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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Lidar com o "normal"!

O post de hoje, é com o intuito de partilhar uma experiencia de mãe e apesar de que não é muito comum, acontece. No meu caso já tinha ouvido falar, mas nunca tinha presenciado (antes de ser mãe).

O meu anjinho (que o continuará a ser enquanto eu assim o quiser chamar), tem tendência para fazer algo chamado apneia do choro, e é das coisas mais assustadores que um(a) pai/mãe pode assistir num filho.

Ocorrem em cerca de 4% das crianças com idade compreendida entre os 6 meses e os 4 anos, afetando meninos e meninas de igual forma. A frequência dos episódios é variável - desde crises ocasionais a vários episódios diários. Em 23% dos casos encontrou-se uma incidência familiar. (Guess who?)

Consistem numa sequência típica de eventos que se inicia de forma reflexa em resposta a um fator desencadeante, como medo, susto, frustração ou dor súbita, podendo levar à apneia (a criança deixa de respirar) e até mesmo perda de consciência. São involuntários, auto-limitados e habitualmente não provocam complicações graves.

Aparecem na internet bastantes informações, mas ler que algo é normal e não trás qualquer problema de saúde, não o faz mais fácil, penso que a partilha de experiencias e saber que há outros pais e crianças que também passam (passaram) pelo mesmo acaba por ser melhor.

Quando o meu filho tinha alguns meses de vida (não me recordo exactamente quanto, mas mais de 8 e menos de 12), fez pela primeira vez. Começou a chorar, muito provavelmente por ser contrariado em qualquer coisa, e em determinada altura parou de respirar, isto é, manteve o choro em "mute" mas sem entrada ou saída de ar, durante alguns segundos (que parecem intermináveis), começou a ficar roxo (por mais que tentássemos que voltasse a respirar) e acabou por desmaiar, momento no qual voltou a respirar normalmente e "acordou" logo a seguir, sem chorar, olhando para nós como se nada se tivesse passado. Toda a situação não deve ter durado mais que uns poucos minutos, bastante assustadores, devo dizer.

Por algum motivo que não sei explicar mantive a calma, no entanto não posso dizer o mesmo do pai do meu filho. Falámos com a médica que o segue no Centro de Saúde e também investiguei na internet, obtendo sempre a mesma resposta, de que não é perigoso para a saúde dele (apenas a saúde emocional dos pais). Até aos seus 2 anos aproximadamente voltou a fazer algumas vezes, sendo que apenas o fazia comigo ou com o pai, e consegui sempre manter a calma, algumas vezes conseguindo que recuperasse o fôlego, outras não.

Já não acontecia há quase dois anos. Há 2 noites, algum tempo depois de adormecer, começou a choramingar, fui ver e apesar de estar meio a dormir, percebi que estava aflito para fazer xixi (apesar de ter feito antes de se deitar), peguei nele ao colo, e levei-o à sanita (já tinha acontecido outras vezes, e ele não chega a acordar totalmente, parando de choramingar quando faz o xixi), mas em vez de acontecer como normalmente, começou a chorar mais, peguei nele novamente para perceber se havia algum problema e para acalmá-lo, e foi quando parou de respirar, e eu entrei num pânico estúpido que nunca me tinha acontecido, não me lembrei de lhe soprar na cara nem me lembrei que já não era a primeira vez e que não lhe acontece nada de mal. Só consegui ver a sua carinha cada vez mais roxa e parecia aflito por respirar. Até que tossiu duas vezes e recuperou o fôlego, olhou para mim de olhos muito abertos e fechou como se não tivesse acordado e adormeceu (ou continuou a dormir).
E eu fui devagarinho para a cama dele, sentei-me e fiquei a embala-lo (a ele e a mim) por uns bons 10 minutos sem o conseguir largar. Sabendo que estava tudo bem, mas a tremer e com um nó na garganta.
Nem sempre o saber que é "normal" nos permite lidar com as coisas, especialmente se dos nossos filhos se trata.



quinta-feira, 21 de abril de 2016

Hoje não quero tomar banho!!

Hoje, sem querer, deparei-me com um tema deveras interessante e estranhamente controverso.


O numero de banhos semanais que damos (devemos dar) aos nossos "piquenos".
Penso que este seja um daqueles temas que não entendo a controvérsia, pois depende de muita coisa, mas o banho diário religiosamente, aconteça-o-que-acontecer (mesmo-não-tendo-feito-a-ponta-de-um-corno-em-todo-o-dia), esteja-o-tempo-que-estiver, é algo que não practico e até acho que quem funciona desta forma deve ter algum desordem obsessivo-compulsivo.


Mas vamos por partes, um recém nascido, pelo que tenho investigado nem deve tomar banho de imersão nos primeiros dias de vida. Bebes nos primeiros meses, mais que tudo no inverno, mas não só, especialmente os que ainda não andam no chão, com tal que seja feita uma higiene adequada na muda das fraldas ou quando se sujam de comida, acho completamente desnecessário o banho diário, dia sim, dia não é mais do que suficiente, mas mesmo assim não tem que ser algo rígido, pois como já disse, depende de muita coisa, podendo ser necessário dar banho dois dias seguidos (ou até mais de um banho no mesmo dia) ou não dar dois dias seguidos.


Não estou a falar de pessoas adultas, especialmente as que têm trabalhos mais exigentes ou em lugares sujos ou malcheirosos. Nos adultos, cada um sabe de si, e mesmo assim, em determinadas situações não considero que seja necessário tomar banho todos os dias, temos que ter um bocadinho de sentido comum e perceber quando precisamos de um banho, ou quando não faz diferença não tomar, se não me sinto suja e não cheiro mal. Mas se por outro lado estou a precisar de um banho ou cheiro mal e prefiro "tomar banho" em perfume acho do pior que alguém pode fazer, não sou estricta, mas também não sou desleixada e se tem que ser (por muito que não apeteça) tem que ser.


O meu filho tem 3 anos (quase 4) e tem um problema que acho ser comum às crianças da sua idade, nunca quer tomar banho (e não gosta de lavar a cabeça), mas depois de convencido (ou forçado), diverte-se a tomar banho e às vezes nem sair quer. Não estou para me chatear nem entrar em modo "negociador" todos os dias. Como quase tudo na maternidade, cada criança, cada pai, cada relação é diferente, e temos que ser flexíveis, se ele adorasse tomar banho e eu tivesse todo o tempo do mundo talvez desse todos os dias, como não é assim e até nem considero o banho diário imprescindível, não dou.


Agora entrar em controvérsias e discussões existenciais porque eu não dou e o outro dá.
Por favor . . . .





terça-feira, 29 de março de 2016

Para o meu anjinho (que será sempre o meu anjinho).

És tudo o que sempre desejei num filho e ainda só tens 3 anos.


Sei que isto não devia fazer qualquer diferença porque sou tua mãe e serias lindo de qualquer maneira! Mas és o menino mais lindo que tenho o privilegio de conhecer, e sempre que olho para ti, já seja fisicamente ou em fotografia fico maravilhada com o lindo que és.
E mais que ficar chateada quando me perguntam se foste "trocado na maternidade", sinto orgulho em que sejas o meu menino lindo de olhos claros.
Fisicamente não és parecido a mim, mas no carácter és cabeça dura e chato como só eu posso ser.


Adoro a tua vozinha aguda mas tão doce, e perceber a cada dia que passa que estás mais crescido e sempre a aprender coisas novas.
Adoro ouvir o teu" Gosto muito de ti mãe", e os teus beijinhos babados, e abraços fortes.
Adoro ver o cuidado que tens com os animais, e como tratas e respeitas os nossos gatinhos.


Já caí tantas vezes no erro de me PREocupar por certas coisas, para depois perceber que só é preciso aceitar os tempos de cada um e tu tens os teus. Mas acho que é um erro comum nas mães, desculpa se sou chata.


Ainda não percebes destas coisas, mas pensando bem, nunca vais entender, porque és um rapaz, mas estar grávida de ti foi a época mais feliz da minha vida até agora, e não trocaria esses meses por nada, mesmo com todas as dificuldades.
O teu nascimento não foi bem o que eu desejava, mas dado o que sabia na altura, foi o mais perfeito que podia ser.
Foste um filho desejado e planeado, mas mesmo assim nunca me senti preparada nem apta para ser mãe, cometo erros a torto e a direito, mas tento aprender e dar-te o melhor de mim.


Quero ser para ti tudo o que uma mãe deve ser para um filho, e muito muito mais.
Quero ser tua mãe quando precises que o seja, mas também quero ser tua amiga, e espero saber reconhecer as alturas para cada uma.


Desculpa se não brinco o suficiente contigo, se (quando) perco a paciência facilmente, se (quando) grito contigo.
Tento todos os dias dar-te o melhor exemplo e mudar as minhas atitudes menos maternais.


Adoro ver a tua alegria quando vamos ao parque, e os nomes que das aos parques que costumamos ir: o parque de tantos escorregas, o parque das pedras, a piscina de bolas, o parque do tio, o parque de dois escorregas e o nosso parque.
A tua criatividade para inventar histórias e inventar letras para as músicas que conheces é algo que vai além da minha compreensão.


Desculpa ter que fazer coisas que não gostas ou não queres, como deixar-te na escola quando não queres ir (é das coisas mais difíceis que tenho que fazer), obrigar-te a tomar os remédios quando não gostas, tirar-te do parque ou da piscina quando não queres ir embora, etc, sei que agora não entendes os meus motivos, espero que um dia entendas.


Quero dar-te o melhor de mim, para que sejas o melhor e o mais feliz que podes ser.
O TEU melhor será sempre suficiente, não preciso que sejas o melhor, apenas que dês o teu melhor e só te posso pedir isso, se eu te der o meu.


Da mãe para o anjinho Gabriel, hoje e sempre.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Se formos todos, vamos parecer muitos!

O titulo é na brincadeira mas, para mim o tema é muito sério.
Estou a falar na licença de maternidade actualmente em Portugal, a qual, devo dizer, é miserável.
Já o disse antes aqui e volto a dizer, não estou de acordo com que se deixe bebes tão pequenos, como 4 ou 5 meses, em creches/berçários. Mas infelizmente é assim, porque a isso somos obrigadas.


Um país como o nosso, que se diz muito preocupado pela baixa natalidade, e que pede às mulheres (casais) jovens que tenham filhos, mas que não lhes permite estar com eles (filhos), é um pouco contraditório.


Até um ano atrás, aproximadamente, estava convencida que por esta altura estaria a pensar em ter outro filho (e num lugar remoto bem dentro de mim, a vontade está lá), mas não me sinto capaz, não me sinto capaz de ter um bebe para ter que o abandonar numa creche aos 4 meses.


(Info.: Actualmente em Portugal existem varias formas de gozar a licença parental, as quais são:
- 4 meses: que é paga a 100% (do ordenado bruto dos 6 meses anteriores)
- 5 meses: que é paga a 80%
- 4 meses a mãe + 1 mês o pai: que é paga a 83%
Existe também a Licença Parental alargada que tem a duração de 3 meses, juntando às opções anteriormente descritas e que é paga a (pasmem-se) 25%, o que significa uma miserável miséria tendo em conta os ordenados praticados em Portugal).


Então, como dizia, nunca nesta vida iria conseguir eu deixar um bebe meu, quase recém nascido (que segundo a OMS ainda deve ser alimentado a leite materno EXCLUSIVAMENTE até aos 6 meses), numa creche.
Na altura em que tive o meu filho, esta situação nunca me passou pela cabeça, e até achei normal que aos 4 meses  (ou 5, vá) tivesse que voltar ao trabalho.
Mas FELIZMENTE (e não pensaria nunca de outra forma) fiquei desempregada 11 dias depois do meu menino nascer, o qual permitiu que eu pudesse ficar com ele até aos 10 meses (que na verdade, continua a ser pouco tempo).
Agora que já sei como é um bebe de 4 meses e que me conheço melhor, seria algo impensável para mim, e enquanto as leis em Portugal não mudarem, não tomarei a iniciativa de ter outro filho (por mais que a vontade esteja cá).


Além disso, como já mencionei, a OMS recomenda que um bebe seja alimentado a leite materno, em exclusivo até aos 6 meses, (o meu foi até aos 5 meses e meio), sendo que a licença de maternidade é menos que 6 meses, a grande maioria das mães tem que introduzir o leite adaptado antes do tempo, pois não conseguem guardar leite materno suficiente, para que seja dado ao bebe na sua ausência.
Eu por exemplo sempre tive suficiente leite para alimentar o meu filho, como disse 5 meses e meio em exclusivo e depois até aos 11 meses, mas nunca consegui tirar o suficiente com a bomba para guardar.


Por este motivo, peço a todos os que quiserem para assinar esta petição, a qual já foi enviada para a Assembleia, mas que é possível continuar a assinar, pois ainda não foi para apreciação.
Infelizmente não fui eu que tomei esta iniciativa, mas assinei e tenho seguido desde o inicio; admiro a determinação de quem o fez, e espero que este post (como modo de apoio) permita um resultado positivo.


Recordo igualmente que esta petição não é por mim, ou pela pessoa que teve a iniciativa, mas por todas as mães e em especial pelos bebes que serão muito beneficiados pelo tempo extra.


Obrigada



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Querido Pai Natal,

Como sabes não acredito em ti, e se a memoria não me engana, penso que nunca acreditei, talvez porque quando era pequena o dinheiro era pouco, e seria injusto acreditar, não é que fosse sempre uma boa menina, mas como sabemos nem sempre são os bons meninos que recebem mais ou as melhores prendas!
Não me sinto totalmente à vontade com incutir no meu filho a crença de que existes, não porque não tenha usado o método da "educação chantagista" com ele (come a sopa toda e depois dou-te uma bolacha, porta-te bem senão não recebes prendas) mas porque simplesmente não quero que ele pense que és uma pessoa de carne e osso que vem no Natal trazer prendas a quem se portou bem.


 No entanto acredito no espírito natalício, que se formos a ver talvez sejas à mesma tu (Pai Natal), mas com outro nome, e isso sim quero ensinar ao meu filho, porque apesar de que tem o nome "natalício" é algo que deve ficar dentro de nós, porque a generosidade, a alegria, o amor não é algo que apenas nos deve acompanhar no Natal. O espírito natalício é algo que faz de cada um de nós um Pai Natal para todos os outros, e isso sim é bonito, porque o Natal não é só o receber, mas mais que tudo o dar, claro que podem ser coisas (vamos lá admitir, todos gostamos de prendas) mas dar amor, dar alegria, dar companhia, dar afecto, dar tempo. Dar só por dar um objecto, sem alegria, sem um sorriso (nos lábios ou no olhar), sem um abraço, não tem o mesmo sabor, mesmo que seja algo caro.



Por isso Queridos Pais Natais pela família e amigos distribuídos, aviso que as senhas para oferecer comboios a um certo menino esgotaram, o Lego (duplo), os puzzles e livros serão igualmente bem recebidos; no entanto o realmente interessante seria receber um cartãozinho de uma qualquer instituição da vossa preferência dizendo: "O valor da sua prenda foi entregue nesta instituição" porque isso realmente é o que o Pai Natal devia fazer, dar a quem não tem, e não a quem tem a mais.



Feliz Natal a todos, desejo a todos o prazer de receber amor, paz e saúde (que cliché), mas especialmente que o consigam dar a quem merece e precisa. E especialmente que vos acompanhe durante o resto do ano, a capacidade de dar, claro está!


Assinado,
A mãe do Gabriel

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

The monster family goes out!


Isto das alergias tem muito que se lhe diga, e ainda mais se os filhos recebem esta herança.

Como já tinha falado num post anterior (aqui) tenho um problema de pele que muito provavelmente está relacionado com alguma alergia (ainda não descoberta) e que se manifesta em eczema em varias zonas do corpo mas principalmente na cara (e nunca esteve tão mal), e o facto de ter rinite alérgica, só dá mais força à teoria da alergia a alguma coisa.

Outra das alergias e que passei ao meu filho foi a de fazer reacção às picadas de certos insectos. Que se manifesta em mim com inchaço, a zona fica dura, quente, vermelha e muita comichão ou às vezes de uma só picada aparecem varias. No meu filho também com inchaço, bolhas com "aguadilha" comichão, vermelhidão, e também mais picadas.

Já no verão, estivemos uns dias no Algarve e logo no primeiro dia picaram o meu menino num olho, passou uns dois dias com ele inchado, e no ultimo dia quando já quase não se notava o inchaço, picaram-lhe no outro, e ficou mais uns dias com outro inchaço. 

 Por isso, quem viu ontem na rua uma mulher com uma criança, deve ter pensado que eu me estava a transformar em Rodolfo a rena, do vermelha que tenho a cara entre o nariz, testa e bochechas, e o meu menino num unicórnio, pois foi picado no meio da testa e tinha lá um alto!

 Mas em todo caso se há altura para parecermos seres mitológicos ou fantasiosos deve ser o Natal.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

"O que é melhor para o meu filho"


Tomar decisões difíceis é coisa à qual a vida nunca me poupou, no entanto não quer dizer que seja fácil quando aparecem.
Qualquer que seja a decisão a tomar, nunca nos afecta só a nós mesmo, mesmo que diga respeito à nossa vida, afecta sempre quem nos rodeia. E penso que é um dos motivos que as faz difíceis, afectar os outros e não só a cada um.
Aceitar as decisões dos outros que nos afectam, pode ser mais difícil, que para o outro ter feito a sua escolha, ou perceber que mesmo que tomemos a nossa decisão o outro já tomou a sua, não faz a nossa menos difícil.
Pesar os prós e contras quando a nossa cabeça (ou coração) já escolheu, nem sempre é uma boa ideia.
E como dizem por aí, não tomar nenhuma decisão já por si é uma escolha, uma que muitas vezes preferimos por achar que o que realmente queremos não é possível, o que torna os nossos desejos efectivamente impossíveis.

 Mas na hora de decidir, e por muito que afecte os outros, a escolha será sempre a melhor para nós mesmos, pois é a lei da vida e da sobrevivência, e os únicos que merecem que o seu bem-estar seja posto em frente ao nosso são os filhos, os que ainda dependem de nós e das nossas decisões.

Posto isto, a única pergunta que devo responder antes de tomar decisões difíceis (talvez as torne mais fáceis) é:

 "O que é melhor para o meu filho" 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Uma noite daquelas!

Sei que tenho muita sorte ao dizer isto, mas o meu filho sempre me deu noites bem dormidas!
Desde os dois meses que dorme a noite toda, claro que se estiver doente ou alguma que outra noite por qualquer motivo, pode ter sido mais dificil, mas são raras.
Mas a noite passada foi uma daquelas para esquecer.
O adormecer é e sempre foi o mais complicado, mas com isso já conto. Ás vezes esqueço-me de lhe lavar os dentes antes de dormir, e é ele que pede, ainda não percebi se porque gosta, ou para atrasar a hora de ir dormir. Quando já está deitado, posso contar com ser chamada umas 4 ou 5 vezes, ou porque quer água/leite/sumo, ou quer ir fazer chichi, ou quer que me deite com ele, ou porque não lhe dei o panda para abraçar, ou porque já se destapou ou para perguntar o que estou a fazer ou o que se lembrar no momento.
Mas normalmente, mal adormece, posso fazer uma festa/rave em casa, que ele nem pestaneja.

Até à pouco tempo que dormia ainda no berço (cama de grades) e nunca sentimos necesidade de o trocar apesar de ter a cama de solteiro do pai no quarto dele, sempre pronta para ser utilizada. Á duas semanas começou a dormir na cama, porque ele pediu e achámos que era altura . . . não tem corrido lá muito bem . . . tem caido da cama quase todas as noites, o unico que ainda não fizemos foi comprar uma daquelas barreiras para evitar que ele caia, normalmente não se magoa, mas claro, assusta-se, apesar de tudo o voltar a adormecer não é dificil.

Passo a descrever a noite passada:
Depois do ritual normal para adormecer, estive a tratar de algumas coisas da casa, e ás 22H fui ver um pouco de TV, estive a ver uma serie até ás 23H mas mal me aguentava com os olhos abertos e logo que acabou fui me deitar.
Mal me deitei lembrei-me que não tinha posto o telefone a carregar nem tinha ido ao quarto dele ver se estava tudo bem, e sem sequer notar adormeci sem fazer nenhuma das coisas.
Ás 2H oiço um barulho e ele a chorar, fui logo ao quarto, estava no chão tinha os olhos fechados e agarrava a cabeça, peguei o ao colo, fiquei uns minutos e voltei a deitá-lo, e voltou a dormir sem problemas. Fui deitar-me novamente e voltei a adormecer mal fechei os olhos, nem meia hora passou, oiço-o chamar: Mãe!
Chamou mais duas ou três vezes, fui lá, queria sumo, ofereci água, mas não quis. Disse-lhe que era muito tarde e que tinha que dormir, aceitou. Voltei a adormecer.
Não sei quanto tempo depois volto a ouvir chamar: Mãe!
Fui lá, queria sumo, outra vez, ofereci água, não quis, pediu bolacha, disse-lhe que não era hora de comer bolacha, para dormir que de manhã lhe dava uma, aceitou. Voltei a adormecer.
Não sei quanto tempo depois volto a ouvir chamar: Mãe, água!
Fui lá, dei água e bebeu um golo bem pequenino. Chateei-me, disse que não podia ser, que tinha que dormir, e novamente lá aceitou.
Não sei quanto tempo depois, oiço alguém a tentar abrir a porta do quarto dele, mas como está estragada, não conseguiu, começou a chorar e a dizer: Mãe, já dormi.
Olho para o telemovel que já tinha posto a carregar e vejo 5:05 da manhã, quase que chorei. Estava tão cheia de sono, que mal conseguia abrir os olhos.
Fui ao quarto dele, peguei-o ao colo, ele parou de chorar e disse que se tinha magoado com a porta, e com um sorriso disse: Já dormi mãe!
Disse-lhe que tinha que dormir mais, levei-o à janela e disse que ainda era de noite.
Respondeu que queria dormir na cama da mãe e do pai, muito raramente dorme na nossa cama, e mesmo que lá adormeça, eu ponho-o na cama dele, por um motivo: não consigo dormir com ele, mexe-se muito e estou constantemente a acordar.
Disse-lhe que estava muito cansada e que não podia dormir comigo, insistiu, la o consegui convencer a dormir no quarto dele, mas preferiu dormir no berço (que ainda lá está montado), deitei-o, tapei-o, dei-lhe o panda e fui dormir. E voltei a adormecer com a mesma rapidez.
Ás 7H tocou o despertador, levantei-me tratei de mim e do nosso pequeno almoço, mas tudo mais lento do que o normal, já estava atrasada quando o fui acordar, qual não é o meu espanto ao pegar nele, que me apercebo que estava todo molhado de chichi (o qual só tinha acontecido duas vezes desde que tirou a fralda da noite). Lá o lavei, à pressa, vesti-o, também ele devia estar cansado, estava muito cooperativo e saímos.

No caminho para o trabalho, só consegui pensar a sorte que tenho de que estas noites sejam a excepção e não a regra!

PS.: Pai a fazer o turno da noite, não estava em casa.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Sou burra, mas sinto-me bem comigo mesma!


Ainda não percebi exactamente o que significa "inteligência emocional", por isso a inteligência normal também é algo que não me assiste completamente. Mas pelo que entendi, é algo de que careço completamente. Principalmente no que se refere ao meu filho.

Continua a ser ainda hoje aos seus 3 anos (está na creche desde os 10 meses) algo extremamente difícil para mim de gerir ter que deixa-lo quando ele não quer. O lado bom é que ele, a maior parte dos dias não chora ao ficar na creche (Jardim de Infância), e regra geral parece gostar, mas mesmo assim quando o acordo de manhã diz sempre que quer ficar em casa comigo e é uma luta (literalmente) para o vestir, e o caminho até à creche (que por sorte é curto) vai ao colo agarrado ao meu pescoço como se fosse passar um mês sem nos vermos (mas provavelmente porque vai cheio de sono). Isto é tão difícil hoje como no primeiro dia que o tive que deixar.

Há uns dias li a noticia da morte de um bebe de 4 meses numa creche, e o meu coração fica pequenino, e mais que pensar no meu filho, penso naquele que eu ainda gostava de ter e que vou muito provavelmente ter que deixar aos 4/5 meses numa creche.

E cada vez tenho mais certezas que o dia que estas coisas deixem de me afectar, e que tenha a tão falada "inteligência emocional" vai ser um dia muito triste, pois vou deixar de ser menos humana.

Por isso, agradeço a preocupação, mas prefiro continuar a ser burra . . .

 

. . . e retrógrada, e fundamentalista, e tudo o que vos vier à cabeça!

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

"No basta" (Not enough)


Há algum tempo, ou melhor, há já bastante tempo, penso que antes de estar casada, li um pequeno texto, daqueles lamechas que aparecem de vez em quando (todos os dias) nas redes sociais. Este texto falava da diferença entre uma família perder um pai e uma empresa perder um empregado, é daqueles textos que meio mundo faz "gosto" e comentam o muito que concordam com o texto, mas na realidade, todos esses gostos são fictícios, pois na vida de cada um, muito poucos são os que põem a família à frente do trabalho, do dinheiro, da carreira. Não digo que não gostem da família ou que não façam o que podem quando é mesmo necessário ou que até preferissem que fosse diferente, mas voltamos ao irritante "tem de ser e o tem de ser tem muita força", desculpem mas esta frase é o lema de quem está conformado com certas injustiças, que desistiram de tentar ter o melhor que a vida pode oferecer.  Pergunto me se realmente querem passar mais tempo com os filhos, a mulher, o marido, os netos, os pais, ou se na verdade preferem os trabalhos, as obrigações profissionais, as carreiras??

Tudo isto me causa uma profunda tristeza, primeiro porque acredito que a causa deste mundo tão fracturado se deva à falta de valores familiares, depois porque sei que quando chegarmos a velhos, os títulos, as conquistas profissionais não nos vão dar apoio, não nos vão fazer companhia, não nos vão dar pequenas alegrias do dia a dia.

Mas mais que ter tempo para estar com os pais, ou a/o mulher/marido, o realmente importante é ter tempo para os filhos. Já durante a minha gravidez dizia muito a frase: Não quero ter filhos para que sejam criados pelos outros" e esse continua a ser o meu lema.

O tempo que sou obrigada a dar para receber um ordenado, é algo que neste momento não é menos porque me é impossível, mas mais não dou porque, verdade seja dita, ninguém dá nada a ninguém, nem nós a eles nem eles a nós. Sou pessoa de exigir os meus direitos custe o que custar, e não entendo quem deixa que passem por cima dos seus direitos, seja por medo, ou qualquer outro motivo. Certas empresas actualmente, fazem o que querem, pois sabem que as pessoas têm medo, mas mesmo assim as pessoas reclamam mais o facto de não receberem o ordenado certo do que quando os fazem trabalhar mais tempo do que é legal e consta nos seus contratos.

Será que não entendem que o tempo a mais que dão às empresas (muitas vezes nem pago é) é tempo roubado às suas famílias? É mais importante reclamar o dinheiro que recebem a menos do que o tempo a menos que os seus filhos recebem? Porque é que reclamam com tanta facilidade o dinheiro a menos, mas não vejo ninguém a reclamar o tempo que perdem com a família? Querem mesmo estar com a família, ou é mais importante o dinheiro?

Isto entristece-me ainda mais quando nem sequer consigo fazer entender isto ao pai do meu filho!
O "tem de ser" só tem a força que nós lhe permitimos que tenha!

Se as meras palavras escritas (ditas) não fazem efeito, talvez as palavras cantadas façam!
Esta canção é das mais bonitas que conheço, não só pela melodia, mas principalmente pela letra, as palavras.



Mesmo que não falem espanhol, não é difícil de perceber se puserem atenção.
A canção é de um cantor venezuelano chamado Franco de Vita e chamasse "No basta"! Cuja tradução é: "Não é Suficiente".  


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Sociedade hipócrita

Tenho notado certos comentários, em relação à questão de pôr pessoas de idade nos lares, que não entendo completamente.

No geral é quase sempre mal visto o facto de um filh@ deixar um pai/mãe/avô/avó num lar, já seja que o visite de vez em quando ou que não vá lá mais.
No entanto quando um pai/mãe deixa um filh@ (bebes de 4/5 meses) numa creche é considerado muito normal e oiço o típico "tem de ser" seguido do "e o tem de ser tem muita força"!
Desculpem, mas acho que vai dar exactamente à mesma coisa, deixar alguém que temos ao nosso cuidado, porque o trabalho e o dinheiro são mais importantes.
Sei que estou a ser antiquada e fundamentalista, mas acho que temos que ser coerentes.
Deixar um bebe quase recém-nascido numa creche (nem vou falar de internatos com crianças antes dos 13/14 anos), é tão válido como deixar num lar uma pessoa de idade que já não pode tomar conta dela mesma. Quero dizer, deixar um bebe de 4 meses devia ser tão errado como pôr uma pessoa mais velha num lar e nunca mais lá voltar!
Não estou a criticar quem o faz, até porque eu fiz (o meu tinha 10 meses), estou a criticar as leis e regras que gerem certas sociedades (supostamente) evoluídas, que obrigam a que ambos membros de um casal sejam obrigados a trabalhar (muitas vezes horas a mais) para poder sobreviver!

"Make up your mind, people!" Ou está certo ou está errado, mas as duas coisas é que não pode ser!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Memorias de infância


Cada vez que vejo o meu filho tempos intermináveis a olhar para um ecrã seja de TV ou telemóvel*, ou que o vejo a brincar sozinho com os seus carros e legos no chão da sala, sinto uma estranha tristeza ou mais bem uma nostalgia, porque as minhas memorias de verdadeira felicidade na minha infância não incluem brinquedos nem coisas caras, incluem gargalhadas, aventuras, amoras silvestres, saltar na cama, castelos de cadeiras e lençóis, brincadeiras com os vizinhos na rua, estradas de terra no quintal, túneis de areia na praia e tantas outras coisas que o dinheiro não compra.

E quero, mais do que dar-lhe coisas, quero que tenha memorias felizes.

Quero dar-lhe cocegas e gargalhadas, quero dar-lhe amigos e irmãos (de sangue ou de coração), quero dar-lhe brincadeiras e "apanhadas" e "escondidas", quero ajuda-lo a contar as estrelas num céu estrelado numa noite escura, quero dar-lhe amoras silvestres que apanhamos e comemos rápido para que ninguém diga que é preciso lavar, quero dar-lhe caminhadas que se transformam em aventuras, quero dar-lhe memorias que valerão mil vezes mais que todos os brinquedos que o dinheiro possa comprar.

Quero dar-lhe tempo, o meu tempo para brincar, quero dar-lhe paciência, a minha, para o ensinar a brincar. Quero dar-lhe tudo o que eu tive, mais tudo o que ele merece.

Quero dar-lhe conversas de meia noite, e contar-lhe as minhas memorias.
Aquelas quase completamente preenchidas por alguém que não está cá, mas que faz tanto parte de mim e dele como fazem todas essas memorias.

Quero dar-lhe as minhas memorias para que ele possa fazer as dele, sabendo que não precisa de coisas para que sejam as mais felizes, apenas de amigos (irmãos), de vontade, de energia, de criatividade.

Quero dar-lhe tudo o que o dinheiro não compra, que não se rouba nem se estraga.

 

 

 * Em certas e determinadas alturas é a única forma de o manter sentado e quieto por mais do que dois segundos, especialmente em restaurantes e lugares públicos, e em todo caso a culpa é minha (e do pai) pois fomos nós que a isso o habituámos. Mas nos tempos que correm, ser criança é incomodar os outros. 

 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Homeopatia (continuação do post: Otites)


As primeiras duas semanas foram difíceis, primeiro porque os tratamentos com medicamentos homeopáticos têm que ser muito rigoroso no espaço de tempo entre tomas, depois porque não fazem efeito tão rápido como os medicamentos normais e por último porque não podem ter "ajuda" de outros medicamentos.
Eu, que tinha uma esperança, quase cega, que estes medicamentos iriam funcionar, consegui ter paciência e força de vontade para continuar e para lutar contra as constantes tentativas do pai para darmos os antibióticos e todos os medicamentos receitados no hospital. Foram duas semanas de muitas discussões e desacordos, e apesar de que somos os dois "cabeça dura até mais não", dessa vez consegui ser firme e manter o tratamento, até que começou a mostrar sinal de estar a resultar e as coisas acalmaram; não só para nós como pais e casal, mas para a saúde do anjinho.

Durante os seis meses das constantes otites, cada vez que vínhamos para casa com mais um antibiótico, eu pensava:
"Quando esta otite passar vou procurar um homeopata, para fazer algum tratamento de prevenção e reforço do sistema imunitário"
Mas mal melhorava eu esquecia o assunto e só me voltava a lembrar na seguinte ida ao hospital.
Teria sido melhor assim, não tinha havido discussões, o anjinho tinha sofrido menos com as dores e o mal-estar, mas não vale a pena chorar sobre o derramado, não tomei a decisão no momento certo, mas eventualmente tomei-a.

Teve 3 consultas com a homeopata, nada baratas, mas dinheiro muito bem gasto, não tenho qualquer arrependimento, apenas que devia ter ido antes. E lamento que não hajam homeopatas nos hospitais e centros de saúde, pois nem sempre a medicina ocidental tem as respostas que procuramos.
Tive muita sorte, pois um dos meus medos era pagar e não ter a ajuda necessária, mas tal não aconteceu, a homeopata foi mais do que 5 estrelas, e estava sempre disponível por telefone ou até sms a qualquer dia da semana.

Hoje em dia, um ano e meio depois da ultima otite, de vez em quando continua a tomar os medicamentos, logo que começa a ficar com tosses.
Não voltámos a ir ás urgências do hospital nem teve mais otites, nunca mais tomou um antibiótico e o vocabulário melhorou mal começou a tomar a medicação (porque melhorou a audição).

Temos consultas regulares com a Otorrino, para ver se está tudo bem e se não ficou com alguma lesão ou perda auditiva. Logo na primeira consulta no hospital após a ida à homeopata, expliquei à Otorrino que estava farta de antibióticos, de não ver melhorias, de voltar sempre ao mesmo e de ser bombardeada com sugestões para a operação aos ouvidos, e tinha decidido leva-lo a uma homeopata, que a ultima otite tinha sido curada com os medicamentos receitados pela homeopata, mas que se a médica quisesse podíamos continuar as consultas, pois uma segunda opinião nunca fez mal a ninguém, e até ela teve que admitir que o anjinho estava muito melhor e nunca mais me voltaram a falar de cirurgias.

Após a notável melhoria do anjinho (fizemos 3 consultas em 6 meses, o resto foi tudo por telefone), deixámos de ir ás consultas com a Homeopata, infelizmente o valor das consultas não nos permite fazê-las quando está tudo bem, mas o pouco conhecimento que ganhei nos meses que se seguiram á primeira consulta, permite-me "atacar" os pequenos problemas de saúde (relacionados com ranhos, febres e tosses) que têm surgido.  

Não digo que a Homeopatia tem solução para tudo, claro que não. Mas chateia-me que, para a grande maioria dos médicos, a primeira opção a seguir aos medicamentos seja a cirugia (que muitas vezes ou não funciona ou não corre como esperado). Penso que seria de grande beneficio para todos (pacientes, médicos e até o estado) começar a apostar em medicinas alternativas nos centros de saúde e hospitais (obviamente para quem quer) em vez de partir de imediado para cirugias, especialmente em crianças pequenas.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Otites

Não acredito na chamada medicina occidental.
Já sei que não é uma religião para se acreditar ou não, e que têm feito muitos avanços e descobertas. Mas mesmo assim, penso que há muitas coisas que não sabem (ou que sabem) e não admitem, têm metodos excessivamente invasivos, medicamentos com excesso de quimicos que "curam" uma coisa e "estragam" 3, não aceitam outras medicinas e "pare usted de contar"!
Ou seja, têm os seus prós, mas com certeza também têm os seus contras, e penso que estou no meu direito de não acreditar nela.

Além de todos estes motivos ainda tenho um mais pessoal!
O meu anjinho teve uma altura muito fragil, que pode ter sido causada por muitas alterações na sua rotina. No decorrer de dois meses, comecei a trabalhar e ele teve que ir para a creche (com 10 meses), mudámos de casa e deixou de mamar.
Apenas uma semana depois de ter entrado na creche (antes das outras alterações) fez uma otite. Foi a primeira vez que adoeceu no seu curto espaço de vida, e lá lhe tivemos que dar antibiotico, muito contra minha vontade. Duas semanas depois, lá voltávamos ao hospital (já depois das outras alterações), mais uma otite em ambos ouvidos, mais um antibiotico para a lista (que apenas estava a começar).
Umas 3 semanas após a segunda otite, mais uma ida ao hospital, no dia do seu primeiro aniversário, com diagnóstico de outra otite, mas como era fim-de-semana, para lá voltar na Segunda-feira e ser visto por um especialista (otorrino). Na Segunda foi apenas com o pai, o diagnóstico: a otite tinha evoluido para uma otomastoidite, tinha que ficar internado! Com sugerência da Médica de que se as otites continuassem devería ser operado para colocar uns tubinhos para drenar o "liquido" (ranho) dos ouvidos e possivelmente retirar os adenoídes (todas as otites que fez foram otites serosas, apesar de nunca lhe ter saído liquido pelos ouvidos).

Mal soube disto, disse logo: Opero-lo, "over my dead body"! Antes tento todas as opções havidas e por haver!

Mas mesmo assim, uma semana internado a levar antibiotico injectavel, com a mãe a trabalhar durante o dia (não podia pedir baixa por estar a trabalhar à menos de 3 meses) e a passar as noites no cadeirão do hospital com o anjinho.

Isto em Julho, até Janeiro do ano seguinte continuou a fazer otites quase todos os meses, e claro, cada otite, um antibiotico.
Em Janeiro após ida ao Hospital, diagnóstico de otite, toda a noite no hospital a fazer aerosois, vamos para casa com antibiótico (claro!) e mais um carregamento de medicamentos.
O sentimento de culpa, já não me deixava continuar a dar lhe antibióticos, por isso no dia seguinte, com febre, tosse e sem tomar qualquer medicamento, levei-o a uma homeopata (recomendada por uma amiga), a apostar tudo o que tinha que esta seria a solução, e com muito pouco apoio de parte do pai.


(to be continued)

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Tabus da maternidade


Não vou falar de todos, porque não os sei, não tenho tempo nem vocês paciência.
Vou falar de dois que fazem parte da minha experiência.

O primeiro está relacionado com um post anterior (aqui), e que se refere à incontinência urinária e/ou fecal, e na sua variante mais avançada o prolapso uro-genital.
Honestamente não sei muito do assunto, o que sei é que tenho terror que me aconteça e já ouvi umas histórias, mas tudo às escondidas, como se fosse um crime.
Actualmente já existem muitas maternidades que falam disto nas aulas de preparação para o parto, e que instam à realização dos exercícios de Kegel (muito recomendado mesmo para quem ainda não passou por um parto), mas o facto é que continua a ser um tabu: "ninguém fala disso, ninguém tem". O que leva, obviamente, a que muitas mulheres menosprezem os exercícios e as recomendações.
No entanto não vejo que o problema esteja nos profissionais da saúde, que mais bem falam e explicam e instam a que se peça ajuda. O problema está nas mulheres, (e também nos homens que gozam e não dão o apoio necessário) que não falam, não pedem ajuda, não trocam impressões. Infelizmente, vivemos numa altura em que todos somos perfeitos e felizes (aparentemente), para mostrar aos outros, ninguém tem problemas.

O outro tabu, é relativamente aos sentimentos da mãe para o filho durante a gravidez e logo após o parto.

O meu anjinho foi planeado e muito desejado, mas quando tive o positivo, após a alegria inicial, os primeiros sentimentos foram de medo e ansiedade de, se calhar, não estar preparada. Durante a gravidez tomei todos os cuidados, e o medo de fazer alguma coisa de errado, ou não saber receber aquele bebe como é devido, era constante. Quando nasceu, o primeiro que senti foi um enorme alivio por o parto ter acabado, e quando o vi, só queria saber se trazia todas as "peças" e vinha sem "defeitos de fabrica" (principalmente daqueles que são causados por culpa minha). E o não ter sentido um amor avassalador desde o primeiro instante deixava-me envergonhada.
Nas primeiras semanas aprendi a amar, a cuidar e proteger, e fiquei de tal modo possessiva que não suportava que certas pessoas lhe pegassem ou tocassem durante vários meses!

Tudo isto são coisas que ninguém fala, todas as mães que planearam ter filhos sentiram desde o primeiro momento um amor sem fim e sem comparação por aquele ser, e qualquer coisa que não seja isso, não é natural, e é mal visto. As poucas que admitimos que não foi bem assim, aos olhos dos outros, não devemos ser normais. O estereótipo da mãe perfeita, que ama, sem ser possessiva, que sabe tudo o que tem que fazer desde o primeiro segundo, que tem certezas absolutas, que dá liberdade sem medos, que sempre tem a resposta certa; esse estereótipo é o que faz que as mães tenham receio de admitir que não sabem, ou que até sabem, mas que é diferente ao que as outras sabem, que não tenham confiança nelas próprias, porque não são iguais, que tenham mais medos dos que deviam, e inevitavelmente leva a muitas depressões pós-parto!

Que mania de querer mostrar perfeição, quando todos sabemos que isso não é real!

Deixem os outros ser imperfeitos, mostrem as vossas imperfeições.

Peçam ajuda quando precisem mas confiem em vocês mesmas.

Acho que seriamos bem mais felizes.

E parem de julgar os outros porque não são perfeitos ou não são iguais a vocês!

Let them be!

Let me be . . .

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Quando a vida se divide no antes e o depois!


À 3 anos nasceu um anjinho lindo e uma mãe inexperiente.

Os dois crescem e evoluem um bocadinho cada dia, o anjinho continua lindo e a mãe inexperiente. Porque cada etapa é nova e quando a mãe pensa que já tem mais experiência, as coisas mudam.

Mas o primeiro passo para melhorar, é aceitar que não somos perfeitas e ir aprendendo com o dia a dia, aceitar que não somos todos iguais e cada um cresce a seu tempo.

Para cada mãe que tem um anjinho em casa, o seu é "O" anjinho e para não fugir à regra, apesar de coisas mais desenvolvidas e outras menos, ambos - mãe e anjinho - estamos no bom caminho.

Ninguém disse que seria fácil, e há dias que as dificuldades são mais, mas apesar do tipo de pessoa que sou (nos tempos de namoro o meu marido chamava-me rabugenta e não era o único), poucas são as vezes que me queixo de ser mãe.

Se gosto de ser mãe, gosto e muito!

Se tenho jeito, . . . realmente acho que não é o meu forte . . . e a paciência tem sido das coisas que mais tenho praticado!

Como já disse antes, sou e sempre fui muito independente, para ter alguém a depender de mim, e por vezes esqueço-me que tenho que "reduzir a marcha" e andar à velocidade dele.

Mas, - e penso que é o mais importante - tenho eu aprendido mais com ele, do que ele comigo.

Há quem diga que a maternidade me "amoleceu", e já não sou quem era, e é verdade.

Tive que aprender, porque a criança aprende mais do exemplo do que do dizer (isto é, aprendemos todos mais com a pratica que com a teoria).

Não lhe posso ensinar a ser paciente se eu não o sou, ou tolerante ou amável.

Assim, com o anjinho nasceu uma mãe. É verdade que muitas coisas são instintivas, e sobre essas coisas nunca tive duvidas, mas muitas outras não o são, e uma coisa tenho a certeza, por mais educação que tenhamos que dar, ser mãe não é sinónimo de dureza, por isso continuou a ser inexperiente e aí está a minha luta, ser a mãe que educa, e a que mima e ama acima de tudo, e saber distinguir o "Não posso ceder" do "Uma vez não são vezes".

Por isso e tudo o que significa ser mãe, tive que mudar, reeducar-me, aceitar que muito do que pensava saber não é bem como pensava e principalmente estar disposta a aprender de quem supostamente vem aprender comigo!

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Ajudas da treta!

Isto é o que penso das ajudas do governo para quem tem/quer ter filhos, ou como eles lhe chamam: Incentivos à natalidade!
Do meu ponto de vista (de mãe) não me incentivam nem um bocadinho, isto é, se eu fosse uma pessoa menos virada para ter filhos, não era por estes chamados "incentivos" que quereria ter, quero dizer, nenhum incentivo deve convencer uma pessoa que não quer ter a ter, mas uma pessoa que espera por uma melhor altura, não são estes "incentivos" que convencem a ser agora.

Mas o que realmente me desmotiva nestas ajudas, não é o facto de considerar que a ajuda é pouca; não é grande coisa, é verdade, mas qualquer ajuda é bem-vinda. O que me desmotiva e me faz pensar e dar voltas à cabeça, se realmente temos ou não outro filho, é o tempo que temos para estar com ele (recém-nascido).

Duas horas por dia de redução horária (por amamentar), desde os míseros 5 meses que temos que deixar o nosso bébé, até aos 12 meses, e depois disso ter que provar que amamentamos, e quem já não o faz ou nunca o fez?? não merece passar tempo com a sua cria?? Isto sim desmotiva, e a meu ver, não há "incentivo" monetário que compense isto.

O tempo de licença devia ser de 12 meses, e não é nem de perto um exagero, sendo que depois disso devía ter direito a part-time (pago como full-time) por mais um ano.
Isso sim, seria justo; isso sim, seria um incentivo.
E tenho a certeza, que iria melhorar aspectos como a saúde e a educação dos bébés, e no futuro iria melhorar muito as capacidades sociais e o desenvolvimento psicologico das crianças.

Otra questão, é a dificulade (impossibilidade) em encontrar creches (berçários, jardins de infancia, etc) com horários alargados, ao fim de semana ou à noite, não digo no sentido de lá deixar os bébés 24 horas por dia, 7 dias por semana. Mas tantos pais e mães com horários, diferentes do chamado "normal", que prefeririam ficar com os bébés em casa um ou dois dias de semana, e poder deixá-los na creche ao fim de semana quando têm que trabalhar.

Há dois anos atrás estava a trabalhar num call-center das 11h às 20h, não é um horário tão diferente, nem daqueles mais complicados, mas a creche complicava-me a vida mais do que seria necesário, primeiro porque tinha que o deixar lá ás 9 (eu levava-o às 10h30), um bébé de 1 ano que em vez de estar com a mãe o tempo que a mãe pode estar com ele, precisa de horários para ir fazer o quê, estudar? E segundo, como a creche fecha às 19h, os dias que o meu marido não o podia ir buscar (que sim tem horários de trabalho complicados, sem turnos nem folgas certas), tinha que andar a pedir favores!
Quando, há um ano atrás andava à procura de trabalho, tive que recusar certos trabalhos, por não ter horários, dentro do horário da creche, ou sem folgas ao fim de semana, porque o meu marido não os tem, e pelo menos um de nós tem que estar em casa antes das 19h e durante o fim de semana.

Enquanto os incentivos não incluam estas opções, ou algo parecido, a meu ver não incentivam nem um pouco. O dinheiro por mais falta que faça, não compensa o desgosto que é deixar o nosso bébé de 5 meses, nos braços de outra pessoa. E como bem dizem, tempo é dinheiro e o tempo com o(s) meu(s) filho(s) vale OURO!

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O que foi mãe?

Depois de um susto daqueles que nem quero voltar a pensar,
a chorar em soluços dos que só o tempo consegue parar,
vem o meu marido (que manteve a calma e tratou da situação) com o meu filho ao colo e o meu filho ao ver-me, pergunta na sua inocência:
- O que foi mãe? Foi o pai?
(acho que não tem o pai em grande consideração)
E a fazer festinhas na minha cabeça:
- Já passou.

(Sim, meu amor, já passou. Não, não foi o pai).

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Nos dias de hoje: 1 é muito, 2 uma multidão, 3 é para loucos!

Estou a falar de filhos, já poucas são as famílias com dois filhos, e rarissimas com 3 ou mais.
Eu tenho um, antes de ter filhos e de casar, quando era adolescente, e pensava em casar e ter filhos, queria 3. Agora que estou casada e tenho um, em certas alturas penso que um é mais que suficiente.
Mas no fundo continuo a achar que 3 é o ideal, 2 é bom e 1 é um pouco solitário, especialmente se não houver primos.
Para mim ter crescido com um irmão foi ter um amigo a morar comigo, e tirar isso ao meu filho é algo que me faz sentir muito egoista. Obviamente que muita gente cresceu sem irmãos, e não foram infelizes por isso, mas é uma experiencia que eu tive, e que quero que ele tenha (especialmente porque não vejo primos no futuro proximo).
Acho que ter irmãos é maravilhoso, e não entendo aquelas famílias em que os irmão não se entendem nem gostam uns dos outros e não se falam. Claro que ter irmãos e não haver discusões é totalmente irreal, mas faz parte, e é um amigo para a vida (tirando os imprevistos), para os bons e maus momentos.
Se depender de mim, quero e vou dar pelo menos um irmão/ã ao meu menino, e já seja rapaz ou rapariga será muito bem vindo, tanto por nós pais, como pelo Gabe.
Não sei quando será, e há sempre aquela duvida: quando será a melhor altura, para ele (Gabe) e para nós?

Aqueles casais que só querem um filho, entendo perfeitamente, e se acham que seram melhores pais e daram um melhor futuro a um só filho, penso que o melhor então, é terem apenas um. Mas casais que não têm nem querem ter, honestamente, é algo que não chego completamente a entender.
Se já pensei como seria a minha vida sem filhos, já! E sou honesta, seria menos complicada.
Se já deixei o meu filho com outras pessoas, em quem confio, já! E sou honesta, senti alivio.
Mas não quer dizer que não adore o meu filho, e todos os dias olho para ele, e sinto alivio de pensar que afinal consigo cuidar de uma criança, porque se alguma vez tive duvidas sobre se devia ter filhos, era esse o meu medo, não saber tomar conta dele, não saber educa-lo para ser um boa pessoa (e continua a ser um medo).

Mas mesmo com todos os medos e receios, penso que ter filhos compensa, e por isso não entendo quem não os quer. Quer dizer, amo o meu marido mais que a qualquer outra pessoa (adulta) e não me importava de viver só com ele o resto das nossas vidas, se assim tivesse que ser, mas acho que o filhos completam uma família, ou melhor, fazem uma família, senão, somos só um casal.
E admito, nos tempos que correm faz-me um bocadinho de confusão um casal (casado ou não), com trabalhos e casa propria (ou alugada), que dizem estar á espera de melhor altura para ter filhos, desculpem a ironia, mas quando já não tiverem energia para andar atrás deles, ou quando a gravidez fôr considerada de risco e trouxer mais problemas, é que se eu estivesse à espera da melhor altura, acho que não era nesta vida que tinha filhos!
E apesar de sempre ter querido ter filhos e de querer continuar a ter, não sou "a children person", não sou aquele tipo de pessoa que as crianças adoram e que tem imenso jeito para crianças, mais bem acho que sou o contrario, não tenho jeito nenhum para brincar com crianças, mas isso nunca me impediu de querer ter filhos, penso que era mais uma motivação, pensava: se não sirvo para os filhos dos outros, talvez sirva para os meus!

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Trabalhos de casa. (ou Dedicado aos que realmente importam)

Nem quando andava na escola fiz tantos trabalhos manuais / criativos, como os que tenho feito desde que o meu filho entrou para a creche.
Percebo a intenção de incluir os pais nas actividades dos filhos, e quando estava desempregada era coisa que fazia até com agrado, mas agora a trabalhar é um bocadinho mais dificil, no entanto a Directora do Departamento Criativo lá de casa sou eu, e o Director do Departamento Financeiro não percebe "patavina" do assunto, por isso se eu não faço, ninguém faz, e cada vez que vou á creche lá me lembram que falta X ou Y projecto. E para tornar a coisa ainda mais interessante é que tenho que incluir o anjinho (que nem sempre se porta como tal) no dito projecto.

Já nos pediram para escrever um conto inventado, já pediram para pintar uma bola como enfeite para uma arvore de natal, já fizemos desenhos de animais (nenhum de nós desenha grande coisa), já decorámos flores de papel (duas vezes) e "pare usted de contar!"*

O mais recente projecto esteve umas 3 ou 4 semanas a ser discutido, e enviado de departamento em departamento a ver quem ficava com ele, até que uma ideia surgiu, e durante um tempinho no trabalho comecei a fazer uns recortes, ao chegar a casa inclui logo o anjinho na parte mais abstracta (a especialidade dele) e depois foi só dar os toques finais. Se podia ter ficado melhor, podia! (se eu tivesse um curso em Design, ou o anjinho fosse um prodigio da pintura, ou houvesse mais tempo para planear e executar, se o outro director aportasse alguma coisa, etc)

Mas considerando o que temos, penso que ficou muito bem.
O que acham?





* Frase cómica utilizada no meu outro pais. Tradução: a tradução literal não faz muito sentido, mas basicamente quer dizer: "E a lista continua".