Isto de ter um blogue não é tão simples como parece!
É uma constante atenção a tudo o que nos rodeia, procurar inspiração no dia-a-dia.
Escrever as coisas de forma clara, tentar que sejam divertidas ou no mínimo interessantes.
Dar a conhecer um pouco de nós mesmos, sem perder a privacidade (no meu caso).
Perceber um pouco de imagem e não usar cores que ferem os olhos, ou letras brancas num fundo amarelo.
E escolher um titulo que chame a atenção!
Acho que não sou muita boa com os títulos.
Mas só notei isso agora quando vou vendo as estatísticas, quantos lêem o blogue (sou débil, gosto de saber que sou lida, e é um privilégio saber que alguém se dá ao trabalho), quais os post´s mais lidos.
E a conclusão que cheguei é realmente que os de títulos mais chamativos, têm mais visualizações.
Tenho que melhorar.
Nota do autor: Quem quiser já pode gostar dos post´s, no fim de cada um tem essa funcionalidade.
Um cantinho, escondido mas à vista de todos, para ser eu: mulher, mãe, filha, amiga. Um cantinho de opiniões, historias, crónicas, pensamentos.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
Ser carinhoso
Depois de perder alguém que amamos muito, torna-mo-nos mais medricas, e o medo de voltar a perder alguém está sempre lá, sei que todos temos esse medo tenhamos ou não perdido alguém próximo, mas depois de ter passado por isso temos mais noção da sensação.
No meu caso não foi o perder alguém, foi um grave acidente de carro cerca de 3 anos antes de perder esse alguém, mas o mais revoltante é que foi a mesma pessoa.
Isto é, esta pessoa teve (ou tivemos) um grave acidente rodoviário, com uma recuperação lenta e dolorosa, sendo que nunca chegou a ser uma recuperação total, que me fez ver as coisas de um modo diferente e não só me tornou mais medricas, mas também mais carinhosa. E quando parecia que o pesadelo tinha acabado, essa pessoa faleceu.
Quase perder alguém além de me tornar mais medricas também me fez notar que as pessoas que amamos nem sempre vão cá estar para lhes fazer-mos saber o quanto os amamos.
Por isso um arrependimento que não tenho, é saber que sempre que me foi possível lhe fiz saber o quanto o amava, e essa característica continua a fazer parte de mim, mais que tudo no que diz respeito ao meu marido e filho.
Dizer o quanto os amamos ás pessoas que amamos, para que nunca duvidem disso, acho de uma extrema importância, não só para que elas o saibam, mas também para a nossa própria sanidade mental, pois perder alguém e ter o arrependimento e a duvida de saber que nunca lhes dissemos o quanto eram importantes para nós, é algo pelo qual não quero passar!
As palavras amo-te ou adoro-te fazem parte do meu repertório, por mensagem ou pessoalmente, mas não são tudo, porque dizer e não mostrar não serve de muito, e numa criança pequena, até considero que não serve de nada; os abraços, os beijos, o carinho, o tom de voz são bem mais importante para "fazer passar a mensagem".
Quando vejo o meu filho ou marido depois de umas horas separados, os beijos e os abraços fazem parte do reencontro.
Já em varias ocasiões quando vamos os 3 no carro, e o meu marido vai a conduzir, os beijos e os abraços não dão muito jeito, por isso faço-lhe um carinho no pescoço, uma forma "gestual" de dizer adoro-te, e a reacção do meu filho é sempre a mesma:
- Mãe, tas a fazer uma "fetinha" ao pai?
- Sim meu amor, porque a mãe gosta muito do pai.
Dizer-lhe que tem que ser carinhoso com os outros não o vai ensinar a ser carinhoso!
No meu caso não foi o perder alguém, foi um grave acidente de carro cerca de 3 anos antes de perder esse alguém, mas o mais revoltante é que foi a mesma pessoa.
Isto é, esta pessoa teve (ou tivemos) um grave acidente rodoviário, com uma recuperação lenta e dolorosa, sendo que nunca chegou a ser uma recuperação total, que me fez ver as coisas de um modo diferente e não só me tornou mais medricas, mas também mais carinhosa. E quando parecia que o pesadelo tinha acabado, essa pessoa faleceu.
Quase perder alguém além de me tornar mais medricas também me fez notar que as pessoas que amamos nem sempre vão cá estar para lhes fazer-mos saber o quanto os amamos.
Por isso um arrependimento que não tenho, é saber que sempre que me foi possível lhe fiz saber o quanto o amava, e essa característica continua a fazer parte de mim, mais que tudo no que diz respeito ao meu marido e filho.
Dizer o quanto os amamos ás pessoas que amamos, para que nunca duvidem disso, acho de uma extrema importância, não só para que elas o saibam, mas também para a nossa própria sanidade mental, pois perder alguém e ter o arrependimento e a duvida de saber que nunca lhes dissemos o quanto eram importantes para nós, é algo pelo qual não quero passar!
As palavras amo-te ou adoro-te fazem parte do meu repertório, por mensagem ou pessoalmente, mas não são tudo, porque dizer e não mostrar não serve de muito, e numa criança pequena, até considero que não serve de nada; os abraços, os beijos, o carinho, o tom de voz são bem mais importante para "fazer passar a mensagem".
Quando vejo o meu filho ou marido depois de umas horas separados, os beijos e os abraços fazem parte do reencontro.
Já em varias ocasiões quando vamos os 3 no carro, e o meu marido vai a conduzir, os beijos e os abraços não dão muito jeito, por isso faço-lhe um carinho no pescoço, uma forma "gestual" de dizer adoro-te, e a reacção do meu filho é sempre a mesma:
- Mãe, tas a fazer uma "fetinha" ao pai?
- Sim meu amor, porque a mãe gosta muito do pai.
Dizer-lhe que tem que ser carinhoso com os outros não o vai ensinar a ser carinhoso!
sábado, 18 de abril de 2015
Divagações sobre cabelo
Sou pessoa que gosto de fazer do meu cabelo algo diferente cada dia. Tanto posso tê-lo liso-esticado, como numa trança, ou num rabo-de-cavalo, apesar que gosto de fazer coisas diferentes com ele, a verdade é que isto são tudo formas para lidar com a rebeldia dele e a sua forma natural que é meio liso-ondulado, grosso, cheio de frizz e volume de fazer inveja a um leão,. . . o que invariavelmente me leva ao penteado de "lavei-o mas não tive tempo de o arranjar" enrolado e apanhado numa pinça!
O meu cabelo faz parte da minha personalidade, porque eu gosto de o pentear e fazer coisas diferentes, mas também porque ele parece ter vida própria, começando obviamente no volume, passando pelas brancas que não param de aparecer (para meu desgosto) e terminando nos milhares de cabelos que tenho espalhados pela casa todos os dias!
Também tenho aquele corte de cabelo que sempre quis fazer, mas nunca me atrevi e já perguntei a meio mundo se acha que me fica bem, mas acabo por nunca fazer, ou porque não é a altura certa ou porque afinal no meu tipo de cabelo não fica bem.
Que é este, mas na minha cor natural, obviamente. (castanho quase preto)
Já o meu marido é aquele tipo do homem que mantém o cabelo sempre curto, o que é bom, pois o cabelo dele é um encaracolado cerrado daqueles que crescem tipo "capacete", e já seja eu em casa (nunca fica bem) ou no barbeiro da esquina, tem que ser cortado de 2 em 2 ou no máximo 3 em 3 meses, mas é também de uma cor castanho-escuro.
Ora toda esta junção sempre me fez temer o tipo de cabelo que iriam ter os nossos filhos, "pobres criaturas"!
A sorte do nosso filho é como diz o meu pai: "Foi trocado na maternidade!" e não sai aos pais, no seu cabelinho liso com atitude, fininho e de um castanho claro, que parece dourado ao sol (olhos de mãe). Não sei onde o foi buscar, mas se decidirmos ter mais filhos, espero que conheçam o mesmo lugar onde ir buscar!
O meu cabelo faz parte da minha personalidade, porque eu gosto de o pentear e fazer coisas diferentes, mas também porque ele parece ter vida própria, começando obviamente no volume, passando pelas brancas que não param de aparecer (para meu desgosto) e terminando nos milhares de cabelos que tenho espalhados pela casa todos os dias!
Também tenho aquele corte de cabelo que sempre quis fazer, mas nunca me atrevi e já perguntei a meio mundo se acha que me fica bem, mas acabo por nunca fazer, ou porque não é a altura certa ou porque afinal no meu tipo de cabelo não fica bem.
Que é este, mas na minha cor natural, obviamente. (castanho quase preto)
Já o meu marido é aquele tipo do homem que mantém o cabelo sempre curto, o que é bom, pois o cabelo dele é um encaracolado cerrado daqueles que crescem tipo "capacete", e já seja eu em casa (nunca fica bem) ou no barbeiro da esquina, tem que ser cortado de 2 em 2 ou no máximo 3 em 3 meses, mas é também de uma cor castanho-escuro.
Ora toda esta junção sempre me fez temer o tipo de cabelo que iriam ter os nossos filhos, "pobres criaturas"!
A sorte do nosso filho é como diz o meu pai: "Foi trocado na maternidade!" e não sai aos pais, no seu cabelinho liso com atitude, fininho e de um castanho claro, que parece dourado ao sol (olhos de mãe). Não sei onde o foi buscar, mas se decidirmos ter mais filhos, espero que conheçam o mesmo lugar onde ir buscar!
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Social network junkies
Sendo muito honesta: detesto redes sociais!
É um tanto ou quanto forte, mas não deixa de ser uma opinião.
Por uns tempos gostei, ou deixei de detestar, era giro, tenho muita família fora de Portugal, dava para ir falando e sabendo uns dos outros, mas as pessoas são "coscuvilheiras", pensam sempre o pior, gostam de mandar indirectas, etc. E acabam por estragar a experiência.
A verdade é que não foi por isso que deixei as redes sociais, mas foi algo de peso.
O que realmente me faz não gostar das redes sociais é o facto de substituir o contacto real entre as pessoas, se há coisa que me faz muita confusão é alguém que diz com todo o orgulho do mundo que tem 1001 amigos ou seguidores ou o que quer que seja, mas na realidade não conhece pessoalmente nem metade, e a metade que até conhece não vê ou fala pessoalmente há mais tempo do que recorda; ou aquela pessoa que fica muito feliz porque no aniversário recebeu 1001 mensagens de parabéns, é tão ilusório. Pois na realidade se calhar até passou o dia sozinha, e ninguém se lembrou de lhe dar um abraço, porque passa mais tempo nas redes sociais do que pessoalmente com os amigos ou a família!
Já não tenho Facebook (a única rede social que tinha) à mais de 1 ano, e honestamente é um alivio.
Mas sendo honesta também, no inicio sentia-me como um drogado a ressacar, em varias ocasiões pensei em abrir um novo, em conversas com amigos e conhecidos estava sempre super atenta aos comentários sobre o que se passava e o que tinham visto, quem tinha postado fotos novas, quando o meu marido estava no PC, olhava meio de lado a ver se apanhava alguma coisa, e eu até me considerava uma pessoa bastante despegada do FB, comparada com alguns conhecidos, não quero nem imaginar alguém cujo dia-a-dia depende do FB se o deixasse, teria que tomar ansiolíticos nos primeiros tempos.
O único que agora me incomoda, é o facto de me sentir "fora de contexto" em algumas situações e ficar por alguns segundos com a ideia que algo me escapou, quando chego à conclusão que o problema não é meu.
Nem tudo é mau, no meio profissional acho as redes sociais uma grande vantagem e ajuda, para empregados e empregadores, e se tivesse uma profissão "séria" (aparte de ser mãe) teria com certeza um perfil profissional, ou mesmo agora depois de ter criado o blog, pensei em fazer um perfil ligado, para ter mais visibilidade, mas é algo que ainda não decidi. Quero evitar uma recaída . . .
Passem lá uma semaninha sem ir a nenhuma rede social e depois venham-me dizer como está a correr a ressaca!
É um tanto ou quanto forte, mas não deixa de ser uma opinião.
Por uns tempos gostei, ou deixei de detestar, era giro, tenho muita família fora de Portugal, dava para ir falando e sabendo uns dos outros, mas as pessoas são "coscuvilheiras", pensam sempre o pior, gostam de mandar indirectas, etc. E acabam por estragar a experiência.
A verdade é que não foi por isso que deixei as redes sociais, mas foi algo de peso.
O que realmente me faz não gostar das redes sociais é o facto de substituir o contacto real entre as pessoas, se há coisa que me faz muita confusão é alguém que diz com todo o orgulho do mundo que tem 1001 amigos ou seguidores ou o que quer que seja, mas na realidade não conhece pessoalmente nem metade, e a metade que até conhece não vê ou fala pessoalmente há mais tempo do que recorda; ou aquela pessoa que fica muito feliz porque no aniversário recebeu 1001 mensagens de parabéns, é tão ilusório. Pois na realidade se calhar até passou o dia sozinha, e ninguém se lembrou de lhe dar um abraço, porque passa mais tempo nas redes sociais do que pessoalmente com os amigos ou a família!
Já não tenho Facebook (a única rede social que tinha) à mais de 1 ano, e honestamente é um alivio.
Mas sendo honesta também, no inicio sentia-me como um drogado a ressacar, em varias ocasiões pensei em abrir um novo, em conversas com amigos e conhecidos estava sempre super atenta aos comentários sobre o que se passava e o que tinham visto, quem tinha postado fotos novas, quando o meu marido estava no PC, olhava meio de lado a ver se apanhava alguma coisa, e eu até me considerava uma pessoa bastante despegada do FB, comparada com alguns conhecidos, não quero nem imaginar alguém cujo dia-a-dia depende do FB se o deixasse, teria que tomar ansiolíticos nos primeiros tempos.
O único que agora me incomoda, é o facto de me sentir "fora de contexto" em algumas situações e ficar por alguns segundos com a ideia que algo me escapou, quando chego à conclusão que o problema não é meu.
Nem tudo é mau, no meio profissional acho as redes sociais uma grande vantagem e ajuda, para empregados e empregadores, e se tivesse uma profissão "séria" (aparte de ser mãe) teria com certeza um perfil profissional, ou mesmo agora depois de ter criado o blog, pensei em fazer um perfil ligado, para ter mais visibilidade, mas é algo que ainda não decidi. Quero evitar uma recaída . . .
Passem lá uma semaninha sem ir a nenhuma rede social e depois venham-me dizer como está a correr a ressaca!
terça-feira, 14 de abril de 2015
Gravidez e maternidade
São dois temas que me apaixonam. E como é óbvio tenho as minhas opiniões, que como é óbvio também, já mudaram varias vezes, porque nem tudo é como pensamos que é!
Não quero parecer simplista, mas na verdade sou, e o mais importante na minha vida é ser mãe (e mulher). Nunca tive sonhos de ter esta ou aquela profissão, mas sempre quis ser mãe (✓check) e ter um casamento feliz (✓check)!
Não só queria ser mãe, pois acho que para ser "mãe" não está ligado ao facto de passar por uma gravidez, passar por um parto não faz uma mãe no verdadeiro sentido da palavra, uma mãe vem depois. Mas para mim era importante a fase da gravidez, queria ter essa experiência, e não me desiludi. Foi tudo o que eu queria e pensava que seria, claro que é difícil, e muitas coisas não é o mar de rosas que fazem parecer, e por isso as opiniões mudam.
Mas se há algo que reflecte as minhas opiniões, no que respeita a gravidez e maternidade, é que tenho opiniões muito convictas (mesmo que eventualmente mudem), mas que se aplicam a mim, quero dizer, por exemplo, não estou de acordo com o aborto, mas a verdade é que nunca passei por uma situação onde tivesse que decidir se essa era uma opção, por isso não posso aplicar as minhas opiniões às outras mulheres. E mesmo assim a minha opinião divide-se nesta questão. Uma mulher que aborta porque engravidou e não estava a contar com isso, "não é uma boa altura", isso para mim estaria totalmente fora de questão, nunca o faria e não estou de acordo, mas cada um sabe de si e tem que viver com as suas decisões, o único que digo é: não queria engravidar, tivesse pensado nisso antes!
Agora uma mulher que engravida, que deseja esse filho mas este tem uma doença que pode ou não ser compatível com a vida, mas que vai com certeza afectar a qualidade de vida dessa criança, neste caso já não sei, não passei por isso (nem quero), se uma mulher decide ter um filho assim ou decide abortar, não posso julgar nem sequer formar uma opinião. Por isso as minhas opiniões só se aplicam a mim, volto a dizer cada um sabe de si, e do que é capaz.
Ainda na parte da gravidez, ou mais bem no parto, sempre achei que o parto deve ser o mais natural possível (infelizmente o meu não foi, não estava bem informada), mas porque eu quero, porque acho que é o mais certo e o mais bonito e é o que me chama a atenção, mas se alguém acha que não consegue passar por um parto e quer agendar uma cesariana, (não estou de acordo, e realmente acho errado por motivos que não sejam o risco para a mãe ou o bebe), mas não julgo, novamente, cada um sabe de si.
As minhas opiniões aplicam-se a mim, e isto confunde as pessoas, dizem que sou fundamentalista (se calhar sou), mas o facto de ter opiniões e aplica-las a mim e mesmo não estando de acordo com certas opções que os outros tomam, não quer dizer que todos tenham que fazer como eu. Não vou falar mal ou mesmo deixar de falar com alguém que gosto porque escolheu algo que eu não escolheria, mas posso discordar!
Outra coisa que acho muito importante é a amamentação, não entendo quem não o faz por opção, mas o facto de eu não entender e ter a minha opinião, não tira o direito que tem qualquer outra mulher de não amamentar. E devo dizer que no meu caso não foi fácil, novamente não estava bem informada, e no inicio fui apanhada de surpresa.
Nestes temas há muito para dizer, e muito para contar. Um dia destes tiro tempo para fazer um post com as minhas experiências, não porque sejam dignas de serem contadas, mas porque gosto de fazê-lo.
Não quero parecer simplista, mas na verdade sou, e o mais importante na minha vida é ser mãe (e mulher). Nunca tive sonhos de ter esta ou aquela profissão, mas sempre quis ser mãe (✓check) e ter um casamento feliz (✓check)!
Não só queria ser mãe, pois acho que para ser "mãe" não está ligado ao facto de passar por uma gravidez, passar por um parto não faz uma mãe no verdadeiro sentido da palavra, uma mãe vem depois. Mas para mim era importante a fase da gravidez, queria ter essa experiência, e não me desiludi. Foi tudo o que eu queria e pensava que seria, claro que é difícil, e muitas coisas não é o mar de rosas que fazem parecer, e por isso as opiniões mudam.
Mas se há algo que reflecte as minhas opiniões, no que respeita a gravidez e maternidade, é que tenho opiniões muito convictas (mesmo que eventualmente mudem), mas que se aplicam a mim, quero dizer, por exemplo, não estou de acordo com o aborto, mas a verdade é que nunca passei por uma situação onde tivesse que decidir se essa era uma opção, por isso não posso aplicar as minhas opiniões às outras mulheres. E mesmo assim a minha opinião divide-se nesta questão. Uma mulher que aborta porque engravidou e não estava a contar com isso, "não é uma boa altura", isso para mim estaria totalmente fora de questão, nunca o faria e não estou de acordo, mas cada um sabe de si e tem que viver com as suas decisões, o único que digo é: não queria engravidar, tivesse pensado nisso antes!
Agora uma mulher que engravida, que deseja esse filho mas este tem uma doença que pode ou não ser compatível com a vida, mas que vai com certeza afectar a qualidade de vida dessa criança, neste caso já não sei, não passei por isso (nem quero), se uma mulher decide ter um filho assim ou decide abortar, não posso julgar nem sequer formar uma opinião. Por isso as minhas opiniões só se aplicam a mim, volto a dizer cada um sabe de si, e do que é capaz.
Ainda na parte da gravidez, ou mais bem no parto, sempre achei que o parto deve ser o mais natural possível (infelizmente o meu não foi, não estava bem informada), mas porque eu quero, porque acho que é o mais certo e o mais bonito e é o que me chama a atenção, mas se alguém acha que não consegue passar por um parto e quer agendar uma cesariana, (não estou de acordo, e realmente acho errado por motivos que não sejam o risco para a mãe ou o bebe), mas não julgo, novamente, cada um sabe de si.
As minhas opiniões aplicam-se a mim, e isto confunde as pessoas, dizem que sou fundamentalista (se calhar sou), mas o facto de ter opiniões e aplica-las a mim e mesmo não estando de acordo com certas opções que os outros tomam, não quer dizer que todos tenham que fazer como eu. Não vou falar mal ou mesmo deixar de falar com alguém que gosto porque escolheu algo que eu não escolheria, mas posso discordar!
Outra coisa que acho muito importante é a amamentação, não entendo quem não o faz por opção, mas o facto de eu não entender e ter a minha opinião, não tira o direito que tem qualquer outra mulher de não amamentar. E devo dizer que no meu caso não foi fácil, novamente não estava bem informada, e no inicio fui apanhada de surpresa.
Nestes temas há muito para dizer, e muito para contar. Um dia destes tiro tempo para fazer um post com as minhas experiências, não porque sejam dignas de serem contadas, mas porque gosto de fazê-lo.
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Coincidências!?
Não acredito nelas!
Amor à primeira vista, também não!
Mas acredito na minha história de amor, e é a mais bonita que conheço, mas não há coincidências.
Esta história começou à muitos anos, com dois irmãos, um rapaz e uma rapariga. Eram amigos, e brincavam juntos. Quando o rapaz entrou para a primeira classe, fez amigos novos, e um melhor amigo, a irmã apesar de mais velha não achou grande piada, pois o melhor amigo substituiu-a em algumas brincadeiras, então este não era a pessoa preferida da irmã.
Ao longo de 4 anos a amizade do irmão com o melhor amigo, manteve-se, como crianças que eram, inocentes e sem complicações. Mas a vida é complicada, ou mais bem, os adultos complicam-na, e os irmãos foram morar com a mãe para o outro lado do mundo, e durante 11 anos viveram noutro país, com Lisboa e Portugal sempre na memoria e no coração, e o português sempre como a sua língua.
Mas a irmã não queria Portugal apenas na memoria, queria voltar, queria ser portuguesa todos os dias, e voltou, para passar dois meses . . . mas ao fim de um mês . . .
. . . o dia mais triste chegou, e o irmão, que naqueles 11 anos se tinha transformado no melhor amigo, mas também havia alturas em que era pai, outros em que era filho e outros em que era apenas irmão . . . foi embora . . . deixou a única vida que mãe e irmã conheciam.
O mundo não acabou, e por isso a irmã que queria viver em Portugal, ficou em Portugal, mas foi mal falada, por não ter estado, por não ter voltado por quem não entendia nem sabia o que lhe ia no coração . . . não era só o querer ficar, era o medo de voltar, o vazio de um lugar que nunca mais seria o mesmo, por isso ficou, e porque a única pessoa que tinha que entender, entendeu e aceitou.
Os dois anos seguintes, foram diferentes, a irmã que já não tinha irmão procurou, tentou preencher um vazio, mas andou perdida, fugiu, fez asneiras, encontrou aventuras, conheceu pessoas, continuou a procurar, teve medo, riu, entrou em pânico, visitou lugares, teve esperança e continuou sempre a procurar.
E um dia quis acreditar e decidiu visitar uma igreja, uma em particular, para pedir, para tentar preencher um vazio não com o mesmo conteúdo, mas um igualmente importante.
Foi um dia do inicio de Dezembro, um agradável até, não tinha bem a certeza onde ficava a igreja, tinha uma ideia e foi andando, mas no caminho cruzou-se com um "melhor amigo" de muito atrás, um que realmente não gostava muito, até porque não era o seu melhor amigo, mas qualquer ligação ao irmão que já não estava, ajudava a minorar o vazio.
Mas o melhor amigo teve capacidade de preencher o vazio, por mérito próprio e não só por associação. Transformou-se no melhor amigo da irmã, por força da persistência, mas a irmã não queria aceitar e insistia em continuar a vê-lo como o menino de 10 anos que lhe "roubava" o irmão. Até ao primeiro dia do ano seguinte, o primeiro duma relação, mas não o primeiro desta história de amor, pois esse já tinha sido à muitos anos, mesmo que ninguém soubesse. A irmã aceitou, aceitou que o irmão não ia voltar, aceitou que nem sempre as coisas são como pensávamos que deviam ser, aceitou que o melhor amigo já não tinha 10 anos e podia ser muito mais, mas sem nunca deixar de ser "o" melhor amigo. E apesar de todas as duvidas e arrependimentos, uma que nunca lhe pesará é: "será que o irmão teria gostado dele?"
Não acredito nas coincidência, nem no amor à primeira vista, acredito que há coisas: "meant to be"!
É daquelas opiniões que não fui eu que formei, formaram-na por mim!
Amor à primeira vista, também não!
Mas acredito na minha história de amor, e é a mais bonita que conheço, mas não há coincidências.
Esta história começou à muitos anos, com dois irmãos, um rapaz e uma rapariga. Eram amigos, e brincavam juntos. Quando o rapaz entrou para a primeira classe, fez amigos novos, e um melhor amigo, a irmã apesar de mais velha não achou grande piada, pois o melhor amigo substituiu-a em algumas brincadeiras, então este não era a pessoa preferida da irmã.
Ao longo de 4 anos a amizade do irmão com o melhor amigo, manteve-se, como crianças que eram, inocentes e sem complicações. Mas a vida é complicada, ou mais bem, os adultos complicam-na, e os irmãos foram morar com a mãe para o outro lado do mundo, e durante 11 anos viveram noutro país, com Lisboa e Portugal sempre na memoria e no coração, e o português sempre como a sua língua.
Mas a irmã não queria Portugal apenas na memoria, queria voltar, queria ser portuguesa todos os dias, e voltou, para passar dois meses . . . mas ao fim de um mês . . .
. . . o dia mais triste chegou, e o irmão, que naqueles 11 anos se tinha transformado no melhor amigo, mas também havia alturas em que era pai, outros em que era filho e outros em que era apenas irmão . . . foi embora . . . deixou a única vida que mãe e irmã conheciam.
O mundo não acabou, e por isso a irmã que queria viver em Portugal, ficou em Portugal, mas foi mal falada, por não ter estado, por não ter voltado por quem não entendia nem sabia o que lhe ia no coração . . . não era só o querer ficar, era o medo de voltar, o vazio de um lugar que nunca mais seria o mesmo, por isso ficou, e porque a única pessoa que tinha que entender, entendeu e aceitou.
Os dois anos seguintes, foram diferentes, a irmã que já não tinha irmão procurou, tentou preencher um vazio, mas andou perdida, fugiu, fez asneiras, encontrou aventuras, conheceu pessoas, continuou a procurar, teve medo, riu, entrou em pânico, visitou lugares, teve esperança e continuou sempre a procurar.
E um dia quis acreditar e decidiu visitar uma igreja, uma em particular, para pedir, para tentar preencher um vazio não com o mesmo conteúdo, mas um igualmente importante.
Foi um dia do inicio de Dezembro, um agradável até, não tinha bem a certeza onde ficava a igreja, tinha uma ideia e foi andando, mas no caminho cruzou-se com um "melhor amigo" de muito atrás, um que realmente não gostava muito, até porque não era o seu melhor amigo, mas qualquer ligação ao irmão que já não estava, ajudava a minorar o vazio.
Mas o melhor amigo teve capacidade de preencher o vazio, por mérito próprio e não só por associação. Transformou-se no melhor amigo da irmã, por força da persistência, mas a irmã não queria aceitar e insistia em continuar a vê-lo como o menino de 10 anos que lhe "roubava" o irmão. Até ao primeiro dia do ano seguinte, o primeiro duma relação, mas não o primeiro desta história de amor, pois esse já tinha sido à muitos anos, mesmo que ninguém soubesse. A irmã aceitou, aceitou que o irmão não ia voltar, aceitou que nem sempre as coisas são como pensávamos que deviam ser, aceitou que o melhor amigo já não tinha 10 anos e podia ser muito mais, mas sem nunca deixar de ser "o" melhor amigo. E apesar de todas as duvidas e arrependimentos, uma que nunca lhe pesará é: "será que o irmão teria gostado dele?"
Não acredito nas coincidência, nem no amor à primeira vista, acredito que há coisas: "meant to be"!
É daquelas opiniões que não fui eu que formei, formaram-na por mim!
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Cuidado, novata ao volante!
Por fim tive coragem para tirar a carta, é algo que queria à muito tempo, mas tinha medo. (aproveitei uma promoção).
O código já foi, apenas falhei uma pergunta e apesar de que estava nervosa, sempre achei que o código era bem mais fácil que a condução (pelo menos para mim) e não estava enganada.
As aulas de condução não têm corrido tão mal como pensei, não tenho sentido medo, mas fico muito tensa e tão nervosa, que ao fim de 50 minutos de aula, estou exausta!
A pior parte é sentir-me como uma "atrasada mental" quando nem sequer consigo abrir a janela com o carro em andamento! A minha instrutora repete as coisas 30 vezes e mesmo assim, parece que me entra por um ouvido e sai pelo outro e na manobra para estacionar quase sinto que me está a falar em chinês!
Tenho perguntado a meio mundo como se sentiram quando estavam a tirar a carta (sendo que a maioria não sabe que eu a estou a tirar, não quero a pressão da constante pergunta: "Então, já está?"), e quero tentar perceber se é um problema meu, ou se é algo comum. O que me faz certa confusão, é ver pessoas (que me desculpem) que não considero muito inteligentes a conduzir como se fosse a coisa mais fácil do mundo. No entanto não me chateia nem atrapalha o facto de outros condutores olharem para mim, ou quererem ultrapassar-me, entendo que não queiram andar a 30, numa zona cujo limite de velocidade é 50 mas onde costumam andar a 70!
Algumas situações que sim me atrapalham:
Para parar o carro num sinal luminoso ou passadeira:
- Carrego na embraiagem e esqueço-me do travão.
- Carrego no travão como se a minha vida dependesse disso! (a 25km/h e consegui fazer os pneus chiar!!)
Para arrancar numa subida:
- Tiro o pé da embraiagem e esqueço-me de acelerar!
- Tiro o pé do travão e lá vai o carro para trás!
- Acelero sem tirar o pé da embraiagem
Para pôr as mudanças:
- Tenho que olhar para a estrada e ponho uma primeira em vez da pretendida terceira! (epa que som mais estranho que o carro está a fazer!)
- Tiro os olhos da estrada para ver qual mudança pôr, viro o volante para a direita!
Mas a minha parte preferida é sem duvida o facto de toda a gente constantemente fazer contra-ordenações!
Alguém que está a tirar a carta:
- tem que parar num amarelo, coisa que nunca vi ninguém a fazer! (e se um condutor o fizer, quem vier atrás vai apitar)
- tem que esperar numa passadeira de 12 metros que o peão chegue ao outro lado!
- tem que deixar o carro estacionado paralelo ao passeio sem nenhuma roda a tocar no passeio, muito menos em cima dele!
- tem que sinalizar todas as mudanças de direcção e mais alguma!
- tem andar dentro dos limites de velocidade! (coisa que parece ser apenas de referencia para os outros condutores e não de obrigatoriedade)
Isto faz muita confusão, coisas que uma pessoa vê os outros sempre a fazer, e constantemente recordar que não as devemos fazer.
Não tenho sonhos de condutora de formula 1 muito menos de drifting, provavelmente ficarei pelo de condutora de "fim-de-semana"! Mas é algo que quero, preciso e a verdade é que estou a gostar . . . até ao dia do exame!
O código já foi, apenas falhei uma pergunta e apesar de que estava nervosa, sempre achei que o código era bem mais fácil que a condução (pelo menos para mim) e não estava enganada.
As aulas de condução não têm corrido tão mal como pensei, não tenho sentido medo, mas fico muito tensa e tão nervosa, que ao fim de 50 minutos de aula, estou exausta!
A pior parte é sentir-me como uma "atrasada mental" quando nem sequer consigo abrir a janela com o carro em andamento! A minha instrutora repete as coisas 30 vezes e mesmo assim, parece que me entra por um ouvido e sai pelo outro e na manobra para estacionar quase sinto que me está a falar em chinês!
Tenho perguntado a meio mundo como se sentiram quando estavam a tirar a carta (sendo que a maioria não sabe que eu a estou a tirar, não quero a pressão da constante pergunta: "Então, já está?"), e quero tentar perceber se é um problema meu, ou se é algo comum. O que me faz certa confusão, é ver pessoas (que me desculpem) que não considero muito inteligentes a conduzir como se fosse a coisa mais fácil do mundo. No entanto não me chateia nem atrapalha o facto de outros condutores olharem para mim, ou quererem ultrapassar-me, entendo que não queiram andar a 30, numa zona cujo limite de velocidade é 50 mas onde costumam andar a 70!
Algumas situações que sim me atrapalham:
Para parar o carro num sinal luminoso ou passadeira:
- Carrego na embraiagem e esqueço-me do travão.
- Carrego no travão como se a minha vida dependesse disso! (a 25km/h e consegui fazer os pneus chiar!!)
Para arrancar numa subida:
- Tiro o pé da embraiagem e esqueço-me de acelerar!
- Tiro o pé do travão e lá vai o carro para trás!
- Acelero sem tirar o pé da embraiagem
Para pôr as mudanças:
- Tenho que olhar para a estrada e ponho uma primeira em vez da pretendida terceira! (epa que som mais estranho que o carro está a fazer!)
- Tiro os olhos da estrada para ver qual mudança pôr, viro o volante para a direita!
Mas a minha parte preferida é sem duvida o facto de toda a gente constantemente fazer contra-ordenações!
Alguém que está a tirar a carta:
- tem que parar num amarelo, coisa que nunca vi ninguém a fazer! (e se um condutor o fizer, quem vier atrás vai apitar)
- tem que esperar numa passadeira de 12 metros que o peão chegue ao outro lado!
- tem que deixar o carro estacionado paralelo ao passeio sem nenhuma roda a tocar no passeio, muito menos em cima dele!
- tem que sinalizar todas as mudanças de direcção e mais alguma!
- tem andar dentro dos limites de velocidade! (coisa que parece ser apenas de referencia para os outros condutores e não de obrigatoriedade)
Isto faz muita confusão, coisas que uma pessoa vê os outros sempre a fazer, e constantemente recordar que não as devemos fazer.
Não tenho sonhos de condutora de formula 1 muito menos de drifting, provavelmente ficarei pelo de condutora de "fim-de-semana"! Mas é algo que quero, preciso e a verdade é que estou a gostar . . . até ao dia do exame!
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