segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

E já voltámos ao tema "Política", ou . . . não!



Este domingo cheguei a uma conclusão (sem precisar de nenhum estudo de estatísticas)!


Então, descobri que metade do povo português (o que pode votar, pelo menos) têm alguma espécie de atraso mental, e não me refiro a aquelas pessoas que nascem com algum tipo de dificuldade a nível mental, falo daquelas que supostamente tendo todas as suas capacidades preferem não ir votar, o atraso mental nesse tipo de pessoas é algo que vai mais além da minha compreensão e não venham com a desculpa que os candidatos são todos iguais e que vai ficar tudo na mesma, porque não ir votar não é a forma de demonstrar a insatisfação pelos políticos.


Descobri igualmente que metade da outra metade, infelizmente sofre, igualmente, de outro tipo de problemas mentais, chamados de estupidez, ignorância e egocentrismo, e continuam sem entender que a base do capitalismo é a desigualdade, na qual existe um grupo de milionários que gere tudo o que dá dinheiro no país e para quem vai toda a riqueza, e depois existe um povo maioritariamente constituído por classe media baixa ou muito baixa, que tem poucos ou muito poucos direitos, e por mais que estas pessoas votem nos líderes capitalistas não vão fazer parte do grupo dos milionários.


E era isto, se alguém estiver a pensar fazer algum tipo de estudo ou estatística com estes parâmetros, escusa de gastar o dinheiro.


E lamento se alguém se sentir insultado, mas era mesmo essa a intenção!

sábado, 16 de janeiro de 2016

Atahualpa

Atahualpa ou Atahuallpa (quéchua Ataw Wallpa) (local desconhecido), 20 de março de 1502Cajamarca, 26 de julho de 1533) foi o décimo terceiro e último Sapa Inca (imperador inca) de Tahuantinsuyu, como era chamado o Império Inca.
Atahualpa era filho do Inca Huayna Capac com Tocto Pala, princesa estrangeira (de Quito) que desposara o Inca Tupac Yupanqui, pai de Huayna e que do leito do pai passou para o do filho. Por isto, o seu pai Huayna deixou-lhe como herança as terras de sua mãe (ao norte de Cuzco), designando seu meio-irmão Huascar como sapa inca, fato que gerou a disputa sucessória pelo trono na qual Atahualpa venceu, apoiado por grande exército e bons generais, numa guerra sangrenta que durou vários anos.
Voltando para a cidade de Cusco,a capital do império, para tomar posse do trono que recentemente conquistara, Atahualpa parou na cidade andina de Cajamarca, conduzindo um exército de cerca de 80000 guerreiros, quando foi traído e aprisionado pelo conquistador espanhol Francisco Pizarro, no dia 16 de novembro de 1532.
O episódio ocorreu quando o soberano inca, depois de aceitar um convite de Pizarro para jantar e conversar, veio à praça principal de Cajamarca, trazendo apenas um pequeno contingente de guardas de honra.
Quando Atahualpa chegou, a praça aparentava estar vazia, pois os homens de Pizarro aguardavam ocultos. Atahualpa foi recebido apenas pelo padre Vicente Valverde que, através de um tradutor, imediatamente interpelou Atahualpa exigindo que ele e seu séquito se convertessem ao cristianismo e se submetessem à soberania do rei espanhol, ameaçando-o, pela recusa, de ser considerado um inimigo da Igreja Católica e do Reino da Espanha.
De acordo com lei espanhola, a esperada recusa de Atahualpa à tal "exigência" permitiria que os espanhóis oficialmente declarassem guerra aos incas. Pelo relato dos conquistadores, já havia sido dada uma Bíblia a Atahualpa que, tendo ouvido a insolente exigência, atirou-a ao chão, constituindo este gesto uma grave ofensa aos invasores católicos.

O relato é de que mais de seis mil soldados incas foram dizimados no curso de duas horas e Atahualpa acabou aprisionado no Templo do Sol. Em troca da liberdade, Atahualpa concordou em encher de peças de ouro o grande aposento que ocupava, e se obrigou a dar ao espanhol o dobro daquela quantia, em prata.
Embora aturdido com o resgate, Pizarro jamais teve intenção de libertar Atahualpa, que pretendia manter refém para evitar a transferência do poder e escalada da violência, já que o general inca Ruminavi ainda estava no comando de grande contingente de guerreiros incas.

Como Huascar ainda estava vivo e poderia vir a fazer um acordo com Pizarro, Atahualpa determinou a execução de Huascar, demonstrando assim que ainda mantinha autoridade. Este fato determinou que Pizarro se apressasse em o executar.
Atahualpa foi acusado de ter cometido 12 crimes, dos quais os mais importantes foram o de ter se rebelado contra o Reino da Espanha, praticar idolatria e assassinar Huascar.
Atahualpa foi julgado culpado de todas as doze acusações e condenado a ser queimado vivo na fogueira. No momento da execução, Atahualpa aceitou a proposta do padre Valverde de diminuição da pena e aceitou ser batizado para em seguida ser morto por estrangulamento garroteado no dia 26 de julho de 1533.
Atahualpa foi sucedido por seu irmão Tupac Huallpa e depois por outro irmão, Manco Yupanqui, ambos a serviço de Pizarro.

Retirado na integra do Wikipedia. 

Um bocadinho de história nunca fez mal a ninguém. Esta faz parte daquela América "descoberta"  pelos europeus, que tiveram a "amabilidade" de civilizar aqueles "animais sem educação"!
O nome tem um significado especial para mim, ainda mais num dia como hoje.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

"Y del Caribe somos tú y yo"

Adoro música, vários estilos, vários idiomas. Mas apesar de ser Latino-americana, a música latina não faz muito o meu género. E certos estilos de música latina fazem mesmo parte da minha "lista negra", o qual não significa que não goste de ouvir cantar em espanhol ou brasileiro, gosto e muito, só não gosto de certos estilos musicais.


Sou uma pessoa a preto e branco, no que a música se refere, ou gosto ou não gosto, mas apesar de tudo penso que gosto de uma grande variedade de géneros musicais, admito que sou muito comercial e gosto do pop-rock romântico que inunda as rádios, já seja em inglês, português ou espanhol, os meus gostos incluem o reggae (Bob Marley, of course), passando pela música instrumental electrónica (Vangelis) até à música celta com a gaita de foles, e por sorte fui ensinada a gostar de música clássica, sim porque os nosso ouvidos estão tão habituados ao barulho que chamamos de música (do qual já admiti que gosto), que é necessário ensinar os ouvidos a ouvir música clássica. E conforme o tempo passa vou gostando mais.


No entanto como já disse a música típica latina (salsa, merengue, rumba, samba, etc) não consigo gostar. E o reggaetón é algo que simplesmente detesto com cada bocadinho do meu ser.
Devo dizer que gosto, e muito da música indígena típica dos países latino-americanos, especialmente da zona dos Andes peruanos e a sua flauta.


Mas há qualquer coisa numa música que se está a ouvir na rádio ultimamente que desperta em mim uma saudade que não sabia que tinha, que me faz querer dançar, aquele som tipicamente latino-americano que nunca adorei mas que me trás recordações, que me transporta não para um lugar mas para uma altura da minha vida, mais complicada mas mais simples ao mesmo tempo e que sinto como se tivesse sido há mil anos atrás.


E não é só a música (ritmo), mas também a letra que me chama, pois como o titulo diz é basicamente um festejar dos latinos.








(PS.: para não falar no facto de que não tem qualquer conotação sexual, como a grande maioria das músicas latinas ou não, da actualidade)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Há quem diga que a palavra "Tradição" deriva da palavra "Traição" . . . .

. . . . no sentido em que nos traímos a nós mesmos.


Não gosto de tradições, nem de fazer coisas que considero erradas só porque são tradições.
E já o disse várias vezes, mas como as pessoas (especialmente o Português) gostam muito de ter e seguir tradições, não entendem ao que me refiro quando digo não gostar de tradições.


Gosto do Natal e de dar e receber presentes, o qual é uma tradição; o facto de não gostar de tradições não retira o facto de gostar do Natal e de certas tradições de Natal.


Gosto de fazer coisas que considero bonitas e agradáveis, já seja para mim ou para os outros e não deixo de gostar delas por serem tradições, mas principalmente não faço coisas que não gosto (nem gosto ou gostaria que me façam) só porque são tradição.
É muito difícil de entender?


Pelo menos vejo que mais gente se manifesta e mostra o desagrado contra tradições ridículas, como as Touradas ou este post que acabo de ler.


Uma tradição que acho que é muito bonita e se tivesse mais força de vontade seguiria, é a de dar presentes no Dia de Reis, porque, sejamos honestos é a tradição que faz mais sentido, em comparação com as outras que conheço, que realmente são só duas (imagino que existiram muitas mais):
- A do Pai Natal, pode ser bonita, mas é muito comercial para o meu gosto, e leva um pouco de injustiça no meio (como já tinha dito antes) para com as crianças pobres.
- A do Menino Jesus (que se utiliza mais na América Latina) que não faz o mínimo sentido, porque se formos a ver, o que reza a história, é que o Menino Jesus nasceu nesta altura (25 de Dezembro) e no dia 6 de Janeiro, chegaram os Reis Magos com presentes para ele, e não ao contrário.


(Na verdade, reza uma outra história, que este cronograma foi inventado, e que realmente nem aconteceu nesta altura do ano, ano que só começou a contar com o nascimento de Jesus. Mas este post não é sobre isso).


A questão é, se vamos seguir tradições, bem que podia ser a que faz mais sentido.


Mas pelo que vale, o meu desejo de um excelente (resto) Dia de Reis, e que os Reis lhes tragam muito Incenso para acalmar os ânimos e reduzir o stress, Mirra para fazer um chazinho e ajudar nos problemas de saúde, e claro, muito Ouro para . . . tudo o que quiserem e precisarem.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Hi sweety,

Nunca te escrevi, nem "falei" contigo ou te "contei" a minha vida desde que foste embora, mas não há dia em que não tenha pensado em ti nestes 8 anos (nem acredito que já se tenha passado tanto tempo), no fundo penso que sabes tudo o que se passa conosco (comigo e a mãe) e não sinto necessidade de contar, o que sim sinto necessidade é de saber o que pensas (pensarias), se me pudesses dizer, em relação a estes 8 anos, muita coisa tem mudado e outras continuam exactamente iguais.

A pesar de tudo, não sinto que tenha ficado alguma coisa por dizer, a amizade que havia entre nós nunca foi segredo, nem entre nós nem para os outros. E a maior parte dos dias é um alivio ter a certeza que o amor e amizade que sentia eram reciprocos, digo a maior parte, porque há aqueles dias em que penso que não fiz o suficiente, que não disse o suficiente . . .

Tenho um filho com 3 anos e mais que gostar que o conhecesses, gostava que te pudesse conhecer, gostava de vos ver juntos, gostava que olhasse para ti como olha para o outro tio.

Conheço te o suficiente para saber que estás contente pelo rumo da minha vida, e é sempre bom saber que apesar que foi há muito tempo, conheceste o pai do meu filho, mas também sei que se me pudesses dizer, ralharias comigo porque não fiquei ao lado da mãe depois de teres ido embora.

Sinto falta de conversar, as conversas que eram só nossas, que eram uma mistura dos 3 idiomas em que fomos criados, sinto falta das tuas opiniões, e pergunto-me muitas vezes o que pensarias de "isto" ou "aquilo", fazem-me falta os nossos jogos e perder sempre contra ti, quase sempre porque eras melhor e umas poucas porque preferia perder a ficares chateado.

Gosto de me lembrar de ti, das coisas que fazias e dizias, e tento não me esquecer; mas não gosto do olhar das pessoas quando falo de ti, é como se as coisas cómicas e divertidas que fazias, o deixassem de ser só porque já cá não estás.

A mãe está bem, muito melhor do que alguma vez pensei, apesar de não a ver há quase tanto tempo como o que não te vejo a ti, falo com ela quase todas as semanas.
E penso que isso faz com que, mesmo sabendo que já cá não estás, como estou tão longe da mãe e do lugar onde te vi pela última vez, uma pequena parte de mim acredita que ainda lá estás.

Mas nenhuma destas palavras chega sequer perto para explicar a falta que me fazes, o muito que gostava que não tivesses ido embora e o pouco que o tempo diminuiu a dor de te ter perdido. Em todo caso, espero que estejas bem onde quer que seja que estás, e podes ter a certeza que mesmo que chegue o dia em que o tempo sem ti supere o tempo contigo, continuarei a sentir a tua falta e a pensar como seria se cá estivesses.

To where ever you are little brother,
With all my love.


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Querido Pai Natal,

Como sabes não acredito em ti, e se a memoria não me engana, penso que nunca acreditei, talvez porque quando era pequena o dinheiro era pouco, e seria injusto acreditar, não é que fosse sempre uma boa menina, mas como sabemos nem sempre são os bons meninos que recebem mais ou as melhores prendas!
Não me sinto totalmente à vontade com incutir no meu filho a crença de que existes, não porque não tenha usado o método da "educação chantagista" com ele (come a sopa toda e depois dou-te uma bolacha, porta-te bem senão não recebes prendas) mas porque simplesmente não quero que ele pense que és uma pessoa de carne e osso que vem no Natal trazer prendas a quem se portou bem.


 No entanto acredito no espírito natalício, que se formos a ver talvez sejas à mesma tu (Pai Natal), mas com outro nome, e isso sim quero ensinar ao meu filho, porque apesar de que tem o nome "natalício" é algo que deve ficar dentro de nós, porque a generosidade, a alegria, o amor não é algo que apenas nos deve acompanhar no Natal. O espírito natalício é algo que faz de cada um de nós um Pai Natal para todos os outros, e isso sim é bonito, porque o Natal não é só o receber, mas mais que tudo o dar, claro que podem ser coisas (vamos lá admitir, todos gostamos de prendas) mas dar amor, dar alegria, dar companhia, dar afecto, dar tempo. Dar só por dar um objecto, sem alegria, sem um sorriso (nos lábios ou no olhar), sem um abraço, não tem o mesmo sabor, mesmo que seja algo caro.



Por isso Queridos Pais Natais pela família e amigos distribuídos, aviso que as senhas para oferecer comboios a um certo menino esgotaram, o Lego (duplo), os puzzles e livros serão igualmente bem recebidos; no entanto o realmente interessante seria receber um cartãozinho de uma qualquer instituição da vossa preferência dizendo: "O valor da sua prenda foi entregue nesta instituição" porque isso realmente é o que o Pai Natal devia fazer, dar a quem não tem, e não a quem tem a mais.



Feliz Natal a todos, desejo a todos o prazer de receber amor, paz e saúde (que cliché), mas especialmente que o consigam dar a quem merece e precisa. E especialmente que vos acompanhe durante o resto do ano, a capacidade de dar, claro está!


Assinado,
A mãe do Gabriel

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

E o cheiro a xixi!!??

Tinha programado para hoje escrever um lindo post, um que falava de um dia como ontem (17.12) há 4 anos atrás, um post bonito a condizer com o meu estado de espírito, pois esse dia à 4 anos atrás descobri que o meu anjinho estava para vir, e não sendo o mais feliz da minha vida, esteve lá perto.


Mas o meu estado de espírito mudou, e já não consigo escrever um post bonito (fica para outro dia).
Por mais que queira pensar que não importa, começo a pensar que estou em maré de azar, ou será como dizem na minha terra: "mal-de-ojo"?


Como já tinha comentado antes, os meus problemas de pele estão em "alta" por assim dizer, e não há forma de melhorar, já tive duas consultas de urgência com Dermatologistas no SNS e sempre a despachar, que insistem que o meu problema é próprio da pele, talvez motivado pelo sistema nervoso, mas NÃO tem a ver com alergias, e insistem em tratar com cremes, que não fazem rigorosamente nada; tenho vários conhecidos com problemas de pele cuja causa são alergias, que dizem que o meu problema é alérgico. Como já tinha mencionado, não tenho seguro de saúde, e no SNS não posso simplesmente escolher ir ver um alergologista, tenho que ser encaminhada.


Na semana passada o carro começou a fazer um barulho estranho (já andava há alguns dias, mas pensámos que não seria nada), ao levar ao mecânico, descobriu que uma peça (não muito cara) se tinha partido mas ao roçar na correia de distribuição (peça muito cara) acabou por estraga-la também. Há mais de uma semana que andamos sem carro, e o arranjo vai levar um subsidio de natal por completo, sendo que o outro só vem metade porque só trabalhei metade do ano.


Está bem, são coisas que acontecem!


Ontem à noite estava na casa de banho a pôr o pijama (casa de banho pequena) e ao tirar as calças ouço o barulho de algo a cair, viro-me para perceber o que se tinha passado, e vejo que o meu telemóvel, que estava no bolso de trás das calças (como é habito) estava dentro da sanita juntamente com o xixi, tirei-o logo, mas de nada serviu: vibrou várias vezes em modo "moribundo" mas não voltou a ligar, nem depois de o secar com o secador, nem depois de passar a noite dentro da embalagem do arroz.


Já não consegui manter o estado de espírito alegre pelo dia de ontem, na minha cabeça começaram a aparecer vários pensamentos e teorias de: Quem é que me anda a rogar uma praga!!??
Ou umas quantas!?


O problema de pele há-de se resolver, pode é demorar mais ou menos tempo com mais ou menos dinheiro, o carro já está a arranjar e se não gastasse o dinheiro no arranjo seria em outra coisa, pelo menos temos o dinheiro, o telemóvel pode ser que se consiga arranjar . . . . . . . . . . . mas e o cheiro a xixi!!??