição (peça muito cara) acabou por estraga-la também. Há mais de uma semana que andamos sem carro, e o arranjo vai levar um subsidio de natal por completo, sendo que o outro só vem metade porque só trabalhei metade do ano.


Está bem, são coisas que acontecem!


Ontem à noite estava na casa de banho a pôr o pijama (casa de banho pequena) e ao tirar as calças ouço o barulho de algo a cair, viro-me para perceber o que se tinha passado, e vejo que o meu telemóvel, que estava no bolso de trás das calças (como é habito) estava dentro da sanita juntamente com o xixi, tirei-o logo, mas de nada serviu: vibrou várias vezes em modo "moribundo" mas não voltou a ligar, nem depois de o secar com o secador, nem depois de passar a noite dentro da embalagem do arroz.


Já não consegui manter o estado de espírito alegre pelo dia de ontem, na minha cabeça começaram a aparecer vários pensamentos e teorias de: Quem é que me anda a rogar uma praga!!??
Ou umas quantas!?


O problema de pele há-de se resolver, pode é demorar mais ou menos tempo com mais ou menos dinheiro, o carro já está a arranjar e se não gastasse o dinheiro no arranjo seria em outra coisa, pelo menos temos o dinheiro, o telemóvel pode ser que se consiga arranjar . . . . . . . . . . . mas e o cheiro a xixi!!??

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Really!!??

Quando uma pessoa chega a determinada idade e começa a pensar: "Epa, se calhar já chegou a altura . . .", "Tenho trabalho estável, (acho eu), estou casada, tenho um filho". O que ganho não é nada de extraordinário, mas se até agora tem chegado.
Entre o procurar e visitar a expectativa  começa: será que encontramos algo que vá de encontro aos nossos gostos e possibilidades? Será que nos dão um crédito?
Mas o "será" não chega a lado nenhum, por isso o melhor é tentar.

Expectativa:
- O crédito vai ser difícil, mas não impossível.
- Entregar 30.000 documentos, para que alguém nos venha coscuvilhar a vida de trás para a frente.
- Devolver a 30 anos, um valor muito acima do emprestado (+ ou - 150% / 170%), mas está bem, se é assim que funciona.

Realidade:
- Pagar quase 500€ só para avaliarem a casa e estudarem a possibilidade de dar o crédito, sem garantias nem devoluções (what!!??)
- Um spread (what de hell is that?) de 3,5%.
- Euribor a 6 meses a 0,01%, mas na possibilidade de subir 1 ou 2%, a prestação sobe quase 100 ou 200€.
- Devolver a 40 anos, o dobro do valor pedido, mas nos possíveis aumentos (muito provaveis) do ponto anterior: 240% ou 270% respectivamente (Are you freakin´ kidding me!!??)

Resposta:
Mas esta gente está maluca!?
Há mesmo alguém que aceita isto!?
Quem é que esta gente dos bancos pensa que é!?
Ou são piores os que aceitam e se sujeitam a isto, permitindo que aconteça e seja considerado normal?!
E ainda me vêm dizer que me vão tirar não-sei-quantos-% do que ganho com o MEU trabalho para tapar os erros e falcatruas que os senhores banqueiros cometem, sem qualquer alteração às suas luxuosas vidas!?
Ainda me querem convencer de que o melhor para o povo são os governos de direita, capitalistas, que fazem leis para dar aos ricos o que tiram aos pobres!?
Metam as vossas explicações e argumentos (e dinheirinho) onde lhes couber, de preferência onde não bater o sol (como a personagem de Dustin Hoffman em Papillon)!!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Me, myself and I


Não sou muito dada a falar de mim, gosto de ter uma opinião e gosto de escrever sobre as minhas opiniões, ultimamente cada vez gosto menos de falar sobre as minhas opiniões, a menos que a pessoa com quem falo ou partilhe da mesma opinião ou respeite a minha mesmo que a sua seja diferente.

Reconheço que tenho um feitio . . . complicado, até me foi dito que a minha pele tem um feitio difícil, mas o meu feitio ou personalidade não é tudo o que há de mim.

Os meus gostos ou não-gostos, as minhas histórias, as minhas viagens, as minhas experiencias e tudo o que envolve a minha vida é algo que ao mesmo tempo gosto e não gosto de falar.
Não gosto porque me expõe, e não gosto de me sentir exposta, mas principalmente não gosto que falem de mim. Gosto porque como no geral não falo, quando o faço é como se tivesse um leão preso dentro de mim, e lhe desse liberdade para ir correr numa planície.

Falo alto, normalmente nem noto e gosto de falar. (falar muito sem dizer nada em concreto)

Gosto do cheiro da chuva, e não gosto do cheiro a relva recém cortada.

Sofro de algo chamado Sphenopalatine ganglioneuralgia (descobri hoje), e por isso não consigo comer bocados grandes de gelado sem ficar com a sensação de "brain freeze". 

Lembro-me dos sonhos com regularidade, e acordo muitas vezes ou a chorar ou em desespero por sonhar com um insecto que tenho fobia.
Tenho uma fobia (é a única) que se chama catsaridafobia (investiguem), não é um medo, é mesmo fobia, ao ponto que até ver num ecrã entro em pânico. 

Tenho muito medo de andar de carro a grande velocidade (já tinha falado sobre isto), mas acho que estou no meu direito, depois de dois acidentes. Mas gosto muito de andar de avião, barco, bicicleta.

Não tenho medo das alturas e adorava andar de balão, parapente ou saltar de avião com pára-quedas, mas nunca tive oportunidade.

Não gosto de discutir, principalmente porque fico nervosa e choro com facilidade.
Não gosto de chorar com facilidade.
Gosto de rir até doer a barriga, mas quem não gosta?
Tenho tendência a mostrar-me mais forte e corajosa do que realmente sou.

Fico muito nervosa (de tal forma que tremo involuntariamente) quando falo de momentos mais difíceis da minha vida, não me sinto particularmente confortável com a reacção de pena no olhar das pessoas (chateia-me).

Sou muito lamechas, mas raramente mostro.
Não gosto de hipocrisias, e mesmo estando contente ou satisfeita com algo, não sou muito demonstrativa.
Sou chata e se acho que tenho que reclamar, reclamo.

Gosto de abraços, mas com peso e medida e nos momentos certos.

Detesto cebola e adoro "petiscar" dos pratos dos outros, mas isto só não sabe quem nunca comeu ao meu lado!
Gosto mais de peixe do que de carne. E não me importo de experimentar comida vegetariana, vegan, macrobiótica, de outros países, etc. Mas recuso-me a comer tudo o que tenha cebola (visível), carne de porco ou tudo o que seja de animal que não seja a carne (órgãos, sangue, miúdos, pele, etc.)

Gosto e não tenho medo de nenhum animal (com a excepção da fobia atrás mencionada).
Gosto especialmente de animais domésticos, cavalos e repteis.
Não gosto de ver pássaros presos em gaiolas.
Não sou vegetariana, mas não gosto de comer um animal que vi vivo.

Gosto da minha privacidade; e não gosto de falar dos meus planos antes que estes se concretizem.
Gosto de ser eu a contar as minhas coisas, se quero, e quando quero.

Isto não é nem um décimo da pessoa que sou, sou complicada, mas nunca tinha escrito tanto só sobre mim.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Passinho a passinho, um bocadinho mais perto da terceira guerra mundial!

Não consigo deixar de sentir uma enorme tristeza pelos resultados de duas importantes eleições o dia de ontem, na Venezuela e em França, para se unirem aos já tristes resultados das eleições para presidente na Argentina.

Se não se importarem os acérrimos defensores da direita política, isto é a minha opinião, e o meu direito à escolha: sou, sempre fui e sempre serei de esquerda.

E para mim a vitória da direita é sempre algo triste, porque a direita significa:
Capitalismo,
Consumismo,
Desigualdade, social e económica,
Não olhar a meios para chegar a um fim,
A lei dos ricos em dinheiro e pobres em humanidade,
E eventualmente Guerra, porque é isso que dá dinheiro.

O que me causa tristeza é os que são de direita ou dizem que são por pura ignorância.
Prefiro mil vezes um lobo vestido de lobo a uma ovelha que pensa que é lobo!
Ou uma ovelha que pensa que pode vir a ser lobo!

Os governos de direita são dos ricos para os ricos (ricos = milionários), e desenganem-se que não é por votarem neles que vão fazer parte de seu restrito circulo!

Não digo, nem nunca disse que a esquerda tem todas as respostas certas, e não divido as pessoas boas ou más, em Socialistas ou Capitalistas. Acho todos os políticos um tanto ou quanto mentirosos, estejam mais à direita ou mais à esquerda. Mas as bases da direita política são o que acabo de descrever.

E por favor não confundir Socialismo com Comunismo, não é a mesma coisa, se quiserem saber o que é a mesma coisa, ponham dois dedos no cu e cheirem um de cada vez! (peço desculpa, mas não resisti)

O falecido presidente da Venezuela Hugo Chavez, foi o melhor que podia ter acontecido naquele país. Mas infelizmente o capitalismo é muito forte, porque quer queiramos quer não, o dinheiro mexe o mundo!





quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

The monster family goes out!


Isto das alergias tem muito que se lhe diga, e ainda mais se os filhos recebem esta herança.

Como já tinha falado num post anterior (aqui) tenho um problema de pele que muito provavelmente está relacionado com alguma alergia (ainda não descoberta) e que se manifesta em eczema em varias zonas do corpo mas principalmente na cara (e nunca esteve tão mal), e o facto de ter rinite alérgica, só dá mais força à teoria da alergia a alguma coisa.

Outra das alergias e que passei ao meu filho foi a de fazer reacção às picadas de certos insectos. Que se manifesta em mim com inchaço, a zona fica dura, quente, vermelha e muita comichão ou às vezes de uma só picada aparecem varias. No meu filho também com inchaço, bolhas com "aguadilha" comichão, vermelhidão, e também mais picadas.

Já no verão, estivemos uns dias no Algarve e logo no primeiro dia picaram o meu menino num olho, passou uns dois dias com ele inchado, e no ultimo dia quando já quase não se notava o inchaço, picaram-lhe no outro, e ficou mais uns dias com outro inchaço. 

 Por isso, quem viu ontem na rua uma mulher com uma criança, deve ter pensado que eu me estava a transformar em Rodolfo a rena, do vermelha que tenho a cara entre o nariz, testa e bochechas, e o meu menino num unicórnio, pois foi picado no meio da testa e tinha lá um alto!

 Mas em todo caso se há altura para parecermos seres mitológicos ou fantasiosos deve ser o Natal.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

E o medo dos outros?


Todos sentimos medo, é normal! Uns mais, outros menos, mas todos temos e a grande diferença é a forma como lidamos com eles.
Há medos que nos paralisam, há outros que nos dão força.

No entanto e apesar de todos sentirmos medo de algo, é raro sentirmos empatia, nunca conseguimos entender os medos dos outros a menos que sejam os mesmos que os nossos.
Por exemplo eu tenho medo de andar de carro em excesso de velocidade, e/ou velocidade excessiva.
Mas não tenho medo de andar de avião. No entanto alguém que tem medo de andar de avião não entende o meu medo de andar de carro.

Outra coisa que igualmente carecemos de capacidade para entender é quando temos medo de alguém (pessoa ou animal), não entendemos que esse ser também pode ter medo de nós.

E o meu ponto é, temos tanto medo que não paramos para pensar, agimos por instinto, o que nem sempre está certo.

E a minha grande duvida é, já alguém se lembrou de parar de pensar um bocadinho no seu próprio medo e de ser a grande vitima nesta situação mundial toda? "Coitadinhos de nós europeus" estamos a ser atacados pelos extremistas islâmicos, e se lembrou de que os islâmicos pacíficos também têm medo, medo dos extremistas islâmicos, medo dos "extremistas europeus" (uma raça tão má como os islâmicos), medo dos europeus comuns que agem por medo.

Só pelo facto de terem uma religião, de terem uma forma de vestir, de terem um tom de pele, já é motivo para serem temidos, olhados com desconfiança, então levarem uma mochila às costas ou um capuz na cabeça é quase um grito de ataque.

 Uma coisa é termos receio e sermos cuidadosos, outra completamente diferente é sermos paranóicos, ignorantes e mal-educados.

Tirem os vossos sapatinhos egocêntricos e tentem pôr-se nos sapatos dos outros. Não vos fazia mal nenhum, e talvez fizesse algum bem a este mundo doente! 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Dupla nacionalidade uma ova!


Nasci e vivi muitos anos num país que não Portugal (onde vivo actualmente), e tenho documentos de identificação para ambos países.
Mas não considero ter dupla-nacionalidade!

Na realidade não tenho nenhuma, porque estando lá sou sempre de cá e vice-versa.
Na teoria e legalmente falando sou cidadã de dois países e posso viver e trabalhar em ambos.
Na practica e humanamente falando, nunca estou em casa, nunca sou da "cá" (onde queira que "cá" seja).
Já há muito tempo que me considero cidadã do mundo e "casa" ou a "minha terra" é onde me sinto bem, e onde está o que amo.
Estando lá sou europeia, sou branca-cal, sou luso-descendente, sou "mulher de bigode que não toma banho" (piadas para com os portugueses).
Estando cá sou morena, sou latino americana, sou a estrangeira-com-nome-diferente-que-fala-bem-português.

 Por tudo isto não consigo ser "nacionalista" nem distinguir as pessoas por fronteiras.
Se acreditasse que as nacionalidades fazem as pessoas . . . eu seria bipolar.
Não apoio bandeiras nem bocados de terra aos que alguém deu nomes, apoio e choro ou festejo pessoas, pelos sentimentos, pelas acções, pelo que demostram ser.

 Acredito que a cultura, que os costumes ou o estilo de vida possam de certa forma formar a personalidade, mas nada de isso faz de alguém bom ou mau, inteligente ou estúpido, mais ou menos humano.

 Penso que mais que nunca, nestes tempos, as nacionalidades e as fronteiras não determinam nada.
E que todos somos inocentes até as nossas palavras ou as nossas acções provarem o contrário.

O que determina a minha pessoa são as minhas acções, nunca a minha religião, o país onde nasci, quem me procriou ou qualquer outro rotulo.

O mundo é de todos, as fronteiras foram inventadas, não há cá nossos. Somos todos humanos.
Os nossos (pelo menos é o que considero ser o meu lado) é quem vive pela paz e deixa viver.
Os outros são os que querem e vivem a violencia, já seja fisica ou verbal.
What side are you on??



sábado, 14 de novembro de 2015

Malditos burocratas!

                                                                       Autor: Quino


Sempre gostei da Mafalda, e já não é a primeira vez que ela (ele Quino) vai de acordo ao que penso.
As burocracias inúteis é coisa que devia ser proibida.

Tenho um problema de pele desde os meus 15/16 anos, não o vou descrever porque não é esse o motivo do meu post, mas este problema nem sempre se manifesta e muitas vezes nem se nota. Já por varias vezes recorri à minha médica de família para tentar descobrir o problema, mas a resposta tem sido sempre a mesma: "Isso é pela seca, tem que hidratar" e lá me receita um creme para ajudar a secura, o problema mantém-se, mas como vai e vem, eu vou deixando andar.

Há cerca de duas semanas, este problema tem vindo a piorar de dia para dia, a vermelhidão e inflamação, o prurido, a comichão, o aspecto áspero e a sensação de pele esticada tem sido óbvio até para os outros, neste sentido achei melhor procurar ajuda especializada, pois já se torna insuportável.

Começou o meu inferno, primeiro não tenho seguro de saúde, por isso recorrer ao privado está totalmente fora de questão, uma consulta de 80€ ainda poderia pagar, mas uma série delas mais exames é totalmente incomportável para a minha economia familiar. Tentei pedir à minha médica de família uma credencial para uma consulta de dermatologia, mas a minha médica de família está numa zona onde já não moro, e a credencial passada por ela seria para o Hospital que serve essa zona, o qual é ainda mais longe que o centro de saúde, e seria complicado ter consultas tão longe.
 Agora dirão, porque não mudo de centro de saúde para um na minha zona de residência, porque perderia a minha médica de família que também é a do meu filho, e apesar dela ter insistido que o meu problema é só pele seca, é a "minha" médica, o que acaba por ser melhor que ir para outro centro de saúde sem médico de família (porque não há suficientes para toda a gente) e ser atendidos por alguém diferente, sempre que lá precisar de ir.
Lá fui eu à consulta externa de um hospital perto do meu trabalho e mais perto da minha zona de residência tentar marcar uma consulta, mas foi-me dito o que eu já sabia, só com uma credencial da minha médica de família. Quase chorei de frustração!
A minha ultima opção, foi ir às urgências do hospital, com algo que não é uma urgência, mas que as circunstancias assim o fizeram, passei lá quase 6 horas, para ser mandada com uma credencial para o hospital mais perto com consulta externa da especialidade. Claro que é o mesmo hospital onde eu já tinha tentado obter uma consulta, mas como não tinha credencial não me foi permitido.

Vamos trocar a situação, eu preciso de ir para o Rossio e estou nos restauradores, mas não me deixam passar, porque não tenho autorização. Então a solução que me dão é ir até ao Martim Moniz, onde me dizem que devia ter ido ao Rossio e dão-me autorização. Faz sentido?    

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

"O que é melhor para o meu filho"


Tomar decisões difíceis é coisa à qual a vida nunca me poupou, no entanto não quer dizer que seja fácil quando aparecem.
Qualquer que seja a decisão a tomar, nunca nos afecta só a nós mesmo, mesmo que diga respeito à nossa vida, afecta sempre quem nos rodeia. E penso que é um dos motivos que as faz difíceis, afectar os outros e não só a cada um.
Aceitar as decisões dos outros que nos afectam, pode ser mais difícil, que para o outro ter feito a sua escolha, ou perceber que mesmo que tomemos a nossa decisão o outro já tomou a sua, não faz a nossa menos difícil.
Pesar os prós e contras quando a nossa cabeça (ou coração) já escolheu, nem sempre é uma boa ideia.
E como dizem por aí, não tomar nenhuma decisão já por si é uma escolha, uma que muitas vezes preferimos por achar que o que realmente queremos não é possível, o que torna os nossos desejos efectivamente impossíveis.

 Mas na hora de decidir, e por muito que afecte os outros, a escolha será sempre a melhor para nós mesmos, pois é a lei da vida e da sobrevivência, e os únicos que merecem que o seu bem-estar seja posto em frente ao nosso são os filhos, os que ainda dependem de nós e das nossas decisões.

Posto isto, a única pergunta que devo responder antes de tomar decisões difíceis (talvez as torne mais fáceis) é:

 "O que é melhor para o meu filho" 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Uma noite daquelas!

Sei que tenho muita sorte ao dizer isto, mas o meu filho sempre me deu noites bem dormidas!
Desde os dois meses que dorme a noite toda, claro que se estiver doente ou alguma que outra noite por qualquer motivo, pode ter sido mais dificil, mas são raras.
Mas a noite passada foi uma daquelas para esquecer.
O adormecer é e sempre foi o mais complicado, mas com isso já conto. Ás vezes esqueço-me de lhe lavar os dentes antes de dormir, e é ele que pede, ainda não percebi se porque gosta, ou para atrasar a hora de ir dormir. Quando já está deitado, posso contar com ser chamada umas 4 ou 5 vezes, ou porque quer água/leite/sumo, ou quer ir fazer chichi, ou quer que me deite com ele, ou porque não lhe dei o panda para abraçar, ou porque já se destapou ou para perguntar o que estou a fazer ou o que se lembrar no momento.
Mas normalmente, mal adormece, posso fazer uma festa/rave em casa, que ele nem pestaneja.

Até à pouco tempo que dormia ainda no berço (cama de grades) e nunca sentimos necesidade de o trocar apesar de ter a cama de solteiro do pai no quarto dele, sempre pronta para ser utilizada. Á duas semanas começou a dormir na cama, porque ele pediu e achámos que era altura . . . não tem corrido lá muito bem . . . tem caido da cama quase todas as noites, o unico que ainda não fizemos foi comprar uma daquelas barreiras para evitar que ele caia, normalmente não se magoa, mas claro, assusta-se, apesar de tudo o voltar a adormecer não é dificil.

Passo a descrever a noite passada:
Depois do ritual normal para adormecer, estive a tratar de algumas coisas da casa, e ás 22H fui ver um pouco de TV, estive a ver uma serie até ás 23H mas mal me aguentava com os olhos abertos e logo que acabou fui me deitar.
Mal me deitei lembrei-me que não tinha posto o telefone a carregar nem tinha ido ao quarto dele ver se estava tudo bem, e sem sequer notar adormeci sem fazer nenhuma das coisas.
Ás 2H oiço um barulho e ele a chorar, fui logo ao quarto, estava no chão tinha os olhos fechados e agarrava a cabeça, peguei o ao colo, fiquei uns minutos e voltei a deitá-lo, e voltou a dormir sem problemas. Fui deitar-me novamente e voltei a adormecer mal fechei os olhos, nem meia hora passou, oiço-o chamar: Mãe!
Chamou mais duas ou três vezes, fui lá, queria sumo, ofereci água, mas não quis. Disse-lhe que era muito tarde e que tinha que dormir, aceitou. Voltei a adormecer.
Não sei quanto tempo depois volto a ouvir chamar: Mãe!
Fui lá, queria sumo, outra vez, ofereci água, não quis, pediu bolacha, disse-lhe que não era hora de comer bolacha, para dormir que de manhã lhe dava uma, aceitou. Voltei a adormecer.
Não sei quanto tempo depois volto a ouvir chamar: Mãe, água!
Fui lá, dei água e bebeu um golo bem pequenino. Chateei-me, disse que não podia ser, que tinha que dormir, e novamente lá aceitou.
Não sei quanto tempo depois, oiço alguém a tentar abrir a porta do quarto dele, mas como está estragada, não conseguiu, começou a chorar e a dizer: Mãe, já dormi.
Olho para o telemovel que já tinha posto a carregar e vejo 5:05 da manhã, quase que chorei. Estava tão cheia de sono, que mal conseguia abrir os olhos.
Fui ao quarto dele, peguei-o ao colo, ele parou de chorar e disse que se tinha magoado com a porta, e com um sorriso disse: Já dormi mãe!
Disse-lhe que tinha que dormir mais, levei-o à janela e disse que ainda era de noite.
Respondeu que queria dormir na cama da mãe e do pai, muito raramente dorme na nossa cama, e mesmo que lá adormeça, eu ponho-o na cama dele, por um motivo: não consigo dormir com ele, mexe-se muito e estou constantemente a acordar.
Disse-lhe que estava muito cansada e que não podia dormir comigo, insistiu, la o consegui convencer a dormir no quarto dele, mas preferiu dormir no berço (que ainda lá está montado), deitei-o, tapei-o, dei-lhe o panda e fui dormir. E voltei a adormecer com a mesma rapidez.
Ás 7H tocou o despertador, levantei-me tratei de mim e do nosso pequeno almoço, mas tudo mais lento do que o normal, já estava atrasada quando o fui acordar, qual não é o meu espanto ao pegar nele, que me apercebo que estava todo molhado de chichi (o qual só tinha acontecido duas vezes desde que tirou a fralda da noite). Lá o lavei, à pressa, vesti-o, também ele devia estar cansado, estava muito cooperativo e saímos.

No caminho para o trabalho, só consegui pensar a sorte que tenho de que estas noites sejam a excepção e não a regra!

PS.: Pai a fazer o turno da noite, não estava em casa.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Como é que fazemos entender a alguém, que só acredita no "tem que ser", que o "eu quero" também é uma opção?

Que nem tudo na vida são obrigações!
Que se realmente queremos que as coisas mudem, temos que fazer por isso, que procurar!
Que podemos dizer não!
Que, mesmo que o mundo diga que o que queremos é impossivel, só nos devemos convencer disso depois de tentar!
Que fazer cedencias também significa tentar o caminho do outro mesmo que não acreditemos nele! Que nós fazemos da vida o que queremos, não é a vida que faz de nós o que quer!
Que dar aos outros o melhor não significa dinheiro ou luxos!
Que não fazer o que o resto do mundo faz, não é ser maluco, é ser diferente!