segunda-feira, 6 de julho de 2015

O amor é tramado!

Digo isto com todo o respeito do mundo, que a meu ver é das melhores coisas e mais importantes que a vida tem, não falo apenas do amor no casal (casados ou não), incluo todos os tipos, até o amor que temos (os que temos) pelos nossos amigos peludos (ou não).

Mas o amor que me refiro hoje é realmente o amor de casal, amor e não paixão, que isso já não é a mesma coisa.
O amor é algo que nos cega completamente, e nem é dificil de constatar.
Antes (solteira) quando ia na rua e via casais, digamos, dispares, costumava pensar: "Como é possível que ele esteja com ela?" Ou vice-versa.
Agora (casada) olho para o meu marido e, não digo que é como no primeiro dia, porque não foi amor á primeira vista, mas penso que não o trocava por nenhum outro, porque para mim é perfeito.
Consigo olhar para ele com olhos neutrais e objectivos, e ver os seus defeitos e pensar: "Who cares?", para mim é perfeito, o que é que importa que para o resto do mundo não seja, ou quem quer que não o veja com os meus olhos.
E fico a pensar que isso é o amor, amar alguém com os seus defeitos, reconhecer os defeitos e mesmo assim continuar a amar essa pessoa.

Pondo de lado a parte fisica, perfeitos ou não, lindos ou feios, o homem que eu amo e eu, não estamos de acordo em quase nada (tirando o facto de gostarmos um do outro).
Não gostamos da mesma musica.
Não gostamos dos mesmos programas de TV.
Não gostamos dos mesmos hobbies.
Não gostamos da mesma comida.
Nem sequer estamos de acordo em termos politicos e religiosos.
Digam-me lá se o Amor não é tramado?
Como é que é possivel, não só estarmos juntos, mas realmente gostarmos um do outro?

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Ajudas da treta!

Isto é o que penso das ajudas do governo para quem tem/quer ter filhos, ou como eles lhe chamam: Incentivos à natalidade!
Do meu ponto de vista (de mãe) não me incentivam nem um bocadinho, isto é, se eu fosse uma pessoa menos virada para ter filhos, não era por estes chamados "incentivos" que quereria ter, quero dizer, nenhum incentivo deve convencer uma pessoa que não quer ter a ter, mas uma pessoa que espera por uma melhor altura, não são estes "incentivos" que convencem a ser agora.

Mas o que realmente me desmotiva nestas ajudas, não é o facto de considerar que a ajuda é pouca; não é grande coisa, é verdade, mas qualquer ajuda é bem-vinda. O que me desmotiva e me faz pensar e dar voltas à cabeça, se realmente temos ou não outro filho, é o tempo que temos para estar com ele (recém-nascido).

Duas horas por dia de redução horária (por amamentar), desde os míseros 5 meses que temos que deixar o nosso bébé, até aos 12 meses, e depois disso ter que provar que amamentamos, e quem já não o faz ou nunca o fez?? não merece passar tempo com a sua cria?? Isto sim desmotiva, e a meu ver, não há "incentivo" monetário que compense isto.

O tempo de licença devia ser de 12 meses, e não é nem de perto um exagero, sendo que depois disso devía ter direito a part-time (pago como full-time) por mais um ano.
Isso sim, seria justo; isso sim, seria um incentivo.
E tenho a certeza, que iria melhorar aspectos como a saúde e a educação dos bébés, e no futuro iria melhorar muito as capacidades sociais e o desenvolvimento psicologico das crianças.

Otra questão, é a dificulade (impossibilidade) em encontrar creches (berçários, jardins de infancia, etc) com horários alargados, ao fim de semana ou à noite, não digo no sentido de lá deixar os bébés 24 horas por dia, 7 dias por semana. Mas tantos pais e mães com horários, diferentes do chamado "normal", que prefeririam ficar com os bébés em casa um ou dois dias de semana, e poder deixá-los na creche ao fim de semana quando têm que trabalhar.

Há dois anos atrás estava a trabalhar num call-center das 11h às 20h, não é um horário tão diferente, nem daqueles mais complicados, mas a creche complicava-me a vida mais do que seria necesário, primeiro porque tinha que o deixar lá ás 9 (eu levava-o às 10h30), um bébé de 1 ano que em vez de estar com a mãe o tempo que a mãe pode estar com ele, precisa de horários para ir fazer o quê, estudar? E segundo, como a creche fecha às 19h, os dias que o meu marido não o podia ir buscar (que sim tem horários de trabalho complicados, sem turnos nem folgas certas), tinha que andar a pedir favores!
Quando, há um ano atrás andava à procura de trabalho, tive que recusar certos trabalhos, por não ter horários, dentro do horário da creche, ou sem folgas ao fim de semana, porque o meu marido não os tem, e pelo menos um de nós tem que estar em casa antes das 19h e durante o fim de semana.

Enquanto os incentivos não incluam estas opções, ou algo parecido, a meu ver não incentivam nem um pouco. O dinheiro por mais falta que faça, não compensa o desgosto que é deixar o nosso bébé de 5 meses, nos braços de outra pessoa. E como bem dizem, tempo é dinheiro e o tempo com o(s) meu(s) filho(s) vale OURO!

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O que foi mãe?

Depois de um susto daqueles que nem quero voltar a pensar,
a chorar em soluços dos que só o tempo consegue parar,
vem o meu marido (que manteve a calma e tratou da situação) com o meu filho ao colo e o meu filho ao ver-me, pergunta na sua inocência:
- O que foi mãe? Foi o pai?
(acho que não tem o pai em grande consideração)
E a fazer festinhas na minha cabeça:
- Já passou.

(Sim, meu amor, já passou. Não, não foi o pai).

sexta-feira, 26 de junho de 2015

IVG


Interrupção voluntária da gravidez . . . . que tema tão controverso!
Como já disse antes, não concordo com a IVG, quero dizer, eu não o faria (tirando problemas de saúde para mim ou o bebé).

Mas outra coisa é achar que deva ser ilegalizado.
Estou totalmente de acordo em que a IVG deve ser legal.
Primeiro e principal, cada mulher sabe de si.
Segundo, legal ou não, é feito de qualquer maneira, por quem quer. O melhor é que seja em segurança.

 
Mas de ser legal a ser sempre grátis sem importar o numero de vezes, vai muita coisa. E se há limites para o tempo de gestação em que é legal fazer a IVG, devia haver limites para o numero de vezes em que é feito, não digo que deva ser ilegal à segunda ou terceira vez que se faz, mas a IVG não é um contraceptivo, é bom que as irresponsabilidades tenham consequências.

 
E como bem ouvi ontem na TV, se qualquer pessoa vai ao Centro de Saúde ou ao Hospital, ou fazer qualquer exame, porque está doente e tem que pagar, porque é que alguém que vai para fazer uma IVG (especialmente se já fôr de repetição) não paga nada?

Uma coisa é haver isenção para quem leva uma gravidez até ao fim, ou em todo caso para uma IMG (interrupção médica da gravidez), outra completamente diferente é quem decide voluntariamente e sem qualquer motivo médico que quer terminar uma gravidez.

É que é muito comum confundir liberdade com irresponsabilidade.

A mulher merece e tem o direito de decidir o que fazer com o seu corpo, e nisso não devia haver discussão, mas também tem o dever de ser responsável.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Nos dias de hoje: 1 é muito, 2 uma multidão, 3 é para loucos!

Estou a falar de filhos, já poucas são as famílias com dois filhos, e rarissimas com 3 ou mais.
Eu tenho um, antes de ter filhos e de casar, quando era adolescente, e pensava em casar e ter filhos, queria 3. Agora que estou casada e tenho um, em certas alturas penso que um é mais que suficiente.
Mas no fundo continuo a achar que 3 é o ideal, 2 é bom e 1 é um pouco solitário, especialmente se não houver primos.
Para mim ter crescido com um irmão foi ter um amigo a morar comigo, e tirar isso ao meu filho é algo que me faz sentir muito egoista. Obviamente que muita gente cresceu sem irmãos, e não foram infelizes por isso, mas é uma experiencia que eu tive, e que quero que ele tenha (especialmente porque não vejo primos no futuro proximo).
Acho que ter irmãos é maravilhoso, e não entendo aquelas famílias em que os irmão não se entendem nem gostam uns dos outros e não se falam. Claro que ter irmãos e não haver discusões é totalmente irreal, mas faz parte, e é um amigo para a vida (tirando os imprevistos), para os bons e maus momentos.
Se depender de mim, quero e vou dar pelo menos um irmão/ã ao meu menino, e já seja rapaz ou rapariga será muito bem vindo, tanto por nós pais, como pelo Gabe.
Não sei quando será, e há sempre aquela duvida: quando será a melhor altura, para ele (Gabe) e para nós?

Aqueles casais que só querem um filho, entendo perfeitamente, e se acham que seram melhores pais e daram um melhor futuro a um só filho, penso que o melhor então, é terem apenas um. Mas casais que não têm nem querem ter, honestamente, é algo que não chego completamente a entender.
Se já pensei como seria a minha vida sem filhos, já! E sou honesta, seria menos complicada.
Se já deixei o meu filho com outras pessoas, em quem confio, já! E sou honesta, senti alivio.
Mas não quer dizer que não adore o meu filho, e todos os dias olho para ele, e sinto alivio de pensar que afinal consigo cuidar de uma criança, porque se alguma vez tive duvidas sobre se devia ter filhos, era esse o meu medo, não saber tomar conta dele, não saber educa-lo para ser um boa pessoa (e continua a ser um medo).

Mas mesmo com todos os medos e receios, penso que ter filhos compensa, e por isso não entendo quem não os quer. Quer dizer, amo o meu marido mais que a qualquer outra pessoa (adulta) e não me importava de viver só com ele o resto das nossas vidas, se assim tivesse que ser, mas acho que o filhos completam uma família, ou melhor, fazem uma família, senão, somos só um casal.
E admito, nos tempos que correm faz-me um bocadinho de confusão um casal (casado ou não), com trabalhos e casa propria (ou alugada), que dizem estar á espera de melhor altura para ter filhos, desculpem a ironia, mas quando já não tiverem energia para andar atrás deles, ou quando a gravidez fôr considerada de risco e trouxer mais problemas, é que se eu estivesse à espera da melhor altura, acho que não era nesta vida que tinha filhos!
E apesar de sempre ter querido ter filhos e de querer continuar a ter, não sou "a children person", não sou aquele tipo de pessoa que as crianças adoram e que tem imenso jeito para crianças, mais bem acho que sou o contrario, não tenho jeito nenhum para brincar com crianças, mas isso nunca me impediu de querer ter filhos, penso que era mais uma motivação, pensava: se não sirvo para os filhos dos outros, talvez sirva para os meus!

terça-feira, 16 de junho de 2015

"Já não dizes nada há muito tempo!"

Não sou a simpatia em pessoa, e quem me conhece sabe disso; em certas alturas sou agressiva ou simplesmente "azeda", nem sempre faço por mal, e muitas vezes passo por antipática, mas é só distracção. No entanto tenho melhorado muito (acho) desde que o meu filho nasceu.
Mas apesar de ser conhecida por dizer sempre o que quero, sem me preocupar com consequencias, há situações ou com certas pessoas que tento controlar a minha "azedice".

Uma das respostas que fico muitas vezes por dar é quando alguém me diz:
"Já não dizes nada há muito tempo!"

Irrita-me que digam isto, a resposta que tenho entalada, é:
"Pois, mas não sei se sabes o meu telemóvel tem uma funcionalidade muito "futurista" que permite receber chamadas desde outros telefones, sendo que tenho o mesmo numero há 8 anos, duvido que tenhas dificuldades em ligar para mim!!"

Há alguns anos tinha uma certa "carência" e procurava as pessoas, mesmo que elas não o fizessem.

Mas chegou uma altura, que entre o meu filho, o meu marido, e o trabalho, o tempo para outros familiares e amigos não era muito, então desisti de "andar atrás" deles, porque vendo bem era sempre eu a ligar, a combinar, a dar noticias, etc. Concentrei-me naqueles (poucos) que se passar tempo suficiente, eles acabam por ligar. E se esses (poucos) não ligarem, eu ligo porque sei que não sou sempre eu a dar o primeiro passo.

Os outros, continuo a gostar deles, e a querer estar com eles, e se eles se lembrarem da funcionalidade "especial" do meu telefone, podemos sempre combinar alguma coisa. Simplesmente não será iniciativa minha.

E apesar do tom agresivo deste post, não digo isto chateada nem com má intenção, nem como indirecta para alguém, porque até nem me refiro a ninguém em particular, mas não gosto mesmo quando dizem:
"Já não dizes nada há muito tempo!"

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Continuação do post anterior

2ª Situação

A situação que se segue foi menos de 24 horas depois da situação anterior, o que não ajudou na minha "performance"!
Esta situação não é (de longe) tão vergonhosa como a primeira. Mas é daquelas coisas que nos afecta a confiança, e ao guarda-la para nós mesmos vai ficando muito pior porque cada vez a queremos esconder mais. Então aqui vai:
CHUMBEI . . .
na condução.
Queria poder dizer que fiz tudo perfeito, que sou um ás da condução, que estava muito ralaxada e confiante e que tive o azar de apanhar um examinador mesquinho que não gostou dos meus sapatos (como quem diz, de mim), e por uma insignificancia decidiu chumbar-me. Pelo menos podia desgarregar a minha frustração a falar mal dele, e a minha confiança estaría cá toda para o próximo exame/examinador.

Mas não . . . não foi isto que aconteceu . . . tive a sorte (que não sei se volta a acontecer) de apanhar um examinador amável, que não me deu uma, nem duas mas três oportunidades de mostrar que merecia, que me guiou muito mais do que devia e mesmo assim fiz bosta atrás de bosta.
O que mais me irrita é que foram coisas que não me acontecem, porque o que é realmente importante e as falhas que tinha nas aulas, essas correu tudo bem.

Primeiro erro: tentar passar numa rua estreita entre uma carrinha estacionada em parte da via e um carro na direcção oposta a vir, em vez de parar e deixar o outro passar, conclusão: ia chocando com a carrinha e o examinador travou (pensei que o exame tinha acabado), mas mandou seguir; a pergunta que se coloca: o que é que eu estava a pensar? Aparentemente, nada!
Segundo erro: deixar o carro ir abaixo ao arrancar numa subida, 4 vezes seguidas (nunca tinha deixado o carro ir abaixo em todas as aulas que tive). Consegui quando o examinador me disse em voz firme para segurar a embraiagem (a perna tremia tanto que nem sei como consegui).
Terceiro erro: tentar arrancar, após estacionar o carro na perfeição á primeira, com a mudança em marcha-atrás (a marcha-atrás fica ao lado da primeira) porque tinha a certeza que estava em primeira, em vez de pôr em ponto-morto e pôr a primeira.
Quarto erro: não ter olhado para ver se vinham carros numa direita sem perda de prioridade.

Erros estupidos, que se tivesse sido um ou dois, tinha passado, que não teriam acontecido se não estivesse tão nervosa, que minaram de tal forma a minha confiança, que me fazem duvidar se realmente fui feita para isto, que me levam a interrogar-me se não devia desistir.
Espero que este sentimento de frustração não demore muito a passar, depois tomarei uma decisão.
Até lá . . . o meu anjinho adora andar de autocarro!